FOTOS: O papa Leão XIV carrega a cruz em todas as estações da via-sacra no Coliseu
O papa Leão XIV carregou pessoalmente a cruz por todas as estações da via-sacra hoje (3), Sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma.
FOTOS: O papa Leão XIV carrega a cruz em todas as estações da via-sacra no Coliseu
O papa Leão XIV carregou pessoalmente a cruz por todas as estações da via-sacra hoje (3), Sexta-feira Santa, no Coliseu de Roma.






Os símbolos do Sábado Santo
Hoje, Sábado Santo, a Igreja celebra a Vigília Pascal, considerada a mãe de todas as vigílias por ser celebrada na noite em que Cristo passou da morte à vida. Esta celebração possui quatro partes: a liturgia da luz; a liturgia da Palavra; a liturgia batismal; e a liturgia eucarística. Conheça os símbolos presentes nessa missa.
Desde sempre, a luz existe em estreita relação com a escuridão: na história pessoal ou social, uma época sombria vai seguida de uma época luminosa; na natureza é das escuridões da terra de onde brota à luz a nova planta, assim como à noite lhe sucede o dia.
A luz também se associa ao conhecimento, ao tomar consciência de algo novo, frente à escuridão da ignorância. E porque sem luz não poderíamos viver, a luz, sempre, mas sobretudo nas Escrituras, simboliza a vida, a salvação, que é Ele mesmo (Sl 27,1; Is 60, 19-20).
A luz de Deus é uma luz no caminho dos homens (Sl 119, 105), assim como sua Palavra (Is 2,3-5). O Messias traz também a luz e Ele mesmo é luz (Is 42.6; Lc 2,32).
As trevas, então, são símbolo do mal, a desgraça, o castigo, a perdição e a morte (Jó 18, 6. 18; Am 5. 18). Mas é Deus quem penetra e dissipa as trevas (Is 60, 1-2) e chama os homens à luz (Is 42,7).
Jesus é a luz do mundo (Jo 8, 12; 9,5) e, por isso, seus discípulos também devem sê-lo para outros (Mt 5,14), convertendo-se em reflexos da luz de Cristo (2 Cor 4,6). Uma conduta inspirada no amor é o sinal de que se está na luz (1 Jo 2,8-11).
Durante a primeira parte da Vigília Pascal, chamada “lucenário”, a fonte de luz é o fogo. Este, além de iluminar, queima e, ao queimar, purifica. Como o sol por seus raios, o fogo simboliza a ação fecundante, purificadora e iluminadora. Por isso, na liturgia, os simbolismos da luz–chama e iluminar–arder se encontram quase sempre juntos.
Entre todos os simbolismos derivados da luz e do fogo, o círio pascal é a expressão mais forte, porque reúne ambos.
O círio pascal representa Cristo ressuscitado, vencedor das trevas e da morte, sol que não tem ocaso. Acende-se com fogo novo, produzido em completa escuridão, porque, na Páscoa, tudo se renova: dele se acendem as demais luzes.
As características da luz são descritas no exultet e formam uma unidade indissolúvel com o anúncio da libertação pascal. O círio aceso é, pois, um memorial da Páscoa. Durante todo o tempo pascal o círio estará aceso para indicar a presença do Ressuscitado entre os seus.
1. A água
Embora o rito do Batismo esteja repleto de símbolos, a água é o elemento central, o símbolo por excelência. Em quase todas as religiões e culturas, a água possui um duplo significado: é fonte de vida e meio de purificação.
Nas Escrituras, encontramos as águas da Criação sobre as quais pairava o Espírito de Deus (Gn 1,2). A água é vida no regaço, na seiva, no líquido amniótico que nos envolve antes de nascer. No dilúvio universal, as águas torrenciais purificam a face da terra e dão lugar à nova criação a partir de Noé.
No deserto, os poços e os mananciais se oferecem aos nômades como fonte de alegria e de assombro. Perto deles, têm lugar os encontros sociais e sagrados, preparam-se os matrimônios, etc.
Os rios são fontes de fertilização de origem divina; as chuvas e o orvalho contribuem com sua fecundidade como benevolência de Deus. Sem a água, o nômade seria imediatamente condenado à morte e queimado pelo sol palestino. Por isso, pede-se a água na oração.
Yahvé se compara com uma chuva de primavera (Os 6,3), ao orvalho que faz crescer as flores (Os 14.6). O justo é semelhante à árvore plantada ao borde das águas que correm (Nm 24,6); a água é sinal de bênção.
Segundo Jeremias (2, 13), o povo de Israel, ao ser infiel, esquece Yahvé como fonte viva, querendo escavar suas próprias cisternas. A alma procura Deus como o cervo sedento procura a presença da água viva (Sl 42,2-3). A alma aparece assim como uma terra seca e sedenta, orientada para a água.
Jesus emprega também este simbolismo em sua conversa com a samaritana (Jo 4.1-14), a quem se revela como “água viva” que pode saciar sua sede de Deus. Ele mesmo se revela como a fonte dessa água: “Se alguém tiver sede, que venha para Mim e beba” (Jo 7,37-38). Como da rocha de Moisés, a água surge do flanco transpassado pela lança, símbolo de sua natureza divina e do Batismo (cf Jo 19,34).
Por este motivo, a água se converteu no elemento natural do primeiro sacramento da iniciação cristã. Desde os primeiros séculos do cristianismo, os cristãos adultos eram batizados em uma espécie de pia cheia de água que tinha duas escadas: por uma descia e por outra saía. A imagem de “descer” às águas representava o momento da purificação dos pecados e estava associada à morte de Cristo.
A saída, subindo pelo lado oposto, representava o renascer à nova vida, como se estivesse saindo do ventre materno e era associado à ressurreição. No centro se fazia a profissão de fé pública. E isto significa que a água do batismo não é algo “mágico” – como pensam muitos – que protege ou transforma por si só, mas sim a expressão deste duplo compromisso: o de mudar de vida morrendo ao pecado e o de renovar a escala de valores, iluminados por Cristo, ressuscitados com Ele.
2. A veste branca
A cor branca sempre foi identificada com a pureza, com o inocente. Parece lógico que, desde os primeiros séculos do cristianismo, os catecúmenos fossem ao Batismo vestidos com túnicas brancas. Poderíamos considerá-lo, inclusive, como inspirado na imagem reiterada do Apocalipse, em que os seguidores fiéis do Cordeiro mereceram vestir-se de branco (cf 3,4-5.18; 4,4; 7,9.13-14; 19,14; 22,14).
Entretanto, os textos bíblicos dependeriam do que nos diz a tradição cultural dos primeiros séculos, anterior aos mesmos. Em todo o Império Romano, só os membros do Senado se vestiam com túnicas brancas, por isso os chamavam candidatus, do latim “cândido”, branco. Desta maneira, manifestava publicamente sua dignidade, a de servir ao Imperador, o qual se apresentava como o filho de deus.
Os cristãos, então, a irem vestidos de branco a receber o Batismo, tentaram mostrar que a verdadeira dignidade do homem não consiste em trabalhar para nenhum poder político, mas em servir a Jesus Cristo, o verdadeiro Filho de Deus. Portanto, mais que símbolo de pureza, era símbolo de dignidade, de vida nova, de compromisso com um estilo de vida e com o esforço cotidiano por conservá-la sem mancha, para ser considerados dignos de participar do banquete do Reino (cf. Mt 22, 12).
Em uma sociedade consumista como a nossa, em que a dignidade das pessoas depende de como vão vestidas, da moda que seguem, das marcas que usam, os cristãos deveriam nos perguntar o que fizemos de nossa “veste branca” batismal e verificar se, como diz São Paulo, “tendo-nos revestido de Cristo” (cf. Gl 3.27).
Hoje é dia de santo Isidoro de Sevilha, quem ensina o equilíbrio entre oração e ação
Hoje (4), a Igreja Católica celebra a festa de santo Isidoro de Sevilha, bispo da antiga Hispânia, polímata e estudioso e, segundo o papa Bento XVI, "o último dos Padres cristãos da antiguidade".
Santo Isidoro nasceu em Cartagena, Sevilha, Espanha, no ano 556. Era o caçula de quatro irmãos, também santos: são Leandro, são Fulgencio e santa Florentina. Em casa, Isidoro aprendeu o amor de família, selado pela presença do Senhor e onde rezar era algo cotidiano. Aprendeu também o valor do jejum, do trabalho manual, da solidariedade que davam ao lar certo ar monástico.
O irmão mais velho, são Leandro, bispo de Sevilha, foi o encarregado da educação de Isidoro. Graças a ele, Isidoro adquiriu uma ampla e profunda formação intelectual, na qual a tradição cristã e a herança greco-romana se fundiram sob a ortodoxia; além, é claro, dos bons hábitos de estudo e oração. Deus o chamou, assim, ao sacerdócio.
Quando Leandro morreu, Isidoro ocupou o cargo de bispo de Sevilha, que exerceu por 38 anos.
Uma das grandes dificuldades que muitos homens de Deus sofrem é conciliar a vida de estudo e contemplação, com a vida apostólica ou o exercício da caridade. Bento XVI, em uma de suas catequeses, recorda as palavras de santo Isidoro:
“Aqueles que procuram alcançar o descanso da contemplação devem preparar-se primeiro no estádio da vida ativa; e assim, livres dos resíduos do pecado, serão capazes de exibir aquele coração puro, o único que permite ver Deus" (Differentiarum Lib II, 34, 133: PL 83, col. 91 A).
Bento XVI comenta a seguir: “o realismo de um verdadeiro pastor convence-o do risco que os fiéis correm de reduzir-se a ser homens unidimensionais. Por isso, acrescenta: "O caminho do meio, composto por uma e outra forma de vida, é normalmente mais útil para resolver aquelas tensões que muitas vezes são aumentadas pela escolha de um só gênero de vida e por vezes são melhor temperadas por uma alternância das duas formas” (o.c., 134: ibid., col. 91 B).
A busca desse equilíbrio foi uma motivação constante para santo Isidoro. Por um lado, o seu amor pelos pobres era imenso, como sempre se manifestou pelas ajudas que lhe chegavam às mãos, esmolas que obtinha e distribuía entre os necessitados. Por outro lado, preocupou-se muito com a formação do clero, e promoveu a construção de uma escola para preparar os futuros padres, uma antecipação do que séculos depois seriam os seminários.
Dizia santo Ildefonso que "era tão admirável a facilidade de santo Isidoro com as palavras que vinham multidões para ouvi-lo e todos se maravilhavam com a sua sabedoria e com o grande bem que se obtinha ao ouvir os seus ensinamentos".
De todas as ciências, a que mais gostava e recomendava era o estudo da Bíblia Sagrada, sobre a qual escreveu longos comentários. Escreveu vários livros, entre eles o famoso "Etimologias", que é considerado o primeiro dicionário feito na Europa. Em atenção ao momento político que viveu, escreveu uma "História dos Visigodos" e algumas biografias de pessoas famosas. Por isso, muitos historiadores e teólogos consideram o santo como uma ponte entre a Idade Antiga e a Idade Média, em virtude da capacidade de reunir as riquezas do passado e comunicá-las às gerações seguintes.
Santo Isidoro foi a figura principal do Concílio de Toledo (ano 633), do qual emergiram os princípios canônicos orientadores da Igreja da Espanha, e que contribuiu fortemente para a formação do país. Bento XVI recordou: “Poucos anos depois da sua morte, em 636, o Concílio de Toledo de 653 definiu-o: Ilustre mestre da nossa época e glória da Igreja católica”.
Santo Isidoro de Sevilha morreu em 4 de abril de 636, aos 80 anos. Foi declarado Doutor da Igreja em 25 de abril de 1722 pelo papa Inocêncio XIII.
No Sábado Santo, esperamos com Maria
Hoje é Sábado Santo, dia de espera. Jesus está no sepulcro e Maria é quem acompanha a Igreja.
Maria é a mãe da paciente espera, embora esteja sofrendo pela morte de seu Filho. Ela foi a única que manteve viva a chama da fé quando Cristo foi sepultado.
Muitos seguidores de Jesus ficaram desiludidos, pois acreditavam que Ele seria o Grande Messias de Israel. Eles esperavam um guerreiro que os libertasse do domínio romano com punho de ferro e um exército numeroso.
Entretanto, quando viram que Cristo deixou que o crucificassem e morreu, ficaram tristes e desiludidos. “Jesus fracassou, voltemos para nosso trabalho ordinário”, disseram os discípulos de Emaús. Os apóstolos também estavam com medo e ficaram escondidos.
Inclusive as mulheres que estiveram ao pé da Cruz, foram embalsamar o corpo do Senhor porque estava morto. Elas não tinham acreditado na ressurreição de Cristo e, quando encontraram o sepulcro vazio, ficaram surpresas. Sem entender porque o corpo de Jesus não estava lá, começaram a duvidar do que Ele lhes havia dito sobre a ressurreição. Ao aparecer o anjo, uma delas pergunta: Para onde levaram o Senhor? Somente quando Cristo lhes aparece, acreditam.
Maria, muito pelo contrário, não foi ao sepulcro, pois tinha acolhido a palavra de Deus em seu coração. E por ser uma mulher de fé profunda, havia acreditado. Portanto, Ela não estava desiludida, nem assustada e desconfiada. Mas esperava plenamente a ressurreição do seu Filho.
Apesar de ter vivido toda a dor do dia anterior, sua fé e sua esperança são muito maiores. Permaneceu firme ao pé da cruz, embora profundamente dolorida. Nesses momentos, a única coisa que a sustentou foi a sua fé e também a esperança de que se cumpririam as promessas de Deus.
Este é o verdadeiro significado da Vigília Pascal
A celebração da Vigília Pascal na noite do Sábado Santo é a mais importante de todas as celebrações cristãs, porque comemora a ressurreição de Jesus Cristo.
A Vigília, que significa passar “uma noite velando”, tem um sentido especial na véspera pascoal, porque recorda a passagem bíblica (Mt 28,1-10), na qual um grupo de mulheres chega ao sepulcro para terminar de embalsamar Jesus, mas não encontram seu corpo. Em seguida, um anjo aparece a elas e diz: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos.” (Mc 28,5-7).
Na Vigília Pascal, celebra-se a Ressurreição que está adornada pelo cumprimento de todas as profecias e a recuperação vital da vida de Jesus para não morrer jamais, disse padre Donato Jiménez ao Grupo ACI.
“Esta ressurreição é a que nos ensina, mais claramente do que qualquer outra coisa, o cumprimento das palavras de Jesus em nossa vida. Assim como Jesus Cristo morreu e ressuscitou ao terceiro dia, também o cristão que morre em Cristo ressuscitará no fim dos tempos”, disse o sacerdote.
No início da Vigília, depois de acender o círio pascal, proclama-se a Ressurreição e recita-se a Proclamação da Páscoa.
Nela se relata brevemente a história da salvação desde a criação, a provação e queda de Adão, a espera e libertação do povo de Israel, até a entrega de Jesus Cristo, que morreu por nossos pecados e nos leva à salvação.
A Proclamação da Páscoa é dirigida a toda a humanidade, mas especialmente aos cristãos. Santo Agostinho nos convida a recordá-la constantemente, porque é uma mensagem de esperança e nos transmite a vitória da luz sobre a escuridão.
Após as leituras, segue a Liturgia Batismal ou, pelo menos, a bênção da água e a renovação das promessas batismais.
Finalmente, na celebração eucarística se entoam os cantos do Aleluia. Vive-se um ambiente festivo e de louvor, porque cumpriu-se as promessas de Deus, especialmente, por ter restaurado sua amizade com a humanidade e outorgar a salvação.
Converter-se a uma igreja não é converter-se a Jesus Cristo: é converter-se a uma nova denominação, que é o que milhares de crentes fazem"
ulano aceitou Jesus": o pe. Zezinho questiona o que significa essa frase, observando que "converter-se a uma igreja não é converter-se a Jesus Cristo: é converter-se a uma nova denominação, que é o que milhares de crentes fazem".
Eis o que o padre escreveu na sua rede social:
"Recentemente um famoso cantor sertanejo foi anunciado como tendo aceitado Jesus. Alguém perguntou o que isto significa. Fui ver numa rede social e, de fato, ele aceitou Jesus numa igreja evangélica. Na realidade, ele já tinha aceitado Jesus em outra Igreja. Mas a notícia foi truncada de maneira a entender que só aceita Jesus quem adere a determinada igreja pentecostal ou evangélica.
A notícia, para ser verdadeira, deveria dizer que ele ACEITOU JESUS, mas aceitou pela segunda vez NUMA OUTRA IGREJA. Ateu ele não era! Converter-se a uma nova denominação e a outra igreja é tão somente MUDAR de IGREJA e não mudar de Jesus. Então, converter-se a uma igreja não é converter-se a Jesus Cristo: é converter-se a uma nova denominação, que é o que milhares de crentes fazem. Mudam de igreja e não mudaram de Jesus! O fato é que já acreditavam em Jesus, mas a pregação de algum padre ou pastor os convenceu a crer de outro jeito e numa outra igreja".
O pe. Zezinho continuou:
"Aí se vê o que o faz o marketing da fé. Os pregadores mentem sobre o fato. Fazem o antigo fiel crer que agora ele aceitou Jesus, quando o novo fiel apenas aceitou a pregação de uma nova igreja ou de um novo pregador. Alguns até garantem que curam e fazem milagres em nome de Jesus, dando data e local para as novas curas. O novo convertido sentiu-se melhor ao mudar de templo, ou de pregador, ou de igreja. Aceitar, eles aceitaram, mas tratava-se do Jesus de sempre, só que, agora, com os argumentos de um novo pregador.
Aqui a questão: é mais a questão 'pregador' do que a questão 'Jesus'. Na gênese de qualquer conversão está um pregador simpático ou exigente. Há quem procure isto para a sua vida. Um pregador irado ou um pregador de fala mansa. Mas é sempre um pregador de templo ou de TV".
O veterano sacerdote propôs então uma crítica aos católicos que, a seu ver, "rejeitam as atualizações da nossa Igreja e seguem catecismos, livros e pregadores tradicionalistas":
"Vejo isto também na Igreja Católica. Rejeitam as atualizações da nossa Igreja e seguem catecismos, livros e pregadores tradicionalistas. Ou miram um futuro que ainda não aconteceu e seguem algum livro ou pregador católico futurista. E, se um padre pregador se guia pelo catecismo atual, pelos documentos do Vaticano II ou por instruções dos Papas desde 1962, o pregador é chamado de padre comunista ou em cima do muro".
Por fim, o pe. Zezinho concluiu:
"Aceitar Jesus envolve saber quem era Jesus. E muitos nunca leram nem a Bíblia, nem nenhum catecismo ou documento dos últimos 100 anos… Lembra a lenda do canto de sereia. Na lenda, os marinheiros eram amarrados pelo capitão ao mastro do navio, para não mergulharem atrás de uma linda sereia a cujo canto ninguém resistia".
O Sábado Santo é o dia do “grande silêncio”
O Catecismo da Igreja Católica diz que o Sábado Santo é um dia "de grande silêncio" por causa da morte de Cristo.
O Catecismo explica nos números 631 a 637 a parte do Credo que diz “Jesus Cristo desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia”.
O Credo, diz o Catecismo, "confessa, num mesmo artigo da fé, a descida de Cristo a mansão dos mortos e a sua ressurreição dos mortos ao terceiro dia, porque, na sua Páscoa, é da profundidade da morte que Ele faz jorrar a vida".
Jesus, continua o texto, “antes da ressurreição, permaneceu na mansão dos mortos (cf. Hb 13,20). Este é o sentido primeiro dado pela pregação apostólica à descida de Jesus à mansão dos mortos: Jesus conheceu a morte, como todos os homens, e foi ter com eles à morada dos mortos. Porém, desceu lá como salvador proclamando a Boa-Nova aos espíritos que ali estavam prisioneiros”.
Quando Jesus morre, no Sábado Santo “um grande silêncio envolve a terra; um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme”.
“A terra está amedrontada e oprimida, porque Deus adormeceu na carne e despertou os que dormiam desde os tempos antigos”, acrescenta.
Jesus então “vai à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Quer visitar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte. Vai libertar Adão do cativeiro da morte. Ele que é ao mesmo tempo seu Deus e seu filho”.
O Catecismo também diz que na Bíblia, inferno ou hades é “a morada dos mortos, a que Cristo desceu após a morte, porque aqueles que aí se encontravam estavam privados da visão de Deus. Tal era o caso de todos os mortos, maus ou justos, enquanto esperavam o Redentor”.
“A descida à mansão dos mortos é o cumprimento, até à plenitude, do anúncio evangélico da salvação”, diz o catecismo.
“É a última fase da missão messiânica de Jesus, fase condensada no tempo, mas imensamente vasta no seu significado real de extensão da obra redentora a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares, porque todos aqueles que se salvaram se tornaram participantes da redenção”, diz o catecismo.
Desta forma, Cristo “pela sua morte, reduziu à impotência aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertou quantos, por meio da morte, se encontravam sujeitos à servidão durante a vida inteira”.