segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

IGREJA

 

“Justiça superior”? Leão XIV explica como viver a verdadeira justiça

<em>O Papa Leão XIV alertou: "Não basta não matar fisicamente uma pessoa se depois a matar com palavras, ou se não respeitar sua dignidade", afirmou.</em>

"Averdadeira justiça é o amor”, afirmou Leão XIV durante o Ángelus que presidiu na Praça de São Pedro em 15 de fevereiro de 2026. Exortando os católicos a não se contentarem com uma “justiça mínima”, mas a viverem “um grande amor”, alertou especialmente os casais contra os limites da fidelidade formal, sem ternura ou um projeto comum.

Ao introduzir a oração mariana, o Papa comentou o Evangelho deste domingo, no qual Jesus Cristo faz um discurso sobre o significado da lei judaica. Em sua opinião, ele observou que os preceitos não servem "para satisfazer uma necessidade religiosa externa de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos introduzir em uma relação de amor com Ele e com nossos irmãos".

O "fim último" da lei, continuou o pontífice, "é precisamente o amor". Ele encorajou os fiéis reunidos sob suas janelas a não se limitarem a observar os mandamentos ao pé da letra, mas a praticar "uma justiça superior".

"Não basta uma justiça mínima; é necessário um grande amor", enfatizou.

Sublinhando a diferença entre a "justiça religiosa formal" e a justiça do Reino de Deus, Leão XIV deu exemplos:

"Não basta não matar fisicamente uma pessoa se depois a matar com palavras, ou se não respeitar sua dignidade", afirmou.

Da mesma forma, acrescentou, dirigindo-se aos casais, "não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério se nesse relacionamento falta ternura mútua, escuta, respeito, cuidado mútuo e trabalho em equipe em um projeto comum". A esses exemplos, "poderíamos adicionar muitos mais", disse o papa peruano-americano.

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