domingo, 1 de março de 2026

IGREJA

 Igreja celebra hoje o segundo Domingo da Quaresma

Hoje (1), a Igreja celebra o segundo Domingo da Quaresma. O Evangelho do dia corresponde à leitura de Mateus 17,1-9, que relata o momento da Transfiguração do Senhor, quando os discípulos puderam ter uma experiência da glória de Cristo.

A seguir, leia e reflita o Evangelho deste segundo domingo da Quaresma:

Mt 17,1-9

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhe Moisés e Elias, conversando com Jesus.

4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu agrado. Escutai-o!”

6Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.

8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrado santo Albino, que salvou vários adolescentes condenados à morte

Hoje (1º), a Igreja celebra santo Albino de Angers, bispo francês do século VI, uma das figuras mais influentes na reforma moral da sociedade francesa de seu tempo.

Homem de oração

Albino nasceu no ano 496 em Vannes, França. Nobre de nascimento, ele renunciou ao seu título e herança para viver inteiramente para Deus como um monge. Entrou no mosteiro de Tincillac, que era regido pela Regra de Santo Agostinho. Ele tornou-se abade (superior do mosteiro) aos 35 anos, permanecendo no cargo até 529, quando foi eleito bispo de Angers.

Homem de ação

Santo Albino foi bispo de Angers entre os anos 529 e 550.

Como bom pastor, guiava zelosamente o seu rebanho, guardando sempre os bons costumes e a virtude. Isso lhe deu certa fama de severo ou rígido, mas não de bispo carente de humanidade, muito pelo contrário.

Santo Albino se preocupou em ser o primeiro a dar o exemplo e exigir que as autoridades ou os poderosos fizessem o mesmo. Como bispo, promoveu a caridade e a ajuda aos mais necessitados. Ele também trabalhou pela restauração da disciplina eclesiástica e foi um dos principais promotores do III Concílio de Orleans.

Nesse concílio, santo Albino advogou, por exemplo, pelo restabelecimento das condições canônicas relativas ao matrimônio que proibiam os contraentes de ter laços próximos de parentesco; condição que havia sido flexibilizada em favor dos interesses da nobreza ou por motivos relacionados com a instituição da herança.

Homem de Deus

Santo Albino é considerado o santo padroeiro das crianças que sofrem de cegueira e tosse convulsa.

A tradição fala dele como alguém que fez muitos milagres em vida. Uma história famosa conta que por sua intercessão, um jovem chamado Albaldo foi trazido de volta à vida. Outra tradição relata que o santo, depois de ter intercedido sem sucesso pela vida de um grupo de ladrões condenados à morte, uma parte do muro da prisão onde eles estavam caiu durante a noite e conseguiram escapar.

Conta-se que aqueles jovens entenderam que Deus lhes dera uma nova oportunidade e voltaram para ver o santo, prometendo mudar de vida. Sabe-se que ele também curou várias pessoas que sofriam de cegueira, principalmente crianças.

A devoção a santo Albino hoje é bastante difundida em países europeus como Itália, Espanha, Alemanha e Polônia. Muitos templos e paróquias são dedicados à sua memória na França, sua terra natal.

Santo Albino de Angers morreu no ano 550 e seu corpo foi sepultado na igreja originalmente dedicada a são Germano de Auxerre, construída pelo rei franco Childeberto I e são Germano de Paris. Esta Igreja depois foi dedicada a santo Albino de forma definitiva.

IGREJA

 

Hoje começa o mês de são José

A tradição da Igreja atribuiu uma devoção especial a cada mês do ano, e o mês de março é dedicado em particular a são José, casto esposo da Virgem Maria e padroeiro da Igreja Universal.

São José é conhecido como o “santo do silêncio” porque não se conhece uma palavra pronunciada por ele, mas sim as suas obras, sua fé e amor que influenciaram em Jesus e em seu santo matrimônio.

Uma das pessoas que mais difundiu a devoção a são José foi santa Teresa d’Ávila, que através da intercessão do santo foi curada de uma doença que a deixou quase paralisada e que era considerada incurável.

Santa Teresa costumava repetir que “outros santos parecem ter um poder especial para resolver certos problemas. Mas Deus concedeu a são José um grande poder para ajudar em tudo”.

Até o final de sua vida, a santa carmelita disse que “durante 40 anos, todos os anos, na festa de são José, pedi-lhe alguma graça ou favor especial, e não falhou comigo nem uma vez. Eu digo àqueles que me escutam que façam o ensaio de rezar com fé a este grande santo, e verão os grandes frutos que conseguirão”.

O papa Francisco dedicou reflexões a são José. Através de um decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, decidiu fazer uma pequena modificação nas orações da missa para incentivar a devoção a este santo.

Com esta modificação, são José é mencionado nas Orações Eucarísticas II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano, colocando-se após o nome da Virgem Maria.

Francisco convocou um Ano de São José de 8 de dezembro de 2020 a 8 de dezembro de 2021, para comemorar os 150 anos do decreto Quemadmodum Deus, por meio do qual o beato Pio IX declarou são José como patrono da Igreja.

Para isso, escreveu a carta apostólica Patris corde para que “todos os fiéis, seguindo o seu exemplo (de são José), possam fortalecer diariamente a sua vida de fé em plena realização da vontade de Deus”.

“Todos podem encontrar em são José – o homem que passa despercebido, o homem da presença cotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade”, escreveu.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de domingo: Transfiguração de Jesus

Comentário ao Evangelho do II domingo da Quaresma (Ciclo A). «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». A petição de Pedro expressa o desejo de todo o coração humano de permanecer para sempre a contemplar com gozo a glória de Deus. Foi para isso que fomos chamados: para a bem-aventurança.


 Evangelho (Mt 17, 1-9)

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus:

«Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias».

Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia:

«Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O».

Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse:

«Levantai-vos e não temais».

Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem:

«Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».


Comentário

O Evangelho de Mateus situa esta cena num momento delicado para os apóstolos. Pouco antes, Jesus tinha-lhes manifestado claramente «que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia» (Mt 16, 21). Ao mesmo tempo, tinha-lhes dito, também com toda a crueza, que «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la» (Mt 16, 24-25). É compreensível o desconcerto e o temor dos seus discípulos diante de advertências tão graves.

Por isso, agora quer alimentar a sua esperança, manifestando a sua glória diante de Pedro, Tiago e João. Sobe a um alto monte, primeiro acompanhado pelos três discípulos, de modo análogo a como Moisés subiu ao monte Sinai, acompanhado por Aarão, Nadab e Abihú, seguido pelos anciãos do povo (cf. Ex 24, 9). Esses seriam os mesmos três apóstolos a quem Ele chamaria no Getsémani para O acompanhar mais de perto, enquanto os outros estavam um pouco mais afastados do lugar em que Jesus rezava em agonia (cf. Mc 14, 33). Contrastam as cenas de esplendor gozoso e de sofrimento angustiado nas quais Pedro, Tiago e João O acompanham, mas, ao mesmo tempo, ambas estão inseparavelmente relacionadas. Não há glória sem cruz.

Moisés e Elias, que contemplaram a glória de Deus e receberam a sua revelação no monte chamado Horeb ou Sinai (cf. Ex 24, 15-16 e 1Rs 19, 8), acompanharam Jesus neste alto monte quando Ele «transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (v. 2). Agora contemplam a glória e falam com Aquele que é a revelação de Deus em pessoa.

Pedro não pode conter a sua alegria e exclama: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias» (v. 4). O seu pedido expressa o desejo que todo o coração humano tem de permanecer para sempre a contemplar com alegria a glória de Deus. A isso fomos chamados, à bem-aventurança. Com esses mesmos sentimentos, S. Josemaria clamava enquanto pregava: «Jesus: ver-Te, falar contigo! Permanecer assim, contemplando-Te, abismados na imensidade da tua formosura, e não cessar nunca, nunca, nessa contemplação! Oh, Cristo, quem Te pudesse ver! Quem Te pudesse ver, para ficar ferido de amor por Ti!»[1].

Da nuvem de luz que os envolve, ouvem-se algumas palavras cheias de significado: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O» (v. 5). A expressão «meu Filho muito amado», é um eco daquela que Deus usa ao dirigir-se a Abraão para pedir que sacrifique o seu filho Isaac: toma o «teu único filho, a quem tanto amas» (Gn 22, 2). Desta forma, se estabelece um paralelo entre a cena dramática do Génesis, em que Abraão está disposto a sacrificar Isaac, que o acompanha sem resistência, e o drama que será consumado no Calvário, onde Deus Pai ofereceu o seu Filho em sacrifício assumido voluntariamente para a redenção do género humano. De facto, na cena da Transfiguração, a Igreja viu uma preparação dos apóstolos para suportar o escândalo da Cruz. Por sua vez, o “escutai-o” tem ressonâncias claras com as palavras que o Senhor dirige a Moisés no Deuteronómio: «O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como Eu; a Ele deveis escutar» (Dt 18, 15). O Filho a quem o seu Pai Deus entrega à morte, Jesus, é, simultaneamente, o profeta como Moisés, que deve ser ouvido.

«Deste episódio da Transfiguração gostaria de indicar dois elementos significativos – dizia o Papa Francisco –, que sintetizo em duas palavras: subida e descida. Precisamos ir a um lugar afastado, subir ao monte num espaço de silêncio, para nos reencontrarmos a nós mesmos e ouvir melhor a voz do Senhor. Fazemos isto na oração. Mas não podemos permanecer ali! O encontro com Deus na oração estimula-nos de novo a ‘descer do monte’ e voltar para baixo, para a planície, onde encontramos tantos irmãos sobrecarregados por canseiras, doenças, injustiças, ignorâncias, pobreza material e espiritual. A estes nossos irmãos que estão em dificuldade, estamos chamados a levar os frutos da experiência que fizemos com Deus, partilhando a graça recebida»[2].

sábado, 28 de fevereiro de 2026

IGREJA

 Mães de presos recebem Leão XIV em bairro romano assolado pelo tráfico de drogas

Como parte de suas visitas pastorais a várias paróquias de Roma nesta Quaresma, o papa Leão XIV vai no próximo domingo, 1º de março, ao bairro periférico de Quarticciolo, uma das maiores áreas de tráfico de drogas em Roma.

O papa chegará no domingo à tarde à paróquia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo, confiada aos padres dehonianos.

Primeiro, segundo o vicariato de Roma, ele se encontrará no pátio do oratório com um grupo de crianças, jovens e suas famílias. Depois, o papa vai ao salão paroquial para saudar quatro mães de dependentes químicos presos.

Segundo o pároco, padre Daniele Canali, uma delas é catequista e outra é voluntária da Cáritas. Junto com elas estará também um grupo de pessoas com deficiência, idosos, doentes, pobres e voluntários que vão receber o papa.

Leão XIV se reunirá então com o conselho pastoral numa sala paroquial e, às 17h, horário de Roma, vai celebrar a missa na igreja paroquial. Por fim, ele se encontrará com a comunidade de sacerdotes.

Segundo o padre Canali, será a terceira visita de um papa ao bairro. "São João XXIII visitou o local em 3 de março de 1963, e são João Paulo II em 3 de março de 1980", disse ele.

“Estamos nos preparando não só do ponto de vista prático, com a organização de todos os espaços, mas sobretudo do ponto de vista espiritual, com a lectio divina semanal”, disse o padre. “Em todos os grupos, houve reflexão sobre a figura de Pedro”.

Para o pároco, a presença do papa é um sinal de esperança: "Essa comunidade paroquial é pequena e passou por momentos muito difíceis, mas devo testemunhar que ninguém jamais desistiu, a comunidade sempre se manteve firme”.

IGREJA

 Novas gerações de fiéis buscam solidez doutrinal, diz bispo irlandês

O bispo de Raphoe, Irlanda, Niall Coll, disse que as novas gerações de fiéis buscam "solidez doutrinal".

Diante de cerca de 100 pessoas reunidas na paróquia do Espírito Santo de Kimmage Manor, em Dublin, o bispo falou, na apresentação do livro Transformative Renewal in the Catholic Church (Renovação Transformadora na Igreja Católica, em tradução livre), do padre John O'Brien, sobre a busca pela verdade e significado pelas pessoas nascidas a partir de 1995.

Segundo Coll, essas novas gerações demonstram um renovado senso de seriedade em relação à fé, segundo o jornal The Irish Catholic.

O bispo falou sobre jovens que crescem numa cultura pós-cristã, “digital e moralmente fragmentada”, na qual vivem a ausência de uma “memória herdada do catolicismo irlandês”.

Ele disse que, diante dessa situação, os jovens buscam “clareza, coerência e tradição” e que “eles são atraídos pela solidez doutrinal, profundidade sacramental e continuidade com a tradição da Igreja”.

O bispo disse que, enquanto as conversas sinodais muitas vezes se concentrem em estruturas e processos, muitos deles perguntam: "No que a Igreja realmente acredita?"

“Tendo crescido em meio a escolhas constantes, sobrecarga de informações e ambiguidade moral, eles estão menos interessados ​​na conversação e mais numa educação que produza convicção e confiança”, disse ele.

O bispo disse que a sinodalidade, se não estiver ancorada nas Escrituras e na doutrina, "corre o risco de derivar para uma discussão interminável e sem propósito".

Diante desse cenário, ele listou alguns dos desafios mais urgentes, como a catequese e a formação de catequistas. O bispo disse que “a renovação não pode ser sustentada sem formação” e apontou a catequese “fraca” como um fator central na atual fragilidade da Igreja.

Segundo ele, que muitos jovens são educados online, “frequentemente por meio de fontes fragmentadas e polarizadas”, em vez de por meio de ensino estruturado em paróquias ou escolas.

“Uma Igreja sinodal requer não só participação, mas compreensão; não só voz, mas formação”, disse o bispo. “O Povo de Deus não pode discernir em conjunto a menos que consiga articular no que crê e porquê”.

Para Coll, esse anseio por coerência e tradição poderia ser recebido “como uma dádiva para a Igreja, não como um problema a ser administrado”. A sinodalidade “deve manter a escuta e o ensino, o discernimento e a autoridade unidos”, disse ele. “A tarefa não é escolher entre sinodalidade e tradição, mas integrá-las”.

O bispo disse que a renovação “será lenta e, por vezes, irregular”, já que “requer clareza teológica constante e profundidade espiritual”.

“O futuro do catolicismo irlandês dependerá de a Igreja conseguir tornar-se simultaneamente sinodal e coerente: uma Igreja que escuta atentamente, ensina com clareza, forma intencionalmente e dá um testemunho afetuoso num mundo ferido”, concluiu.

IGREJA

 

A Quaresma e os benefícios espirituais do contato com a natureza

Todos os anos, durante a Quaresma, tentamos imitar o tempo de jejum e oração de Jesus, fazendo vários sacrifícios, negando a nós mesmos os nossos alimentos e entretenimento favoritos. No entanto, alguma vez imitamos o tempo que Jesus passou no "deserto"?

O Evangelho de Mateus diz: "Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio" (Mateus 4, 1).

Isso pode parecer um detalhe menor, mas essa ação de Jesus ao sair da cidade e entrar no “deserto” está se tornando cada vez mais relevante (e necessário). Os americanos em particular estão gastando mais tempo dentro de casa, mal vendo a luz do dia. Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA), os americanos passam em média 93% de sua vida dentro de casa.

Nosso estilo de vida moderno criou uma ruptura com a natureza e agora estamos mais familiarizados com edifícios do que com árvores.

Uma das razões pelas quais devemos considerar passar mais tempo fora e em contato com a natureza são os muitos benefícios que isso pode trazer à nossa saúde física e espiritual. De acordo com uma pesquisa, passar mais tempo junto à natureza não apenas diminui a depressão e o estresse, como também melhora nosso comportamento em relação aos outros.

Outro estudo constatou que "os pacientes com vista para as árvores toleravam melhor a dor, pareciam ter menos efeitos negativos e passavam menos tempo em um hospital". Já foi demonstrado que "o contato com a natureza afeta positivamente a pressão arterial, o colesterol e a perspectiva da vida".

Além dos efeitos positivos que pode ter em nossos corpos, a caminhada ao ar livre também beneficia nossas almas. Em um estudo focado em crianças que passam de 5 a 10 horas por semana ao ar livre, as crianças “acreditavam que um poder superior havia criado o mundo natural ao seu redor. Eles também relataram sentir-se impressionadas e humilhadas pelo poder da natureza, ao mesmo tempo em que se sentem felizes e com um sentimento de pertencer ao mundo. ”

O Papa Francisco aponta em sua encíclica Laudato si ', que Jesus olhou ternamente para a natureza e sua beleza levou a muitas conexões espirituais:

"O Senhor pôde convidar outras pessoas a estarem atentas à beleza que existe no mundo, porque ele próprio estava em constante contato com a natureza, prestando-lhe uma atenção cheia de carinho e admiração. Ao percorrer a terra, muitas vezes parava para contemplar a beleza semeada por seu Pai e convidava seus discípulos a perceber uma mensagem divina nas coisas: 'Levantai os vossos olhos e vede os campos, porque já estão brancos para a ceifa' (Jo 4,35)".

São Francisco de Assis é um grande exemplo de santo que permitiu que a beleza da natureza penetrasse em sua alma, elevando-a a Deus. Além disso, São Francisco, fiel às Escrituras, convida-nos a ver a natureza como um livro magnífico no qual Deus nos fala e nos dá um vislumbre de sua infinita beleza e bondade. Por esse motivo, pediu que parte do jardim do seu convento sempre permanecesse intocada, para que flores e ervas silvestres pudessem crescer ali, e quem as visse pudesse elevar a mente a Deus, o Criador de tanta beleza.

Portanto, nesta Quaresma, ao considerar um “sacrifício”, tente passar mais tempo junto à natureza, permitindo que a beleza da criação cure sua alma e louvando a Deus pelas maravilhas de sua obra.