domingo, 9 de agosto de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrada santa Teresa Benedita da Cruz, judia convertida e vítima dos nazistas

Santa Teresa Benedita da Cruz nasceu em Breslau (1891), cidade que pertenceu à Alemanha e que, em seguida, passou para a Polônia. Recebeu o nome de Edith Stein. Na adolescência, deixou a religião judaica, porque não encontrava nela sentido à sua vida.

Mais adiante, chegou a ser uma brilhante estudante de fenomenologia na Universidade de Gottiengen, onde conheceu o pensamento dos filósofos Husserl e Martin Heidegger (dois dos mais importantes do século XX). Finalmente, Edith recebeu o diploma de Filosofia da Universidade de Freiburg.

Por seu alto sentido de solidariedade, alistou-se à Cruz Vermelha como enfermeira durante a Primeira Guerra Mundial, destacando-se por sua amabilidade, serviço e autocontrole.

Em 1921, Edith decidiu acompanhar uma amiga que tinha se tornado viúva e ficou impactada ao encontrá-la com uma grande paz e fé em Deus. Foi assim que desejou conhecer a fonte dessas graças e começou a ler, na casa da viúva, a biografia de santa Teresa de Jesus.

Entrou em um estado de crise profunda e em um momento de purificação até que, meses depois, decidiu ser batizada. Buscou a ajuda de um sacerdote e recebeu o sacramento em 1922. Ao ser católica, sentiu-se mais judia, porque encontrou em Jesus Cristo o sentido de toda a sua fé e vida.

Aos poucos, foi brotando nela a inquietude vocacional, enquanto era acompanhada por seu diretor espiritual. Começou a trabalhar como professora na escola de formação de professores das dominicanas de santa Madalena, ministrou palestras, traduziu livros, destacou-se profissionalmente e, às vezes, retirava-se para encontrar a paz na abadia beneditina de Beuron.

A situação política na Alemanha começou a piorar, mas Edith não desanimou e entrou para o Carmelo, o que havia sido seu sonho por muitos anos, deixando a fama. Em 15 de abril de 1934, tomou o hábito carmelita e mudou seu nome para Teresa Benedita da Cruz.A situação para os judeus se agravou e Edith pediu para ser transferida para evitar o perigo para as religiosas do lugar. Foi enviada para uma comunidade na Holanda, junto com sua irmã Rosa, que também tinha se convertido ao cristianismo e servia como uma irmã leiga.

Quando aconteceram as deportações dos judeus, os luteranos, calvinistas e católicos concordam em ler em conjunto um texto de protesto durante os serviços religiosos. Os nazistas também ameaçavam deportar os judeus convertidos ao catolicismo.

As forças de ocupação nazistas declararam todos os católicos-judeus como “apátrida”. Um corpo militar nazista entrou no convento carmelita e levou Teresa e Rosa. Ao sair, a santa segurou a mão de sua irmã e disse: “Venha, vamos, por nosso povo”.

Foram levadas ao campo de concentração de Westerbork e os prisioneiros ficaram admirados com o testemunho de paz de Santa Teresa, que se preocupava por ajudar e consolar os demais, mesmo nas duras condições de humilhações e tormentos que viviam.

Foram enviadas para Auschwitz, com milhares de judeus, e chegaram ao campo de concentração em 9 de agosto de 1942. Imediatamente, os prisioneiros foram conduzidos para a câmara de gás e Santa Teresa partiu para a Casa do Pai, oferecendo sua vida pela salvação das almas, a libertação do seu povo e a conversão da Alemanha.

Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada por são João Paulo II em 1998, que lhe deu o título de “mártir do amor” e, em outubro de 1999, foi declarado copadroeira da Europa.

IGREJA

 Dia dos Pais: Seis pais de família católicos que alcançaram a santidade

Na Igreja Católica, houve homens que, em diferentes épocas, deram testemunho de uma verdadeira e santa paternidade. Por ocasião do Dia dos Pais, apresentamos alguns pais de família que alcançaram a santidade:

1. São José

Deus encomendou a são José uma grande responsabilidade e privilégio: ser o pai adotivo de Jesus Cristo e casto esposo da Virgem Maria.

São José era carpinteiro e descendente do rei Davi. Quando foi a Belém com Maria para se registrar no censo, ela deu à luz Jesus em um estábulo e, em seguida, tiveram que fugir para o Egito para evitar que o Menino fosse assassinado por ordem do rei Herodes.

São José educou Cristo e lhe ensinou o ofício de carpinteiro. É conhecido como “Padroeiro da Boa Morte”, porque, segundo a tradição, morreu acompanhado e consolado por Jesus e Maria.

Em um discurso, o papa Francisco destacou que são José soube descansar em Deus na oração, levantar-se com Jesus e Maria e ser uma voz profética em meio ao mundo.

2. São Luís Martin

São Luís Martin foi esposo de santa Zélia Guérin e pai de cinco filhas, entre as quais se destacam santa Teresa de Lisieux, doutora da Igreja, e Leônia, cuja causa de beatificação foi aberta em 2015.

Quando era jovem, Luís quis ser religioso da Congregação Hospitaleira do Grande São Bernardo, mas não foi admitido porque não sabia latim. Aprendeu o ofício de relojoeiro e se estabeleceu em Alençon (França), onde conheceu sua futura esposa.

Luís e Zélia se casaram em 12 de julho de 1858 e tiveram nove filhos, dos quais cinco mulheres sobreviveram. O casal tinha uma intensa vida espiritual e formou as meninas para que fossem boas católicas e cidadãs respeitáveis.

Zélia morreu de câncer em 1877. Luís cuidou de suas filhas e se mudaram para Lisieux. Com o passar dos anos, todas abraçaram a vida religiosa. O santo padecia de uma doença que foi o consumindo até que perdeu suas faculdades mentais. Morreu em 1894.

Em outubro de 2015, Luís e sua esposa Zélia foram o primeiro casal a ser canonizados juntos. Sua festa é celebrada em 12 de julho, dia de seu aniversário de casamento.

3. São Tomás More

São Tomás More nasceu em Londres em 1477 e, em 1505, casou-se com Jane Colt, com que teve um filho e três filhas. Entretanto, sua esposa morreu e ele contraiu um novo matrimônio com Alice Middleton.

São João Paulo II indicou que More foi “um marido e pai afetuoso e fiel, cooperando intimamente na educação religiosa, moral e intelectual dos filhos. A sua casa acolhia genros, noras e netos”.

Sua excelente carreira como advogado o levou ao parlamento inglês e, anos mais tarde, chegou a ocupar postos importantes do governo, depois que seu livro “Utopia” chamou a atenção do rei Henrique VIII.

Foi preso por se opor aos desejos do monarca de repudiar sua esposa para se casar com outra mulher e separa-se da Igreja Católica para formar a Igreja Anglicana.

Sua filha Margarida o visitava na prisão frequentemente e rezavam juntos. Por se manter forme em suas convicções, foi declarado traidor e decapitado em 6 de julho de 1535.

4. Santo Isidro Lavrador

Desde pequeno, Santo Isidro trabalhou lavrando, cultivando e na colheita em campos na Espanha.

Casou-se com uma camponesa que também se tornou santa: Maria da Cabeça. Ambos tiveram um filho que, segundo a tradição, caiu em um poço com uma cesta. Rezaram com fervor e, então, as águas começaram a subir até que o pequeno apareceu ileso.

Aos domingos à tarde, costumavam passear com sua família pelos campos. Depois de ter criado seu filho, santo Isidro e santa Maria da Cabeça decidiram se separar para ter uma vida entregue totalmente a Deus. Ele ficou em Madri e ela partiu para uma ermida.

Santo Isidro passou o resto de sua vida lavrando os campos e rezando. Morreu em 30 de novembro de 1172.

5. São Luís da França

Luís IX nasceu em 1214 e foi coroado rei dos franceses aos doze anos, sob a regência de sua mãe, que costumava lhe dizer: “Filho, prefiro te ver morto a ver-te em desgraça de Deus pelo pecado mortal”.

Em 1234, foi declarado maior de idade e assumiu suas funções de monarca. Casou-se com a virtuosa Margarida de Provença, que lhe ajudaria a alcançar a santidade. Ambos tiveram 11 filhos.

O rei se distinguiu por sua bondade, justiça, caridade e piedade. Educou seus filhos assim como sua mãe fez com ele.

Participou das cruzadas para recuperar os lugares santos e frear as invasões muçulmanas. Na segunda cruzada, ficou doente de disenteria perto de Cartago (norte da África). Morreu em agosto de 1270.

Deixou um “testamento espiritual” ao filho que o sucederia, o futuro Felipe III, no qual deu instruções para ser um governante sábio, justo e santo.

6. Santo Estêvão da Hungria

Santo Estêvão foi rei da Hungria, esposo da beata Gisela da Baviera e pai de santo Américo.

Teve um grande carinho pela Igreja e procurava ser um exemplo de piedade para seus súditos. Costumava se disfarçar para sair à noite para ajudar quem precisava.

Educou eu filho com esmero e lhe deixou escritos vários conselhos sobre as virtudes que um monarca deve cultivar.

Juntos, defenderam o reino do ataque de Conrado II, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Entretanto, o jovem faleceu durante uma caça. Ao receber a notícia, Estêvão exclamou: “O Senhor o deu a mim, o Senhor o tirou de mim. Bendito seja Deus”.

O rei nomeou como sucessor seu sobrinho Pedro Orseolo. O santo morreu em 15 de agosto de 1038, dia da solenidade da Assunção da Virgem Maria, de quem foi grande devoto.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho (Mt 14, 22-33)

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. 



O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo:

«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».

Respondeu-Lhe Pedro:

«Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas».

«Vem!» – disse Jesus.

Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou:

«Salva-me, Senhor!».

Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe:

«Homem de pouca fé, porque duvidaste?».

Logo que saíram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe:

«Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».


Comentário

Neste episódio, brilham alguns factos que chamam a nossa atenção. Primeiro, a breve nota do evangelista sobre o que Jesus fez depois de despedir o povo: «subiu a um monte, para orar a sós», até à noite (v. 23). Esta atitude do Filho de Deus encarnado sublinha de forma eloquente a importância capital da oração para nós, a necessidade que nós temos, como criaturas, de dedicar algum tempo para dialogar exclusivamente com Deus.

«Jesus retira-Se muitas vezes sozinho para a solidão, no cimo da montanha, preferentemente de noite, a fim de orar» – explica-nos o Catecismo. Desta forma, «na sua oração Ele leva os homens, porquanto Ele próprio assumiu a humanidade na sua Encarnação, e oferece-os ao Pai oferecendo-Se a Si mesmo»[1]. É uma fonte de confiança saber que Jesus fez-se homem e rezou por nós ao Pai, para que a nossa oração seja grata a Deus e seja ouvida como a do seu Filho, especialmente nos momentos de escuridão e dificuldade.

Enquanto Jesus ora ao Pai, os discípulos navegam sozinhos, à noite e com um forte vento contrário. A preocupação deles é tanta que eles nem reconhecem o Mestre quando se aproxima deles para os ajudar. Na sua ofuscação, eles acreditam que seja um fantasma e têm medo (cf. v. 26). Em vez disso, Jesus transmite a segurança e a paz conquistadas na oração: «Tende confiança. Sou Eu» (v. 27). Com a sua impetuosidade, Pedro pede a Jesus que caminhe nas águas como Ele e o Senhor acede ao seu pedido. Mas, depois de alguns instantes, Pedro hesita e fica com muito medo, quando começa a afundar-se, mesmo estando diante do seu Mestre. Quando Jesus vem em seu auxílio e censura a sua falta de fé, eles entram no barco e o vento acalma. Então os discípulos, cheios de admiração, adoram-n'O.

Como é fácil perceber, «esta narração do Evangelho contém um simbolismo rico e faz-nos refletir sobre a nossa fé, quer como indivíduos, quer como comunidade eclesial. (...) A barca é a vida de cada um de nós, mas é também a vida da Igreja; o vento contrário representa as dificuldades e as provações. A invocação de Pedro: ‘Senhor, manda-me ir ao teu encontro!’ e o seu grito: ‘Salva-me, Senhor!’ assemelham-se ao nosso desejo de sentir a proximidade do Senhor, mas também o medo e a angústia que acompanham os momentos mais difíceis da nossa vida»[2].

A passagem, portanto, contém uma grande lição sobre a fé cristã, isto é, sobre a confiança em Jesus e nas suas forças, e não tanto nas nossas. Assim como Jesus convida os discípulos a confiar n’Ele, também nos pede que não tenhamos medo e reconheçamos que o Mestre nunca deixará o seu barco afundar, mesmo que às vezes o vento da dificuldade pareça forte demais.

Para que a nossa fé não vacile, é uma boa ajuda descobrir a proximidade real de Jesus no meio da provação e não O confundir com um fantasma. Para isso, precisamos de cuidar do nosso diálogo com Deus na oração, todos os dias, como Jesus fazia. Então seremos capazes de manter sempre a presença de Deus, mesmo no meio da provação e das trevas. Como S. Josemaria recomenda, «se tiveres presença de Deus, por cima da tempestade que ensurdece, no teu olhar brilhará sempre o sol; e, por baixo das vagas tumultuosas e devastadoras, reinarão a calma e a serenidade na tua alma»[3].

sábado, 8 de agosto de 2026

IGREJA

PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO DE PARELHAS-RN

 AGENDA DAS MISSAS FINAL DE SEMANA


ESPIRITUALIDADE

 

Por que o Papa quer que rezemos pelas grandes cidades neste mês?

Em meio ao ritmo acelerado, aos prédios, ao trânsito e às agendas lotadas, cresce um fenômeno silencioso: a solidão em plena multidão.

É justamente para essa realidade que o Papa Leão XIV dirige a intenção de oração deste mês de agosto. Ele convida toda a Igreja a rezar "pela evangelização nas grandes cidades", para que nelas sejam encontrados novos caminhos de anunciar o Evangelho e de construir comunidades capazes de acolher, escutar e criar vínculos.

A proposta vai além de organizar mais atividades paroquiais. O Papa aponta para uma conversão do olhar. As grandes cidades reúnem enorme riqueza cultural, oportunidades e criatividade, mas também podem favorecer o isolamento, o anonimato e a sensação de que cada pessoa precisa enfrentar a vida sozinha.

Evangelizar, nesse contexto, significa antes de tudo aproximar-se. É aprender a reconhecer o outro, oferecer tempo, escuta e esperança. Muitas vezes, o primeiro anúncio do Evangelho acontece por meio de um gesto de acolhida, de uma conversa sincera ou da disposição de caminhar ao lado de quem se sente invisível.

Ao pedir "caminhos criativos", Leão XIV recorda que a missão da Igreja não se limita aos espaços tradicionais. O Evangelho também pode chegar às pessoas nos condomínios, nas universidades, nos hospitais, nos ambientes digitais, nos locais de trabalho e em tantos outros lugares onde homens e mulheres passam boa parte da vida.

A intenção de agosto também é um convite ao exame de consciência. Em cidades cada vez mais conectadas tecnologicamente, somos capazes de criar relações verdadeiras? Sabemos reconhecer quem está sozinho? Nossas comunidades conseguem ser um lar para quem procura sentido, acolhida e amizade?

Rezando por essa intenção, os cristãos são chamados não apenas a pedir a Deus novas vocações missionárias, mas também a tornar-se eles próprios sinais vivos da proximidade de Cristo. Afinal, uma cidade transforma-se quando alguém decide enxergar o próximo não como mais um rosto na multidão, mas como um irmão.

Talvez a evangelização das grandes cidades comece exatamente assim: com um encontro que rompe o anonimato e devolve esperança.

IGREJA

São Domingos de Gusmão expulsou demônios com o rosário da Virgem


 Conta são Luís Maria Grignion de Montfort, em seu livro ‘O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário’, que em uma ocasião, são Domingos de Gusmão estava pregando e levaram a ele um herege albigense possuído por demônios, a quem exorcizou na presença de uma grande multidão.

O santo fez aos malignos várias perguntas e ele, por obrigação, disseram-lhe que eram 15.000 os que estavam no corpo desse homem, porque este tinha atacado os quinze mistérios do rosário (os mistérios luminosos, que os aumentam para 20, foram introduzidos em 2012 por são João Paulo II).

Durante o exorcismo, os demônios disseram ao santo que com o rosário que pregava, levava o terror e o espanto a todo o inferno e que ele era o homem que mais odiavam no mundo por causa das almas que lhes tirava com esta devoção.

São Domingos lançou seu rosário ao pescoço do homem e perguntou-lhes qual dos santos do céu temiam mais e qual devia ser o mais amado e honrado pelos homens. Os inimigos, diante dessas perguntas, deram gritos tão espantosos que muitos dos que estavam ali presentes caíram em terra pelo susto.

Os malignos, para não responder, choravam, lamentavam-se e pediam pela boca do homem a são Domingos que tivesse piedade deles. O santo, sem se alterar, disse que não pararia de atormentá-los até que respondessem o que lhes tinha perguntado. Então, eles falaram que o diriam, mas em segredo, ao ouvido e não diante de todos. O santo, ao contrário, ordenou-lhes que falassem alto, mas os diabos não quiseram dizer nenhuma palavra.

Então, padre Domingos, de joelhos, fez a seguinte oração: “Oh excelentíssima Virgem Maria, pela virtude de teu saltério e rosário, ordena a estes inimigos do gênero humano que respondam a pergunta”.

Em seguida, uma chama ardente saiu das orelhas, nariz e boca do homem possuído. Os demônios rogaram a são Domingos que, pela paixão de Jesus Cristo e pelos mistérios de sua Santa Mãe e de todos os santos, os permitisse sair desse corpo sem dizer nada, porque os anjos o revelariam em qualquer momento que quisesse.

Mais tarde, o santo voltou a se ajoelhar e elevou outra prece: “Oh digníssima Mãe de Sabedoria, sobre cuja saudação, de que forma se deve rezar, este povo já está instruído, peço-vos para a saúde dos fiéis aqui presentes, que obrigueis a esses vossos inimigos a abertamente confessar aqui a verdade completa e honesta”.

Apenas terminou de pronunciar estas palavras, o santo viu perto dele uma multidão de anjos e a Virgem Maria que golpeava o demônio com uma vareta de ouro, enquanto lhe dizia: “Responda a pergunta de meu servidor Domingos”. Deve-se levar em consideração que o povo não via, nem ouvia a Virgem, somente são Domingos.

Os demônios começaram a gritar: “Oh! inimiga nossa! Oh! ruína e confusão nossa! Por que viestes do céu para atormentar-nos de forma tão cruel? Será preciso que por vós, oh advogada dos pecadores, a quem livrais do inferno; oh caminho seguro do céu, sejamos abrigados – para nosso pesar – a confessar diante de todos o que é causa de nossa humilhação e ruína? Ai de nós! Maldição a nossos príncipes das trevas!”.

“Ouçam, pois, cristãos! Esta Mãe de Deus é onipotente e pode impedir que seus servos caiam no inferno. Ela, como um sol, dissipa as trevas de nossas astutas maquinações. Descobre nossas intrigas, rompe nossas redes e reduz à inutilidade todas nossas tentações. Vemo-nos obrigados a confessar que ninguém que persevere em seu serviço se condena conosco”.

“Um só suspiro que ela apresente à Santíssima Trindade vale mais que todas as orações, votos e desejos de todos os santos. Temos mais medo dela do que de todos os bem-aventurados juntos e nada podemos contra seus fiéis seguidores”.

Do mesmo modo, os malignos confessaram que muitos cristãos que a invocam ao morrer e que deveria ser condenados, segundo as leis ordinárias, se salvam graças à sua intercessão: “Ah, se esta Mariazinha – assim a chamaram em sua fúria – não houvesse oposto aos nossos desígnios e esforços, há tempos teríamos derrubado e destruído a Igreja, e levado ao erro e à infidelidade toda sua hierarquia!”.

Em seguida, acrescentaram que “ninguém que persevere na reza do rosário se condenará. Por que ela obtém para seus fiéis devotos a verdadeira contrição dos pecados, para que os confessem e alcancem o seu perdão”.

Foi então que são Domingos fez todo o povo rezar o rosário muito lenta e devotamente e, a cada Ave Maria que rezavam, saíam do corpo do homem possuído uma grande multidão de demônios em forma de carvões incendiados.

Quando todos os inimigos saíram e o herege ficou livre, a Virgem Maria, de maneira invisível, deu sua bênção a todo o povo, que experimentou grande alegria.  “Este milagre foi causa da conversão de grande número de hereges, que, aliás, se inscreveram na Confraria do Santo Rosário”, concluiu são Luís Maria Grignion de Montfort.

FAMÍLIA

 Semana Nacional da Família começa domingo no Brasil

A Semana Nacional da Família começa domingo (9) em todo o Brasil. Neste ano, a iniciativa celebra os 45 anos da exortação apostólica Familiares consortio, de são João Paulo II, e os 10 anos de Amoris laetitia, do papa Francisco. O tema é “Família, torna-te aquilo que és” e o lema “O amor jamais acabará” (1Cor 13,8).

A Semana Nacional da Família é promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) e Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Teve início em 1992 e é realizada sempre na segunda semana de agosto, mês vocacional, começando no Dia dos Pais e o domingo em que a Igreja no país celebra a vocação matrimonial.

“É um momento de reflexão tanto por parte da Igreja como para fora, com a sociedade civil organizada”, disse o assessor da Comissão para a Vida e a Família, padre Rodolfo Chagas Pinho. “Nós queremos, com a Semana Nacional da Família, construir pontes para que, de fato, a família continue sendo a base da nossa sociedade”, acrescentou.

A abertura da Semana Nacional da Família será no domingo, com missa celebrada pelo bispo de Ponta Grossa (PR), dom Bruno Elizeu Versari, presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, às 11h, na catedral Sant’Ana, em Ponta Grossa. O bispo auxiliar de Curitiba (PR), dom Reginei Modolo, também vai celebrar este momento às 18h, na capital paranaense, com transmissão pela TV Evangelizar.

Durante a semana, cada diocese, paróquia, comunidade tem sua programação que envolve encontros, formações, momentos de oração. Para apoiar as celebrações, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) elaborou o subsídio Hora da Família, que está na 30ª edição. São sete encontros, divididos em: missa de abertura; À luz da Palavra; Aa realidade e os desafios das famílias; A espiritualidade da família: um caminho de amor e santidade; O amor que se torna fecundo; Reforço na educação dos filhos; e encerramento da Semana Nacional da Família.

Ao comentar em vídeo divulgado pela diocese de Ponta Grossa o tema deste ano, “Família, torna-te aquilo que és”, dom Bruno Elizeu Versari disse que é “a família como espaço de experiência do amor, a família como espaço do aprendizado, a família como espaço de encontro entre as pessoas para ser também um encontro com Deus”.

O bispo de Ponta Grossa também disse que o lema, “O amor jamais acabará”, é “esse convite que a Igreja quer fazer àqueles que se propõem a ser imagem de Deus na vida das pessoas, porque é isso que constitui o sacramento, o sacramento do amor que une as pessoas para serem sinal visível do amor de Deus”.

Para o bispo, a Semana Nacional da Família é “oportunidade de reunir as famílias, rezar juntas”. “Que a família seja a primeira experiência de Igreja. Que a família seja o primeiro lugar onde se aprende os valores da fé, os valores da vida e os valores da sociedade”, disse.