quarta-feira, 28 de outubro de 2026

IGREJA

 

8 coisas que você talvez não saiba sobre São Judas Tadeu

São Judas Tadeu é um dos santos mais populares e queridos entre os católicos devido aos numerosos “favores” que seus devotos asseguram ter conseguido por meio da sua intercessão. Confira a seguir, oito coisas que talvez não sabia sobre São Judas Tadeu, o conhecido patrono das causas impossíveis.

1. Tadeu significa “magnânimo”

A tradição na Igreja conhece este apóstolo como Judas Tadeu. Os Evangelistas São Mateus e São Marcos o nomeiam simplesmente “Tadeu” (Mt 10, 3; Mc 3, 18) e Lucas o denomina “Judas de Santiago” (Lc 6, 16; At 1, 13). Judas significa “Deus seja louvado”.

Não sabemos exatamente de onde provém o segundo nome Tadeu, provavelmente vem do aramaico “taddà'”, isto é “peito” e, portanto, significaria “magnânimo”. Ou talvez surgiu da abreviação de um nome grego como “Teodoro, Teódoto”.

2. Era primo de Jesus

Algumas pessoas afirmam que São Judas Tadeu era irmão do Apóstolo São Tiago, filho de Alfeu (Cleofas), o qual era irmão de São José. Segundo o documento publicado pela Congregação para o Clero, Cleofas se casou com Maria de Cleofas, depois de enviuvar de seu primeiro matrimônio de que nasceu São Judas Tadeu.

Esta outra Maria era a “irmã” da Virgem Maria que estava ao pé da cruz (Jo 19,25). Portanto, São Tiago Menor e Judas seriam primos de Jesus e sobrinhos de São José e da Santíssima Virgem. Entretanto, não conseguiram comprovar se Maria de Cleofas era “irmã” de sangue da Virgem Maria ou somente sua cunhada porque nesse tempo se chamava “irmãos” os parentes em geral.

3. Parecia muito com Jesus

São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

4. Morreu mártir junto a São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e por isso a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos Santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

5. Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha. A Igreja no ocidente celebra o seu dia em 28 de outubro.

6. É padroeiro das causas impossíveis

Santa Brígida da Suécia, mística e padroeira da Europa, escreveu que um dia Jesus lhe recomendou que quando quisesse obter certos favores, deveria pedir pela intercessão de São Judas Tadeu. Por esta razão é considerado padroeiro das causas impossíveis, assim como Santa Rita de Cássia.

7. Tem uma epístola na Bíblia

A Epístola ou Carta de Judas faz parte do Novo Testamento e é atribuída a São Judas Tadeu. Foi escrita em grego entre os anos 62 e 65, antes da queda de Jerusalém. Foi escrita por Judas, irmão de São Tiago, e não está dirigida a ninguém, nem a alguma Igreja em particular.

Através dela, repreende os falsos mestres e convida todos a manterem a pureza da fé. A carta termina com uma bela oração (Jd 1, 25) que diz: “Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora e para todo o sempre. Amém”.

8. A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu” a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com maus aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

IGREJA

 Leão XIV celebra missa dos Fiéis Defuntos no maior cemitério de Roma

O papa Leão XIV celebra em 2 de novembro a missa de Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos no Cemitério Monumental de Verano, o mais antigo e maior cemitério de Roma.

Segundo o Gabinete das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, a missa terá início às 16h (12h, no horário de Brasília) no cemitério romano em que se conservam vestígios de uma necrópole que remonta aos primeiros séculos do cristianismo.

A celebração faz parte das comemorações tradicionais que a Igreja dedica aos fiéis defuntos nos primeiros dias de novembro. Ao fim da missa, o papa fará uma oração pelos mortos e concederá a bênção apostólica sobre os túmulos.

Essa não é a primeira vez que um papa faz essa celebração no cemitério Verano. O papa Francisco celebrou a missa pelos Fiéis Defuntos ali em 2013, 2014 e em 2015. Nos anos subsequentes, ele escolheu outros lugares significativos, como o Pontifício Colégio Teutônico de Santa Maria in Camposanto, no Vaticano, em 2022, e o Cemitério Laurentiano em Roma, em 2024.

A celebração no cemitério Verano dará início à agenda litúrgica pública do papa para novembro e dezembro. Entre os compromissos já anunciados estão a missa pela alma dos cardeais e bispos que morreram ao longo do ano, marcada para 5 de novembro, às 9h, na basílica de São Pedro, no Vaticano, e sua viagem apostólica de 6 a 17 de novembro ao Uruguai, Argentina e Peru.

Em dia 18 de novembro, Leão XIV vai rezar uma missa às 17h (13h no horário de Brasília) para marcar o quarto centenário da dedicação da basílica de São Pedro, e em 8 de dezembro, por volta das 16h (12h no horário de Brasília), ele conduzirá a tradicional veneração da Imaculada Conceição na Piazza di Spagna, em Roma. A Santa Sé ainda não confirmou informações sobre as celebrações natalinas planejadas.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis

A Igreja celebra hoje (28), a festa de são Judas Tadeu, apóstolo e mártir, conhecido como padroeiro das causas impossíveis e é um dos santos mais populares no Brasil.

São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos e não se trata de Judas Iscariotes. Ele era primo de Jesus e irmão de Tiago Menor. Foi ele quem, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

É autor de uma epístola que leva o seu nome, na qual ataca os agnósticos e diz que os que têm fé, mas não fazem obras boas, são como nuvens que não têm água, árvores sem fruto e ondas só de espumas, e que os que se dedicam aos pecados de impureza e a fazer atos contrários à natureza sofrerão a pena de um fogo eterno.Sua festa é celebrada juntamente com a de São Simão, com quem pregou na Pérsia. Ambos foram martirizados.

Santa Brígida conta em suas Revelações que Nosso Senhor lhe recomendou que quando desejasse conseguir certos favores os pedisse por meio de São Judas Tadeu.

São Judas Tadeu é representado com uma imagem de Cristo no peito, por causa do seu parentesco com o Senhor, de quem a tradição conta que era muito parecido. Também é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.

São Judas Tadeu é um santo muito popular no Brasil e, no Rio de Janeiro, por exemplo, a devoção ao santo tem um fator extra – que também já se espalhou pelo Brasil –, pois São Judas é considerado o padroeiro do Flamengo, um dos times do futebol carioca com mais torcedores no país.Segundo relato do site oficial do Flamengo, a devoção ao santo das causas impossíveis começou na década de 1950, quando o time estava há muitos anos sem ganhar uma competição. O santo foi apontado como responsável pelo tricampeonato estadual de 1953, 1954 e 1955, após o pároco da Igreja de São Judas Tadeu, do Cosme Velho, ir até a Gávea, local da sede do clube, e rezar uma Missa, pedir fé aos jogadores e aconselhar que fossem até a Igreja e acendessem uma vela ao santo. Nos três anos, o padre disse que o time levaria o troféu e o fato se concretizou.

“Em troca da ‘profecia concretizada’ do pároco, são Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, ganhou a devoção da Nação Rubro-Negra e virou um dos santos mais populares do Rio de Janeiro”, afirma o site.

Neste dia dedicado ao santo mártir, trazemos a oração de são Judas Tadeu para recordá-lo:

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor c

om que cumpristes vossa missão. Chamado e enviado por Jesus, sois uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja, fundada por Cristo. Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo e auxiliadas por vossa oração, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal. Quero imitar-vos, comprometendo-me com Cristo e com sua Igreja, por uma decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre. E, assim convertido, assumirei a missão de viver e anunciar o Evangelho, como membro ativo de minha comunidade. Espero, então, alcançar de Deus a graça que imploro confiando na vossa poderosa intercessão. (Faça o pedido da graça a ser alcançada…).

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Amém!

LITURGIA DIÁRIA

 28 de outubro: Santos Simão e Judas Apóstolos

Evangelho do dia 28 de outubro, memória litúrgica dos Santos Simão e Judas Apóstolos, e comentário ao evangelho.


Evangelho (Lc 6, 12-19)

Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos:
Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.


Comentário

Como em outras ocasiões, o evangelho de hoje nos mostra como o Senhor atua antes de algum acontecimento importante: retira-se para orar. Neste caso passa a noite em oração. “Ao amanhecer” reuniu os discípulos e, dentre eles, escolheu os doze apóstolos. Eles seriam as testemunhas das obras de Jesus e os que darão continuidade à sua missão.

Hoje celebramos dois desses doze escolhidos: Simão e Judas Tadeu (só Lucas o chama de Judas filho de Tiago, ao contrário de Mateus e Marcos que o chamam Tadeu). A diferença que se faz entre os discípulos e o grupo dos doze, dos Apóstolos é notável. Será sobre eles, sobre essas doze colunas, as que o Senhor articulará e construirá a sua Igreja.

O Senhor escolhe os Apóstolos e dá a eles o poder de continuar a obra da salvação, e os envia, como relembra o Concílio Vaticano II, “a todos os povos para que, partícipes do seu poder, fizessem discípulos seus todos os povos, santificando-os e governando-os, propagando desta forma a Igreja; e guiados pelo Senhor a apascentassem como ministros, todos os dias, até a consumação dos séculos”[1].

A festa e o evangelho do dia de hoje podem nos servir para aumentar o nosso amor à Igreja de Cristo, que é apostólica porque foi fundada sobre os doze apóstolos, que desde o começo, instituíram os seus sucessores: os bispos.


terça-feira, 27 de outubro de 2026

IGREJA

 

Quando você pensa em desistir, Deus ainda permanece fiel

Existem dias em que a alma se cansa. Dias em que oramos sem sentir consolo, tentamos recomeçar sem encontrar forças e olhamos para a própria história com a impressão de que nada vai mudar. É quando a desistência deixa de ser apenas um pensamento e começa a parecer um lugar de descanso.

A psicologia compreende que, diante de frustrações repetidas, perdas e sofrimento prolongado, podemos desenvolver uma percepção de impotência. A mente, tentando nos proteger de novas dores, começa a antecipar o fracasso. Aquilo que não deu certo até aqui passa a parecer impossível para sempre. E, pouco a pouco, deixamos de enxergar possibilidades.

Mas o fato de você não conseguir ver uma saída hoje não significa que ela não exista.

Ser frágil não anula nossa fé

É justamente nesses momentos que precisamos nos lembrar de algo essencial: a nossa fragilidade não anula a fidelidade de Deus.

Na fé cristã, a fidelidade divina não significa que tudo acontecerá conforme os nossos planos, nem que seremos poupados das perdas, das esperas ou das noites difíceis. Significa que Deus não deixa de ser Deus quando a vida deixa de fazer sentido para nós. Seu amor não oscila conforme o nosso desempenho, e Sua presença não desaparece quando nossas forças se esgotam.

Talvez você não consiga rezar como antes. Talvez esteja cansado de tentar, de esperar, de acreditar que as coisas podem melhorar. Talvez até sinta culpa por estar tão desanimado. Mas você não precisa esconder de Deus a sua exaustão. Os Salmos estão cheios de perguntas, lágrimas e clamores de pessoas que também não compreendiam o que estavam vivendo.

A fé não exige que você finja estar bem. Ela permite que você se apresente diante de Deus como realmente está.

E há algo importante nisso: descansar não é o mesmo que desistir; reconhecer os próprios limites não é fracassar; pedir ajuda não é falta de fé. Às vezes, a coragem de continuar começa quando paramos de exigir de nós mesmos uma força que não temos e aceitamos ser amparados — pela graça, por pessoas que nos amam e pelo cuidado psicológico quando necessário.

Em Lamentações, encontramos uma declaração que nasce em meio à dor: “As misericórdias do Senhor não se acabam, elas são renovadas cada manhã” (cf. Lamentações 3,22-23). Não é uma promessa de que todas as manhãs serão fáceis. É a lembrança de que a dor não tem a palavra final sobre a nossa história.

Deus permanece fiel, mesmo quando nos sentimos sós

Por isso, se hoje você pensa em desistir, não tome o seu momento mais escuro como uma sentença definitiva sobre o seu futuro. Você não precisa resolver a vida inteira agora. Talvez o próximo passo seja pequeno: levantar da cama, conversar com alguém, retomar uma oração simples, marcar uma sessão de terapia ou apenas atravessar este dia sem exigir de si respostas para tudo.

Deus permanece fiel até quando você já não sabe como permanecer. E, enquanto você aprende a recuperar as forças, não precisa caminhar sozinho.

Talvez a esperança não volte como um grande milagre de uma só vez. Talvez ela comece discretamente, como uma luz que ainda não ilumina todo o caminho, mas revela o próximo passo.

E, por hoje, isso pode ser suficiente.

IGREJA

 

Ideias maravilhosas de uma catequista da Primeira Comunhão

Preparar as crianças para a Primeira Comunhão é um daqueles privilégios que alguns catequistas têm. Almas puras e belas que logo se tornarão tabernáculos vivos.

Tive esse breve privilégio de dar uma palestra dirigida às crianças da Primeira Comunhão na escola da minha neta. Foi um encontro maravilhoso em que cantamos juntos em voz alta aquela música infantil que eu tanto gostava:

"Vamos crianças ao tabernáculo
porque Jesus está chorando,
mas vendo tantas crianças
ficará muito feliz.
"

Cada vez que vou a uma Primeira Comunhão ou falo dela, lembro-me destas inspiradoras palavras de São José María Escrivá e faço-as minhas:

"Para acolher na terra pessoas constituídas em dignidade há luzes, música, trajes de gala. Para abrigar Cristo em nossa alma, como devemos nos preparar? Já pensamos em como nos comportaríamos se pudéssemos receber a Comunhão apenas uma vez na vida?"

Histórias extraordinárias

Anteriormente, compartilhei alguns depoimentos e belas críticas de nossos leitores. Adoro compartilhá-los com vocês, pois fazem parte da nossa grande família na Aleteia. Suas orações e generosas doações nos sustentam e nos permitem continuar.

De vez em quando recebo histórias excepcionais. Esta que estou publicando hoje veio da Itália e tive que traduzi-la para vocês. Compartilho com a aprovação da autora:

"Olá. Sou catequista e há treze anos ajudo crianças a conhecerem Jesus. Minha fé cresceu com elas, pela graça de Jesus e Maria.

Durante a pandemia, fazíamos catecismo na igreja, pois as salas de aula eram muito pequenas para permitir o distanciamento.

Todos os sábados, antes de irmos embora, passávamos em frente ao sacrário para saudar Jesus, para Lhe agradecer as coisas boas que aconteceram durante a semana e para Lhe pedir que nos ajudasse nas nossas dificuldades.

As crianças Lhe ofereciam orações espontâneas e todos cantávamos juntos: “Te dou meu coração, Jesus”.

Bater na porta do sacrário

Em algumas ocasiões fiz com que as crianças batessem à porta do sacrário para lhes fazer sentir que Jesus nos esperava e queria a nossa companhia, mais do que qualquer outra coisa .

As reuniões catequéticas sempre continuavam na igreja e me inspiravam tanto, que às vezes bastava eu ​​ler uma passagem do Evangelho e pedir a Jesus uma oração para que as palavras saíssem da minha boca sem ter que me preparar com atividades ou jogos.

As crianças ficavam sempre atentas, com o “coração aberto”,  pareciam sentir a Sua presença e faziam muitas perguntas. Às vezes, até conseguiam dar a si mesmas as respostas, com a sua simplicidade, mas certamente “guiadas” pelo Espírito Santo.  

Elas se prepararam para a Primeira Comunhão com muita vontade de recebê-Lo e, desde então, sempre me pedem para ir adorá-Lo (dizem para cumprimentá-Lo) antes de iniciar as reuniões.

Dou graças ao Senhor por estas crianças e peço-Lhe que as acompanhe nas suas vidas. Um grande abraço para todos vocês. "

Visitar Jesus

Que bela experiência aquela catequista fez com as crianças que começavam a conhecer e amar Jesus, prisioneiro de amor no sacrário.

Como elas, adoro cumprimentá-Lo. Você poderia me fazer o favor de dizer olá a Jesus por mim quando você O visitar? Diga-lhe: "Querido Jesus, Claudio manda lembranças."

IGREJA

 

Quatro obstáculos que quem está na catequese pode enfrentar

Ocatecumenato não é um mar de rosas, é um percurso que comporta inúmeros obstáculos. Como em qualquer verdadeira aventura, inimigos e combates podem obstruir essa magnífica jornada. Aqui estão quatro obstáculos enfrentados por muitos adultos que fazem catequese: o contexto no Ocidente que dificulta a adesão à fé, a desilusão, as próprias fraquezas espirituais e a tentação do diabo.

1Um contexto difícil

Hoje em dia, é difícil viver a própria fé em grande parte do Ocidente. O Concílio Vaticano II explica esse fenômeno: "Ao contrário do que acontecia outrora, a negação de Deus ou da religião, ou o abandono deles, já não são fenômenos raros e isolados. Hoje em dia, com efeito, não raramente tais coisas são apresentadas como exigências do progresso científico ou de um certo novo humanismo. Estas ideias manifestam-se (...), não apenas nos escritos dos filósofos, mas influenciam por toda a parte a literatura, as artes, a interpretação das ciências humanas e da história, e até o próprio direito civil. Consequentemente, muitos ficam abalados." (GS 7). A fé é marcada por suspeitas e clichês temíveis que são capazes de fazer vacilar e dificultam a adesão à fé cristã.

2Alguns católicos podem decepcionar

Alguns católicos podem decepcionar e não estar à altura das expectativas dos catecúmenos. Existem três doenças espirituais presentes na Igreja no Ocidente. Primeiro, uma tibieza e moleza na vida de fé; segundo, um certo angelismo, ou seja, discursos desconectados quando se trata de falar sobre a fé; e, por fim, o mundanismo, um fechamento em si mesmo ("entre-soi"), uma dificuldade de se abrir aos outros e de se desvencilhar de certos comportamentos homogêneos (linguagens, atitudes, códigos sociais). O objetivo não é julgar, mas estar preparado para o fato de que alguns católicos vão te decepcionar.

3Suas próprias fraquezas

Há também as suas próprias fragilidades espirituais, isto é, crenças, formas de pensar e de se comportar, diretamente incutidas pela sociedade, que se tornarão obstáculos para o aprofundamento da fé. Aqui estão as fragilidades encontradas com mais frequência entre os catecúmenos:

O relativismo: ou o fato de considerar que não existe verdade, cada um com o seu ponto de vista;

O individualismo: ou o fato de acreditar que se pode viver a fé sozinho e que não se precisa dos outros;

O laicismo (que não é a laicidade): ou o fato de considerar que a fé deve permanecer estritamente privada e oculta;

A amoralidade: ou o fato de considerar que o mal não existe realmente e que, portanto, os pecados cometidos não têm importância;

O consumismo: ou o fato de se interessar pela vida espiritual apenas quando ela proporciona prazer;

O esoterismo: ou o fato de não depositar a sua fé na Igreja e nos seus ensinamentos, mas sim em outras correntes espirituais, bem como em práticas espíritas, videntes ou médiuns;

A incultura cristã: ou o fato de apegar-se a clichês e ter uma opinião arraigada sobre muitos temas controversos da Igreja, sem dominar a história da Igreja ou a teologia.

Também é preciso levar em conta as fragilidades psicológicas: alguns se voltam para Deus após uma provação ou sofrimento psicológico. Isso deve ser considerado em uma caminhada para distinguir o que é de ordem espiritual e o que é de ordem psicológica.

4A ação do diabo contra a catequese

E, finalmente, por trás de todo combate, há uma luta contra o mal, o diabo: o combate espiritual. São Paulo fala disso explicitamente: "Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do diabo. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo de trevas [...], contra os espíritos do mal que povoam as regiões celestes" (Ef 6, 11-12).

No entanto, cuidado para não dar ao diabo mais importância e poder do que ele realmente tem (cuidado com a paranoia, isso só lhe dá mais espaço). O único poder que ele possui sobre nós é aquele que nós lhe damos, por exemplo, quando cedemos ao pecado e, sobretudo, quando nos afastamos de Deus, voltando-nos para o mal. Como o apóstolo Pedro, permaneçamos vigilantes: "Sede sóbrios e vigiai. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé" (1 Pe 5, 8-9).

É permanecendo focados em Cristo, ao mesmo tempo em que levamos em conta esses obstáculos, que poderemos atravessar as tempestades que marcam o caminho rumo ao batismo.