sábado, 7 de novembro de 2026

IGREJA

 

Aquelas flores de sábado para Nossa Senhora

Nada passa despercebido para a Mãe Santíssima!

Vivia em Paris uma senhora piedosa e muito devota de Maria Santíssima. Era sua alegria enfeitar a imagem de Nossa Senhora com lindas flores naturais.

Seu marido, mesmo sendo homem sem fé, trazia flores aos sábados para que a esposa tivesse o prazer de colocá-las diante da imagem da Virgem.

Aconteceu, porém, que o homem morreu repentinamente, sem ter tempo de receber os santos sacramentos. Grande foi a dor da viúva, que temia pela salvação do marido.

Na sua aflição, procurou o santo cura d’Ars, pe. João Maria Vianney, que, recebendo-a, antes de ouvir uma só palavra dela, disse:

“Minha filha, console-se; a alma do seu marido está salva. Nossa Senhora, recompensando-lhe as flores que oferecia aos sábados, alcançou-lhe a graça da contrição perfeita, de maneira que recebeu, na última hora, o perdão dos seus pecados”.

Eis como nada passa despercebido para a Mãe Santíssima!

IGREJA

 

Intenção do Papa para novembro: Leão XIV nos exorta a não “acumular riquezas”, mas a “compartilhar”


Nesta oração, traduzida para 25 idiomas, Leão XIV afirma que "nada nos pertence exclusivamente". Sejam "terras férteis, talentos recebidos, os esforços daqueles que nos precederam", todos os bens são "comuns", insiste ele, convidando-nos a usar "o que possuímos — dinheiro, tempo, talentos, oportunidades" como "instrumentos de fraternidade".

O pontífice peruano-americano adverte contra a tentação de "acumular em vez de compartilhar, de usar os bens como poder e não como um serviço". Ele nos exorta a não cair na armadilha do "egoísmo". “A verdadeira riqueza não está no que guardamos, mas no que damos com amor”, promete o Papa.

Apresentando este vídeo, a Rede Mundial de Oração do Papa — a fundação responsável por divulgar a intenção de oração mensal do chefe da Igreja Católica — cita relatórios globais recentes sobre a distribuição de riqueza para denunciar um “paradoxo”. Os ativos financeiros das famílias “atingiram um nível recorde de € 268,4 trilhões em 2025, um aumento de 8,6% em comparação com o ano anterior”, e o número de indivíduos mais ricos continua a crescer. Mas “a riqueza não beneficia a todos”. Os 10% mais ricos da população detêm 85,4% dos ativos financeiros líquidos, enquanto a metade mais pobre, quase 3 bilhões de pessoas, não possui praticamente nada, de acordo com esses estudos.

Em sua mensagem para o 10º Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado em 15 de novembro, Leão XIV já denunciava “a obsessão daqueles que acumulam riqueza para si mesmos” e se manifestava contra a “riqueza injusta”.

SANTO DO DIA

 

Hoje é dia do beato Francisco Palau, pregador das missões populares

A Igreja católica recorda hoje (7) o beato Francisco Palau y Quer, padre e frade carmelita descalço, nascido em Aitona, Lérida, Espanha, em 29 de dezembro de 1811.

Chamado para o Carmelo

Em 1828, ele entrou no seminário diocesano de Lérida, onde estudou Filosofia e Teologia durante quatro anos. Após terminar os estudos, entrou para a Ordem dos Carmelitas Descalços. Em 14 de novembro de 1832, recebeu o hábito da ordem na cidade de Barcelona e, em 1833, fez a profissão solene.Em 25 de julho de 1835, eclodiram os chamados “motins anticlericais”, organizados contra as ordens religiosas pela sua recusa em apoiar as reformas liberais no país. Na Catalunha, conventos e outros edifícios religiosos foram queimados. Entre os edifícios danificados estava o convento de Francisco Palau, ordenado padre pouco antes, em 2 de abril de 1836.

Os anos de exílio

O padre Palau foi então forçado a fugir junto com outros carmelitas. Nessas circunstâncias, ele se encarregou pessoalmente de proteger e ajudar um dos frades mais antigos de sua comunidade, também cego, a escapar. Viveu exilado na França de 1840 a 1851 e, voltando à Espanha, foi injustamente confinado em Ibiza de 1854 a 1860. Ali fundou, em 1860, duas congregações religiosas: as Irmãs Terciárias Carmelitas e os Irmãos Terciários Carmelitas.

Por intermediação da rainha Isabel II, conseguiu chegar à Espanha continental, onde organizou o seu trabalho apostólico e se dedicou ao fortalecimento das suas congregações, bem como à assistência aos carmelitas descalços e ao clero diocesano.O padre Francisco levava uma vida intensa de oração e meditação – conseguiu escrever alguns folhetos espirituais – que alternava com o serviço aos pobres e doentes. Aos períodos de retiro e isolamento – mais típicos da vida de eremita – foram seguidos os de serviço e de apostolado. Uma das missões mais difíceis que teve de cumprir foi a de exorcista.

As missões populares e catequese

O beato Francisco também organizou missões catequéticas populares nas Ilhas Baleares, bem como as que já fazia na Península, ampliando assim a devoção à Santíssima Virgem e a formação catequética através do que chamou de “Escolas de virtude”. Dedicou-se especialmente à catequese dos adultos, aos quais dedicou um dos seus escritos, a Catequese das Virtudes. Palau descobriu muitos adultos que não tinham recebido nenhum sacramento ou que não os completaram.

Em 1870, viajou a Roma para participar do Concílio Vaticano I. O padre Francisco tinha um plano em mãos: a formação de uma ordem de exorcistas. Na verdade, ele conseguiu enviar um documento com suas ideias a todos os padres conciliares que falavam espanhol. Infelizmente, o projeto não prosperou devido à interrupção do Concílio.

Legado espiritual e apostólicoFrancisco morreu em Tarragona no dia 20 de março de 1872, aos 61 anos. Após a sua morte, a congregação feminina que fundou se dividiu em Carmelitas Missionárias Teresianas e Carmelitas Missionárias, que encarnam até hoje o espírito e o legado dos ensinamentos do seu fundador. Infelizmente, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), o ramo masculino, os Irmãos Carmelitas Terciários, desapareceu.

No dia 24 de abril de 1988, o padre Francisco Palau foi beatificado pelo papa são João Paulo II.

LITURGIA DIÁRIA

 Sábado da 31ª semana do tempo Comum: Aspirar aos maiores bens

Evangelho do sábado da 31ª semana do tempo Comum. "O que é importante para os homens, é detestável para Deus”. Jesus nos encoraja a purificar o coração e renovar a mente, examinar os desejos e as intenções, porque é do coração que saem as boas e más obras.


Evangelho (Lc 16, 9-15)

Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus.

Então, Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”.


Comentário

As palavras do Evangelho da Missa de hoje são em parte uma aplicação da parábola do Evangelho de ontem, embora no contexto mais amplo de todo o Evangelho de Lucas. Por um lado, os discípulos são animados a comportar-se com a sabedoria que se reflete imperfeitamente na astúcia de quem raciocina apenas através de cálculos humanos. De fato, a expressão “riqueza injusta” refere-se à riqueza que não está relacionada com a busca da verdadeira justiça. Jesus pede-nos para fazer um esforço sério para alcançar o que dizemos querer alcançar, colocando todo o resto a serviço desse objetivo: as moradas eternas. Portanto é questão de aprender a discernir como utilizar corretamente os bens materiais.

Podemos acrescentar a esta, duas outras exortações, que também têm relação com outros textos de Lucas. O administrador responsável é o que presta atenção às coisas pequenas, pois muitas vezes é por aí que vem a ruína. É no pouco, no pequeno, que se manifestam o interesse e o amor verdadeiros. O texto também diz que não podemos administrar bem os bens eternos se não soubermos administrar satisfatoriamente os bens transitórios. Aspirar ao céu não significa não se interessar pelo mundo. Estes ensinamentos podem ser sintetizados nesta frase: “não se pode servir a Deus e ao dinheiro”; isto é, se o que nos move é o dinheiro, Deus fica de fora. Apenas um dos dois polos pode governar a vida.

As últimas palavras de Jesus nos avisam. Jesus estava sendo ouvido pelos “amantes do dinheiro” (Lc 16,14), e Ele via isto, mesmo que fosse disfarçado exteriormente. Porque, qual é o valor da esmola de um avarento ou de uma pessoa cobiçosa? Deus a julga. E é isso o definitivo. O julgamento positivo dos homens sobre nós será de pouca utilidade se o nosso eu interior não corresponder a isso. Jesus nos anima a purificar o coração e renovar a mente, a examinar desejos e intenções, pois é do coração que vêm as boas e as más obras.

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

IGREJA

 Rezar é uma arte a aprender: o que Jesus nos ensina?

Um dia, quando Jesus terminou de rezar, um dos seus discípulos lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a rezar”  (Lc 11,1). E Jesus ensinou-lhes o Pai Nosso. 

Mas o que, de fato, o Senhor nos ensina na oração do Pai Nosso?

Se começarmos pelo fim, perceberemos que mesmo a pessoa menos preocupada com Deus, às vezes, é levada a orar. E o que motiva essa oração é o fardo do mal. 

Pense em como as igrejas na América estavam lotadas nos dias seguintes ao 11 de Setembro. Essas pessoas estavam convencidas da existência de algo ainda maior que o mal e acreditaram nisso por meio da oração. Não podemos abolir o mal, mas Jesus nos ensina uma maneira de não ficarmos sozinhos com ele. 

Precisamos de confrontos com a tentação para nos mostrar onde somos fracos. As provações nos purificam. Na petição “não nos deixeis cair em tentação”, Jesus está nos ensinando a usar bem a experiência da tentação: não superestimarmos as nossas capacidades, não ficarmos desanimados ou desesperados. Jesus nos ensina a reconhecer os limites da nossa força para que possamos confiar com confiança na  força Dele.

Jesus ensina que o perdão é o cerne da oração do discípulo. Devemos pedir perdão e oferecer perdão assim como o Pai faz no Calvário (Lc 23,34). Se Deus é amor, o mundo passa a conhecê-lo através da misericórdia que abraçamos e espalhamos.

O pão nosso de cada dia

Ao instruir-nos a pedir a Deus que nos dê o pão de cada dia, Jesus nos ensina que santidade é dependência. Não podemos sermos nós mesmos sem o outro. Ser discípulo é abandonar-se à providência divina, momento a momento, com uma certeza e uma confiança que nos alimenta como nada mais. O pão que pedimos é a nossa felicidade.

Jesus nos ensina que existe uma saída para a miséria que surge quando ficamos presos às nossas próprias ideias e planos. "Seja feita a vossa vontade" expressa a alegria de se render aos desígnios de Deus. Discipulado significa seguir Outro em obediência sacrificial, que é mais semelhança com ele do que submissão.

Ao rezar a petição "venha a nós o vosso Reino", Jesus ensina-nos a deixar de lado as preocupações e lutas da nossa própria personalidade que nos distraem e dissuadem, para que Deus e a sua bondade – o seu poder governante – possam reinar em nós. O Senhor está nos ensinando a reivindicar a incrível unidade que só é possível nele.

Santificado seja o vosso nome

Jesus nos ensina que não devemos viver entregues a nós mesmos: que fazemos parte de uma pertença, de uma identidade, de um Nome do qual extraímos sustento, bênção, ordem e graça infalíveis. Em nome do Pai está o nosso eu autêntico. Jesus nos ensina a orar:  "Santificado seja o teu nome"  para nos tirar de nossas próprias limitações e viver na Verdade.

Enfim, rezar o Pai Nosso é imitar o próprio Jesus na sua Paixão. Somos filhos de Deus. Quando oramos clamando ao Pai, nenhum poder do inferno desencadeado contra nós tem chance. Jesus nos ensina a confiar no mistério do nome do Pai para que, envolvidos na intimidade com o Pai, a colheita cêntupla do céu seja gerada em nosso aqui e agora.

IGREJA

 

O Papa Leão XIV vai andar num papamóvel feito no Brasil: conheça os detalhes desta máquina especial


Há uma curiosidade brasileira na próxima viagem apostólica do Papa Leão XIV à América do Sul: o veículo que o Pontífice utilizará para percorrer as ruas do Peru foi fabricado no Brasil. E não se trata de um automóvel qualquer. Uma Chevrolet S10, conhecida no mercado peruano como Chevrolet Colorado, foi especialmente transformada num papamóvel para permitir que o Santo Padre esteja mais próximo dos fiéis durante os seus deslocamentos.

O projecto é resultado de uma parceria entre a General Motors (GM) e a empresa brasileira Engesig. Ao todo, foram preparadas duas unidades especiais, num trabalho de engenharia que ficou concluído em apenas 24 dias.

As picapes foram produzidas na fábrica da General Motors em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e receberam adaptações específicas para responder às exigências de segurança, conforto e visibilidade estabelecidas pelo Vaticano.

Uma picape brasileira com missão especial

A transformação mais significativa aconteceu na parte traseira do veículo. A caçamba original foi modificada para receber uma plataforma elevada, com piso plano revestido a carpete e um assento especialmente concebido para o Papa.

O espaço também dispõe de dois lugares adicionais para acompanhantes, além de estruturas laterais de apoio destinadas à equipa de segurança.

Um dos elementos que mais chama a atenção é a cobertura transparente, sustentada por uma estrutura metálica. A solução permite proteger o Pontífice do vento e das condições meteorológicas, sem impedir que os peregrinos e as pessoas reunidas nas ruas o possam ver durante os percursos.

O acesso à plataforma foi igualmente pensado ao pormenor: uma escada retráctil com accionamento eléctrico facilita a entrada e a saída do Papa. O conjunto inclui ainda corrimãos, iluminação própria e um sistema que permite montar e desmontar a cobertura.

Há também um detalhe curioso na engenharia do veículo. Uma das exigências do Vaticano era permitir que o Papa pudesse comunicar directamente com o motorista. Para isso, foi criada uma abertura no telhado, na zona dos bancos dianteiros, com os devidos reforços estruturais.

A força de uma S10 ao serviço do Papa

Apesar das profundas alterações na carroçaria, o papamóvel mantém a base mecânica da Chevrolet S10. Está equipado com motor 2.8 turbodiesel, com 207 cavalos de potência e 52 kgfm de binário, associado à tracção 4x4 com redutoras.

É uma configuração que permite enfrentar diferentes condições de terreno, algo importante numa viagem que inclui cidades e regiões com características geográficas bastante distintas.

As duas unidades, idênticas, foram apresentadas em Lima, no Peru, a 4 de Novembro, numa cerimónia que reuniu representantes da Igreja Católica e da General Motors. O cardeal Pedro Barreto participou na bênção dos veículos, que terão um papel especial durante a passagem do Papa pelo país.

Do Brasil para o encontro com os fiéis peruanos

Leão XIV visitará o Peru entre 11 e 16 de Novembro, passando por locais particularmente importantes na sua história pessoal e pastoral. Antes de ser eleito Papa, Robert Francis Prevost viveu mais de duas décadas naquele país, onde exerceu grande parte do seu ministério missionário e pastoral.

A utilização dos papamóveis permitirá que o Pontífice percorra alguns trajectos e participe em celebrações com maior proximidade das multidões que se esperam para o receber.

A participação brasileira neste projecto é também motivo de destaque. Mais do que fornecer um veículo, a indústria automóvel do Brasil colocou a sua capacidade técnica ao serviço de uma viagem apostólica que deverá mobilizar milhares de pessoas.

E há uma imagem particularmente interessante nesta história: uma picape concebida e fabricada em São Paulo, transformada para uma missão muito diferente daquela para a qual nasceu, atravessou fronteiras para se tornar o veículo que ajudará o Papa Leão XIV a encontrar os fiéis peruanos.

Uma Chevrolet S10 brasileira, agora com uma missão especial: transportar o sucessor de Pedro e facilitar o encontro entre o Papa e o povo.

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrado são Leonardo de Noblac, padroeiro das parturientes e dos prisioneiros

Hoje (6), a Igreja Católica celebra a festa de são Leonardo de Noblac, padroeiro dos prisioneiros e das parturientes. Em sua honra foram construídas centenas de igrejas e capelas.

São Leonardo nasceu em Galia, entre 491 e 518, em uma família nobre de Roma. São Remígio, bispo de Reims, o conduziu ao apostolado e à caridade.

Rechaçou o episcopado oferecido pelo rei Clóvis, retirou-se a um convento de Micy e depois a um bosque de Aquitania (França). Mais tarde, recebeu de um rei uma terra em Noblac.São Leonardo conseguiu a libertação de vários prisioneiros graças a um privilégio que obteve do rei, assim como fazia são Remígio.

Em certa ocasião, ajudou a rainha, que de repente sentiu as dores de parto. As orações e cuidados de são Leonardo permitiram que desse à luz a criança sem complicações particulares.