quinta-feira, 12 de março de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Luís Orione, fundador da Pequena Obra da Divina Providência

São Luís Orione, cuja festa é celebrada hoje (12), costumava dizer: “Não  é entre as palmeiras que eu quero viver e morrer, mas no meio dos pobres que são Jesus Cristo”. Ele é fundador da assim chamada Pequena Obra da Divina Providência e de outras congregações dedicadas aos mais necessitados.

Dom Orione, como é popularmente conhecido, nasceu na Itália em 1872. Em sua adolescência, foi aluno de são João Bosco no Oratório de Valdocco de Turim. “Nós seremos sempre amigos”, disse Dom Bosco ao jovem.

Mais tarde, ingressou no seminário de Tortona e abriu o primeiro oratório para cuidar da educação cristã dos jovens. Depois, com 21 anos, abriu um colégio para crianças pobres do bairro de São Bernardino.

Em 1895, foi ordenado sacerdote e celebrou sua primeira missa rodeado por crianças. Com o tempo, abriu novas casas em diferentes partes da Itália. Aos poucos, uniram-se a ele clérigos e sacerdotes. Dedicou-se ao ensino dos jovens, à pregação, à visita aos pobres e aos doentes.

Em 1903, o bispo de Tortona reconheceu canonicamente os Filhos da Divina Providência (sacerdotes, irmãos coadjutores e eremitas), a congregação masculina da Pequena Obra da Divina Providência, dedicada a colaborar para levar os pequenos, os pobres e o povo à Igreja e ao papa, através de obras de caridade.

Trabalhou ativamente na liberdade, unidade da Igreja e a cristianização dos trabalhadores. Socorreu heroicamente as vítimas do terremoto em 1908, em que 90 mil pessoas morreram.

Fundou a Congregação das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, as Irmãs Sacramentinas Adoradoras cegas e depois as Contemplativas de Jesus Crucificado.

Organizou grupos Leigos: as Damas da Divina Providência, os Ex-Alunos e os Amigos. Posteriormente, tomou corpo o Instituto Secular Orionita e o Movimento Laical Orionita.

Depois da Primeira Guerra Mundial, multiplicaram-se o número de escolas, colégios, colônias agrícolas, obras caritativas e sociais. Dom Orione criou os “Pequenos Cotolengos”, que atendiam os mais sofredores e abandonados nas periferias das grandes cidades.

Enviou várias expedições missionárias para diversas partes do mundo, viajando inclusive ele mesmo a países da América Latina como Argentina, Brasil, Uruguai e Chile. Tinha a estima dos papas são Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII, que lhe confiaram resolver problemas dentro e fora da Igreja.

Construiu os santuários de Nossa Senhora da Guarda, em Tortona, e Nossa Senhora de Caravaggio, em Funo. Rodeado pelo amor de seus religiosos, morreu no dia 12 de março de 1940, suspirando: “Jesus! Jesus! Estou indo”.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de quinta-feira: deixar-se vencer por Deus

Comentário ao Evangelho de quinta-feira da III semana da Quaresma. «Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada». Cristo é a força que tudo pode. Mas Ele nada pode fazer se formos ingratos. É preciso que nos deixemos vencer pelo amor de Deus sem condições.


Evangelho (Lc 11, 14-23)

Naquele tempo, Jesus estava a expulsar um demónio que era mudo. Logo que o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. Mas alguns dos presentes disseram:

«É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios».

Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse:

«Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa».


Comentário

Um homem fica livre de um demónio que o impedia de falar.

As pessoas estão maravilhadas e surpreendidas.

Porém, alguns não se alegram com a cura, não dão graças a Deus. Pelo contrário, suspeitam da ação de Jesus Cristo.

Estão tão cheios de si que pensam que a salvação tem de vir deles, do que eles decidem e fazem.

Orgulhosos, ficaram mudos e já não pedem, não gritam a Deus.

De igual modo, connosco acontece frequentemente isto mesmo. Andamos pelo mundo sem nos darmos conta de todas as graças que Deus nos dá, de que é Ele que nos faz santos. Pensamos que somos nós, que não lhe devemos assim tanto.

Orgulhosos, acabamos por ser uns ingratos ao Amor de Deus.

E assim vamo-nos fechando nos nossos egoísmos, vaidades e soberbas. E deixamo-l'O de fora. Mas, em seguida, dentro de nós fica tudo fora de lugar.

Família, amigos, trabalho, descanso. Tudo é aborrecido porque está tudo fora do lugar, porque nos pusemos a nós no centro da nossa vida.

Cristo é a força que tudo pode. Mas não pode fazer nada se somos ingratos, se não reconhecemos a nossa indigência, se não Lhe falamos, Lhe pedimos, e até Lhe gritamos para que entre.

É preciso que nos deixemos vencer por Deus, para que tudo volte ao seu lugar, para que possamos gozar a nossa vida com autenticidade.

quarta-feira, 11 de março de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Uma breve e fulminante definição de conversão: “achar o que Jesus acha”

"A gente dá muita importância para o que a gente acha. Mas aí um dia Deus nos dá uma rasteira", comenta o pe. José Eduardo Oliveira

Em apenas duas linhas, publicadas via rede social, o pe. José Eduardo Oliveira resumiu com clareza o que se entende por "conversão":

A gente dá muita importância para o que a gente acha. Mas aí um dia Deus nos dá uma rasteira e, então, a gente se dá conta que a única coisa que interessa é o que Jesus acha. Neste dia, a gente descobre o verdadeiro significado da palavra “conversão”.

ESPIRITUALIDADE

 

Especialíssimo mês: março é todo dedicado ao grande São José

O homem a quem o próprio Deus chamou de "pai"; um santo venerado pelos santos

Igreja presta a São José um culto de protodulia, ou seja, uma veneração dedicada àquele que ocupa o primeiro lugar na lista dos santos. E certamente não é para menos quando se trata de honrar o homem que foi escolhido por Deus para nada menos do que ser chamado de "papai" pelo próprio Deus feito carne!

Todos os anos, no dia 19 de março, os sacerdotes trocam os paramentos roxos da Quaresma pelo branco da festa a fim de celebrar um dos máximos santos de todos os tempos. É um dos dois dias especialmente dedicados a São José. O outro é 1º de maio, quando o santo carpinteiro é celebrado justamente como padroeiro dos trabalhadores. Além do dia 19, o mês inteiro de março é especialmente dedicado a honrar o esposo e pai São José.

Santo venerado por santos

Embora tenha cumprido no silêncio e na sublime humildade a sua missão de esposo e protetor de Nossa Senhora e de pai adotivo e guardião terreno de Jesus, São José teve a sua grandiosidade reconhecida por todos os santos, pelos papas e pelo próprio Jesus, que, numa aparição a Santa Margarida de Cortona, declarou:

“Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te que não deixes passar um dia sem render algum tributo de louvor e bênção ao meu pai adotivo, São José, que me é caríssimo”.

Santo Afonso Maria de Ligório afirmou que Deus concedeu a São José todos os dons que concedeu a todos os outros santos juntos.

São Francisco de Sales, doutor da Igreja, escreveu:

“São José ultrapassou, na pureza, os anjos da mais alta hierarquia”.

São Jerônimo, também doutor da Igreja e tradutor oficial da Bíblia, registrou:

“José mereceu o nome de Justo porque possuía, de modo perfeito, todas as virtudes”.

São Bernardo, uma das maiores eminências da história da Igreja, declarou:

“De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.

E um dos mais extraordinários testemunhos sobre São José foi escrito por uma das mais extraordinárias mulheres santas da longa e riquíssima história do cristianismo: a doutora da Igreja Santa Teresa de Ávila, uma das máximas devotas do santo pai adotivo de Jesus Cristo. Em sua autobiografia “Livro da Vida”, ela deixou escrito:

“Tomei por advogado e senhor o glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente, vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade. Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus. De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida”.