domingo, 27 de setembro de 2026

IGREJA

 

Especialistas brasileiros reconstroem o rosto de São Vicente de Paulo


Aideia de reconstruir o rosto de São Vicente de Paulo foi do hagiólogo José Luís Lira, que também é escritor, professor universitário e pós-doutor na área do Direito. Durante pesquisas para um artigo, ele se deparou com imagens do crânio do santo e pensou: "Por que não tentar reconstruir o rosto de São Vicente a partir daquelas imagens?"

O professor, então, conseguiu autorização para o uso das raras imagens junto à DePaul University, em Chicago, nos Estados Unidos, e da Congregação da Missão, que deu aval para o projeto.

"Em 2016 seriam os 440 anos de nascimento de São Vicente. Então, pensei na possibilidade da reconstrução facial do santo para aquele evento. Busquei então o amigo Cícero Moraes, um dos maiores especialistas em reconstrução facial e designer 3D, internacionalmente conhecido, e perguntei se aquelas imagens dariam para uma reconstrução facial", explica Lira, que obteve resposta positiva do designer.

A reconstrução do rosto de São Vicente de Paulo

O trabalho de reconstrução do rosto de São Vicente de Paulo contou com uma equipe de dez profissionais, entre eles especialistas forenses e da área de saúde. Todos os envolvidos estão ligados a universidades, institutos médicos legais e com experiência na área.

A reconstituição da face do sacerdote francês que morreu em 1660 ficou a cargo do designer 3D Cícero Moraes, que, com a ajuda da tecnologia, já reconstituiu rostos de outros santos, entre eles Santo Antônio de Pádua e São Valentim.

"Uma vez que nós tínhamos as imagens do crânio, a gente enviou apenas as imagens para oito especialistas da área médica, de cirugia e odontologia no campo forense. Eles foram unânimes em dizer que era um homem em idade avançada, de ancestralidade europeia e que tinha uma deficiência na região da maxila, além de uma protuberância na região da mandíbula. Utilizamos sete imagens do crânio para fazer a reconstituição no campo tridimensional", explica Moraes.

O resultado

Os pesquisadores acreditam que o resultado a que eles chegaram é bem compatível com a única imagem que se tem de São Vicente de Paulo até então: o desenho do pintor francês Simon François de Tours, que foi feito sem o aval do sacerdote.

"O resultado é muito compatível com a pintura clássica do santo, o que evidenciaria que se trata da mesma pessoa. Só não podemos afirmar com 100% de certeza porque não tivemos acesso aos restos mortais", afirmou o designer.

St. Vicent Paul

O hagiólogo José Luís Lira destaca as características da face do santo que mais lhe chamaram a atenção:

"O olhar, o envelhecimento, pois a outra imagem não foi contemporânea à morte do santo, que se deu aos 79 anos e a reconstrução está com essa idade e características, além e principalmente, da questão da boca do santo. Seus dentes superiores eram mais pra dentro que o normal e o queixo mais avantajado. Havia uma retrusão e isso não ficou claro nas imagens anteriores. Eu fiquei muito feliz com o resultado e até refleti que Deus busca é a beleza interior, como o fez em São Vicente, em Santa Teresa de Calcutá, em Santa Dulce dos Pobres e em tantos outros santos e santas."

Presente para os devotos de São Vicente de Paulo

Depois de mais 360 anos da morte de um dos santos mais queridos da Igreja, seus devotos agora podem contemplar uma imagem do padroeiro da caridade mais próxima da real.

O resultado do trabalho foi apresentado oficialmente aos fiéis na Catedral Nossa Senhora da Penha da França, município de Crato, CE.

"O devoto de São Vicente terá uma imagem fiel dele e poderá se emocionar ao contemplar, tantos anos depois, a face iluminada de São Vicente de Paulo. Quando uma Filha da Caridade amiga minha viu a imagem, agradeceu a mim e à equipe e disse: 'Foi muito emocionante ver a foto do meu pai São Vicente'. Além de uma realização pessoal, manifestações como estas compensam todo o trabalho", conclui Lira, o idealizador do trabalho.

IGREJA

 

O sinal da cruz é encontrado na Bíblia?

Uma das práticas mais distintivas tanto dos católicos quanto dos cristãos ortodoxos orientais é a realização do Sinal da Cruz sobre o próprio corpo. Mas ela está na Bíblia?

Esse costume é normalmente realizado antes e depois da oração, embora algumas culturas tenham estendido sua prática para antes de fazer praticamente qualquer coisa. Esta é uma das razões pelas quais você pode ver um jogador de beisebol fazendo o Sinal da Cruz quando se prepara para rebater a bola.

No entanto, embora essa tradição tenha se tornado uma parte enraizada da cultura católica, muitos se perguntam sobre suas origens e se ela é encontrada na Bíblia.

Uma breve história do Sinal da Cruz

Depois que Jesus foi crucificado na cruz, Seus primeiros seguidores começaram a ver a cruz como uma fonte de vida e salvação. São Paulo escreveu frequentemente sobre a cruz de Cristo em suas cartas e sobre como ela se tornou um símbolo de glória: "Longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6,14).

O que era um meio de tortura tornou-se um sinal de salvação eterna. Embora isso agora nos pareça tão normal que nem pensamos nisso, inicialmente teria sido um sinal de fé nos caminhos misteriosos de Deus. Para nos ajudar a imaginar, pensem talvez em usar algum outro sinal de tortura e morte como símbolo — uma cadeira elétrica, por exemplo, ou uma corda de forca.

No entanto, os primeiros cristãos perceberam que a cruz não era apenas o "trono" de Jesus, mas também havia sido prefigurada de maneira bela e poética no Antigo Testamento, particularmente pelo fato de que o Gênesis coloca uma árvore no Jardim do Éden. Foi por meio de uma árvore que a morte chegou à criação de Deus, e por meio de uma árvore (a cruz) que a vida nos resgatou.

Raízes bíblicas

A rigor, não há um manual de instruções na Bíblia que diga aos seguidores para fazerem o Sinal da Cruz sobre seus corpos. No entanto, São João observa no livro do Apocalipse como os cristãos serão marcados com um símbolo específico em suas testas: "Foi-lhes dito que não danificassem a erva da terra, nem qualquer verdura, nem árvore alguma, mas apenas os homens que não têm o selo de Deus em suas testas" (Apocalipse 9,4).

Isso pode ter sido uma referência a uma passagem anterior no livro de Ezequiel, onde Deus disse: "Percorre a cidade, passa pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que nela se cometem" (Ezequiel 9,4).

Acreditava-se que essa marca era a letra grega tau, que é um T, e foi rapidamente adotada pelos cristãos como estando relacionada ao sinal da cruz.

Com esse contexto bíblico em mente, não deveria ser surpresa que os primeiros cristãos inicialmente fizessem o Sinal da Cruz em suas testas. Tertuliano escreveu no século II: "Nós, cristãos, gastamos nossas testas com o sinal da cruz".

Gradualmente, esse movimento de fazer o sinal da cruz foi sendo estendido, até que finalmente se tornou um movimento muito maior que abrange a cabeça, os ombros e o peito — como se estivéssemos nos revestindo com a cruz ou sendo abraçados por ela.

Embora a Bíblia não instrua especificamente os cristãos a fazerem o sinal da cruz, é um costume que se desenvolveu nos primeiros séculos da Igreja e possui fundamentos bíblicos que o tornam uma tradição potente que muitos cristãos incorporaram em suas vidas diárias.

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrado são Vicente de Paulo, padroeiro das obras de caridade

“Sendo a Mãe de Deus invocada e tomada por padroeira das coisas de importância, não pode acontecer que tudo não vá bem e não redunde para a maior glória do bom Jesus, seu Filho”, dizia o grande são Vicente de Paulo, padroeiro das obras de caridade e fundador da Congregação da Missão (Vicentinos) e das Filhas da Caridade.

São Vicente nasceu na França em 1581, em uma família de camponeses. Quando era adolescente, foi enviado para o colégio dos franciscanos na próspera cidade de Dax. Lá, entregou-se por completo aos estudos, mas começou a sentir vergonha de suas origens.

Recebeu a tonsura e as ordens menores para, em seguida, entrar na Universidade de Toulouse, onde estudou teologia. Seu pai morreu e lhe deixou parte da herança para que pudesse pagar seus estudos, mas o jovem Vicente recusou a ajuda e decidiu cuidar de si mesmo. Por isso, trabalhou como educador em um colégio.

Foi ordenado em 1600 com apenas dezenove anos e preferiu continuar seus estudos, desejando ser bispo. Uma anciã, dama de Toulouse, deixou para ele uma herança econômica que ele teve que ir receber em Marselha. Quando retornava, o navio foi atacado pelos turcos e Vicente foi feito prisioneiro.

Diz-se que foi vendido como escravo e esteve a serviço de um pescador, de um médico e de um cristão renegado. A este último conseguiu converter e, assim, pôde empreender sua viagem de retorno até que chegou a Paris.

Mais tarde, serviu como pároco, mas teve que deixar a função para ser preceptor de uma ilustre família. No entanto, nessa vida de riqueza, começou a se dar conta de que o Evangelho exige uma caridade radical.Assim, ao atender um moribundo, aprofundou no amor de Deus e começou a querer ir a todas as regiões remotas para expressar que existe um Deus de ternura que não os tinha esquecido.

Com o tempo, fundou a Congregação da Missão para dar missões populares e trabalhar na formação do clero. Do mesmo modo, foi cofundador com santa Luiza de Marilac da Companhia das Filhas da Caridade.Durante sua vida, são Vicente conheceu o bispo são Francisco de Sales, que logo pediu que assumisse a capelania de suas Visitandinas de Paris e a direção espiritual de santa Joana de Chantal.

Para são Vicente, a oração era o principal e apresentou a humildade como a primeira qualidade dos sacerdotes missionários. Sempre buscou a paz e a atenção aos necessitados, mesmo em meio às guerras de seu tempo, tornando-se conselheiro de governantes e verdadeiro amigo dos necessitados.

Morreu em 27 de setembro de 1660, pouco antes das quatro da manhã, a hora que costumava se levantar para servir a Deus e aos pobres.

LITURGIA DIÁRIA

 26º domingo do Tempo Comum (Ano A): Os dois filhos

Evangelho do 26º domingo do Tempo Comum (Ano A) e comentário ao Evangelho da Missa. “Filho, vai trabalhar hoje na vinha! O filho respondeu: “Não quero”. Mas depois mudou de opinião e foi”. Se nos empenharmos em encarar nossas obrigações diárias como uma tarefa divina, aprenderemos a trabalhar sempre por amor e com perfeição humana.



Evangelho (Mt 21,28-32)

Jesus disse aos sacerdotes e anciãos do povo:

Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, ele disse: “Filho, vai trabalhar hoje na vinha!”

O filho respondeu: “Não quero”. Mas depois mudou de opinião e foi.

O pai dirigiu-se ao outro filho e disse a mesma coisa. Este respondeu: “Sim, senhor, eu vou”. Mas não foi.

Qual dos dois fez a vontade do pai?

Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “O primeiro”.

Então Jesus lhes disse: Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os publicanos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele.


Comentário

A cena do evangelho se situa no Templo de Jerusalém. Jesus estava ali ensinando ao povo, e alguns sumos sacerdotes e anciãos do povo se aproximaram dele, interrompendo-o de modo grosseiro e pedindo explicações sobre quem lhe havia dado poder para ensinar como ele estava fazendo (cf. Mt 21,23-27). Esses personagens pensavam que somente eles estavam preparados para ensinar ao povo a lei de Deus, como intérpretes autênticos da vontade divina e guias do povo escolhido pelo Senhor.

Jesus responde com uma parábola que se enquadra em um tema com grande tradição em Israel: as diferentes reações de dois irmãos ao mesmo fato. As histórias de Caim e Abel, Ismael e Isaac, ou Esaú e Jacó eram bem conhecidas por esses homens. Neste caso, um dos irmãos se vangloria de querer cumprir a vontade do pai – como esses personagens que se confrontam com Jesus –, mas depois não o faz. Em compensação, o outro manifesta publicamente a recusa em fazer o que o pai lhes pediu – como qualquer pecador, que age contra a lei divina – mas depois reconsidera, arrepende-se e cumpre a vontade do pai.

Naquela época, e agora, não faltam pessoas que não têm nada contra Deus, mas a sua resposta às exigências divinas é tão sem vontade que, diante da menor complicação, já não fazem o que deveriam e, além disso, consideram-se dispensadas de fazê-lo. A sua prática religiosa é tão rotineira que não lhes preocupa deixar de lado algo que para Deus é importante.

As palavras de Jesus são um convite a reagir. “Tu e eu – dizia-nos São Josemaria – temos de recordar-nos e de recordar aos outros que somos filhos de Deus, a quem o Pai, como àqueles personagens da parábola evangélica, dirigiu idêntico convite: Filho, vai trabalhar na minha vinha. Asseguro-vos que, se nos empenharmos diariamente em considerar assim as nossas obrigações pessoais, como uma solicitação divina, aprenderemos a terminar as nossas tarefas com a maior perfeição humana e sobrenatural de que formos capazes. Talvez nos insurjamos uma vez ou outra – como o filho mais velho, que respondeu: Não quero –, mas saberemos reagir, arrependidos, e nos dedicaremos com maior esforço ao cumprimento do dever”[1].

Jesus conhece bem o coração humano e compreende as dificuldades e conflitos que temos que enfrentar todos os dias, tanto em nossa própria interioridade – a tensão de superar a preguiça ou a falta de vontade – como no âmbito familiar, profissional ou entre amigos – quando prestamos mais atenção ao que os outros fazem do que a fazer bem nossas próprias coisas, mesmo que os outros não o façam.

Como observa o Papa Francisco, mencionando esta cena, entre outras, Jesus “conhece as ansiedades e as tensões das famílias, inserindo-as nas suas parábolas: desde filhos que deixam a própria casa para tentar alguma aventura (cf. Lc 15, 11-32) até filhos difíceis com comportamentos inexplicáveis (cf. Mt 21, 28-31) ou vítimas da violência (cf. Mc 12, 1-9)”[2]. Deus conhece as nossas dificuldades, mas aguarda com paciência a nossa retificação e a nossa resposta generosa, como a do filho rebelde.

A conclusão da parábola tem palavras fortes: “Em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus” (v. 31). Isto é, os que sofrem por seus pecados e têm desejo de um coração puro estão mais próximos do Reino de Deus que muitos que se chamam cristãos, mas que são indolentes. Pensam que já fazem o suficiente, e não deixam que o arrependimento das suas culpas nem o amor de Deus toque os seus corações.


sábado, 26 de setembro de 2026

IGREJA

 

Bons e maus ricos, bons e maus pobres: um comentário do pe. Zezinho

“Os bons ricos ajudam; os maus não olham para baixo. Os bons pobres não têm inveja; os maus odeiam e se vingam”Bons e maus ricos, bons e maus pobres: existem as duas atitudes tanto num grupo quanto no outro, observou o pe. Zezinho num comentário em sua rede social.

O fiel da balança

O sacerdote escreveu:

“O contraste riqueza-pobreza funciona como os pratos de uma balança. O fiel das antigas balanças sempre apontava para o prato mais cheio. Hoje em dia mudou o “fiel”, mas os números continuam cada vez mais apontando para o lado de quem tem grandes fortunas. Onde há muitos pobres, há poucos ricos. Onde há ricos e milionários ganhando sempre mais, há pobres perdendo sempre mais…

Os pratos da balança nunca se igualam. Dificilmente o povo vence. Dificilmente os pobres vencem. Sempre há explicações para estas conquistas, mas só uma delas faz sentido: quem chegou lá deveria ajudar quem ficou lá embaixo!”

Bons e maus ricos, bons e maus pobres

Em seguida, o pe. Zezinho acrescentou:

“Os bons ricos ajudam. Os maus ricos não olham para baixo. Os bons pobres se arranjam, sem inveja nem raiva. Os maus pobres, que também existem, odeiam e se vingam, tornando a vida dos ricos um tormento.

Conheça a indústria dos cadeados, trancas, cercas eletrificadas, portões de aço, vidros inquebráveis, valas e guardas em cada canto, e as indústrias de seguros. As nações ricas têm milhares de ogivas apontadas contra ferozes inimigos. Não haverá paz no mundo enquanto houver grandes injustiças na política e na sociedade.

Releiam a Populorum Progressio, de São Paulo VI, a Pacem in Terris, de São João XXIII, e a Gaudium et Spes. Descobrirão quem disse isto!”

CARIDADE

 

Por que São Vicente de Paulo gostava tanto de servir os pobres

São Vicente de Paulo colocou o serviço aos pobres acima de quase todas as atividades em sua vida. Ele teve uma vida devota de oração, mas acreditava que mesmo sua prece poderia ser interrompida diante do chamado a ajudar alguém necessitado.

Ele explica seus pensamentos em um manuscrito. Em particular, São Vicente de Paulo acreditava que servir aos pobres estava em união com a missão de Cristo na terra.

Embora em sua Paixão Ele quase tenha perdido a aparência de um homem e tenha sido considerado um tolo pelos gentios e uma pedra de tropeço pelos judeus, Ele mostrou-lhes que sua missão era pregar aos pobres: Ele me enviou para pregar a Boa Nova aos pobres. Também devemos ter esse mesmo espírito e imitar as ações de Cristo, ou seja, devemos cuidar dos pobres, consolá-los, ajudá-los, apoiar sua causa. Cristo quis nascer pobre e escolheu para si discípulos pobres. Ele se fez servo dos pobres e compartilhou a pobreza deles. Ele chegou ao ponto de dizer que consideraria todas as ações que ajudam ou prejudicam os pobres como feitas a favor ou contra Si próprio.

É por isso que São Vicente de Paulo acreditava firmemente que a caridade para com os pobres é uma parte essencial de ser cristão. É uma obra de Deus que devemos fazer, mesmo quando interrompe nosso tempo de oração.

É nosso dever preferir o serviço aos pobres a tudo o mais e oferecer esse serviço o mais rápido possível. Se uma pessoa necessitada precisar de remédio ou outra ajuda durante o tempo de oração, faça o que tiver que ser feito com tranquilidade. Ofereça a ação a Deus como sua oração. Não fique chateado ou se sinta culpado porque interrompeu sua oração para servir aos pobres. Deus não é negligenciado se você deixá-lo para tal serviço. Uma das obras de Deus é meramente interrompida para que outra possa ser realizada. Então, quando você deixar a oração para servir a alguma pessoa pobre, lembre-se de que esse mesmo serviço é realizado para Deus.

Em nossa própria vida, devemos refletir sobre como servimos aos pobres e se fazemos tudo o que podemos para ajudar os menos afortunados entre nós. Pode não ser fácil, mas é um serviço que estamos fazendo ao próprio Cristo.

SANTO DO DIA

 Hoje a Igreja celebra são Cosme e são Damião, gêmeos mártires e padroeiros dos médicos

Hoje (26), a Igreja celebra os mártires Cosme e Damião, irmãos gêmeos que, junto com são Lucas, são os padroeiros dos médicos católicos.

No Oriente, são chamados “os não cobradores”, porque exerciam a medicina sem cobrar nada aos pacientes pobres. A única coisa que pediam aos pacientes era que lhes permitissem falar por alguns minutos a respeito de Jesus Cristo e de seu Evangelho.

Lisias, o governador de Cilícia, desgostou-se muito porque estes dois irmãos propagavam efetivamente o cristianismo. Tentou inutilmente que deixassem de pregar e, como não conseguiu, mandou atirá-los ao mar. Mas, uma onda gigantesca os levou sãs e salvos à margem.Então, o governador mandou que fossem queimados vivos, mas as chamas não os tocaram e, em troca, queimaram aos verdugos pagãos que queriam atormentá-los. O mandatário pagão mandou que lhes cortassem a cabeça. Finalmente, derramaram seu sangue por proclamar o amor ao Divino Salvador.

Junto ao túmulo dos dois irmãos gêmeos começou a realizar-se milagrosas curas. O imperador Justiniano de Constantinopla, padecendo de uma grave enfermidade, encomendou-se a estes dois santos mártires e foi curado inexplicavelmente.

São Cosme e Damião também são padroeiros dos cirurgiões, farmacêuticos, dentistas e faculdades de medicina.