terça-feira, 29 de setembro de 2026

SAÚDE MENTAL

 

Por que o Papa Leão continua falando

 de saúde mental

Asaúde mental não é um tópico que a maioria das pessoas associa a discursos papais. No entanto, nas últimas semanas, o Papa Leão voltou a ele repetidamente, levantando o assunto em diferentes ambientes e com diferentes públicos, desde estudantes da Universidade La Sapienza de Roma até jovens reunidos durante sua visita à Espanha.

E o que é difícil de perder é que ele raramente aborda a questão exatamente do mesmo ângulo duas vezes.

Na Universidade La Sapienza, em Roma, ele refletiu sobre as pressões enfrentadas pelos jovens, observando que "muitos jovens estão doentes de ansiedade". Em vez de tratar isso como uma preocupação passageira, ele desafiou os educadores a desempenhar um papel ativo na ajuda os alunos a navegar por um mundo cada vez mais complexo, insistindo que "é de extrema importância acreditar em seus alunos".

Algumas semanas depois, em Barcelona, a conversa tomou um rumo diferente. Durante uma vigília com a presença de centenas de milhares de jovens, o Papa Leo ouviu uma jovem falar abertamente sobre sua experiência de depressão e a luta para encontrar significado quando a vida parece esmagadora.

Sua resposta revelou a mesma preocupação, mas de outra perspectiva,

"Diante das situações mais difíceis e dolorosas, quando Deus parece ausente, devemos confiar a ele mais uma vez os fardos que carregamos em nossos corações, até mesmo gritando para ele, até mesmo protestando como Jó, confiante de que de alguma forma ele está presente e próximo, mesmo quando parece estar em silêncio."

No entanto, ele imediatamente acrescentou algo igualmente importante: "Mas acredito que não podemos fazer isso sozinhos". E essa frase simples pode ser uma das mais reveladoras de seu jovem pontificado.

Talvez seja por isso que a abordagem do Papa Leão parece tão valiosa. Em vez de reduzir a saúde mental a um único problema, ele continua retornando a ela de direções diferentes. Um dia ele está falando sobre educação. Outro, sobre a comunidade. Então tecnologia, propósito, solidão, fé ou relacionamentos. Não porque eles são a mesma coisa, mas porque os seres humanos são complicados, assim como as lutas que carregamos.

Quando confrontado com problemas difíceis, há uma tentação natural de procurar um cara de outono. Hoje em dia, as mídias sociais e os smartphones raramente escapam da acusação. No entanto, o colapso familiar, a pressão acadêmica, a solidão, a incerteza econômica, a instabilidade global e a perda de propósito ou fé podem contribuir para a ansiedade e a angústia. Dependendo de quem está falando, cada um pode ser apresentado como explicação.

Os seres humanos raramente se encaixam perfeitamente em categorias, nem suas lutas. Se ao menos pudéssemos apontar para uma coisa e dizer: "Esse é o problema". Na maioria das vezes, a vida é mais bagunçada do que isso.

Talvez seja por isso que outro comentário do Papa em Barcelona parece tão importante. Falando sobre aqueles que acompanham as pessoas em períodos de sofrimento, ele disse que precisamos de pessoas que possam nos ajudar sem "se apressar para explicar essa dor".

Que ideia refrescante.

Se os discursos recentes do Papa Leo revelam alguma coisa, é que alguns assuntos merecem mais do que uma resposta rápida. A saúde mental parece ser uma delas. Nem toda luta pode ser resolvida imediatamente. Nem todas as feridas podem ser claramente explicadas. Às vezes, o maior presente é simplesmente uma pessoa disposta a ficar, ouvir e caminhar ao nosso lado.

IGREJA

 

“A cura interior é um encontro permanente

 com o amor de Deus”

Todos nós carregamos feridas. Algumas são bem identificadas, outras mais profundas, mas podem continuar a influenciar nossa maneira de olhar para nós mesmos, de nos relacionar com os outros… e até mesmo com Deus. Como reconhecer essas feridas? O que fazer para curá-las? E que lugar a fé pode ocupar nesse caminho de cura? É a essas questões que Bob Schuchts dedica seu trabalho há muitos anos.

Terapeuta católico e fundador, nos Estados Unidos, do John Paul II Healing Center (Centro de Cura João Paulo II), ele defende uma abordagem integral da pessoa, na qual corpo, alma e espírito estão profundamente interligados. Em seu livro Seja curado! O poder restaurador do amor de Deus (ed. Première Partie / Be Healed), lançado em junho de 2026, ele mostra como feridas antigas podem continuar afetando os relacionamentos, a imagem de si e até a relação com Deus. Para a Aleteia, Bob Schuchts explica como reconhecê-las e avançar em um caminho de cura interior onde psicologia, oração, perdão e sacramentos se encontram.

Aleteia: Em seu livro Be Healed [Seja curado!], o senhor explora inúmeras feridas — rejeição, abandono, traição, vergonha, trauma… Como essas feridas podem continuar afetando nossa vida, às vezes sem que tenhamos consciência disso?

Bob Schuchts: As pesquisas mostraram que as feridas do nosso passado continuam a se manifestar no nosso presente. Nossa mente e nosso corpo guardam na memória as experiências dolorosas e os traumas que não foram resolvidos. Enquanto esses traumas não forem curados, eles podem afetar nossos relacionamentos atuais, bem como nossa saúde física, espiritual e psicológica. Um sofrimento que não é transformado acaba sendo transmitido em nossas relações mais próximas, seja na família, nas amizades ou nas comunidades religiosas.

Quais sinais ajudam a reconhecer que uma ferida do passado ainda afeta nossa vida hoje?

Os mais recorrentes são a recusa em perdoar, problemas de relacionamento recorrentes, áreas de vergonha ou medos persistentes, distorções da imagem de Deus, compulsões e vicios, isolamento…

O processo de cura produz plenamente seus frutos quando é guiado pelo Espírito Santo.

Segundo sua experiência, quais são os mitos mais frequentes sobre a cura interior e o que muitas vezes nos impede de curar?

Às vezes pensa-se que apenas pessoas que viveram traumas graves precisam de cura interior. Na realidade, todos nós precisamos, pois existem em cada um de nós dimensões da nossa vida que ainda não estão plenamente unificadas nem em comunhão com Deus e com os outros.

Como trazer essas feridas à tona, especialmente quando não temos total consciência delas?

Quando tomamos consciência de dificuldades de relacionamento persistentes ou de lutas pessoais recorrentes, elas podem nos revelar nossa necessidade de uma cura mais profunda. O processo de cura produz plenamente seus frutos quando é guiado pelo Espírito Santo, que ilumina o que precisa ser curado e nos leva a apresentar nossas feridas e nosso coração a Jesus para que Ele os cure. Trata-se, então, de estar pronto para receber essa revelação. Também podemos buscar a ajuda de um terapeuta, um acompanhador espiritual, um padre, um amigo ou nosso cônjuge.

Que distinção o senhor faz entre cura física, emocional e espiritual? Essas diferentes formas de cura estão interligadas?

A cura física diz respeito às feridas do corpo, às doenças ou às enfermidades. A cura psicológica trata das feridas da alma causadas pelas deformações do amor e pelas relações rompidas. Quanto à cura espiritual, ela diz respeito à nossa relação com Deus e restaura a graça onde o pecado nos enfraqueceu.

Todas as fontes de graça presentes na Igreja permitem que a ação curadora de Deus se desdobre em nossa vida e na dos outros.

Essas diferentes dimensões são frequentemente consideradas separadamente, mas uma visão católica — e, portanto, integral — da pessoa as enxerga como profundamente interligadas. Muitos males físicos podem estar ligados a feridas psicológicas ou a pecados que afetam nossa vida espiritual. Da mesma forma, as feridas da nossa alma podem influenciar nossa relação com Deus. Somos uma única e mesma pessoa — corpo, alma e espírito. Precisamos, portanto, ser considerados em nossa totalidade, e não como um conjunto de partes fragmentadas ou de sintomas a serem tratados separadamente.

Concretamente, quais ferramentas a fé cristã nos oferece para nos ajudar a curar nossas feridas interiores?

A Igreja tem uma missão de cura, porque Jesus veio curar a pessoa por inteiro — corpo, alma e espírito. A cura é um encontro permanente com o amor e a verdade de Deus, que nos conduz à unidade interior e à comunhão, e que conforma nossa vida à de Cristo. Todas as fontes de graça presentes na Igreja — seu ensino, os sacramentos, uma vida comunitária saudável, mas também a ação a serviço dos outros, a oração pela cura e o perdão — permitem que a ação curadora de Deus se desdobre em nossa vida e na dos outros.

Como elas se inserem concretamente em um verdadeiro processo de cura interior? E como colocá-las em prática a partir de hoje?

Por exemplo, quanto ao perdão, podemos imaginar a pessoa que nos magoou diante de nós e dizer-lhe em que nos fez mal. Na presença de Jesus, podemos expressar nossa raiva, nosso medo e nossa tristeza. Em seguida, podemos apresentar essa pessoa a Jesus ao pé da Cruz e ouvi-Lo pronunciar palavras de perdão. No sacramento da reconciliação, podemos nomear não apenas os comportamentos pecaminosos, mas também as atitudes profundas do nosso coração que deram origem ao pecado — em particular os ressentimentos ligados a feridas não resolvidas e os medos que revelam uma falta de confiança em Deus —, bem como os julgamentos feitos sobre nós mesmos e sobre os outros.

Na Eucaristia, podemos rezar acompanhando o decorrer da missa, concentrando-nos em um aspecto que necessita de cura: no ato penitencial, pedir perdão por nossos ressentimentos ou julgamentos; durante a oração universal, rezar pela pessoa que nos magoou; no ofertório e na consagração, oferecer a Jesus na cruz a ferida de que sofremos; no momento do Pai Nosso e do abraço da paz, perdoar a quem nos fez mal; e na comunhão, convidar Jesus a revelar Seu amor e Sua verdade onde atualmente lutamos ou onde residem nossas feridas passadas. Podemos, depois, fazer uma oração de ação de graças. Em todos esses passos, podemos pedir a Jesus que restaure nossa identidade de filhos e filhas amados, onde tínhamos adotado uma falsa identidade moldada por nossas feridas.

IGREJA

 

São Rafael, o arcanjo que une os esposos

O livro de Tobias do Antigo Testamento conta como são Rafael, o arcanjo, ajuda Tobias a se casar com Sara, uma mulher cujos maridos faleciam por causa de um demônio que os atormentava na noite de núpcias.

Um dia, Tobit, um judeu fiel à lei de Deus que havia ficado cego, discutiu com sua esposa Ana e ficou cheio de aflição, pedindo ao Senhor que lhe permitisse morrer.

Da mesma forma Sara, uma jovem que teve sete esposos que morriam na noite de núpcias por culpa de um demônio que estava apaixonado por ela, também rogava a Deus pela morte ou que o Senhor se compadecesse dela. Então, Deus acolheu suas orações e enviou o arcanjo Rafael para ajudá-los.

Tobit se lembrou do dinheiro que havia deixado com um amigo em outra cidade e enviou seu filho Tobias para recuperá-lo. Mas, primeiro, pediu-lhe que encontrasse um guia no caminho e assim Tobias conheceu São Rafael, que de maneira desconhecida se fez passar por um certo Azarías que conhecia o caminho.

Ambos partiram e, quando chegaram a um rio, Tobias desceu para lavar os pés. De repente, um grande peixe saltou da água e tentou morder o seu pé. O anjo disse para agarrá-lo e retirar o fel, o coração e o fígado porque eram úteis como remédios. Mais tarde, no caminho, o menino perguntou ao anjo sobre os efeitos curativos desses elementos.

O espírito celestial respondeu que, ao queimar o coração ou o fígado do peixe diante de um homem ou mulher atacados por um demônio ou espírito maligno, os ataques cessam e desaparecem para sempre. Enquanto o fel era usado para ungir os olhos afetados por manchas brancas e que bastava soprar sobre eles, para que ficassem curados.

Mais tarde, perto de seu destino, Rafael contou a Tobias sobre Sara, que era sua parente e que, segundo a lei, seria sua futura esposa. Tobias, entretanto, contou-lhe sobre a terrível desgraça que se abatera sobre ela e o anjo o instruiu a não se preocupar com o demônio. Assim, ele o encorajou a se casar com Sara.

Em seguida, aconselhou-o a que quando ele e Sara estivessem em seu quarto, tirassem uma parte do fígado e do coração do peixe para colocar no braseiro de perfumes. Dessa forma, o cheiro se espalharia e o maligno fugiria para sempre. Do mesmo modo, indicou que antes de ter relações, os dois rezassem pela misericórdia e salvação de Deus.

Ao chegar à casa de Sara, os pais da jovem souberam que Tobias era filho de seu parente Tobit e, após conversarem entre si, o pai deu-lhe a filha como esposa e redigiu o contrato matrimonial.

Depois de comemorar, todos decidiram ir descansar. Então, Tobias entrou com Sara no quarto e fizeram o que Rafael havia aconselhado ao jovem. O cheiro do fígado e do coração do peixe no braseiro assustou efetivamente o demônio, que foi preso e acorrentado pelo Arcanjo, e os novos cônjuges rezaram a Deus por seu casamento.

No dia seguinte, todos festejaram o fato de Tobias não ter morrido e as celebrações pela união dos esposos continuaram. Tobias pediu a Rafael que fosse buscar o dinheiro de seu pai e depois os dois, junto com Sara, os servidores e os animais que seu pai lhes havia dado, partiram para a casa de Tobit.

Antes de chegar, Rafael disse a Tobias para se adiantar e preparar a casa para receber Sara. O Arcanjo indicou ao jovem que untasse os olhos de seu pai com o fel do peixe e, desta maneira, Tobit pôde recuperar a vista, para a alegria de toda a família.Finalmente Tobit louvou ao Senhor e aos seus anjos, conheceu sua nora Sara e todos comemoraram. Quando Tobit e Tobias quiseram pagar por seus serviços ao conselheiro incógnito, o espírito celestial os chamou ao lado e se revelou a eles como Rafael, um dos sete anjos diante da glória do Senhor, enviado por Deus para ajudá-los.

Antes de subir ao céu, são Rafael disse-lhes para colocar tudo por escrito e eles, cheios de alegria, bendisseram a Deus por ter obrado maravilhas.

Leitura para o matrimônio

Além disso, do Livro de Tobias, são tiradas algumas passagens para a primeira leitura da Missa da celebração do Sacramento do Matrimônio.

A passagem exata está em Tobias 8, 5-10 e é a seguinte:

"Levantaram-se, pois, ambos e oraram juntos fervorosamente para que lhes fosse conservada a vida.

Tobias disse: “Senhor, Deus de nossos pais, bendigam-vos o céu, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem.

Vós fizestes Adão do limo da terra e destes-lhe Eva por companheira.

Ora, vós sa­beis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito”.

E Sara acrescentou: “Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!”.

Ambos disseram: Amém! Amém! E deitaram para dormir.

IGREJA

 

Você sabia que o arcanjo Miguel “matará” o anticristo onde agora existe uma mesquita?

A Igreja Católica celebra hoje (29) os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Há uma tradição que diz que o arcanjo são Miguel matará o anticristo em um lugar especial onde Jesus fez um prodígio. Lá os católicos só podem celebrar missas uma vez por ano porque atualmente é uma mesquita.

O beato Jacopo de Varazze (1230-1298) em seu livro “Legenda Áurea” fala de uma antiga crença sobre o fim do mundo, na qual o anticristo “se fingirá de morto” e se esconderá. Mas depois de três dias aparecerá dizendo que ele ressuscitou.

"E com a ajuda de suas artes mágicas e a dos demônios, ele se elevará no ar", descreve Varazze. Dessa forma, o anticristo será adorado por multidões.

Depois irá ao Monte das Oliveiras, no exato lugar onde Cristo subiu ao Céu, e ali “armará a sua tenda”. O anticristo se sentará num trono, mas “Miguel virá e o matará”. Segundo o beato Jacopo de Varazze, será uma grande vitória para o arcanjo.

O lugar da Ascensão é uma mesquita

No lugar da Ascensão ainda há uma capela. Segundo a Custódia da Terra Santa (CTS), anteriormente fazia parte de uma igreja da época dos Cruzados, mas foi destruída pelos muçulmanos. No entanto, deixaram uma edícula octogonal que preserva uma rocha, onde se diz que se encontra a marca do pé direito de Cristo antes de subir ao céu.

Segundo a agência Fides, serviço noticioso das Pontifícias Obras Missionárias, os seguidores de Maomé transformaram a área em parte da Mesquita da Ascensão, em homenagem a Jesus, a quem reconhecem como o profeta ʿĪsā. Com permissão especial, missas com o Missal Romano podem ser celebradas neste local islâmico.

A CTS diz que na véspera da solenidade da Ascensão, os cristãos costumam reunir-se na capela para rezar, e os franciscanos dão três voltas à edícula, cantando a ladainha dos santos. Durante toda a noite eles fazem vigília e oferecem missas em vários idiomas. O momento culminante da celebração é uma missa solene.

SANTO DO DIA

 Hoje a Igreja celebra os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

A Igreja celebra hoje (29) a festa dos santos arcanjos são Miguel, são Gabriel e são Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes dadas por Deus.

São Miguel em hebreu significa “Quem como Deus” e é um dos principais anjos. Seu nome era o grito de guerra dos anjos bons na batalha combatida no céu contra o inimigo e seus seguidores.

Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. É chamado pelo profeta Daniel, no Antigo Testamento, de príncipe protetor dos judeus. No Novo Testamento, é citado na carta de São Judas e no Livro do Apocalipse. Aparece como protetor dos filhos de Deus e de Sua Igreja.São Gabriel significa “Fortaleza de Deus”. Teve a missão muito importante de anunciar a Nossa Senhora que ela seria a Mãe do Salvador.

Segundo o profeta Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou o tempo da vinda do Messias; quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lc 1, 10-19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor; e, finalmente, o arcanjo como embaixador de Deus, foi enviado a Maria, em Nazaré para proclamar o mistério da Encarnação. É ele o portador de uma das orações mais populares e queridas do cristianismo, a Ave Maria.

São Rafael quer dizer “Medicina de Deus” ou “Deus obrou a saúde”. É o arcanjo amigo dos caminhantes, médico dos doentes, auxílio dos perseguidos.

No Livro de Tobias é narrado o momento que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e todos lhe questionavam a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.

São Rafael tomou a forma humana, fez-se chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o Arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia se casar com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como “um dos sete que estão na presença do Senhor”.

Para celebrar esta data, recordamos a oração aos Santos Arcanjos:

Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.

Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.

Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa. Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.

Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.

Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.

São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos; Ajudai-nos e rogai por nós.

LITURGIA DIÁRIA

 29 de setembro: Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Evangelho do dia 29 de setembro. Festa dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. "Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. Deus não se deixa vencer em proximidade, por isso quer que contemos com a ajuda dos arcanjos e dos anjos da guarda.



Evangelho (Jo 1, 47-51)

Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”.

Natanael perguntou: “De onde me conheces?”

Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”.

Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!”

E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.


Comentário

Na passagem do Evangelho que a Igreja propõe para a festa dos Arcanjos Rafael, Miguel e Gabriel lemos o encontro de Jesus com Natanael, que São João coloca no início de seu Evangelho.

São os primeiros momentos da missão de Jesus, que pouco a pouco se torna conhecida e Ele aproveita a pergunta de Natanael – que se surpreende de que Jesus o conheça – para lhe dizer: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

Jesus vai mostrando que é o Messias e descreve a missão dos anjos, que fazem parte da história da salvação para realizar missões concretas dadas por Deus.

Desde o início da fundação da Obra em 1928, dia dos Anjos da Guarda, São Josemaria sentiu que precisava de muita ajuda do céu para realizar a missão que Deus lhe havia confiado: transmitir a mensagem de que é possível ser santo através do trabalho e da vida diária. Parte dessa ajuda veio dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Aconteceu de modo providencial: fazendo um retiro em outubro de 1932 em Segóvia, perto do túmulo de São João da Cruz. Foi ali, orando, que Deus fez-lhe ver que deveria colocar sob a proteção dos três arcanjos a tarefa apostólica que ele estava realizando.

O Senhor vinha ao encontro de São Josemaria e mostrava-lhe o caminho. O que deve ter sentido naqueles momentos de encontro intenso com a vontade de Deus?

Deve ter sentido uma espécie de choque ao ouvir as palavras do Senhor: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”.

Por um lado, Natanael deve ter ficado surpreso. Por outro lado, este encontro nos fala do tipo de pessoas que Jesus quer ter perto de si. Pessoas conscientes dos seus pecados, mas sinceras. Foi o que Jesus disse em outra ocasião: “Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno” (Mt 5,37)

Natanel fica tão surpreso que pergunta: “De onde me conheces?”

E Jesus lhe diz: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”.

Podemos pensar que debaixo da figueira, Natanael, um verdadeiro israelita, devia estar pensando em seu projeto de futuro, no que fazer com a sua vida, no que Deus queria dele, etc. Talvez meditasse pedindo a luz do Espírito Santo e as inspirações do seu anjo da guarda, que ajudaria a aprofundar nesses pensamentos para responder generosamente a Deus.

O que nos leva a pensar nisso é a resposta de Natanael a Jesus: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

E Jesus lhe diz: “Coisas maiores que esta verás!”

Isso é o que acontece com as pessoas que sabem depositar a sua confiança no Senhor: veem coisas maiores. Porque Deus nunca se deixa vencer em generosidade. Uma das coisas que veem com frequência é a paz que eles têm em sua vida.

Contamos com a ajuda dos arcanjos, cuja festa celebramos hoje, e com a ajuda dos anjos da guarda, que sabem muito sobre a tarefa de acender corações frios e ajudar a tomar decisões generosas diante de Deus e dos outros.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

IGREJA

 

As 7 invocações para obter graças por intercessão do Arcanjo São Rafael, 

considerado anjo da cura

Rafael, juntamente com Gabriel e Miguel, é um dos três arcanjos reconhecidos pela Igreja. Muitas pessoas pedem a sua intercessão porque Rafael é considerado o anjo da cura - o seu nome, aliás, significa "remédio de Deus" ou "cura de Deus".

O beato Bartolo Longo, fundador da devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, é o autor das 7 Invocações que costumam ser rezadas para pedir a intercessão do Arcanjo Rafael a fim de se obter uma graça particular.

As 7 invocações ao Arcanjo Rafael

I.

Excelso Arcanjo São Rafael, a ti, cujo próprio nome significa remédio de Deus e que nos tornaste evidente a tua virtude e teu caráter, eu suplico: cura a minha alma de todas as enfermidades espirituais que me atormentam.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

II.

Ó poderoso Arcanjo, tu, que, sendo um dos sete notáveis espíritos que assistem o Trono do Altíssimo, te dignaste, sob o nome de Azarias, servir de guia ao jovem Tobias quando ele teve de ir a Ragés para cobrar a dívida de Gabael, ajuda-me a aprender de ti a verdadeira humildade, a me submeter voluntariamente, conforme as diversas circunstâncias, aos menores e ínfimos, e a me adaptar para ajudá-las em seus sofrimentos.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

III.

Ó benigno Arcanjo, que com regozijo estendes os teus sábios e celestiais ensinamentos ao espírito do jovem dócil e bem-aventurado ao longo de toda a sua viagem, torna o meu coração flexível às tuas inspirações, para ser puro em cada ato que realize durante a minha vida.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

IV.

Ó sábio Arcanjo, tu, que, quando Tobias estava prestes a ser devorado pelo peixe monstruoso às margens do rio Tigre, lhe deste valentia para agarrá-lo pelas brânquias e arrancar-lhe o coração, o fígado e o fel a fim de obter vantagens prodigiosas, dá-me coragem semelhante, para que não seja presa dos três inimigos capitais, mas, pelo contrário, ao lutar intrepidamente, tire proveito e mérito das suas próprias ciladas.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

V.

Ó puríssimo Arcanjo, que libertaste Sara, filha de Raguel, do demônio Asmodeu que a atormentava, e lançaste o demônio ao deserto do Egito, liberta a minha alma do espírito imundo e afasta-o de mim, para que ele não me vença e eu não seja infestado por esse inimigo lisonjeiro.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

VI.

Ó brilhante Arcanjo, remédio de Deus, que ensinaste a Tobias a maneira de remover a densa névoa dos olhos de seu velho pai e restaurar-lhe assim perfeitamente a vista, remove todo véu dos meus olhos e da minha mente, para que eu conheça com clareza a vontade de Deus e possa servi-Lo fielmente e com perseverança.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.

VII.

Ó benéfico Arcanjo, tu, que guardaste Tobias a salvo, cheio de riquezas, com sua esposa escolhida, e o tornaste pai, cuida de mim, teu servo humilde, para que, mantendo-me incólume de toda mancha de culpa, venha a ser apresentado ao meu Pai celestial, depois do meu peregrinar por esta terra, cheio de virtude e ornado em traje nupcial. Assim seja.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Bendita seja a Santíssima Trindade pelas graças concedidas a São Rafael Arcanjo.