domingo, 16 de agosto de 2026

santo do dia

 Hoje é celebrado santo Estêvão I, rei da Hungria e de uma família santa

Santo Estêvão nasceu no que hoje é a Hungria, no final do século X, sendo filho do príncipe Geza e da rainha Sarolta. Quando nasceu, recebeu o nome Vajk e, ao ser batizado, foi nomeado Estêvão, o que aconteceu depois que a família real húngara abraçou o cristianismo por sobrevivência política.

Estêvão, quando jovem, aprendeu latim das mãos de santo Adalberto e recebeu educação cristã. Casou-se com a Beata Gisela da Baviera, irmã do imperador do Sacro Império Romano Germânico, Santo Henrique II. Quando seu pai morreu, sucedeu-o no trono e se tornou rei.

O povo estava acostumado a adorar vários deuses, mas isso não o desanimou em seu trabalho de evangelização e foi obtendo conversões com a dedicação ao seu povo e o exemplo de vida.

Estêvão recorreu ao papa Silvestre II para que o Ocidente reconhecesse seu reino e o papa enviou santo Anastácio, discípulo de santo Adalberto, para que o coroasse. Do mesmo modo, organizou a vida política e religiosa da nação, construiu igrejas e mosteiros.

Entre seus colaboradores próximos estavam os monges beneditinos, ordem da qual procederam os primeiros bispos do novo reino como santo Anastácio, são Beszteréd, são Gerardo Sagredo, o beato Sebastião de Esztergom, entre outros.

Santo Estêvão e seu filho, santo Américo, defenderam seu povo do ataque das tropas de Conrado II, que tentava submeter o reino. Um ano mais tarde, seu filho morreu.

Com a ajuda de Deus, conseguiu que muitos se convertessem. Partiu para a Casa do Pai em 15 de agosto de 1038 e foi sepultado na basílica Székesfehérvár, que ele mesmo tinha mandado construir e que chegou a ser uma das maiores basílicas da Europa.

O santo rei da Hungria foi canonizado pelo papa são Gregório VII em 1083 e sua festa é celebrada hoje (16). Santo Estêvão também é reconhecido como santo pelos ortodoxos.

ESPIRITUALIDADE

 A Assunção de Maria ao Céu, em uma belíssima reflexão de São João Paulo II


"Os dois dogmas, da Imaculada Conceição e da Assunção, estão intimamente ligados entre si", disse o Papa em peregrinação a Lourdes


Era o último ano do pontificado de São João Paulo II. Apesar de já bastante debilitado na saúde física, o Santo Padre fez questão de realizar uma desejada peregrinação a Lourdes. Celebrava-se, afinal, o 150º aniversário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição de Maria, reiterado por ela própria em suas aparições a Santa Bernadette Soubirous.

A data escolhida pelo Papa foi emblemática: 15 de agosto de 2004, Assunção de Nossa Senhora - ou seja, o dia em que a Igreja celebra o fato de que, "tendo completado o curso de sua vida terrestre, [Maria] foi assumida, de corpo e alma, na glória celeste" (Papa Pio XII, Munificentissimus Deus, 1º de novembro de 1950).

Em Lourdes, nesta data da Assunção de Maria ao Céu, São João Paulo II deu uma preciosa homilia da qual extraímos os seguintes trechos a respeito desta celebração:

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade...» (Lc 1, 39). As palavras deste trecho evangélico fazem-nos vislumbrar, com os olhos do coração, a jovem de Nazaré a caminho da cidade da Judeia, onde morava a sua prima, para lhe oferecer os seus serviços. Aquilo que nos surpreende acima de tudo, em Maria, é a sua atenção repleta de ternura pela sua parente idosa. Trata-se de um amor concreto, que não se limita a palavras de compreensão, mas que se compromete pessoalmente numa verdadeira assistência. À sua prima, a Virgem não dá simplesmente algo que lhe pertence; Ela dá-se a si mesma, sem nada exigir como retribuição. Ela compreendeu de maneira perfeita que, mais do que um privilégio, o dom recebido de Deus constitui um dever, que a empenha no serviço aos outros, na gratuidade que é própria do amor.

A minha alma proclama a grandeza do Senhor...(Lc 1, 46). No seu encontro com Isabel, os sentimentos de Maria brotam com vigor no cântico do Magnificat. Através dos seus lábios exprimem-se a expectativa repleta de esperança dos «pobres do Senhor», e a consciência do cumprimento das promessas, porque Deus «se recordou da sua misericórdia» (cf. Lc 1, 54).

É precisamente desta consciência que brota a alegria da Virgem Maria, que transparece no conjunto do cântico: alegria de saber que Deus olha para Ela, apesar da sua fragilidade (cf. Lc 1, 48); alegria em virtude do serviço que lhe é possível prestar, graças às grandes obras que o Todo-Poderoso realizou em seu favor; alegria pela antecipação das bem-aventuranças escatológicas, reservadas aos humildes e aos famintos (cf. Lc 1, 52-53).

Depois do Magnificat chega o silêncio; nada se diz acerca dos três meses da presença de Maria ao lado da sua prima Isabel. Talvez nos seja dita a coisa mais importante: o bem não faz ruído, a força do amor expressa-se na discrição tranquila do serviço quotidiano.

Mediante as suas palavras e o seu silêncio, a Virgem Maria aparece como um modelo ao longo do nosso caminho. Não se trata de um caminho fácil: em virtude da culpa dos seus pais primitivos, a humanidade traz em si a ferida do pecado, cujas consequências ainda continuam a fazer-se sentir nas pessoas remidas. Mas o mal e a morte não terão a última palavra! Maria confirma-o através de toda a sua existência, sendo testemunha viva da vitória de Cristo, nossa Páscoa.

Os fiéis compreenderam-no, reconhecendo nela «a mulher revestida de sol (Ap 12, 1), a Rainha que resplandece junto do trono de Deus e intercede em favor deles.

No dia de hoje, a Igreja celebra a gloriosa Assunção de Maria ao Céu, de corpo e alma. Os dois dogmas da Imaculada Conceição e da Assunção estão intimamente ligados entre si. Ambos proclamam a glória de Cristo Redentor e a santidade de Maria, cujo destino humano já está perfeita e definitivamente realizado em Deus.

E quando Eu tiver partido e vos tiver preparado um lugar, voltarei e levar-vos-ei comigo para que, onde Eu estiver, vós estejais também, disse-nos Jesus (Jo 14, 3). Maria é o penhor e o cumprimento da promessa de Cristo. A sua Assunção torna-se para nós um sinal de esperança certa e de consolação (Lumen gentium, 68).E quando Eu tiver partido e vos tiver preparado um lugar, voltarei e levar-vos-ei comigo para que, onde Eu estiver, vós estejais também, disse-nos Jesus (Jo 14, 3). Maria é o penhor e o cumprimento da promessa de Cristo. A sua Assunção torna-se para nós um sinal de esperança certa e de consolação (Lumen gentium, 68).

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Pierre-Paul Rubens, Assunção de Maria, 1626, Catedral de Anvers

IGREJA

A Virgem Maria foi elevada ao céu com quantos anos?



A Virgem Maria foi elevada ao céu em corpo e alma vários anos depois que Cristo ascendeu ao céu.

São Epifânio (310-403), um bispo nascido na Judeia, Terra Santa, e que se tornou um defensor da ortodoxia cristã (doutrina correta), falou sobre o tema da Assunção e disse que Maria viveu mais 24 anos após a Ascensão de Cristo.

Para o santo, a Anunciação-Encarnação aconteceu quando a Virgem Maria tinha 14 anos e ela deu à luz aos 15. A partir daí, ela ficou com o Filho por 33 anos, e depois mais 24 sem ele, o que dá um total de 72 anos.

O Salmo 90 considera a idade de setenta anos a duração normal da vida humana: “Setenta anos é o total de nossa vida, os mais fortes chegam aos oitenta…”.

Segundo o beato dominicano Jacopo de Varazze, outros relatos dizem que a Virgem Maria só esteve mais 12 anos na terra após a Ascensão de Jesus, época em que se considera que os Apóstolos anunciaram a Boa Nova pela Judeia e seus arredores.

Segundo a Enciclopédia Católica, há pesquisadores de vários séculos que dizem que a Mãe de Deus foi elevada ao céu em 48 d.C.

sábado, 15 de agosto de 2026

LITURGIA DIÁRIA

            Assunção de Nossa Senhora

Lucas 1,39-56

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Palavra da salvação.


 

IGREJA

 Maria mostra que a verdadeira beleza está na luz do Ressuscitado, diz Leão XIV

O papa Leão XIV exortou hoje (15) os católicos a olharem para Maria, a Mãe de Deus, como um exemplo de “verdadeira beleza”. O papa destacou a aparência juvenil dela na arte sacra como um sinal de “amor que não tem fim”.

O papa proferiu a homilia na missa na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, localizada bem ao lado da residência papal de verão. A pequena capela estava lotada para a liturgia das 10h da solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria.

Em sua homilia, ao refletir sobre a assunção de Maria ao céu, Leão XIV disse que “muitas obras de arte retratam-na, no fim da sua vida terrena, como uma jovem belíssima que se eleva fisicamente da terra em direção à abóbada celeste”.Essas representações de uma Maria jovem no fim de sua vida contrastam com “com a experiência que provoca em nós o passar dos anos”, disse o papa. Ele perguntou retoricamente: “O que temos em comum com a jovem maravilhosa que vemos retratada nas telas dos nossos altares?”

A glorificação de Maria, disse o papa, “ensina-nos que a nossa verdadeira beleza não consiste em esconder os sinais do tempo que passa, mas em mostrar, impressos também na nossa carne, os sinais do amor que não tem fim”.

O papa disse que esse sinal de fé convida os católicos a “rever muitos dos padrões estéticos que o mundo nos impõe, predominantemente de caráter hedonista e consumista,”.Ele comparou aqueles que parecem envelhecidos, mas que irradiam “serenidade, benevolência e paz”, com aqueles que “talvez exteriormente atraentes, mas duras e frias no seu íntimo”.

“É fácil compreender onde reside a verdadeira beleza e onde, pelo contrário, ainda há necessidade de conversão, de perdão e de cura”, disse.O amor é “o mais belo ornamento do homem”, disse o papa. Ele exortou os católicos a seguir “a luz do Ressuscitado”, em parte “olhando para Maria, que Deus coroou de glória em corpo e alma”.

Em suas palavras durante o Ângelus do meio-dia, depois da missa, Leão XIV disse que contemplar uma representação de Maria sendo assunta ao céu “permite-nos contemplar o nosso destino último” como seguidores de Cristo.

Ele descreveu a Santíssima Mãe como “um sinal de esperança e consolação” para os fiéis e invocou sua bênção sobre “comunidades que têm uma necessidade especial de serem consoladas”, incluindo os fiéis na Ucrânia e na Rússia, bem como aqueles que sofrem com o recente terremoto na Colômbia.

IGREJA

 Hoje começa a Quaresma de São Miguel Arcanjo

Hoje (15), quando a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Maria, começa também a Quaresma de São Miguel, que surgiu por inspiração de são Francisco de Assis e se conclui no dia 29 de setembro, com a festa dos santos arcanjos.

Em artigo no site de padre Paulo Ricardo por ocasião do início desta Quaresma em 2017, diz que o surgimento desta Quaresma remete à Idade Média, quando são Francisco de Assis, “achando muito longa a distância entre o Advento e a Quaresma, os dois períodos litúrgicos tradicionalmente dedicados à penitência e ao jejum, decidiu praticar um novo tempo de mortificações em honra ao príncipe da milícia celeste, são Miguel Arcanjo”.

A partir de então, começou a se tornar muito popular, “embora não esteja prevista no calendário litúrgico da Igreja”.

Este ciclo de quarenta dias de penitência, sem contar os domingos, começa exatamente em 15 de agosto, na Assunção da Santíssima Virgem Maria, e se encerra em 29 de setembro, festa dos santos arcanjos, o que remete a uma narrativa do Apocalipse.

“É interessante notar – diz o artigo – que o relato do capítulo 12 do livro do Apocalipse faz uma descrição exata da Quaresma de São Miguel, apresentando, em primeiro lugar, a ‘Mulher vestida de Sol’ e, por último, a vitória de são Miguel contra o dragão”.

Entretanto, lamenta que, “infelizmente, algumas pessoas vivem a Quaresma de São Miguel como uma superstição”, achando que basta “acender uma vela” ao santo arcanjo para “converter, por exemplo, alma de seus familiares”.

“Essas pessoas se esquecem da liberdade humana e que Deus jamais irá intervir no coração de alguém sem que esse mesmo alguém permita. Na verdade, a infalibilidade da Quaresma de São Miguel depende da disposição interior da pessoa que a está rezando, já que essa pessoa é a primeira que deve receber as graças dessa devoção”, acrescenta.

O segredo desta Quaresma, diz, é “a humildade”. “Não é à toa que ela se inicia com a assunção de Nossa Senhora e se encerra com a festa de S. Miguel, as duas criaturas que, na ordem da graça, deram um grande testemunho de humildade diante de Deus”.

“Maria e Miguel mostram que o caminho da perfeição deve ser trilhado pela via da humildade” e “venceram o dragão pelo sangue do Cordeiro porque se dispuseram a cumprir tudo o que Ele lhes dissera”.

"Nós precisamos recorrer ao auxílio divino, à intercessão dos anjos, de Nossa Senhora e do sangue do Cordeiro, caso queiramos vencer a batalha contra o diabo”, acrescenta.

A seguir, confira a Quaresma de São Miguel, disponibilizada pela site da Comunidade Canção Nova:

Todos os dias:

– Acender uma vela benta.
– Oferecer uma penitência.
– Fazer o sinal-da-cruz.
– Rezar a oração inicial.
– Rezar a Ladainha de São Miguel

Oração inicial:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus! (três vezes)

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, tende piedade de nós;
Senhor, tende piedade de nós;
Jesus Cristo, ouvi-nos;
Jesus Cristo, atendei-nos!

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós;
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós;
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós;
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós;
São Miguel, rogai por nós;
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós;
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós;
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós;
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós;
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós;
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós;
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós;
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós;
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós;
São Miguel, luz dos Anjos, rogai por nós;
São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós;
São Miguel, força dos que combatem sob o estandarte da Cruz, rogai por nós;
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós;
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós;
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós;
São Miguel, mensageiro da sentença eterna, rogai por nós;
São Miguel, consolador das almas do Purgatório, rogai por nós;
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte, rogai por nós;
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós;
São Miguel, nosso Advogado rogai por nós!

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor;
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor;
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

– Jesus Cristo, ouvi-nos.
– Jesus Cristo, atendei-nos.
– Rogai por nós glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Jesus Cristo.
– Para que sejamos dignos das Suas promessas. Amém!

Oremos

Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém!

ESPIRITUALIDADE

 Reflexões de Madre Angélica sobre a Assunção de Nossa Senhora

Hoje (15), é a festa da Assunção de Nossa Senhora, solenidade que celebra o fim da vida terrena de Nossa Senhora e a assunção de seu corpo e alma ao céu. O dia também marca o aniversário da Eternal Word Television Network (EWTN).

Em 15 de agosto de 1981, a fundadora da EWTN, madre Maria Angélica da Anunciação, iniciou seu programa de televisão num estúdio de garagem no Alabama, EUA. A transmissão lançou o que hoje é a maior rede global de mídia católica do mundo. ACI Digital é um serviço da EWTN News, afiliada da EWTN.

Enquanto os fiéis celebram a Assunção e a EWTN comemora 45 anos de propagação da Palavra Eterna, relembre o que Madre Angélica disse sobre a Mãe de Jesus e sua assunção ao Céu.

Assunção de Nossa Senhora

“Essa é a festa da Assunção de Nossa Senhora, e muita gente não entende isso”, disse madre Angélica, freira clarissa da Adoração Perpétua, numa transmissão da EWTN em 15 de agosto de 2000. “Confundem tudo com a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. E é diferente”.

A Assunção é uma festa relativamente nova na Igreja, mas tem raízes nos primeiros séculos da fé cristã. Madre Angélica disse aos seus ouvintes que "quando todos os apóstolos souberam que Nossa Senhora havia morrido, todos foram até onde ela estava, exceto Tomé".

“São Tomé, segundo a tradição, estava sempre atrasado, sempre atrasado”, brincou Madre Angélica. “Todos nós temos alguém assim na família. Eles estão sempre atrasados”.

“Então, quando ele chegou, abriram o [túmulo] e ela havia sumido… E desde o início do cristianismo, sempre se acreditou que ela foi elevada ao Céu. Faz sentido”.Faz sentido, disse Madre Angélica, "porque ela era tão pura e tão santa. Não havia motivo para ela apodrecer como vamos apodrecer".

“Nossa Senhora jamais poderia cometer um único pecadinho. Então, o que ela faz? Ela se beneficia de todas as graças. Nós nos beneficiaremos do sangue de Jesus — da redenção”, disse ela. “Vocês dizem: Bem, por que ela seria tão diferente? Bem, porque ela foi criada por Deus e, antes do início dos tempos, Ele a tinha em mente para ser a mãe de seu Filho — o Verbo Eterno”.

“Você não pode nem pensar por meio segundo que a mãe de Deus possa estar nas mãos de satanás. Isso profanaria o templo”, disse ela, acrescentando: “Quer dizer, isso é senso comum. Não é preciso mais nada para realmente perceber que o templo de Deus tinha que ser absolutamente perfeito por causa Dele”.

Embora Nossa Senhora tenha nascido perfeita, madre Angélica disse: “Todos nós nascemos com o pecado original e temos consequências por ele, mesmo depois do batismo”. Sentimos “ciúme, raiva e hipersensibilidade. Nascemos com muitas coisas que não são como Jesus. E, portanto, temos que superar essas coisas”.Mas, eventualmente, “a Assunção de Nossa Senhora é algo que todos nós teremos”, porque “todos nós vamos ressuscitar… chegará o dia no fim do mundo em que Deus vai respirar e dizer: Levanta-te”.

“Segredo da santidade”

“Nossa Senhora tinha que ser incrível, porque ela sempre dizia sim a Deus. Esse é o segredo da santidade”, disse madre Angélica. “Ah, você não precisa ser brilhante, não precisa ser um gênio, não precisa construir prédios, não precisa fazer nenhuma dessas coisas. Você precisa fazer a vontade de Deus com amor e sacrifício”.

No fim das contas, "tudo se resume ao amor", disse ela. "E você só faz a vontade de Deus porque ama. Nossa Senhora sempre amou a Deus e sempre fez a vontade Dele com perfeita união".Na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, "devemos agradecer a Deus por Ele ter criado uma mulher assim", disse madre Angélica. "Tinha que haver alguém como ela. E só dela, só dessa mulher santa e perfeita, poderia vir o Verbo Eterno".