quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Mulher descobre a vocação de sua vida durante uma Adoração Eucarística

Muitos católicos sentem poderosamente a presença de Deus quando passam algum tempo em adoração à Eucaristia — como deveríamos, claro, já que a Eucaristia é a Presença Real de Jesus Cristo. 

Quer estejamos discernindo uma decisão importante na vida, resolvendo problemas do dia a dia ou carregando algum tipo de cruz pesada, podemos encontrar respostas e esperança amorosa quando buscamos a presença de Deus na Adoração.

Sem dúvida há tantas histórias de momentos transformadores que ocorrem durante a Adoração Eucarística que ninguém conseguiria escrevê-las todas. 

Hoje, quero compartilhar a história de uma jovem esposa e mãe que sentiu que Deus a chamava para uma vocação inesperada e desconhecida – e que acabou se completando anos depois.

Algo faltando

Hoje, Erin Thielman é professora de ciências do ensino médio na Diocese de Arlington, Virgínia. Mas em 2016, a ideia dessa vocação não estava no seu radar. 

Em 2016, ela estava numa fase de sério discernimento depois de servir a Força Aérea dos EUA. Casada e com dois filhos, ela conseguiu um emprego como assistente de instrução na escola católica de seu filho enquanto pensava nos próximos passos. 

“Embora eu soubesse que tinha uma boa formação, faltava algo e eu estava insegura”, disse ela em entrevista à Aleteia. “Para onde Deus estava me chamando em seguida?”, pensava.

O chamado de Deus na Adoração 

Um dia, Erin estava ajoelhada na capela de Adoração da escola e sentiu "como se um ímã estivesse me puxando". Ela ficou chocada ao sentir um chamado intenso em seu coração. 

“Fiquei impressionada com um chamado alto de Deus perguntando se eu me submeteria humildemente à sua vontade”, disse ela. Ela sentia que Deus queria que ela fosse professora, mas não sabia como isso seria possível. 

“Eu disse a ele que faria isso, mas não tinha ideia de como!” ela disse. “Eu guardei isso em meu coração.”

Poucos dias depois, ela recebeu um telefonema do diretor perguntando se ela poderia lecionar religião nas turmas do 7.º e 8.º anos. 

Supresa, ela pensou: “Talvez fosse para isso que Deus estava me chamando quando pediu para me submeter à sua vontade.” 

Ela teve um “ano glorioso” e está lecionando e até hoje.

Uma reviravolta surpreendente

Mas aquele ano de ensino teve um fim inesperado: ela ficou grávida do terceiro filho. 

“Os médicos disseram que eu não poderia engravidar novamente depois de superar uma doença fatal, mas Deus sempre sabe o que é melhor”, disse ela. 

Seu terceiro filho nasceu com síndrome de Down. E ela descobriu que criar uma criança com síndrome de Down a capacitou para lecionar de uma maneira totalmente nova.

“Na minha sala de aula do ensino médio há um punhado de crianças com necessidades especiais”, disse ela. “Consigo ensiná-las e me conectar com elas por causa do meu filho pequeno. Tudo se completou. ”

Hoje, Erin é defensora da comunidade de portadores da síndrome de Down, palestrante motivacional para adolescentes e jovens adultos e autora.

O chamada continua

O chamado de Deus não foi um evento único. Ela sente isso repetidas vezes ao fazer do trabalho de sua vida, ou seja, servir e ensinar. Diz ela:

"Lembro-me dessa experiência transformadora na Adoração quando me sento no sofá com meus três filhos, corrigindo trabalhos e definindo planos de aula. O que aprendi com aquela experiência transformadora na capela da escola repetiu-se várias vezes nos últimos seis anos. Estou confiante de que continuarei a ouvir esse chamado repetidamente ao longo do tempo. Caí de joelhos, mas meu coração foi elevado ao tabernáculo. Ele me pediu para cuidar de seus filhos – todos eles que cruzam meu caminho – e estou me esforçando para fazer exatamente isso."

E ela tem esta mensagem para compartilhar com o mundo sobre a Adoração Eucarística: “Não precisamos ficar falando tudo. Às vezes precisamos encontrar o silêncio para ouvir a voz poderosa de Deus”.

ESPIRITUALIDADE

 

Como fazer uma boa adoração eucarística?

A adoração ao Santíssimo Sacramento é um momento de graças. Nós, católicos, cremos firmemente naquilo que Jesus disse em João cap. 6: "O pão que eu darei é a minha própria carne". Não precisamos de nenhum milagre eucarístico para acreditar nisto. Não é simbolismo, não teatro, é PRESENÇA REAL. Lanciano é para os incrédulos. O Evangelho é para os fiéis.
 
Mas se é realmente a carne de Jesus, porque Ele não permite uma transformação visível? Aí eu te pergunto: "Você comeria um pedaço de carne humana?". Pois bem. Jesus se dá no pão para que ninguém tenha medo de se aproximar d'Ele. Agora vamos falar da adoração.
 
Certa vez um teólogo disse: "A Eucaristia é pra ser comida, não para ser adorada". Falou a maior besteira do mundo! Se cremos que ali está Jesus, a 2° pessoa da Santíssima Trindade, é lógico que precisamos dar à Hóstia Consagrada um culto de adoração (Latria). Santo Agostinho, no séc. IV, já dizia: "Ninguém coma deste pão, sem antes O adorar". Portanto, joelhos dobrados (a não ser que você sofra com reumatismo).
 
Quinta-feira não é o único dia para a adoração. Jesus está no tabernáculo todos os dias, por isso você não precisa aguardar o momento da comunidade para visitar o Senhor. Até porque, na maioria das comunidades, existe mais barulho que adoração. O povo canta... canta... canta... mas não faz um minuto de silêncio.
 
Adoração é CONTEMPLAÇÃO. É olhar para Jesus e deixar que Ele nos olhe. Assim como um casal de namorados não precisa de muita conversa quando estão abraçados, assim deve ser nossa relação com o Senhor, pois quem ama de verdade, fala até com o silêncio.
 
Você está diante daquele Homem que andou sobre as águas, que curou o cego de nascença, que abençoou as crianças e conversou com a samaritana. É o mesmo. Nem mais, nem menos. Santa Teresa dizia: "Não vejo, não sinto, mais CREIO".
 
Se você tem facilidade em se distrair, pode se servir de algumas orações, como a Ladainha do Coração de Jesus, o Terço da Misericórdia, ou até mesmo a meditação de um Salmo. Tais orações podem ser intercaladas com uma música apropriada. Se tiver um canto gregoriano tocando baixinho na caixa de som, aí é a pura sensação do Céu.
 
Lembre-se: quem crê verdadeiramente em Jesus Eucarístico, não espera que Ele seja colocado num ostensório. Até mesmo quando um ministro passa ao nosso lado com a âmbula, devemos inclinar, com reverência, nossa cabeça.
 
Enfim, nós somos felizardos. Jesus disse aos apóstolos que estaria com a Igreja todos os dias, até o fim do mundo, e a forma mais especial que Ele inventou para cumprir esta promessa foi a Eucaristia.
 
Tem algo a contar pra Jesus? Está esperando o quê? Corra para o sacrário! O Senhor te espera de braços abertos. Feliz quem crê. Feliz quem O ama. Feliz quem O adora. Feliz quem n'Ele espera. Amém!
 

(Gabriel Vila Verde)

IGREJA

 Pompeia, em São Paulo, inaugura estátua de dois metros de são Carlo Acutis

Uma estátua de dois metros de altura de são Carlo Acutis com a usual mochila nas costas e calça jeans foi inaugurada na praça da paróquia Nossa Senhora do Rosário, no município de Pompeia (SP). A imagem foi instalada depois da missa de encerramento da Semana Jovem 2026 da Igreja, em 1º de agosto.

São Carlo Acutis foi canonizado em 7 de setembro, pelo papa Leão XIV, em uma missa na praça de São Pedro, no Vaticano. Ele é o primeiro santo millennial, a geração dos nascidos do início de 1980 e meados de 1990. Acutis é conhecido como "ciberapóstolo da Eucaristia", "apóstolo dos millennials" e, mais recentemente, "apóstolo da Internet", porque foi um divulgador de milagres eucarísticos por meio da internet, tendo criado um site com essa finalidade. O jovem dizia que a “Eucaristia era sua autoestrada para o céu”. Ele nasceu no dia 3 de maio de 1991, em Londres, Reino Unido, e viveu sua infância e juventude em Milão, Itália, para onde sua família havia voltado. Ele morreu aos 15 anos de leucemia em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida, e foi beatificado em 2020 em Assis, na Itália.

Referência de caminhada na fé

Segundo o coordenador do grupo de jovens de Pompéia, Guilherme Bonfim, o projeto da estátua foi iniciativa do grupo de jovens da paróquia e começou a ser desenvolvido em 2025, em vista de apresentar Carlo Acutis como referência para quem inicia a caminhada de fé. Ela foi confeccionada por uma empresa de Londrina (PR) em cerca de oito meses.

Segundo Bonfim, a devoção dos jovens de Pompeia a Carlo Acutis se fortaleceu depois que ele e o pároco, padre Antônio Padula, foram à Itália, em abril de 2025, para a canonização que, com a morte do papa Francisco, foi adiada.“Mesmo assim, nós fomos até Assis e visitamos o túmulo dele”, disse Bonfim. “Fizemos bastante stories e mandamos vídeos para o pessoal daqui. Foi assim que criamos todo um carisma em volta do Carlo”.

Ele também relatou que mesmo antes de Acutis ser canonizado, os jovens continuavam rezando e falando muito sobre ele. “Pensamos: o que nós podemos fazer de diferente? E fizemos a estátua”, disse Bonfim.

Além da estátua, a paróquia recebeu uma relíquia de primeiro grau de são Carlo Acutis: um fio de cabelo do santo. O fragmento está exposto para veneração ao lado da capela do Santíssimo Sacramento, junto com pedaços do caixão em que Carlo foi sepultado e uma pétala de flor branca que caiu sobre o túmulo de Carlo. Segundo Bonfim, a pétala continua preservada e intacta há cerca de dois anos.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são João Eudes, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus

“Autor, pai, doutor, apóstolo, promotor e propagandista da devoção litúrgica aos sagrados Corações de Jesus e Maria”. Foi assim que são Pio X definiu são João Eudes, cuja memória litúrgica a Igreja celebra hoje (19).

O sacerdote francês é o fundador da Congregação de Jesus e Maria e da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor. Também foi ele quem, pela primeira vez,introduziu a festa pública do Sagrado Coração.

João Eudes nasceu em 14 de novembro de 1601, na Normandia, França. Era o primogênito dos seis filhos do casal Isaac e Marta. Desde menino, deu sinais de grande inclinação ao amor de Deus.Aos 14 anos, João ingressou no colégio dos jesuítas de Caen. Seus pais desejavam que se casasse e seguisse trabalhando na granja da família. Mas João, que tinha feito voto de virgindade, recebeu as ordens menores em 1621 e estudou Teologia em Caen com a intenção de consagrar-se aos ministérios paroquiais.

Pouco depois ingressou na congregação do oratório, que tinha sido fundado em 1611. Depois de solicitar com grande dificuldade a permissão paterna, foi recebido em Paris pelo superior geral em 1623. A finalidade da congregação do oratório consistia em promover a perfeição sacerdotal. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo.

Em 1627, ocorreu na Normandia uma violenta epidemia de peste e João se ofereceu para assistir a seus compatriotas. O padre Eudes passou dois meses na assistência espiritual e material aos doentes. Depois, foi enviado ao oratório do Caen, onde permaneceu até que uma nova epidemia se desatou nessa cidade, em 1631. Para evitar o perigo de contagiar seus irmãos, João se separou deles e viveu no campo, onde recebia a comida do convento.

Passou os dez anos seguintes em missões evangelizadoras. São João Eudes se distinguiu entre todos os missionários. Assim que acabava de pregar, sentava-se para ouvir confissões, já que, segundo ele, “o pregador agita os ramos, mas o confessor é o que caça os pássaros”.

Uma das experiências que adquiriu durante seus anos de missionário, foi que as mulheres que tinham estado na prostituição e que tentavam se converter encontravam-se em uma situação particularmente difícil. Durante algum tempo, buscou resolver a dificuldade alojando-as provisoriamente nas casas das famílias piedosas, mas se deu conta de que esse remédio não era de todo adequado.Assim, em 1671, são João Eudes alugou uma casa para as mulheres arrependidas, na qual podiam albergar-se, desde que encontrassem um emprego. Mais tarde, as religiosas que atendiam as mulheres arrependidas formaram a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, ordem que deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor.Em 1643, depois de muito rezar, refletir e consultar, são João Eudes abandonou a congregação do oratório. A experiência lhe ensinou que o clero precisava se reformar dos fiéis e que a congregação só poderia conseguir seu fim mediante a fundação de seminários.

Decidiu formar uma associação de sacerdotes diocesanos, cujo objetivo principal seria a criação de seminários para a formação de um clero paroquial zeloso. A nova associação foi fundada no dia da Anunciação de 1643, em Caen, com o nome de “Congregação de Jesus e Maria”.

São João Eudes e seus cinco primeiros companheiros se consagraram à “Santíssima Trindade, que é o primeiro princípio e o último fim da santidade do sacerdócio”. O distintivo da congregação era o Coração de Jesus, no que estava incluído misticamente o de Maria; como símbolo do amor eterno de Jesus pelos homens.Em 1671, publicou um livro intitulado “A Devoção ao Adorável Coração de Jesus”. Já antes, o santo tinha instituído em sua congregação uma festa do Santíssimo Coração da Maria. Em seu livro incluiu uma Missa e um ofício do Sagrado Coração de Jesus.

Em 31 de agosto de 1670, celebrou-se pela primeira vez a dita festa na capela do seminário de Rennes e logo se estendeu a outras dioceses. Assim, embora são João Eudes não tenha sido o primeiro apóstolo da devoção ao Sagrado Coração em sua forma atual, foi ele “quem introduziu o culto do Sagrado Coração de Jesus e do Santo Coração da Maria”, como o disse Leão XIII em 1903. O decreto de beatificação acrescentava: “Foi o primeiro que, por divina inspiração lhes tributou um culto litúrgico”.

Clemente X publicou seis bulas nas que concedia indulgências às confrarias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, instituídas nos seminários de são João Eudes.

Durante os últimos anos de sua vida, o santo escreveu seu tratado sobre “O Admirável Coração da Santíssima Mãe de Deus”; trabalhou na obra muito tempo e a terminou um mês antes de morrer, no dia 19 de agosto de 1680.

Foi canonizado em 1925 e sua festa foi incluída no calendário da Igreja do ocidente em 1928.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de quarta-feira: chamados à vinha

Comentário ao Evangelho de quarta-feira da XX semana do Tempo Comum. «Ide vós também para a minha vinha». O trabalho, por vontade de Deus, é um meio de santificação, de crescimento humano e sobrenatural. Ao executá-lo, devemos procurar estar conscientes da sua grandeza. O trabalho é uma participação na obra criadora e redentora de Deus e leva-nos ao Céu.


Evangelho (Mt 20, 1-16a)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:

«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:

‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’.

E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:

‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’.

Eles responderam-lhe:

‘Ninguém nos contratou’.

Ele disse-lhes:

‘Ide vós também para a minha vinha’.

Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:

‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’.

Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo:

‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’.

Mas o proprietário respondeu a um deles:

‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’.

Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».


Comentário

«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha».

O trabalho do homem é parte do plano divino. Deus criou o homem para trabalhar e quer que o trabalho humano seja o caminho para completar a obra da criação e a obra da redenção.

«Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?». Ao ser chamado a trabalhar na vinha, o homem participa no trabalho criativo de Deus, porque «o homem, ao trabalhar, deve imitar o seu Criador»[1]. É por isso que deve esforçar-se por fazer o seu trabalho com perfeição e por amor.

Mas o trabalho também foi assumido por Cristo, como S. Josemaria ensinou: «ao ser assumido por Cristo, o trabalho apresenta-se-nos como uma realidade redimida e redentora»[2]. Redimido porque o trabalho de cada um de nós, realizado completamente e por amor de Deus, contribui para completar a obra da criação. Redentor porque o Senhor também nos redimiu com os Seus anos de vida de trabalho em Nazaré.

O trabalho é meio de santificação para o homem. «'Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros'. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um».

O trabalho realizado como uma realidade desejada por Deus aproxima-nos d'Ele e converte-se em caminho para o céu. O denário de que fala a parábola é a vida eterna que nos espera e que vivemos na terra, em parte, através do trabalho santificado, santificador e santificador.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Crescer também é carregar o luto dos sonhos que ficaram pelo caminho.

Ficaram pelo caminho. E crescer, muitas vezes, é aprender a carregar esse luto sem deixar que ele se transforme em amargura.

O vazio que se instala depois de um sonho não cumprido pode ser profundo. A solidão também. Porque, no fundo, não se perde apenas um desejo: perde-se uma versão de si mesmo que acreditava naquela possibilidade. E nesses momentos é fácil acreditar que algo essencial foi desperdiçado.

Mas nem sempre os nossos sonhos são a vontade de Deus. 

Às vezes o que tanto desejamos era apenas o que conseguíamos enxergar naquele momento — limitado, humano, incompleto. Deus, porém, enxerga mais longe. E com frequência guarda algo maior do que somos capazes de imaginar enquanto ainda estamos presos à imagem antiga do que seria a felicidade. 

Os sonhos não realizados não estão perdidos. São, muitas vezes, apenas o primeiro degrau. A preparação silenciosa para que algo mais verdadeiro, mais alinhado e mais generoso possa se realizar.

A esperança, então, não é insistir no que já se foi. É confiar que o vazio deixado pelo sonho antigo pode se tornar espaço para uma vida que ainda não conhecemos. É acreditar que a espera não é abandono, mas gestação.

Nesses períodos de espera — quando o coração ainda dói e o futuro parece incerto —, a psicoterapia pode ajudar a atravessar o luto dos sonhos com mais leveza, a distinguir entre o que precisa ser solto e o que ainda merece ser cultivado, e a manter a esperança viva sem que ela se transforme em ilusão ou em negação da dor.

ESPIRITUALIDADE

 

Reze o Salmo 58 para confiar na justiça de Deus

Omundo nem sempre é justo. Muitas vezes, vemos pessoas arrogantes, corruptas ou maldosas prosperarem, enquanto os justos e humildes sofrem as consequências de ações alheias. Diante desse cenário, a nossa reação natural pode ser a indignação, o desespero ou a vontade de fazer justiça com as próprias mãos. É justamente nesses momentos que rezar com os salmos se torna um refúgio poderoso.

Salmos: o grito da alma

O Salmo 58 é um salmo de lamentação e de apelo à justiça divina. O salmista, em um momento de angústia, clama contra aqueles que decidem injustamente e que se desviam do caminho do bem. Ele expressa a frustração de quem se sente impotente diante de juízes ou poderosos que ignoram a retidão.

Mas, ao contrário de outros gritos que buscariam apenas vingança, este salmo termina com uma nota de confiança profunda. Ele nos recorda que, embora a justiça dos homens possa falhar ou ser lenta, a justiça de Deus é infalível e soberana.

Por que rezar este Salmo?

Rezar este salmo não é um convite a desejar o mal aos outros, mas sim um exercício de entrega. Ao rezá-lo, estamos dizendo a Deus: "Senhor, Tu vês o que acontece. A justiça é tua". Isso nos liberta do peso de tentar controlar situações que estão além do nosso alcance e nos purifica do veneno do ressentimento.

O texto do Salmo 58 (Trechos sugeridos para meditação)

"Acaso falais, na verdade, com justiça? Julgais com retidão, ó filhos dos homens? Pelo contrário, no coração elaborais iniquidades; na terra, a vossa mão prepara violências. [...] Deus quebrará os dentes em suas bocas; o Senhor arrancará os dentes caninos dos leões. Desaparecerão como águas que escoam; quando atirarem as suas setas, parecerão embotadas. [...] E dirão os homens: Sim, há uma recompensa para o justo; sim, há um Deus que julga na terra."

Uma oração de entrega

Ao meditar sobre estas palavras, podemos transformar nosso sentimento de impotência em uma oração de entrega:

"Senhor, diante das injustiças que vejo ao meu redor e das que ferem o meu coração, eu me volto para Ti. Tu és o Juiz justo, aquele que sonda os corações e conhece a verdade. Eu não quero carregar o peso do ódio nem me corromper com a vingança. Deixo nas Tuas mãos o julgamento. Concede-me a paz de saber que a Tua justiça prevalecerá no tempo certo e a força para continuar sendo um instrumento do Teu amor, independentemente das circunstâncias."

Um lembrete importante

O Salmo 58 nos convida a não perder a esperança. Em um mundo onde frequentemente parece que o mal vence, a fé nos assegura que o último capítulo da história não pertence aos injustos, mas sim a Deus. Confiar na justiça divina é, em última análise, um ato de liberdade: liberta-nos da necessidade de sermos os "juízes" do mundo e nos permite focar em viver com integridade.

Que este salmo seja o seu refúgio quando o mundo parecer injusto, lembrando-lhe sempre que, ao final, o bem, a verdade e a justiça de Deus terão a última palavra.