segunda-feira, 2 de março de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Uma oração para tornar o sofrimento sagrado

ofrimento pode ser uma maneira sublime de amar, um caminho de acesso à vida eterna. Jesus o fez sagrado entregando-se ao Pai na cruz. E qualquer pessoa pode se juntar a Ele em seu sacrifício redentor. Assim foi vivido pelo Papa São João Paulo II, e expressou-o nesta oração. Rezela para entregar o sofrimento - o seu e o de outras pessoas - e, unindo-o ao de Cristo, contribuir para que, longe de carecer de sentido, se torne algo sagrado.

Oração

"Pai, acolhendo a todos na cruz de Cristo, acolhe a Igreja e a humanidade, a Igreja e o mundo.

Acolhe aqueles que aceitam a cruz, aqueles que não a entendem e aqueles que a evitam; aqueles que a combatem com a pretensão de cancelar e eliminar este sinal da terra dos vivos.

Pai, acolhe-nos a todos na cruz do Teu Filho!

Acolhe-nos cada um na Cruz de Cristo, sem olhar para tudo o que passa no coração do homem, sem olhar para os frutos das suas obras e dos acontecimentos do mundo contemporâneo, aceite o homem!

A cruz do Teu Filho permanece como o sinal do acolhimento do filho pródigo por parte do Pai, como o sinal da Aliança, da aliança nova e eterna".

Dor que salva

Em sua carta apostólica Salvifici Doloris, São João Paulo II explicou o sentido cristão do sofrimento que leva a vivê-lo com alegria.

O Papa polonês detalhou como a dor pode se tornar um meio de salvação quando se une à Paixão de Cristo.

“O sofrimento deve servir para a conversão, ou seja, para a reconstrução do bem no sujeito, que pode reconhecer a misericórdia divina neste chamado à penitência”, explica.

E completa: “O amor é também a fonte mais rica sobre o sentido do sofrimento, que é sempre um mistério”.

“Cristo nos faz entrar no mistério e nos faz descobrir o “porquê” do sofrimento, assim que somos capazes de compreender a sublimidade do amor divino”, acrescenta.

João Paulo enfatiza que "o sofrimento é sofrer o mal, diante do qual o homem estremece" e que "salvação significa libertação do mal".

Em Cristo

E ressalta que "Cristo dá a resposta à pergunta sobre o sofrimento e sobre o sentido do mesmo, não apenas com seus ensinamentos, ou seja, com a Boa Nova, mas acima de tudo com seu próprio sofrimento".

Cristo, o Filho unido ao Pai, percebe o sofrimento da ruptura com Deus, mas “precisamente por meio de tal sofrimento, Ele realiza a Redenção”, esclarece João Paulo II.

Do ponto de vista cristão, “sofrer” significa uma abertura particular à ação salvadora de Deus, continua.

E acrescenta que “a redenção, trabalhada em virtude do amor satisfatório, permanece constantemente aberta a todo amor que se expressa no sofrimento humano”.

IGREJA

 

Responsabilidade moral de deter a espiral de violência: Papa sobre o Irã

Estamos diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, alertou o Papa Leão XIII, ao exortar os fiéis a rezarem pela paz.

Em relação à situação no Oriente Médio, o Papa Leão XIII fez um "apelo sincero" após celebrar o Ângelus do meio-dia com os fiéis na Praça de São Pedro. Ele exortou os líderes a "assumirem sua responsabilidade moral para deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável!" E pediu aos fiéis que continuassem a rezar pela paz.

Ele também mencionou a situação entre o Paquistão e o Afeganistão.

Embora definida há meses, a intenção do Papa para este mês de março é uma resposta direta aos eventos do fim de semana:

A intenção de março é: Pelo desarmamento e pela paz.

Rezemos para que as nações caminhem rumo a um desarmamento efetivo, particularmente o desarmamento nuclear,
e que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência.

Eis o que o Papa Leão XIII disse após o Ângelus:

Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã neste momento dramático. A estabilidade e a paz não podem ser construídas por meio de ameaças mútuas ou armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável.
Diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, faço um apelo sincero às partes envolvidas para que assumam sua responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica baseada na justiça. E continuemos a orar pela paz.
Além disso, notícias preocupantes chegam nestes dias sobre os confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão. Faço um apelo por um retorno urgente ao diálogo. Oremos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos ao redor do mundo. Somente a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.