domingo, 19 de abril de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

O rosário é uma arma poderosa para a paz durante a guerra: como?

A história está cheia de exemplos de grandes grupos de fiéis que rezam o terço pela paz, pedindo a intervenção de Deus em tempos tempestuosos

Sempre que os católicos são confrontados com a guerra, uma das principais armas a serem sacadas é o rosário, na intenção de um rápido retorno à paz.

Muitos santos, como São Padre Pio, recordam o poder do rosário para a obtenção da paz:

"O rosário é a ‘arma’ para estes tempos" (São Padre Pio).

A história também está cheia de exemplos de católicos que se unem para rezar o rosário pela paz. Entre os casos, o Manual do Conselho Nacional de Guerra Católica, em 1918, recorda a célebre batalha de Lepanto, no século XVI, quando "as orações da Europa católica à Santíssima Mãe trouxeram a vitória" dos cristãos sobre as hordas otomanas que os atacavam.

São João Paulo II também destacou especificamente este aspecto do rosário em sua encíclica Rosarium Virginis Mariae.

"A dar maior atualidade ao relançamento do rosário temos algumas circunstâncias históricas. A primeira delas é a urgência de invocar de Deus o dom da paz. O rosário foi, por diversas vezes, proposto pelos meus predecessores e mesmo por mim como oração pela paz.

No início de um milênio, que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001 e que regista, cada dia, em tantas partes do mundo novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que « é a nossa paz », tendo feito « de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava » (Ef 2, 14).

Portanto, não se pode recitar o rosário sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de serviço à paz, especialmente na terra de Jesus, tão atormentada ainda, e tão querida ao coração cristão".

Em tempos de guerra e violência, a Igreja exorta todos a aumentar a sua oração, especialmente rezando o Rosário pela paz no mundo.

IGREJA

“Venho à África principalmente como pastor”, diz Leão XIV a bordo de voo para Angola

O papa Leão XIV falou hoje (18) a jornalistas, a  bordo do voo papal de Camarões para Angola, sobre o propósito de sua atual viagem apostólica à África, dizendo que a visita é fundamentalmente pastoral e abordando mal-entendidos em torno de comentários relacionados ao presidente dos EUA, Donald Trump.


Abrindo seu discurso com saudações, o papa falou sobre o significado da etapa camaronesa de sua visita a quatro países africanos, descrevendo o país da África Central como simbolicamente central para o continente.

“A visita aos Camarões foi muito significativa porque, de muitas maneiras, representa o coração da África em muitos aspectos diferentes”, disse ele. “Eles falam inglês e francês, com cerca de 250 línguas locais e uma grande variedade de etnias. Ao mesmo tempo, o país tem grande riqueza e grandes oportunidades, mas também a dificuldade que encontramos em toda a África, de uma distribuição desigual de riquezas”.



Santo Agostinho de Hipona no centro da jornada apostólica

O papa Leão XIV falou também sobre a inspiração espiritual que guia a viagem, que começou na Argélia com foco no legado de santo Agostinho de Hipona, um dos teólogos mais influentes do cristianismo, que nasceu naquele país norte-africano.


“Pessoalmente, fiquei muito satisfeito, como sabem, começamos a viagem na Argélia com o tema de santo Agostinho”, disse o papa. “Ontem, na Universidade Católica, tivemos a bênção de um belo monumento que haviam preparado, que era um mapa da África com Santo Agostinho ao centro”.

Para o membro da Ordem de Santo Agostinho (OSA), nascido nos EUA, que foi prior-geral da ordem de 2001 a 2013, aquela imagem na Universidade Católica da África Central (UCAC), em Iaundê, capital de Camarões, capturou a lógica espiritual de sua Viagem apostólica à África.


“Então, de certo modo, isso expressa parte do que esta viagem representa, e eu venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar com, celebrar com, encorajar e acompanhar todos os católicos da África”, disse Leão XIV.

Diálogo para além da comunidade católica



Além de enfatizar o caráter pastoral da visita, o papa Leão XIV disse que sua viagem apostólica também abrange dimensões inter-religiosas mais amplas.

Ele citou, particularmente, um encontro com líderes muçulmanos em sua estadia em Camarões.


“Mas, é claro, há outras dimensões na visita”, disse o papa. “Tive um encontro muito proveitoso com um grupo de imãs em Camarões para continuar promovendo, como já fizemos em outros lugares, e como o papa Francisco fez em seu pontificado, o diálogo, a promoção da fraternidade para a compreensão, a aceitação e a construção da paz entre pessoas de todas as crenças”.

Falando sobre controvérsia com o presidente dos EUA


O papa falou também sobre interpretações da mídia que surgiram depois de comentários feitos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera da viagem pastoral papal à África.


Em 12 de abril, o presidente Trump criticou publicamente o papa Leão XIV nas redes sociais, chamando o papa de “fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa” numa publicação que parecia reagir aos recentes apelos do papa pela paz e pelo fim da guerra.


"Não acho que ele esteja fazendo um bom trabalho”, disse Trump à imprensa na base aérea conjunta Andrews, nos EUA. “Não sou fã do papa Leão XIV. Ele é uma pessoa muito liberal”.


Segundo o papa, a cobertura jornalística subsequente interpretou erroneamente suas declarações como parte de uma troca de farpas políticas.


"Houve uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus aspectos", disse ele, dizendo que comentários tentaram vincular seus discursos públicos à controvérsia política.

O papa Leão XIV deu um exemplo específico envolvendo um encontro de oração pela paz realizado em sua visita pastoral à África.


"O discurso que proferi no encontro de oração pela paz, há alguns dias, foi preparado duas semanas antes, bem antes de o presidente (Trump) sequer comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo", disse hoje (18) o papa a bordo de seu voo de Camarões para Angola.


“E, aconteceu que pareceu que eu estava tentando debater, mais uma vez, com o presidente, o que não me interessa de modo algum”, disse Leão XIV.


Dando continuidade à missão do Evangelho


Falando sobre o propósito mais amplo de sua viagem apostólica, o papa disse que a missão da Igreja permanece centrada na proclamação do Evangelho e na promoção da paz e da justiça.


“Continuamos a proclamar a mensagem do Evangelho”, disse ele.


Falando sobre os temas litúrgicos de sua viagem apostólica, Leão XIV disse que as leituras do Evangelho usadas na visita enfatizam elementos-chave da vida cristã.


“Os textos dos Evangelhos que temos usado nas liturgias apresentam vários aspectos fantásticos e belos do que significa ser cristão, do que significa seguir a Cristo, do que significa promover a fraternidade e a irmandade, confiando no Senhor, mas também buscando maneiras de promover a justiça e a paz em nosso mundo”, disse o papa.



Entusiasmo dos fiéis em Camarões


O papa Leão XIV disse ser grato ao povo de Deus em Camarões pela acolhida em sua visita de quatro dias ao país.


“Gostaria de agradecer a todos em Camarões pela maravilhosa recepção e pelo grande entusiasmo”, disse o papa.


Leão XIV falou sobre sua passagem por três províncias eclesiásticas em Camarões: Iaundê, Bamenda e Douala, dizendo: “A alegria do povo foi absolutamente fantástica. A experiência de uma comunidade de fé, pessoas que realmente descobriram, no entusiasmo compartilhado, como é maravilhoso viver o que significa ser um seguidor de Jesus Cristo e celebrar nossa fé juntos”.


“Esse entusiasmo estava muito presente em Camarões”, disse ele. “Estou muito feliz por ter tido essa experiência e por acompanhar todo o povo do país nesses dias”.


Em Angola, o papa Leão XIV vai celebrar a Santa Missa no bairro de Kilamba, em Luanda, na amanhã (19) de manhã, antes de seguir de helicóptero para o santuário mariano de Mama Muxima, onde conduzirá a recitação do Santo Rosário com peregrinos reunidos num dos mais importantes locais de devoção católica de Angola.


Na segunda-feira (20), o papa visitará Saurimo, na região leste de Angola. Sua programação abrange uma visita a um lar de idosos e a celebração da Santa Missa na orla de Saurimo.


Depois, em Luanda, Leão XIV se reunirá com bispos, padres, religiosos, religiosas, e agentes pastorais na paróquia Nossa Senhora de Fátima.


A última etapa da viagem apostólica levará o papa à Guiné Equatorial na terça-feira (21), onde concluirá a viagem por quatro países na quinta-feira (23), depois de visitar Malabo, Mongomo e Bata.


SANTO DO DIA

 Hoje é dia de santo Expedito, padroeiro das causas urgentes

Comandante da legião romana e mártir da Igreja do século IV, santo Expedito, cuja festa é celebrada hoje, 19 de abril, é tradicionalmente invocado diante de problemas urgentes. É venerado, por exemplo, como protetor de problemas no trabalho, família e em casos de juízo. Este título se deve a uma rápida ação que realizou contra o demônio.

Segundo a tradição, quando santo Expedito ia se converter, o maligno se aproximou dele como um corvo e começou a gritar: “cras, cras, cras”, que em latim significa “amanhã, amanhã, amanhã”. Tudo para fazer com que deixasse a sua decisão para depois e sua fé se esfriaria.

O santo imediatamente esmagou o corvo tentador, dizendo: “Hodie, hodie, hodie!”, que significa “hoje, hoje, hoje”. “Nós não vamos deixar nada para amanhã, a partir de hoje serei cristão”, acrescentou. No final, morreu como um mártir valente.

Santo Expedito também é protetor dos jovens, estudantes e enfermos. Ele é retratado como um soldado com uma cruz na qual está escrito “hodie” (hoje) e a folha de palmeira, simbolizando o martírio. Em seus pés, aparece um corvo com a palavra “cras” (manhã).

Neste dia, ao celebrar o santo das causas urgentes, reze esta oração:

“Meu santo Expedito das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, socorre-me nesta hora de aflição e desespero. Vós que sois o santo dos desesperados, Vós que sois o santo das causas urgentes, proteja-me, ajuda-me, dai-me força, coragem e serenidade. Atenda ao meu pedido.

Meu santo Expedito! Ajuda-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja a minha família, atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranquilidade. Meu santo Expedito! Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado. Amém”.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de domingo: caminho de Emaús

Comentário ao Evangelho do III domingo da Páscoa (Ciclo A). «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?». Os lugares preferidos de Jesus são a Bíblia, a Eucaristia e a Confissão. Recorremos a eles com entusiasmo e frequência?


Evangelho (Lc 24, 13-35)

Dois dos discípulos de Jesus iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a sessenta estádios de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou-Se deles e pôs-Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou-lhes:

«Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?».

Pararam entristecidos. E um deles, chamado Cléofas, respondeu:

«Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou estes dias».

E Ele perguntou:

«Que foi?».

Responderam-Lhe:

«O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Mas a Ele não O viram».

Então Jesus disse-lhes:

«Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na sua glória?».

Depois, começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito.

Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram-n’O a ficar, dizendo:

«Ficai connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite».

Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram então um para o outro:

«Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?».

Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com ele, que diziam:

«Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão».

E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.


Conta-nos S. Lucas que no domingo da ressurreição dois discípulos de Jesus partiram de Jerusalém para Emaús. Iam carregados de incerteza, pois já tinham ouvido o anúncio angélico de que Jesus estava vivo (v. 22s), mas ainda duvidavam da ressurreição. «Conversavam entre si» (v. 15). E estavam tão concentrados na sua própria tristeza que foram incapazes de reconhecer Jesus Cristo naquela pessoa que caminhava ao seu lado: parecia-lhes um mero forasteiro (cf. v. 18). No entanto, o Ressuscitado explica-lhes as Escrituras cheio de compaixão e parte-lhes o pão. Desta forma, acendeu-lhes o coração e abriu-lhes os olhos para que O pudessem reconhecer. Depois regressam com Pedro e os outros, cheios de alegria e de segurança.

Diz o relato que Emaús distava de Jerusalém uns 60 estádios (12 km). Os peritos debatem a localização exata da dita aldeia, mas a tradição costuma identificar o lugar como Emaús Nicópolis[1], que dista de Jerusalém uns 25 km, isto é, 160 estádios, como recolhem muitos manuscritos do Evangelho de Lucas. Em qualquer caso, naquele dia os discípulos terão caminhado bastantes horas. E afastar-se de Jerusalém é como deixar para trás a sua fé em Jesus. Mas o Ressuscitado aparece a caminhar com eles para os transformar.

Com grande pedagogia, Jesus faz com que Lhe contem as suas penas para as dissipar. Esta cena encantava a S. Josemaria, que sabia como trazê-la ao dia a dia na sua meditação pessoal: «com naturalidade, aparece-lhes Jesus e vai com eles, com uma conversa que diminui a fadiga. Imagino a cena: já bem adiantada a tarde. Sopra uma brisa suave. De um lado e de outro, campos semeados de trigo já crescido e as velhas oliveiras com os ramos prateados pela luz indecisa... Jesus, no caminho! Senhor, que grande és Tu sempre! Mas comoves-me quando te rebaixas para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor, concede-nos a ingenuidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara, que permitem entender-Te, quando vens sem nenhum sinal externo da Tua glória»[2].

Jesus vem sempre ao encontro dos seus no seu andar abatido e sem perspetiva. E o Evangelho ensina-nos a reconhecê-l’O: Jesus não é um forasteiro no nosso caminho, mas o crucificado que ressuscitou; e conhece-nos, ama-nos e procura-nos. «A estrada de Emaús tornou-se símbolo do nosso caminho de fé – comentava o Papa Francisco numa ocasão –: as Escrituras e a Eucaristia são os elementos indispensáveis para o encontro com o Senhor. (…) Ler um trecho do Evangelho todos os dias. Recordai: ler todos os dias um trecho do Evangelho, e aos domingos receber a Comunhão, receber Jesus. Aconteceu assim com os discípulos de Emaús: acolheram a Palavra; partilharam a fração do pão e de tristes e derrotados que se sentiam, tornaram-se alegres. Queridos irmãos e irmãs, a Palavra de Deus e a Eucaristia enchem-nos de alegria sempre»[3].

Sentimos a proximidade de Jesus quando lemos a Escritura e frequentamos a Eucaristia. Porque, como dizia Bento XVI citando S. Jerónimo, «“Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Por isso é importante que cada cristão viva em contacto e em diálogo pessoal com a palavra de Deus, que nos é dada na Sagrada Escritura (…). O lugar privilegiado da leitura e da escuta da Palavra de Deus é a liturgia, na qual, celebrando a Palavra e tornando presente no Sacramento o Corpo de Cristo, atualizamos a Palavra na nossa vida e tornamo-la presente entre nós»[4].



sábado, 18 de abril de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

O rosário é uma arma poderosa para a paz durante a guerra: como?

A história está cheia de exemplos de grandes grupos de fiéis que rezam o terço pela paz, pedindo a intervenção de Deus em tempos tempestuosos

Sempre que os católicos são confrontados com a guerra, uma das principais armas a serem sacadas é o rosário, na intenção de um rápido retorno à paz.

Muitos santos, como São Padre Pio, recordam o poder do rosário para a obtenção da paz:

"O rosário é a ‘arma’ para estes tempos" (São Padre Pio).

A história também está cheia de exemplos de católicos que se unem para rezar o rosário pela paz. Entre os casos, o Manual do Conselho Nacional de Guerra Católica, em 1918, recorda a célebre batalha de Lepanto, no século XVI, quando "as orações da Europa católica à Santíssima Mãe trouxeram a vitória" dos cristãos sobre as hordas otomanas que os atacavam.

São João Paulo II também destacou especificamente este aspecto do rosário em sua encíclica Rosarium Virginis Mariae.

"A dar maior atualidade ao relançamento do rosário temos algumas circunstâncias históricas. A primeira delas é a urgência de invocar de Deus o dom da paz. O rosário foi, por diversas vezes, proposto pelos meus predecessores e mesmo por mim como oração pela paz.

No início de um milênio, que começou com as cenas assustadoras do atentado de 11 de setembro de 2001 e que regista, cada dia, em tantas partes do mundo novas situações de sangue e violência, descobrir novamente o rosário significa mergulhar na contemplação do mistério d'Aquele que « é a nossa paz », tendo feito « de dois povos um só, destruindo o muro da inimizade que os separava » (Ef 2, 14).

Portanto, não se pode recitar o rosário sem sentir-se chamado a um preciso compromisso de serviço à paz, especialmente na terra de Jesus, tão atormentada ainda, e tão querida ao coração cristão".

Em tempos de guerra e violência, a Igreja exorta todos a aumentar a sua oração, especialmente rezando o Rosário pela paz no mundo.