domingo, 26 de abril de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje a Igreja celebra os papas santo Anacleto e são Marcelino

Com uma só menção, a Igreja celebra hoje,(26), estes dois santos que têm em comum apenas o fato de terem sido papas, pois suas vidas e histórias estão separadas por mais de dois séculos.

Santo Anacleto foi o terceiro papa da Igreja, depois de são Pedro e de são Lino. É referido em diversos escritos como Cleto, Anacleto ou Anencleto, mas sempre se trata da mesma pessoa.

São Pedro o conheceu, batizou e ordenou sacerdote na igreja de Roma. Ele e seu predecessor Lino foram os principais discípulos do primeiro papa.

Segundo o Liber Pontificalis ou Livro dos Papas, “Cleto” ocupou a cátedra de são Pedro durante os impérios de Vespasiano e Tito. Ocupou-se dos necessitados com esmolas, incentivou os primeiros cristãos que eram perseguidos e ordenou um determinado número de sacerdotes.

Sob o mandato do imperador Domiciano, foi capturado e martirizado por volta do ano 90. Seu corpo é conservado na igreja de São Pedro, no Vaticano.

Por outro lado, são Marcelino, que foi eleito papa em 30 de junho de 296, teve seu pontificado durante a última e talvez a maior perseguição realizada pelo imperador Diocleciano.

Esta perseguição, cujos severos editos contra os cristãos foram executados pelo augusto e co-imperador Maximiano Hercúleo, causou a maior confusão na Igreja romana depois do ano 303. Marcelino morreu em 304, muito provavelmente, de morte natural.

Nenhuma fonte confiável dos séculos IV e V o mencionam como mártir. Seu corpo foi sepultado na Catacumba de Priscila na Via Salaria.

IGREJA

 A primeira missa do Brasil foi celebrada há 526 anos

Há 526 anos, no dia 26 de abril de 1500 – domingo da oitava de Páscoa –, foi celebrada a primeira missa do Brasil. A missa foi rezada por frei Henrique de Coimbra e outros sacerdotes em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha.

Em sua carta ao rei dom Manuel, o escrivão Pero Vaz de Caminha descreveu a celebração feita em um “altar mui bem arranjado” e que, segundo observou, “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, nas 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral, o qual, avistando do mar um monte, chamou-o de Monte Pascoal, por ser oitava de Páscoa. Àquela terra, inicialmente, colocou o nome Terra de Vera Cruz.

Após desembarcarem em terra firme e terem os primeiros contatos com os índios, seguiram a bordo de suas caravelas para um lugar mais protegido, parando na praia da Coroa Vermelha. Foi neste local que celebraram a Santa Missa.

Terminada a celebração, conforme relata Pero Vaz de Caminha, o sacerdote subiu em uma cadeira alta e “pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção”.

Conforme indicam os relatos, o escrivão Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, pois demonstraram respeito quanto à religião. Neste sentido, pediu ao rei que enviasse logo clérigos para batizá-los.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima.

Após esta, a segunda missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. 

SANTO DO DIA

 Hoje é dia de são Rafael Arnaiz, nomeado modelo para a juventude por João Paulo II

Hoje (26), é celebrado são Rafael Arnaiz Barón, religioso espanhol e asceta da "Ordem Cisterciense de Estrita Observância", os trapistas.

São Rafael é um dos grandes místicos do século XX. Seus escritos têm guiado e enriquecido a vida espiritual de milhares de católicos em todo o mundo.

Conquistado pelo rosto de Deus

Rafael Arnaiz nasceu em Paseo de la Isla, Burgos, Espanha, em 9 de abril de 1911. Aos 12 anos, seu pai, que trabalhava como engenheiro florestal, mudou toda a família para Oviedo. Nessa cidade, Rafael ingressou no Colégio de Santo Inácio, administrado por jesuítas. Ao terminar o ensino médio, matriculou-se na Escola Superior de Arquitetura de Madri.

Rafael começa a passar longas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, hábito que se fortaleceu com o tempo e que o levou a se perguntar, cada vez mais profundamente, o que Deus queria dele.

Aqueles prolongados encontros cara a cara com Cristo Sacramentado o ajudaram a considerar a possibilidade de que o Senhor o chamasse à vida contemplativa. No entanto, sua vocação para o serviço o levaria ao serviço militar.

Depois, Rafael quis saber como era a vida de um monge, incluindo exercícios espirituais nessa busca. Assim, chegou a uma decisão firme: dedicar toda a sua vida à oração como um relacionamento constante e permanente com Deus.

No dia 16 de janeiro de 1934 pediu a admissão no mosteiro trapista de Dueñas, em Palência.

Nos dias seguintes à entrada no mosteiro, Rafael escreveu: “Suspiro o dia todo por Cristo (...). O mosteiro vai ser duas coisas para mim. Primeiro: um canto do mundo onde posso louvar a Deus noite e dia sem impedimentos; e, segundo, um purgatório na terra onde possa me purificar, me aperfeiçoar e chegar a ser santo. Eu lhe entrego a minha vontade e os meus bons desejos. Que Ele faça o resto”.

A Guerra Civil Espanhola e a diabetes que o afligia obrigaram-no a abandonar o mosteiro por três vezes. Como ficar de fora do claustro não era uma opção para Arnaiz, ele sempre pedia a readmissão. Ele sabia qual era o seu centro e o seu lugar, e se as circunstâncias não eram propícias, não importava. Quando estas mudavam, ele voltava para onde foi chamado.

O “irmão Rafael”, como o chamavam os que o conheciam, morreu no dia 26 de abril de 1938 na enfermaria do convento, aos 27 anos, após sofrer um coma diabético.

O monge, o melhor exemplo para a juventude

Em 19 de agosto de 1989, o papa são João Paulo II, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) celebrada em Santiago de Compostela, Espanha, propôs o irmão Rafael como “um modelo para a juventude do mundo de hoje”. A proposta do papa continha uma mensagem poderosa: Rafael tinha sido um jovem que vivia voltado para Cristo, uma flecha apontando na direção de Jesus.

Hoje, que a vida para muitos jovens perdeu o sentido ou foi reduzida a algo pequeno, parece ser um momento propício para conhecer o irmão Rafael. Ele está ali para orientar os jovens com seu exemplo, para interceder por eles. Deixando de lado as ofertas do mundo contemporâneo, tornou-se um modelo de amor e liberdade.

Em 27 de setembro de 1992, poucos anos depois daquela JMJ, o próprio são João Paulo II o declarou beato.

Orar já é um milagre

Em 2008, a então Congregação para as Causas dos Santos aprovou o milagre de intercessão pelo qual seria canonizado. Esse milagre foi a cura inexplicável de Begoña León Alonso, uma madrilenha de 38 anos, que teve a Síndrome de Hellp - uma variante da pré-eclâmpsia - durante a gravidez. Begoña no momento da intervenção para salvar seu bebê estava em estado de morte cerebral.

Segundo conta o jornal “La Nueva España”, no ano 2000, Begoña León “ficou doente durante a gravidez, motivo pelo qual foi lhe indicada uma cesariana no Hospital Gregorio Marañón para salvar seu filho. A condição da paciente piorou e ela teve que passar por uma cirurgia de emergência. A operação deu errado e a mulher ficou em estado de morte cerebral.

Uma irmã do convento cisterciense de São Bernardo, em Burgos, ficou sabendo do caso por meio da família de Begoña, de modo que as freiras de sua ordem começaram a rezar uma novena dedicada ao irmão Rafael para pedir a cura da mãe. A partir de então, Begoña começou a evoluir milagrosamente até que finalmente se recuperou totalmente.

São Rafael Arnaiz Barón foi canonizado em 11 de outubro de 2009 pelo papa Bento XVI, que dois anos depois, em 2011, o nomeou patrono da Jornada Mundial da Juventude, sediada em Madri, Espanha.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de domingo: a porta da ovelhas

Comentário ao Evangelho do IV domingo da Páscoa (Ciclo A) ou domingo do Bom Pastor. «Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância». O bom pastor é aquele que, seguindo o exemplo de Cristo, sabe-se humildemente ao serviço dos outros, e não busca nada para si mesmo.



Evangelho (Jo 10, 1-10)

Naquele tempo, disse Jesus:

«Em verdade, em verdade vos digo: aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos».

Jesus apresentou-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuou:

«Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».


Comentário

Jesus utiliza uma alegoria bem conhecida nos textos bíblicos do Antigo Testamento. É a do pastor que cuida do seu rebanho. Mas agora chama a atenção o facto de que antes de se apresentar como Bom Pastor, Ele diz de si mesmo que «Eu sou a porta das ovelhas» (v. 7).

Assim como Deus fez com o povo de Israel, também a Igreja se servirá de “pastores” que cuidem das suas “ovelhas”. Porém, agora deixa algo claro para todos: apenas é um “bom pastor” aquele que leva as ovelhas à única “porta” que é Cristo. Aquele que tenta levá-los para outro lugar é um farsante, que não deve ser seguido porque «aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador» (v. 1).

De uma maneira bem gráfica, Jesus diz que o mau pastor “salta” por outro lado, usando um verbo que evoca a ação de alguém que sobe para chegar a um lugar onde não deveria estar. Previne assim para o perigo de servir-se da Igreja, e até mesmo da posição que se ocupa nela, para o próprio ganho pessoal. O profeta Ezequiel já tinha denunciado essa atitude: «Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Não deviam os pastores apascentar o rebanho? Vós, porém, bebeis o leite, vestis-vos com a lã, matais as ovelhas mais gordas, mas não apascentais o rebanho. Não fortalecestes as ovelhas débeis, não tratastes as que andavam doentes, nem curastes as que estavam feridas. Não reconduzistes a ovelha tresmalhada, nem procurastes a que andava perdida» (Ez 34, 2-4).

Bento XVI, numa homilia proferida em 2009 durante a inauguração do ano sacerdotal, dizia: «Como esquecer, a este propósito, que nada faz sofrer tanto a Igreja, Corpo de Cristo, como os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se transformam em “ladrões de ovelhas” (Jo 10, 1 ss.), porque as desviam com as suas doutrinas particulares, ou porque as prendem com laços de pecado e de morte? Estimados sacerdotes, também para nós é válido o apelo à conversão e ao recurso à Misericórdia Divina, e devemos igualmente dirigir com humildade uma súplica urgente e incessante ao Coração de Jesus, para que nos preserve do terrível risco de prejudicar aqueles que somos chamados a salvar»[1]. Daí a importância de que todos nós rezemos pela santidade dos sacerdotes e para que nunca faltem bons pastores na Igreja.

Por sua parte, «Cristo, Bom Pastor, tornou-se a porta da salvação da humanidade, porque ofereceu a vida pelas suas ovelhas. Jesus, bom pastor e porta das ovelhas, é um chefe cuja autoridade se expressa no serviço, um chefe que para comandar doa a vida e não pede a outros que a sacrifiquem. Podemos confiar num chefe como este – dizia o Papa Francisco –, como as ovelhas que ouvem a voz do seu pastor porque sabem que com ele se vai para prados bons e abundantes. É suficiente um sinal, uma chamada e elas seguem-no, obedecem, encaminham-se guiadas pela voz daquele que sentem como presença amiga, ao mesmo tempo forte e meiga, que orienta, protege, conforta e cura»[2].

O bom pastor é aquele que, seguindo o exemplo de Cristo, sabe-se humildemente ao serviço dos outros, e não busca nada para si mesmo. «Permiti que vos dê um conselho: se alguma vez perderdes a claridade da luz, recorrei sempre ao bom pastor. E quem é o bom pastor? O que entra pela porta da fidelidade à doutrina da Igreja; o que não se comporta como um mercenário, que, ao ver vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo arrebata-as e faz dispersar o rebanho. Reparai que a palavra divina não é vã: a insistência de Cristo (vedes como fala, com tanto carinho, de ovelhas e de pastores, de redil e de rebanhos?) é uma demonstração prática da necessidade de um bom guia para a nossa alma»[3].


sábado, 25 de abril de 2026

RELIGIÃO

 

Igreja no Brasil: Desafio no combate ao feminicídio

Somente em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios no país, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, e o <strong>maior número já registrado desde a criação da lei Maria da Penha </strong>que endurece as penas para quem comete esse crime brutal.

Padre Rodolfo, assessor da Comissão Episcopal Vida e Família da CNBB, provoca uma reflexão interna nas comunidades religiosas. O segundo nível da justiça é moral e teológico. O sacerdote argumenta que o feminicídio é um escândalo que fere o plano de Deus. Para ele, a Igreja não pode ser conivente com discursos que justifiquem a submissão ou a posse da mulher pelo homem, pois tais deformações educativas são o berço da violência.

O padre é direto ao apontar a responsabilidade da formação cristã nesse processo. "O feminicídio não surge 'do nada', mas é fruto de uma longa cadeia de omissões, conivências e deformações educativas", destaca o sacerdote. Ele reforça que a verdadeira justiça divina exige que o Evangelho seja usado para libertar e não para oprimir, transformando a cultura do descarte em uma cultura do cuidado e da igualdade fundamental.

Uma missão para o novo ano

Ao iniciar 2026, o desafio é transformar os protestos e as reflexões em ações concretas. A união entre a pressão popular e o despertar da consciência religiosa aponta para um caminho de esperança. A justiça que as mulheres buscam passa pela educação das novas gerações, pelo acolhimento nas paróquias e pela fiscalização rigorosa das leis.

O Padre Rodolfo considera que reconhecer os erros do passado é o que permitirá à sociedade avançar. "Esses erros, entre outros, são, em grande parte, fruto de ignorância, medo, insegurança e de uma cultura patriarcal que ainda não foi suficientemente convertida pelo Evangelho", afirma. O compromisso de 2026, portanto, é fazer com que a justiça deixe de ser uma palavra em cartazes ou sermões para se tornar a garantia real de que nenhuma mulher a mais terá sua vida interrompida pelo ódio.

Educar a consciência

Superar este cenário exige mais do que leis; exige uma transformação na base da formação humana. O Padre Rodolfo destaca o papel crucial da família e da Igreja na criação de uma nova consciência que rejeite a violência masculina. Educar filhos e filhas para a não-violência é um imperativo cristão que começa no lar e se estende às catequeses e comunidades.

Ação pastoral

Por fim, a Igreja é convocada a um desafio prático: o acolhimento e a proteção. A Pastoral Familiar e outras instâncias eclesiais precisam de estar equipadas para identificar vulnerabilidades e oferecer suporte real às vítimas. Não se pode falar de "Reino de Deus" ignorando a "covardia" e a "degradação" — termos usados pelo Papa Francisco e reforçados pelo Padre Rodolfo — que o feminicídio representa.

O Padre Rodolfo conclui que o compromisso da fé exige que todos se tornem parte de uma "grande onda contra a violência masculina". "Somente assim poderemos, progressivamente, deixar de contar feminicídios e começar a contar histórias de libertação e de reconciliação, sinais do Reino que já está em meio a nós", afirma. O escândalo da morte de mulheres deve, portanto, despertar uma fé que não se cala e que trabalha incansavelmente pela justiça e pela dignidade humana.

ESTILO DE VIDA

 

O perigo de comparar o seu casamento com os dos outros

Em um mundo que sofre constantemente com comparações, tanto nas redes sociais como no cotidiano, como proteger seu casamento dessa armadilha?

Quantas vezes você já pensou: "Quem dera meu casamento fosse como o deles"? Talvez depois de ver uma postagem nas redes sociais, ouvir uma história ou conviver com outro casal. Sem perceber, você começa a medir e comparar sua relação conjugal com parâmetros alheios.

O detalhe é que não vemos a história completa, apenas fragmentos — o que publicam ou o que nos contam. Quando comparamos a partir daí, não estamos nos motivando, mas sim nos desgastando e criando uma rachadura no matrimônio. Com o tempo, essa fenda cresce até fraturar a relação.

O hábito de comparar

Na última década, a comparação tornou-se algo constante para o ser humano. Comparamos conquistas, famílias, estilos de vida e, sem notar, também comparamos casamentos. Pensamos que um é melhor que o outro apenas pelo que aparece nas telas, concluindo que são mais felizes, atenciosos, unidos e "perfeitos".

Raramente paramos para perguntar se essa comparação é justa ou saudável. Comparar o casamento com o de outros pode parecer inofensivo, mas é uma das formas mais silenciosas de semear insatisfação e distância na relação.

Feridas que a comparação provoca

omparar a própria história com a de outros não traz bons resultados, especialmente quando isso é feito na frente do cônjuge, gerando:

  • Insatisfação constante: Frases como "Eles sim...", "Nós não...", fazem com que o que é bom deixe de ser suficiente.
  • Idealização falsa: Surgem padrões irreais sobre como um casamento "deveria" ser, perseguindo uma imagem construída pelo que se vê de fora, e não uma relação genuína.
  • Desvalorização do cônjuge: O cônjuge deixa de admirar o parceiro e passa a criticar: "Por que você não é como fulano?". Isso corrói a autoestima e a conexão emocional.

Armadilha para o casamento

As comparações surgem quando falta diálogo entre os esposos. O problema não é o "outro casal", mas o que não está sendo conversado no próprio relacionamento. A comparação atua como um refúgio para evitar a responsabilidade de trabalhar em equipe. Confira estas recomendações:

1. Filtre o conteúdo das redes sociais Lembre-se: o que você vê é apenas uma pequena parte da vida alheia. Ninguém posta seus silêncios, suas discussões ou suas noites difíceis. Aquela foto perfeita não anula os altos e baixos que todo casal enfrenta.

2. Volte o olhar para dentro Faça um exercício de introspecção pessoal e depois com seu cônjuge. Perguntem-se:

  • Do que precisamos como casal hoje?
  • O que está nos faltando expressar? Escolham um momento tranquilo para falar com franqueza e intimidade, com o objetivo de crescerem juntos.

3. Seja grato Agradeça a Deus e ao seu cônjuge pela relação que construíram. Valorize os esforços e conquistas compartilhados, mesmo que não sejam perfeitos. Experimente deixar um bilhete de agradecimento por um gesto que você gosta ou expressar gratidão ao acordar ou antes de dormir.

4. Estabeleça seus próprios acordos Não tente copiar modelos alheios. Conversem sobre em quais áreas gostariam de crescer e quais atividades ou gestos querem implementar na vida a dois para fortalecer a identidade única do casal.

Casamento não é competição

Quando comparamos, a relação se desgasta; quando construímos juntos, ela se conecta. Não esqueça: o melhor casamento não é o que mais se compara, mas o que mais se trabalha.