sábado, 9 de maio de 2026

IGREJA

 Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, diz Leão XIV

“Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, que Jesus, o Senhor, nos revelou e nos deu”, disse hoje (8) o papa Leão XIV na missa que celebrou em Pompeia.

Depois de venerar os restos mortais de são Bartolo Longo, o papa Leão XIV celebrou missa na praça que leva o nome do santo — a quem ele próprio canonizou em outubro do ano passado e que foi o fundador do santuário de Pompeia, Itália, onde o papa celebrou hoje o primeiro aniversário de seu pontificado.

Diante de cerca de 20 mil fiéis reunidos na esplanada, Leão XIV falou sobre são Bartolomeu Longo que, junto com sua mulher, lançou a primeira pedra, há 150 anos, “de toda uma cidade mariana”, depois de Pompeia ter sido soterrada na erupção vulcânica do monte Vesúvio em 79 d.C.

O papa Leão XIV disse que, em 8 de maio do ano passado, lhe foi confiado o ministério de sucessor de são Pedro, coincidindo com a festa de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. "Eu devia, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem", disse.

Ao refletir sobre o Evangelho da Anunciação, o papa disse que se trata de um convite à alegria. “Diz a Maria, e por meio dela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade, provada pelo pecado e, portanto, sempre inclinada a prevaricações, opressões e guerras, chegou o carinho de Deus, o carinho da misericórdia, que assume em Jesus um rosto humano”.

O Rosário, um ato de amor

Leão XIV disse que “Maria torna-se a Mãe da Misericórdia”. Esse momento da história, disse, “tem uma doçura e um poder que atraem o coração e o elevam à altura contemplativa na qual onde a oração do Santo Rosário cria raízes”.

O papa Leão XIV anunciou aos fiéis uma reflexão sobre essa oração “popular e simples”, ligada à Santíssima Virgem Maria do Santo Rosário de Pompeia.

“A repetição dessa oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e guia o olhar do fiel para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe”, disse o papa.

Leão XIV disse que a oração do Rosário é um ato de amor. “Não é próprio do amor repetir incansavelmente: Eu te amo? Um ato de amor que, nas contas do Rosário, como se pode ver claramente na pintura mariana deste santuário, nos faz voltar a Jesus e nos conduz à Eucaristia”.

Ele disse que o Rosário “tem um caráter mariano, mas um coração cristológico e eucarístico”. Se o Rosário for rezado e celebrado, disse o papa, torna-se “uma fonte de caridade”. Por essa razão, Leão XIV se referiu a são Bartolo Longo como o apóstolo do Rosário e também da caridade.

As necessidades do mundo: família e paz

O papa disse que essa oração “direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo”, especialmente a família, “que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial”, e a paz, “ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana”.

Leão XIV disse que o ano que vem marcará o 25º aniversário da proclamação do Ano do Rosário pelo papa são João Paulo II. Voltando sua atenção para os dias atuais, o papa lamentou que "os tempos não melhoraram desde então".

“As guerras que ainda são travadas em muitas regiões do mundo exigem um renovado compromisso, não só econômico e político, mas também espiritual e religioso. A paz nasce no coração”, disse.

Depois de falar sobre a importância de rezar pela paz, o papa disse que "não podemos nos resignar às imagens de morte que os noticiários nos apresentam todos os dias" e que "Jesus nos disse que a oração feita com fé pode alcançar todas as coisas".

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrada santa Luísa de Marillac, padroeira dos assistentes sociais

Santa Luísa de Marillac foi uma mulher decidida e valente; inteligente e perseverante, viúva, mãe e cofundadora, junto a são Vicente de Paulo, das Filhas da Caridade. Destacou-se por sua entrega incondicional para os outros e um espírito impetuoso que lhe impulsionou a cumprir a missão que Deus lhe tinha encomendado ainda em meio à enfermidade.

A festa de santa Luísa costumava ser celebrada no dia 15 de março, mas, desde 2016 celebra-se em 9 de maio, dia do aniversário de sua beatificação.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos solicitou à Congregação da Missão – fundada por são Vicente de Paulo – mudar a data de santa Luísa, porque “sempre cai na Quaresma e é preferível não celebrar solenidades durante este tempo litúrgico”.

Segundo disse Gregorio Gay, superior geral da congregação, em 14 de dezembro de 2015 foi apresentada a petição para a mudança da data. Em 4 de janeiro de 2016 foi publicado o decreto que aceitava a petição.

Luísa de Marillac nasceu em Paris (França), em 1591. Foi filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrieres-in-Brie e de Villiers Adam, e de uma jovem desconhecida. Até os 13 anos, foi educada como uma menina nobre no Convento Real de Poissy. Entre as religiosas, encontrava-se uma tia dela que lhe ensinou a ler, escrever, pintar e lhe deu uma sólida formação humanística.

Quando seus pais e sua tia morreram, Luísa ficou sob a tutela de seu tio Miguel. Devido à precária situação econômica de sua família, a jovem experimentou na própria carne as carências materiais e aprendeu os afazeres do lar. Sua condição social de “senhorita pobre” produziu em Luísa um complexo de inferioridade, que arrastaria durante alguns anos.

Durante sua juventude, frequentou o convento das irmãs capuchinhas em Fauborg e sentiu inclinação para a vida religiosa. Entretanto, seu diretor espiritual negou sua entrada ao convento porque a saúde da Luísa era frágil. Convenceu-a de que optasse pelo matrimônio dizendo que “Deus tinha outros planos para ela”.

Em 1613, Luísa de Marillac se casou com o Antonio Le Gras com quem teve um filho. Antonio caiu gravemente doente.

Em 1616, conheceu são Vicente do Paulo, que se tornou seu confessor, embora a princípio não quisesse. Naquele tempo, são Vicente estava organizando suas “Conferências de Caridade”, com o objetivo de melhorar a situação da miséria no campo e para isso necessitava de alguém que infundisse respeito e que tivesse empatia e a capacidade de ganhar os corações das pessoas.

Conforme são Vicente foi conhecendo mais profundamente Luísa, deu-se conta de que ela era a pessoa que procurava para dirigir sua obra. Quando seu marido morreu, ela compreendeu que Deus a fazia um chamado grande e especial.

Em 1629, foi enviada para visitar “A Caridade” de Montmirail e durante esse tempo realizou outras visitas missionárias. Madame Le Gras realizou estas viagens sem se importar com os sacrifícios que devia fazer nem com sua saúde.

Quando são Vicente lhe pediu para formar um centro de treinamento para jovens, Luísa pôs ao seu dispor a casa que tinha alugado para residir logo depois da morte de seu marido. Ali, acolheu quatro candidatas que foram instruídas por ela para o serviço dos pobres e doentes. Em 1634, redigiu a regra de vida que deveriam seguir os membros da associação. Quando são Vicente obteve a permissão do Vaticano para formar uma congregação, este documento se tornou o estatuto das “Irmãs da Caridade”.

Durante o desenvolvimento de todos os projetos, a santa levava mais carga do que os demais e se preocupava em ser um testemunho vivo da preocupação de Cristo pelos doentes e marginalizados. Em Angers, assumiu um hospital terrivelmente descuidado e, em Paris, cuidou dos afetados por uma epidemia. Também socorreu as vítimas da “Guerra dos 30 anos” e se ocupou dos afetados pela violência que se vivia na capital francesa. Apesar de sua delicada saúde, sempre esteve disposta ao serviço e emanava entusiasmo e alegria.

O Convento das Irmãs da Caridade era a casa dos pobres, os hospitais e as ruas. Luísa e Vicente enviavam os religiosos e religiosas para fora do claustro – lugar onde muitas congregações se isolavam – para animar e socorrer os necessitados. Percorriam aldeias e cidades com esta finalidade.

Em seus últimos anos de vida, precisou repousar porque sua enfermidade lhe impediu de mobilizar-se. Entretanto, sua alma estava em paz e sentiu que o trabalho de sua vida tinha sido maravilhosamente abençoado. Nunca se queixou e dizia que estava feliz de poder oferecer este último sacrifício a Deus.

Antes de partir, deixou esta mensagem a suas irmãs espirituais: “Sede empenhadas no serviço aos pobres... amem os pobres, honrem, minhas filhas, e honrarão ao mesmo Cristo”. Santa Luísa de Marillac morreu em 15 de março de 1660; e São Vicente a seguiu ao céu seis meses depois.

Foi canonizada em 1934 pelo papa Pio XI. Em 1960, o papa são João XXIII a nomeou padroeira dos assistentes sociais.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de sábado: o servo não é mais que o seu senhor

Comentário ao Evangelho de sábado da V semana da Páscoa. «Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’». Nestes dias santos, contemplamos o Senhor, que se faz servo dos homens e sentimo-nos impulsionados a segui-l’O incondicionalmente, sem medo da Cruz, participando do seu amor por toda a humanidade.


 Evangelho (Jo 15, 18-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia. Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’. Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».


Comentário

Durante estes dias escutámos Jesus a instruir os seus discípulos sobre o mandato do amor fraterno: eles devem seguir o exemplo que lhes deu, exemplo que servirá para que o mundo conheça e acolha Jesus e à sua mensagem de salvação. Mas também os adverte de uma força contrária a esse amor, o ódio, presente no mundo. Jesus foi alvo desse ódio, e os seus discípulos também o serão. Mas não devem estranhar nem amedrontar-se. A perseguição não é sinal de maldição nem motivo para claudicar, antes pelo contrário. O Mestre já lhes tinha dito: «Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu» (Mt 5, 11-12).

O mundo, criado bom pelas mãos amorosas de Deus, sofreu a influência do maligno e dos nossos pecados e parece condenado ao abismo. Mas acima de tudo está a doutrina salvadora de Cristo: se os discípulos a proclamarem fielmente, o mundo abandonará o caminho do ódio ao seu Criador e salvar-se-á. Enchem-nos de esperança as palavras de Jesus a Nicodemos: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n'Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 16-17).

Certamente, como escrevia S. Josemaria, «o “non serviam” – não servirei! – de Satanás tem sido demasiado fecundo». Mas «– Não sentes o impulso generoso de dizer todos os dias, com vontade de oração e de obras, um “serviam” – servir-Te-ei, ser-Te-ei fiel! – que vença em fecundidade aquele clamor de rebeldia?»[1]. Jesus convida-nos a ser suas testemunhas no meio do mundo, firmes na fé, na esperança e no amor. E se em algum momento experimentarmos a rejeição à mensagem do Evangelho, recordemos as palavras do Mestre: «o servo não é mais que o seu senhor», e a sua firme promessa: «Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei a comer da árvore da Vida que está no Paraíso de Deus» (Ap 2, 7).


sexta-feira, 8 de maio de 2026

RELIGIÃO

 

Como cortar o cordão umbilical com sua mãe ao se casar?

Entre a lealdade emocional, a dificuldade em estabelecer limites e o medo de decepcionar, alguns homens têm dificuldade em se distanciar de sua mãe. Uma dinâmica que levanta questões e que muitas vezes testa o equilíbrio de sua vida sentimental e familiar. Como cortar o cordão umbilical sem problemas?

Em muitos casais, a questão da sogra surge quase inevitavelmente. Às vezes de forma velada, outras de forma direta. E muitas vezes, com a mesma sensação por parte do homem: a de se sentir dividido entre duas mulheres, sem poder decidir e sem cortar o cordão umbilical com a mãe. Uma situação que, com o passar do tempo, pode se tornar uma fonte de tensões recorrentes, ou mesmo de profunda incompreensão no casal. Não necessariamente porque a sogra se intromete de propósito (mesmo que isso possa acontecer), mas principalmente porque sua influência ainda está muito presente nas decisões, hábitos ou reações do filho já adulto.

"As relações entre um homem e sua mãe, e entre uma mulher e sua mãe, são diferentes", explica Bérengère de Charentenay, terapeuta matrimonial e familiar em Morbihan. "Algumas mulheres têm uma grande cumplicidade com a mãe e acham mais fácil para elas se distanciarem." Entre os casais que ela acompanha, há uma observação que se repete com frequência: as mulheres expressam mais facilmente o desejo de que seu parceiro consiga se distanciar de sua mãe.

O contrário é muito mais raro. "Para alguns homens, o conflito é difícil e eles nem sempre entendem os desafios relacionais que estão em jogo", acrescenta. Por trás dessa observação, uma pergunta central: por que esse distanciamento é tão difícil?

As múltiplas facetas da relação mãe-filho

madre - hijo

Segundo o especialista, existem várias configurações. Começando por aquela em que a relação mãe-filho continua sendo muito fusional até a idade adulta. "Há homens que permanecem em uma posição de ´filho de´, e para quem pode achar difícil se afirmar como adultos diante de seus pais. Para tomar uma decisão, eles continuam a recorrer em grande parte à sua mãe, como se ela simbolicamente se enviasse sobre eles.

Existe então um medo de desagradar ou decepcionar", explica Bérengère de Charentenay. Nessas situações, a mãe se torna uma referência implícita permanente, mesmo nas decisões cotidianas. Alice, de 40 anos, observa esta operação em seu marido Jean:

"Nós nos casamos tarde e, antes de me conhecer, meu marido sempre havia vivido com seus pais. Ele é o caçula da família, e sua mãe o mimava muito, a ponto de escolher suas roupas... O resultado é que, em nossa vida cotidiana de recém-casados, muitas vezes é difícil para ele tomar decisões e se libertar da influência de sua mãe".

Para entender melhor essa dinâmica, Bérengère de Charentenay propõe uma pergunta simples: o que faz parte da minha família e o que faço para me diferenciar e poder existir plenamente? Isso também se refere à segurança afetiva construída na infância: o vínculo era seguro o suficiente para permitir a separação psíquica? "O desacordo não afeta o amor, lembra a conselheira. O amor parental incondicional não está condicionado a escolhas ou comportamentos".

Diferenciar-se não significa rejeitar a família, mas aprender a se permitir tomar suas próprias decisões e assumi-las.

O casal como um novo espaço a ser construído

pareja-celular

A essa lealdade, muitas vezes se soma o medo do conflito. Dizer "não", colocar um limite ou se opor pode ser vivido como uma forma de traição, mesmo quando o relacionamento é sólido. No entanto, o desacordo não significa rompimento. A dificuldade está mais na capacidade de redirecionar o vínculo sem quebrá-lo. Nesta dinâmica, o casal desempenha um papel central. Torna-se um espaço próprio que deve encontrar sua própria organização.

"No casal, é essencial delimitar fronteiras, especialmente no início de sua construção, pois você precisa criar seu próprio núcleo familiar, com suas próprias regras e limites", explica Bérengère de Charentenay. Isso não significa excluir as famílias de origem, mas definir o lugar que lhes corresponde. Trata-se de construir um espaço de casal diferenciado, mantendo os pais como pessoas próximas, mas fora da intimidade conjugal.

Aceitar que o relacionamento com os pais evolui é um passo essencial. Isso pode até ser acompanhado por um certo processo de luto, especialmente por parte dos pais, diante da diferenciação de seu filho, que já se tornou adulto. Mas a qualidade do vínculo não desaparece por isso. "Não diminui, mas não está mais no mesmo terreno", conclui a conselheira. "Tornar-se adulto implica diferenciar as relações e fazê-las evoluir, embora nem sempre seja fácil", conclui Bérengère de Charentenay.

ESPIRITUALIDADE

 

O alerta de Maria para o Brasil



Muitos não sabem, mas o Brasil recebeu, na década de 1930, uma aparição de Nossa Senhora das Graças. Consigo, a Mãe de Deus trazia uma mensagem importante, um verdadeiro alerta para nossa nação

AMãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil na década de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio no interior de Pernambuco.

Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna.

Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural.

Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência.

Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz.

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós.