quarta-feira, 4 de novembro de 2026

IGREJA

 

Além das sombras da alma: fé, psicologia e o reencontro com a luz

Contudo, há uma forma mais silenciosa e profunda de penumbra — aquela que não depende do pôr do sol para se instalar. 

A escuridão exterior não é a única que pode nos assustar; existe também a escuridão interior, que nos impede de enxergar com clareza, confiar e encontrar descanso.

Essa escuridão de dentro raramente chega fazendo alarde. Ela se constrói aos poucos, na poeira dos sentimentos não ditos, nos cansaços acumulados e nas dores que aprendemos a esconder até de nós mesmos. Quando ela se avança, o mundo ao redor pode estar ensolarado, mas a alma permanece sob nevoeiro. Perde-se a nitidez sobre quem se é, a capacidade de confiar nas próprias escolhas e a paz necessária para descansar o coração.

O encontro com a luz e a presença de Deus:

Nas tradições cristãs e na essência humana, a luz nunca é compreendida como a ausência simplista da sombra, mas como a presença que a ressignifica. Deus não nos promete uma caminhada isenta de noites escuras, mas nos assegura que nenhuma sombra é maior do que a Luz que nos sustentou para chegar até aqui.

"A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram."

A esperança divina não é um otimismo ingênuo; é a certeza de que, no fundo da nossa alma, habita uma faísca sagrada que nenhuma tempestade interior consegue apagar por completo. Mesmo quando você não consegue enxergar o próximo passo, a luz de Deus continua lá, sussurrando que há um propósito, um amparo e um caminho de volta para casa.

O processo terapêutico como ponte para a própria luz:

Reconhecer a própria escuridão interior exige coragem, mas tentar atravessá-la sozinho nem sempre é o único, ou o melhor caminho. É no espaço sagrado da terapia que a dor encontra escuta e a confusão encontra contorno.

Como psicóloga, vejo o processo terapêutico não como um lugar de julgamentos ou respostas prontas, mas como um refúgio acolhedor. Um espaço onde podemos, juntos:

Tirar os nós da alma: Dar nome ao que dói e desarmar as certezas dolorosas que a escuridão interior construiu.

Organizar o olhar: Acalmar o ruído interno para que você volte a enxergar suas próprias virtudes, limites e caminhos com clareza.

Aprender a descansar: Construir uma relação de confiança consigo mesmo e com a vida, permitindo-se desacelerar e soltar o peso do controle.

A terapia é o momento de reacender as velas que o vento da vida apagou. Ela não muda o passado, mas ilumina o presente para que você possa desenhar um futuro com mais leveza, autonomia e esperança.

Um convite ao recomeço:

Se hoje a sua escuridão interior parece densa demais, saiba que você não precisa carregar esse peso no silêncio. A luz da sua vida não desapareceu; ela apenas está encoberta pelas nuvens do cansaço e das batalhas que você travou em silêncio por tanto tempo.

Recuperar o brilho nos olhos e a paz no peito é um processo humano, profundo e totalmente possível. Permita-se ser acolhido(a). Permita-se dar o primeiro passo em direção à sua própria luz.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Carlos Borromeu, patrono de são João Paulo II








Hoje (4), a Igreja celebra são Carlos Borromeu, o santo padroeiro de são João Paulo II e muito ligado à vida do papa polonês. Conheça a história do valente são Carlos, que também é padroeiro dos catequistas e seminaristas.

São Carlos Borromeu nasceu na Itália em 1538, em uma família muito rica. Era sobrinho do papa Pio IV e ocupou altos cargos eclesiásticos, chegando a ser arcebispo de Milão e Cardeal.

Sua participação no Concílio de Trento foi a chave para este chegar a um término, no qual foram aprovados muitos decretos dogmáticos e disciplinares.

São Carlos se preocupou bastante com a formação dos sacerdotes. Destituiu alguns presbíteros indignos e os substituiu por pessoas que restauraram a fé e os costumes do povo.

A vida de são Carlos Borromeu correu grave perigo quando a ordem religiosa dos Humiliati, que possuía muitos mosteiros, terras e membros corrompidos, tentou desprestigiá-lo para que o papa anulasse as disposições do santo. Não alcançando este objetivo, três priores da ordem armaram um complô para matá-lo.

Jerónimo Donati, um mau sacerdote da ordem, aceitou assassiná-lo por 20 moedas de ouro e disparou contra ele quando estava rezando na capela de sua casa, mas a bala só tocou a roupa e o manto do Cardeal.

Quando se propagou em Milão uma terrível peste, são Carlos se dedicou aos cuidados dos enfermos. Como seu clero não era o suficiente para atender as vítimas, pediu ajuda aos superiores das comunidades religiosas e imediatamente muitos religiosos se ofereceram como voluntários.

Borromeu não se contentou em rezar e atender pessoalmente os moribundos, mas também esgotou seus recursos para ajudar os necessitados e contraiu grandes dívidas.Foi amigo de são Francisco de Borja, são Felipe Neri, são Pio V, são Félix de Cantalício, santo André Avelino e muitos outros. Chegou inclusive a dar a primeira comunhão ao adolescente são Luís Gonzaga.

Morreu no dia 4 de novembro de 1584, sendo pobre e dizendo: “Já vou, Senhor, já vou”.

São Carlos Borromeu e são João Paulo II

Embora tenham vivido em épocas diferentes, os dois estão unidos por ter histórias parecidas que o próprio são João Paulo II ressaltou em sua audiência de 4 de novembro de 1981.A primeira semelhança está no nome. “Karol” Wojtyla em português é “Carlos”, nome com o qual João Paulo II foi batizado, estando sob a proteção do santo para crescer na missão de ser filho adotivo de Deus.

“Eis o papel que São Carlos desempenha na minha vida e na vida de todos aqueles que usam o seu nome”, disse.

A segunda semelhança é em uma arma. Assim como tentaram acabar com a vida do arcebispo de Milão, no século XVI, o papa peregrino enfatizou que o atentado que sofreu em maio de 1981 tinha lhe permitido “olhar para a vida de modo novo: esta vida cujo início anda unido à memória dos meus pais e ao mesmo tempo ao mistério do batismo e com o nome de são Carlos Borromeu”, assinalou.

O terceiro fato parecido está nos Concílios. São Borromeu participou no Concílio de Trento e são João Paulo II fez o mesmo no Vaticano II. Como seu padroeiro, o santo do século XX também introduziu os ensinamentos do Concílio em sua própria arquidiocese.Por último, está o amor pelos pobres e os doentes. João Paulo II é lembrado por visitar os mais necessitados e Borromeu não hesitou em ajudar pessoalmente os afetados pela praga.

Diz-se que são Carlos Borromeu era tão amado em Milão que quase ninguém dormiu na noite em que ele agonizava. E João Paulo II manteve o mundo em oração antes de morrer.

“Olhando para a minha vida na perspectiva do batismo, olhando através do exemplo de são Carlos Borromeu, agradeço a todos os que, hoje, em todo o período passado e continuamente ainda agora, me sustentam com a oração e por vezes também com grande sacrifício pessoal”, disse naquela ocasião o santo polonês.

LITURGIA DIÁRIA

 4ª feira da 31ª semana do tempo Comum: Ser discípulo de Jesus

Evangelho da 4ª feira da 31ª semana do tempo Comum e comentário ao evangelho. "Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” Podemos nos perguntar como seguimos Jesus, se procuramos nos identificar com Ele, com o apoio da graça.



Evangelho (Lc 14,25-33)

Grandes multidões acompanhavam Jesus.
Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: “Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!” Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”


Comentário

Jesus se vê acompanhado por muitas pessoas, e sabe que alguns dos que O seguem não o fazem com boas disposições. Junto dos que O acompanham com boa intenção, outros o fazem para poder participar de algo extraordinário, para presenciar algum milagre; outros por curiosidade ou até alguns para desautorizá-lo. Podemos nos perguntar como seguimos Jesus, o que nos motiva a segui-lo, se nos deixamos levar pela rotina nas normas ou obrigações que já incorporamos ao nosso horário, ou se, pelo contrário, procuramos nos identificar com Ele, com o apoio da graça.

A única resposta válida para seguir a Cristo é por uma razão de amor, de correspondência com o amor que Ele tem por nós. O Evangelho de hoje é apenas uma manifestação do primeiro mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento” (Mt 22,37). Um mandamento de amor que o Senhor dirige a todos, válido para todas as pessoas e para todos os tempos. Tudo deve ser colocado depois desse amor. Isso acontece quando o amor de Deus preenche o coração de uma pessoa. “Quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta”, como dizia Santa Teresa.

Um amor assim não é fruto de profundas meditações, nem de atos contínuos da vontade. É um dom, uma graça que Deus nos dá, para podermos amá-lo com um amor absoluto e incondicional, que se torna eterno após a morte. Quando respondermos com todo o nosso ser a Deus que se entrega a nós, poderemos amar as pessoas e as coisas como Deus as ama, mas primeiro temos que dar esse passo, de nos desapossarmos radicalmente de nós mesmos, que Jesus nos ensina no Evangelho: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16,24).

terça-feira, 3 de novembro de 2026

IGREJA

 

Conquiste a sua alma com estas belas frases de São Carlos Borromeu

“As almas se conquistam de joelhos”, costumava dizer São Carlos Borromeu. De fato, ele foi o grande conquistador de almas de seu tempo. Como? Com oração, penitência e um grande serviço social.

Quando uma peste acometeu o norte da Itália no século XVI, por exemplo, São Carlos Borromeu se colocou a ajudar os doentes e os padres que morriam por atender os infectados. Esse período ficou, inclusive, conhecido como "a peste de São Carlos". 

Portanto, com seu testemunho e seu rigor pessoal, São Carlos desafiou os problemas de seu tempo, ajudando os que não tinham fé a encontrar Jesus.

De fato, estas frases extraídas de suas homilias e discursos podem nos ajudar a incrementar a nossa fé.

Frases de Carlos Borromeu

1. "A oração é o princípio, o progresso e o complemento de todas as virtudes";

2. "O Rosário é a mais divina das devoções";

3. "Cristo, assim como veio uma só vez a este mundo, revestido da nossa carne, também está disposto a vir de novo, a qualquer momento, para habitar espiritualmente em nossos corações com a profusão de suas graças, se não opusermos resistência";

4. "Se ao menos uma fagulha do amor divino já se acendeu em ti, não a mostres logo, não a exponhas ao vento! Mantém encoberta a lâmpada, para não se esfriar e perder o calor; isto é, foge, tanto quanto possível, das distrações; fica recolhido junto de Deus, evita as conversas vãs";

5. "Tua missão é pregar e ensinar? Estuda e entrega-te ao necessário para bem exerceres este encargo. Faz, primeiro, por pregar com a vida e o comportamento. Não aconteça que, vendo-te dizer uma coisa e fazer outra, zombem de tuas palavras, abanando a cabeça"; 

6. "As almas se conquistam com os joelhos";

7. "Somos todos fracos, confesso, mas o Senhor Deus nos entregou meios com que, se quisermos, poderemos ser fortalecidos com facilidade".

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Martinho de Lima, o santo da vassoura

“Eu te medico, Deus te cura”, costumava dizer são Martinho de Lima (ou são Martinho de Porres), o santo da vassoura e padroeiro dos barbeiros, dos grandes senhores e homens simples que acodem a ele em busca de sua ajuda. Sua festa é celebrada hoje (3).

São Martinho nasceu em Lima, em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos dominicanos.

Em seu serviço como enfermeiro, não fazia diferença entre pobres e aqueles que tinham mais, embora tivesse que passar por experiências de incompreensão e inveja. Em 1603, fez a profissão religiosa.

LITURGIA DIÁRIA

 3ª feira da 31ª semana do tempo Comum: Os convidados ao banquete

Evangelho da 3ª feira da 31ª semana do tempo Comum e comentário ao evangelho.


Evangelho (Lc 14,15-24)

Um homem que estava à mesa, disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!”

Jesus respondeu: Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: “Vinde, pois tudo está pronto”.

Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: “Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas”.

Um outro disse: “Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas”.

Um terceiro disse: “Acabo de me casar e, por isso, não posso ir”.

O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: “Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos”.

O empregado disse: “Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar”.

O patrão disse ao empregado: “Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete.”


Comentário

Nesta parábola, o Senhor usa a imagem do banquete para continuar descrevendo o Reino de Deus, enfatizando agora os convidados. A palavra “Igreja” significa justamente “convocação” e resume esse chamado universal à salvação dirigido por Deus à humanidade.

Entretanto, a parábola nos diz que quando o banquete está pronto, os convidados começam a dar desculpas para não comparecer. As três desculpas apresentadas parecem lógicas e compreensíveis; nenhuma delas reflete uma rejeição aberta ao convite. Por isso podemos ficar surpreendidos por o patrão – Deus – ficar tão irritado com as respostas negativas e decidir encher o seu banquete com os menos afortunados da sociedade. Ao longo da história observamos como a iniciativa de Deus na salvação dos homens é gratuita. Mas como nós, homens, podemos conseguir o ingresso para entrar no banquete? Reconhecendo o que somos: pecadores, que precisam de perdão; doentes, que precisam ser curados; pobres, que precisam de alguém que preencha os nossos corações com o seu amor[1].

Reconhecer a nossa vulnerabilidade e a nossa dependência como seres criados nos permitirá dirigir-nos ao patrão do banquete com simplicidade e pedir-lhe que nos deixe entrar, pois sozinhos não encontramos nem a justificação de nossos erros, nem o remédio que cura as nossas feridas, nem a comida que nos sacia, nem a bebida que acalma a nossa sede.

Quando sabemos que somos acolhidos pelo mestre, surge naturalmente – de dentro de nós –a necessidade contar aos outros o que nos aconteceu e para onde fomos convidados. Por isso o verdadeiro significado da expressão “obriga as pessoas a virem” (v. 23) da parábola não pode ser entendido como violência física ou moral, mas como uma força que atrai, “contagia”, que leva ao desejo de compartilhar com os outros a grandeza para a qual uma pessoa, sem o merecer, foi convidada.


segunda-feira, 2 de novembro de 2026

IGREJA

 Hoje a Igreja recorda os Fiéis Defuntos

Depois de comemorar a solenidade de Todos os Santos, os católicos celebram hoje (2) os fiéis defuntos, recordando todos aqueles que já morreram.

A celebração dos fiéis defuntos é oferecida, em particular, pelas almas do purgatório, onde estão para expiar os pecados veniais ou para satisfazer a pena temporal devida aos seus pecados.

O Catecismo da Igreja Católica recorda que os que morrem em graça e amizade de Deus, mas não perfeitamente purificados, passam depois de sua morte por um processo de purificação, para obter a completa formosura de sua alma.A Igreja chama de purgatório essa purificação e, para falar que será como um fogo purificador, apoia-se na frase de são Paulo: “A obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstra-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um”. (1Cor 3, 13).

Por isso, os fiéis na terra podem ajudar as almas do purgatório pelas orações, esmolas e especialmente pelo sacrifício da missa, para que possam ir para o céu em breve.

A prática de rezar pelos defuntos é extremamente antiga. O segundo livro dos Macabeus no Antigo Testamento diz: “Eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (2Mac 12, 46)Seguindo esta tradição, a Igreja desde os primeiros séculos, tem o costume de rezar pelos defuntos.

São Gregório Magno diz: “Se Jesus Cristo disse que há faltas que não serão perdoadas nem neste mundo nem no outro, é sinal de que há faltas que sim são perdoadas no outro mundo. Para que Deus perdoe os defuntos das faltas veniais que tinham sem perdoar no momento de sua morte, para isso oferecemos missas, orações e esmolas por seu eterno descanso”..Sobre a oração pelos defuntos, também são Francisco de Sales dizia: “Vós que chorais inconsoláveis a perda de vossos entes queridos, eu não vos proíbo de chorar, não. Mas, procurai adoçar vossas lágrimas com o suave bálsamo da oração, que pode concorrer para as aliviar”.

O próprio Jesus, certa vez, dirigiu a santa Gertrudes as seguintes palavras: “Muitíssimo grata me é a oração pelas almas do purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na glória eterna”.

O Senhor prometeu à santa que seriam libertas mil almas do purgatório cada vez que esta oração fosse rezada com fervor:

“Eterno Pai, ofereço o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores, em todos os lugares, pelos pecadores, na Igreja Universal, pelos da minha casa e meus vizinhos. Amém”.