quinta-feira, 3 de setembro de 2026

IGREJA

 

Por que Santa Inês é retratada com um cordeiro?

Santa Inês de Roma, cuja festa é celebrada em 21 de janeiro, costuma ser retratada na arte religiosa segurando um cordeiro ou ao lado de um desses animais de grande simbolismo para os cristãos.

Além disso, é tradição que os cordeiros sejam abençoados todo ano em pleno dia de sua festa litúrgica, reservando-se a sua lã para fazer o pálio, vestimenta branca semelhante a um lenço que é usada sobre a casula do bispo metropolitano.

A conexão mais imediata entre Santa Inês de Roma e os cordeiros é o seu próprio nome, que, na versão original, é “Agnes”. Acontece que essa palavra vem do latim "agnus", que significa justamente cordeiro.

Além disso, há uma história medieval, registrada na célebre coletânea "Legenda Aurea" (Lenda Dourada), que reforça esta ligação relembrando um episódio pouco posterior à sua morte:

"Ocorreu que, certa noite, quando os amigos de Santa Inês vigiavam o seu sepulcro, viram uma grande multidão de virgens vestidas com vestes de ouro e prata, e uma grande luz brilhou diante delas. Do lado direito, havia um cordeiro mais branco do que a neve. Também Santa Inês aparecia entre as virgens e disse a seus pais: 'Olhai e vede de não já lamentar-me como morta, mas alegrai-vos comigo, pois com todas estas virgens deu-me Jesus Cristo a mais refulgente habitação e morada, e estou com Ele unida no céu, a quem na terra amei com todo meu pensar'".

Nesse relato, a presença de um cordeiro simbolizava a pureza, em referência à pureza de sua vida.

Desde então, Santa Inês foi quase sempre retratada junto a um cordeiro - e os cordeiros continuam a ser abençoados até hoje na sua festa litúrgica.

ESPIRITUALIDADE

 

Sabia que a irmã mais nova de Santa Clara também é santa?



São Francisco de Assis inspirou Santa Clara a ter uma vida semelhante à sua, ou seja, de pobreza e oração.

E Santa Clara não estava sozinha em seu desejo de obter a santidade , pois sua irmã mais nova, Inês, a acompanhou no convento.

Isso enfureceu o pai delas, Monaldo, que não queria que as filhas levassem uma vida religiosa reclusa. Ele chegou, inclusive, a enviar seu irmão com vários homens armados para arrastar Inês para fora do convento à força, se necessário.

Contudo, algo milagroso aconteceu, como explica a Enciclopédia Católica:

"Monaldo, fora de si de raiva, desembainhou a espada para golpear a jovem, mas seu braço caiu, murcho e inútil, ao seu lado; outros arrastaram Inês para fora do mosteiro pelos cabelos, golpeando-a e até chutando-a repetidamente. Santa Clara veio em seu socorro e, de repente, o corpo de Inês ficou tão pesado que os soldados, tendo tentado em vão carregá-la, deixaram-na cair, meio morta, num campo próximo ao local. Dominados por um poder espiritual contra o qual a força física não adiantava, os pais de Inês foram obrigados a retirar-se e permitir que Inês permanecesse ali com Santa Clara."

Santa Inês acabou sendo escolhida por São Francisco para ser superiora de uma comunidade de irmãs em Florença, Itália.

Ela morreu em 16 de novembro de 1253 e foi enterrada ao lado de sua irmã mais velha, Santa Clara.

ESPIRITUALIDADE

 

5 santos que eram amigos

Os santos, enquanto viviam suas vidas extraordinárias, eram também pessoas comuns que tinham o desejo básico de uma boa amizade.

Nem sempre foi fácil para eles encontrar bons amigos que compartilhavam interesses semelhantes, especialmente quando esses interesses envolviam uma árdua jornada no caminho estreito para o Céu.

No entanto, Deus providenciou para esses santos homens e mulheres amigos que puderam influenciar uns aos outros de uma forma positiva ao longo do caminho da virtude.

Isso deve nos lembrar da importância de boas amizades e como nossos amigos e amigas podem nos influenciar de maneira positiva, levando-nos ao Céu, ou, de maneira negativa, na direção oposta.

Aqui estão cinco dessas amizades piedosas que nos encorajam e nos ensinam o valor de estabelecer relacionamentos santos com os outros.

5 santos que eram amigos

IGREJA

 Acompanhar pastoralmente não é o mesmo que revisar a doutrina, diz bispo de Frederico Westphalen

“Acompanhar pastoralmente as pessoas, com misericórdia e discernimento — como o papa Francisco insistentemente recordava — não é o mesmo que revisar a doutrina”, disse à ACI Digital o bispo de Frederico Westphalen (RS), dom Antonio Carlos Rossi Keller.

A preocupação com a unidade da moral católica com a verdade revelada levou o bispo a publicar a nota Pastoral “A Pessoa Humana, o Amor, a Sexualidade e a Missão da Igreja”, em 16 de agosto.

A nota é “pastoral, não polêmica”, disse dom Keller. “Vivemos um tempo em que se fala muito de pessoa humana, liberdade, afetividade, sexualidade, matrimônio e família — e, paradoxalmente, nunca foram tão frequentes as dúvidas, as confusões e as interpretações contraditórias”.Para ele, a “diocese precisava de um texto de referência, sereno, positivo e acessível, que unisse fidelidade doutrinal e linguagem clara para a formação”.

Para o bispo, há “ao menos, cinco confusões que o documento procura enfrentar”: “a redução da liberdade a pura autonomia, desvinculada da verdade e da responsabilidade diante de Deus e dos outros; a redução do amor a sentimento ou a busca de satisfação imediata, esvaziando-o da dimensão de dom, fidelidade e sacrifício; a banalização da sexualidade, separada da dignidade da pessoa e reduzida a objeto de consumo; a confusão sobre a identidade sexual, que dissocia a pessoa da corporeidade querida pelo Criador” e “a fragilidade dos vínculos, tratando o matrimônio como contrato revogável e a família como projeto meramente emocional”.

‘Só a verdade liberta’

“Que ninguém se separe da verdade, porque só a verdade liberta”, essa é a mensagem central da nota pastoral, segundo dom Antonio Carlos Keller.

Para ele, “a pessoa humana só se compreende plenamente em Jesus Cristo”, porque “Nele, o amor, a liberdade, a sexualidade, o matrimônio e a família encontram o seu sentido mais profundo”.“Quem descobre isso descobre, ao mesmo tempo, a alegria de viver e a beleza da própria vocação”, disse.Segundo o bispo, “a Igreja sempre acompanhou os seus fiéis com paciência, com gradualidade no crescimento, sem jamais alterar o depósito da fé recebido dos Apóstolos”.

Para ele, “a verdade do matrimônio entre homem e mulher, da sua unidade, indissolubilidade e abertura à vida, não pode ser apresentada como uma entre várias opções” porque “é um bem para a pessoa humana”.

“Acolher, sim; relativizar, não. Acolher uma pessoa nunca significa concordar com tudo o que ela faz; significa caminhar com ela em direção à verdade que liberta. É exatamente o que procurei deixar claro no capítulo “A verdade e a misericórdia caminham juntas”, ressaltou o bispo.Criado por Francisco em fevereiro de 2024 para tratar de questões doutrinais, pastorais e éticas “controversas”, entre elas as relações homossexuais, o Grupo de Estudos 9 do Sínodo da Sinodalidade publicou, em 5 de maio de 2026, o relatório final intitulado Critérios Teológicos e Metodologias Sinodais para o Discernimento Compartilhado de Questões Doutrinais, Pastorais e Éticas Emergentes.

Segundo o relatório, o discernimento das “questões emergentes” é uma oportunidade para uma “autêntica mudança de paradigma”, processo que, segundo o texto, foi iniciado pelo Concílio Vaticano II. Essa expressão usada pelo relatório remete à Constituição Apostólica Veritatis gaudium, na qual o papa Francisco defende uma “mudança radical de paradigma” e uma “corajosa revolução cultural” na renovação dos estudos eclesiásticos.

O documento do grupo 9 ainda diz que essa “mudança” significa “redescobrir a concepção bíblica da verdade de Deus que se revela na história” e promover “processos de aprendizagem compartilhada na comunidade cristã”.

Na Carta Encíclica Veritatis Splendor, o papa são João Paulo II fala sobre “o conjunto do ensinamento moral da Igreja, com a finalidade concreta de evocar algumas verdades fundamentais da doutrina católica que, no atual contexto, correm o risco de serem deformadas ou negadas” e “requerem, portanto, ser corrigidas ou purificadas à luz da fé”.Para dom Antonio Keller, “a Veritatis Splendor permanece inteiramente atual”. Ele explicou que “a moral católica não é, nunca foi e nunca será “moral de situação”” porque “a bondade ou malícia dos atos humanos não se mede apenas pelas intenções, emoções ou circunstâncias, mas pela conformidade com a verdade da pessoa humana e com o desígnio do Criador”.

Segundo o bispo, “a circunstância pode atenuar a responsabilidade subjetiva, mas não reescrever a objetividade da norma moral”.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Gregório Magno, papa e doutor da Igreja

“Onde existe o amor se realizam coisas grandes”. Assim costumava dizer o primeiro monge a ser papa, são Gregório Magno, que em sua passagem pela cátedra de Pedro deixou grandes marcas na história da Igreja, como por exemplo, a instituição da observância do celibato, a introdução do Pai-Nosso na missa e o canto gregoriano.

Mais tarde, tornou-se doutor da Igreja e hoje, 3 de setembro, é celebrada sua memória litúrgica.

Gregório nasceu em Roma, no ano 540, na família Anícia, de tradição na Corte romana, da qual saíram dois papas: Félix III (483-492), seu tataravô Agapito (535-536).Ainda jovem ingressou na carreira administrativa, sendo prefeito de Roma. Mas, logo deixou essa carreira para se dedicar à vida monástica, ingressando no mosteiro de Santo André. Tempos depois, declarou que seus anos no mosteiro foram os melhores de sua vida.

Mais adiante, foi nomeado diácono pelo papa Pelágio e enviado a Constantinopla como núncio apostólico. Algum tempo depois, foi chamado a Roma para ser secretário do pontífice, onde viveu anos difíceis com desastres naturais, carestias e a peste que atingiu o papa Pelágio II.O clero, o povo e o senado o elegeram papa e preocupou-se com a conversão dos novos povoados e da nova organização civil da Europa. Queria estabelecer relações de fraternidade com todos para anunciar a palavra da salvação.

De todo seu trabalho religioso no Ocidente, a conversão da Inglaterra e o êxito que coroou seus esforços encaminhados para esta direção foi, para ele, o maior triunfo de sua vida.

São atribuídos a este santo a compilação do Antiphonario, a revisão e reestruturação do sistema de música sacra, a fundação da famosa Schola Cantorum de Roma e a composição de vários hinos muito conhecidos.Mas sua verdadeira obra se projeta em outras direções. É venerado como o quarto Doutor da Igreja, por ter dado uma clara expressão a certas doutrinas religiosas que ainda não tinham sido bem definidas e, possivelmente, seu maior trabalho foi o fortalecimento da Sé Romana.

O papa Bento XVI, referindo-se a são Gregório Magno em sua audiência geral de 28 de maio de 2008, observou que, embora o desejo de são Gregório tivesse sido o de “viver como um monge em permanente conversa com a Palavra de Deus, por amor seu se fez servidor de todos em um tempo cheio de tribulações e sofrimentos: servo dos servos. Por isso foi ‘Grande’ e nos ensina qual é a medida da verdadeira grandeza”.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de quinta-feira: Deixaram tudo e seguiram a Jesus

Comentário ao Evangelho de quinta-feira da 22ª semana do Tempo Comum. "Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca". A proximidade de Jesus é um constante convite para acolhê-l'O e deixá-l'O viver em nós; o seu amor é uma chamada para lançar as redes onde estivermos.


 Evangelho (Lc 5,1-11)

Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.

Quando acabou de falar, disse a Simão: 'Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca'.

Simão respondeu: 'Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes'.

Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: 'Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!'

É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados.

Jesus, porém, disse a Simão: 'Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens.'

Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.


Comentário

O Evangelho de hoje relata como Jesus quer contar conosco para levar a sua boa nova ao mundo. Para isso, é necessário reconhecer tanto a nossa fragilidade quanto a identidade profunda de Jesus.

No meio da sua tarefa de pescador, Pedro vê Jesus vindo à sua barca, para oferecer dali o alimento da sua palavra aos famintos. Jesus procura uma forma de ser ouvido da melhor maneira possível. Ao mesmo tempo, confirma as suas palavras com um milagre. Pedro não conseguiu pescar nada apesar dos seus esforços, e então Jesus lhe dá uma indicação que ele acolhe com humildade. De repente, a pesca extraordinária o faz perceber como ele é pequeno e quem está na sua barca. E sente medo: tanto por se conhecer a si mesmo como pela proximidade de Deus.

A solução para este medo natural não é se afastar de Jesus. Quando Deus olha para nós, o que Ele vê é o que nós podemos nos tornar. O seu olhar amoroso sempre tem a forma de encorajamento e chamada, de convite para acolhê-lo e deixá-lo viver em nós (cf. Gal 2,20). Na barca, Jesus faz Pedro ver o sentido profundo da sua existência: colaborar com Ele na expansão do seu Reino. O lago é a vida, e muitos passam por ela sem saber de Deus e do que Ele nos oferece. Com Pedro, somos convidados a lançar as nossas redes onde estivermos. Deus dará o fruto: “se me seguirdes, farei de vós pescadores de homens; sereis eficazes e atraireis as almas para Deus. Devemos confiar, pois, nessas palavras do Senhor, entrar na barca, empunhar os remos, içar as velas e lançar-nos a esse mar do mundo que Cristo nos entrega por herança”[1].


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

IGREJA

 

“Pedimos-te perdão porque fizemos da água uma mercadoria”: O apelo do Papa para setembro

Aoração, divulgada pelo Vaticano em 1º de setembro, começa por apresentar a água como um dom de Deus:

“Tu nos deste o dom da água, fonte de fecundidade, frescura e esperança.”

Ela mata a sede, fecunda a terra e cura feridas. Mas, para Leão XIV, a água também aponta para uma realidade espiritual: é “símbolo da tua graça e do teu amor”, que renova o ser humano através do Batismo.

Por isso, o cuidado com a água não aparece na oração apenas como uma preocupação ambiental. É apresentado como uma questão de gratidão, justiça e responsabilidade.

“Fizemos dela mercadoria”

É neste ponto que a oração ganha uma força especial.

“Pedimos-te perdão porque fizemos dela mercadoria, esquecendo que é um presente universal, um direito sem fronteiras, destinado a todos os teus filhos.”

O Papa não suaviza a expressão. Ele fala em pedido de perdão.

A água, que deveria ser reconhecida como um dom universal e um direito de todos, acabou sendo tratada também segundo uma lógica de mercadoria.

A pergunta que a oração deixa para cada um de nós é simples e incômoda: o que acontece quando começamos a tratar como produto aquilo de que todos dependemos para viver?

A resposta está nas pessoas que Leão XIV coloca no centro da sua oração.

Há quem caminhe quilómetros por água

O Papa pede que a Igreja não permaneça indiferente diante daqueles que sofrem com a falta de água potável.

“Com dor vemos tantos irmãos e irmãs sem acesso a água potável, que caminham quilómetros para a encontrar, e que adoecem por causa da sua escassez.”

É uma das passagens mais concretas da oração.

Não se trata apenas de falar sobre rios, oceanos ou preservação da natureza. Trata-se de pessoas. Pessoas que caminham. Pessoas que têm sede. Pessoas que adoecem.

A intenção de setembro coloca, assim, a água diante do cristão como uma questão de vida e de dignidade.

E o pedido do Papa é ainda mais específico:

“Defendendo o direito de cada irmão e irmã a beber sem medo, sem desigualdade.”

Duas expressões que tornam a oração particularmente concreta. Não basta que exista água: é preciso que as pessoas possam ter acesso a ela sem medo e sem que a condição social determine quem pode ou não beber água segura.

Um chamado também para quem tem água todos os dias

Para quem abre uma torneira diariamente, a falta de água pode parecer uma realidade distante. Mas a oração do Papa convida a mudar esse olhar.

Leão XIV pede que o Espírito Santo nos transforme em “peregrinos do essencial, capazes de viver com sobriedade.

E dá nomes às atitudes que precisam ser enfrentadas:

“Denunciando o desperdício e a contaminação.”

É uma passagem particularmente importante porque transforma a oração em responsabilidade concreta.

Cuidar da água significa não desperdiçá-la. Significa não contaminá-la. Significa reconhecer que aquilo que parece abundante para alguns pode ser justamente aquilo que falta a outros.

A intenção do Papa não pede apenas consciência. Pede mudança de atitude.

No final da oração, Leão XIV resume a dimensão espiritual desse cuidado:

“Que o nosso cuidado com a água seja sinal de amor ao Criador e compromisso com a vida dos mais pobres.”

É talvez a frase que melhor reúne toda a intenção de setembro.

Cuidar da água é amar o Criador. Mas é também comprometer-se com os mais pobres.

O Papa não separa essas duas coisas. O cuidado com a criação e o cuidado com as pessoas aparecem unidos.

Por isso, a oração termina olhando para o futuro e para aqueles que ainda estão aprendendo a relação que devem ter com os recursos da Terra:

“Educando novas gerações que valorizem e protejam os recursos da Terra.”

A responsabilidade começa agora, mas não termina em nós.

Uma oração que pede mais do que consciência

A intenção de oração de setembro não é apenas um convite para fechar a torneira ou evitar o desperdício, embora essas atitudes também façam parte dela.

É um convite para reconhecer novamente o que a água é: um dom, uma necessidade universal e um compromisso com a vida.

O Papa Leão XIV pede perdão porque a transformamos em mercadoria. Recorda aqueles que caminham quilómetros para encontrá-la. Denuncia o desperdício e a contaminação. E pede que ninguém seja privado do direito de “beber sem medo, sem desigualdade”.

No fundo, a oração coloca diante de nós uma verdade muito simples: cuidar da água é cuidar da vida.

E, para o cristão, é também uma maneira concreta de agradecer ao Criador pelo dom que recebeu.

“Senhor da Vida, Tu nos deste o dom da água.”

É com essa consciência que a Igreja é convidada a rezar durante todo o mês de setembro.