segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Conselho de um padre do deserto: não se conformar com o pouco

Aba Lot, a quem já conhecemos, visita outro Padre do deserto, aba José, cuja fama chegou até ele. Segundo o costume, cada um expõe ao seu irmão sua regra de vida, com a esperança de ouvir palavras que o edifiquem e renovem seu esforço diário com o conselho dado. 

A conversa entre os dois monges é um famoso apotegma dos Padres do Deserto. Lot busca a perfeição espiritual: 

O abade Lot dirigiu-se à casa do abade José e disse-lhe: "Padre, impus a mim mesmo uma pequena regra, de acordo com as minhas forças: um pequeno jejum; uma pequena oração; uma pequena meditação e um pequeno descanso; e me esforço, na medida das minhas possibilidades, para me livrar dos meus pensamentos; o que mais devo fazer?"

Um programa sem brilho

Eis que o programa de Lot parece pouco chamativo. Sem dúvida para não dar a impressão de estar se exibindo, tudo é modesto na regra de vida que ele estabeleceu para si mesmo: um pequeno jejum, uma pequena oração, uma pequena meditação e um pequeno descanso, tudo isso "em proporção às suas forças". 

Quanto ao mais, ele se esforça, como todos os monges, para afastar os pensamentos que lotam sua mente durante a oração, mas esse esforço, repetido indefinidamente, não parece realmente libertá-lo. Então ele pergunta ao Aba José: "O que mais devo fazer?". A resposta de José se resume em seu gesto: 

O ancião levantou-se e estendeu as mãos para o céu; então, seus dedos se transformaram em chamas. Disse ao abade Lot: "Se quiseres, podes te transformar por completo em fogo".

O desejo de ter tudo

O extraordinário não consiste em adicionar mais um exercício ao programa que Lot estabeleceu para si, mas reside inteiramente nesse impulso, nesse chamado ardente, nesse desejo de ter "tudo" (para dizer como Santa Teresa): "Se quiseres, podes te transformar por completo em fogo". 

"O desejo do céu obtém tanto quanto espera", afirma por sua vez João da Cruz. Deus cumula a alma na medida dos seus desejos. Àquele que se conforma com pouco, pouco lhe será dado; mas àquele que bate obstinadamente à porta, esta se lhe abrirá. 

Tantas vezes ficamos às portas, tantas vezes nos conformamos em cumprir as normas, que o Senhor, antes de nos abrir os seus tesouros, assegura-se da constância do nosso desejo, aviva a sede insaciável que deve habitar em nós, enquanto nos sentimos tentados a nos enganar com lamentáveis substitutos… E é aí, bem no final do caminho, onde Ele virá! 

IGREJA

 

“Somente o perdão liberta e traz a luz de volta”, assegura o Papa durante o Angelus

Ao comentar o Evangelho do dia (Mt 18, 21-35), o Papa recordou que o perdão — ensinado e vivido por Cristo até a cruz — é «indispensável» para construir a paz e evitar que os conflitos se transformem em rancores, divisões ou guerras.

Em sua meditação, proferida da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, o Papa retomou a passagem em que Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deve perdoar o irmão que comete uma falta contra ele: «Até sete vezes?» Como o número sete simboliza a plenitude na Bíblia, essa proposta já manifesta, segundo o Papa, «um coração generoso». Mas Jesus vai além: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete», responde Cristo, exortando, assim, a um perdão sem limites e «sem medida».

Para o Papa, essa resposta ganha todo o seu sentido na parábola do servo cuja dívida para com o seu senhor é tão vultosa que se torna praticamente impagável. Tendo obtido o seu perdão por pura misericórdia, o homem mostra-se, contudo, incapaz de conceder ao seu companheiro uma clemência comparável. Essa contradição permite a Jesus recordar que «o dom e o perdão estão na base da nossa existência».

«Tudo nos é dado por Deus por puro amor, e nenhum de nós pode dizer-se perfeito na sua resposta a tanta bondade», ressaltou Leão XIV. Dessa gratuidade recebida decorre, segundo ele, uma regra essencial para a vida em sociedade: «a gratuidade, que é a fonte da nossa própria vida, é também a melhor regra para a nossa vida em comunidade».

Não há paz sem abertura ao perdão

O Papa recordou as consequências da falta de perdão nas relações humanas. «O perdão é indispensável e, se ele falta, não se pode viver em paz», declarou. Sem ele, surgem de fato «conflitos, acusações, rancores, vinganças» que, progressivamente, «destroem as relações, dividem as famílias, desencadeiam guerras».

Diante dessas situações, Leão XIV apresentou o perdão como uma força capaz de reabrir um futuro onde tudo parece obscuro: «Somente o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo onde a pobreza material e moral do homem, por um instante, obscureceu o horizonte e tornou incerto o caminho», explicou. Ele comparou o perdão a «um vento benéfico» que dissipa «até mesmo as nuvens mais densas» até fazer o sol reaparecer.

O Pontífice deteve-se na figura de Pedro, diretamente envolvido no Evangelho do dia. O primeiro dos Apóstolos experimentou ele mesmo a misericórdia após ter negado Jesus durante a sua Paixão. À beira do lago, após a Ressurreição, Cristo não lhe dirige nenhuma censura, mas pergunta-lhe simplesmente: «Simão, tu me amas?», antes de lhe dizer: «Segue-me!»

Para Leão XIV, essa cena mostra que o perdão de Jesus não se contenta em apagar o passado: ele restaura uma relação e permite retomar uma missão «como se nada tivesse acontecido». O sucessor de Pedro demonstrou assim que o perdão concedido por Jesus ao seu distante predecessor foi o ponto de partida de toda a história do papado, ancorada desde a sua origem numa dinâmica de misericórdia. "Essa caridade, que esquece e cura, marcará, para o primeiro dos Apóstolos, a confirmação de sua missão", explicou o Papa.

IGREJA

 

Leão XIV recorda vítimas do 11 de setembro e pede que todos rezem pela paz

O papa Leão XIV recordou hoje (13), durante o Ângelus, as vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e fez um novo apelo à paz em um contexto internacional marcado por conflitos e violência.

"Há dois dias, recordou-se o vigésimo quinto aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Renovo as minhas orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico", disse o papa em inglês.

Em seguida, Leão XIV exortou os fiéis a rezarem pela paz: “Numa altura em que os conflitos e a violência afligem tantos dos nossos irmãos e irmãs, convido todos a rezarem para que o Senhor conceda ao mundo o dom da sua paz”.O papa também destacou que os 25 anos do 11 de setembro deve impulsionar um compromisso renovado em favor da paz.

"A recordação do trágico acontecimento de há vinte e cinco anos leva-nos a renovar o nosso empenho pela paz, sobretudo através da oração, que confiamos à intercessão da Virgem Maria”, disse Leão XIV em italiano.

Ao final do Ângelus, o papa Leão XIV saudou os peregrinos presentes na Praça de São Pedro, entre eles grupos de brasileiros vindos de São Paulo e de Erechim (RS), e desejou a todos um “bom domingo”.

SANTO DO DIA

 Hoje a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz

“Algumas pessoas não cristãs podem se perguntar: por que ‘exaltar’ a cruz? Podemos responder que nós não exaltamos uma cruz qualquer ou todas as cruzes: exaltamos a Cruz de Jesus Cristo, porque é nela que foi revelado o máximo amor de Deus pela humanidade”. Assim o papa Francisco explicou a festa que é celebrada hoje (14): a Exaltação da Santa Cruz.

Em sua reflexão antes do Ângelus Dominical, em 14 de setembro de 2014, Francisco afirmou que “a Cruz de Jesus é a nossa única e verdadeira esperança”.

O papa disse que “quando olhamos para a Cruz onde Jesus foi pregado, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus para cada um de nós e a raiz da nossa salvação. ‘Daquela Cruz vem a misericórdia do Pai que abraça o mundo inteiro’”.Segundo manifesta a história, foi em 14 de setembro de 320 que santa Helena, imperatriz de Constantinopla, encontrou o madeiro em que morreu o Cristo Redentor. No entanto, em 614, a Cruz foi levada pelos persas como um troféu de guerra.

Mais tarde, o Imperador Heráclio a recuperou e voltou com a Cruz para a Cidade Sagrada no dia 14 de setembro de 628. Desde então, celebra-se liturgicamente esta festividade.

Quando a Santa Cruz chegou novamente a Jerusalém, o imperador se dispôs a acompanhá-la em solene procissão, mas vestido com todos os luxuosos ornamentos reais e logo se deu conta de que não era capaz de avançar.

Então, o arcebispo de Jerusalém, Zacarias, lhe disse: “É que todo esse luxo que carrega está em desacordo com o aspecto humilde e doloroso de Cristo quando carregava a cruz por essas ruas”.

O imperador se despojou de seu manto de luxo e de sua coroa de ouro e, descalço, começou a percorrer as ruas e pôde seguir a piedosa procissão.

Para evitar novos roubos, o Santo Madeiro foi dividido em quatro pedaços e separados entre Roma e Constantinopla, enquanto o que ficou em Jerusalém foi deixado em um belo cofre de prata. Dos quatro fragmentos, foram feitos pequenos pedaços para serem distribuídos em várias Igrejas do mundo, os quais foram chamados de Vera Cruz.

Na vida dos santos narra-se que santo Antônio Abade, ao ser atacado por terríveis tentações do demônio, fazia o sinal da cruz e o inimigo fugia. Desde esse tempo, afirmam, tornou-se costume fazer o sinal da cruz para se libertar dos males.

Outro fato poderoso e sagrado deste sinal foi mostrado pela Santíssima Virgem Maria que, ao aparecer pela primeira vez à Santa Bernardette e ao ver a menina quis se benzer, Nossa Senhora fez o sinal da cruz bem devagar para lhe ensinar que é necessário fazê-lo com calma e mais devoção.

LITURGIA DIÁRIA

14 de setembro: Exaltação da Santa Cruz

Evangelho da Festa da Exaltação da Santa Cruz. "Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito". Cristo na cruz é o triunfo de Deus Pai, é a fonte de nossa salvação, e a energia para amar.


 Evangelho (Jo 3,13-17)

“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.
Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo aquele que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.


Comentário

O Evangelho da festa da Exaltação da Santa Cruz inclui um fragmento da conversa de Jesus com Nicodemos, um dos homens ilustres de Jerusalém, que O procura à noite. Embora seja um “mestre em Israel” (Jo 3,10), Nicodemos se aproxima do Senhor com deferência, atraído por sua imponente figura e pregação, cheias de autoridade e sabedoria. As palavras de Jesus são profundas e requerem de nós uma atitude de escuta atenta e humilde, como a de Nicodemos.

A passagem faz muitas referências ao binômio acima/abaixo, e às ações de subir e descer, com grande conteúdo teológico. “O alto” é o âmbito do divino, o Céu, onde está o Pai, de onde veio o Filho, que, desce ao mundo, ao limitado âmbito dos homens, para ser um de nós; e daqui, de baixo, Ele retorna triunfante ao Pai, com a nossa humanidade glorificada e assumida, como dirá o próprio Jesus ressuscitado no final do Evangelho: “Subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20,17). Graças ao trabalho realizado por Jesus, os homens poderão ter a vida eterna e a salvação.

Todo este mistério é possível porque Jesus permitiu que o levantassem na cruz, para paradoxalmente transformar em uma exaltação o gesto terrível e humilhante de levantar os crucificados para serem visto por todo o povo. O auge do seu fracasso aos olhos do mundo, torna-se uma figura do seu triunfo aos olhos do Pai e, por isso, uma fonte de salvação para a humanidade. Nisto vemos o quanto amou Deus o mundo (v. 16).

Para explicar isto a Nicodemos em poucas palavras, Jesus se refere à famosa passagem sobre a serpente de bronze no livro dos Números 21,8-9. Nessa passagem, Deus ordena a Moisés que forje uma serpente de bronze e a coloque em uma haste para ser erguida e contemplada pelo povo no deserto. E assim como os israelitas, picados pelas serpentes, paradoxalmente obtiveram a salvação e a cura olhando para uma serpente erguida, também os homens que estão imersos no pecado podem obter a salvação olhando para aquele que é erguido numa cruz como se fosse amaldiçoado e pecador.

Refletindo sobre a festa da Exaltação da Cruz que hoje comemoramos, o Papa Francisco, em uma ocasião, explicava desta forma a passagem do diálogo de Jesus com Nicodemos: “Talvez alguma pessoa não cristã nos pergunte: por que ‘exaltar’ a cruz? Podemos responder que não exaltamos uma cruz qualquer, ou todas as cruzes: exaltamos a Cruz de Jesus, porque nela se revelou ao máximo o amor de Deus pela humanidade. É o que nos recorda o Evangelho de João na liturgia de hoje: ‘Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna’ (3, 16). O Pai ‘deu’ o Filho para nos salvar, e isto significou a morte de Jesus, e morte de cruz”[1].

Perguntava-se então o Papa: “Por que foi necessária a Cruz? Por causa da gravidade do mal que nos mantinha escravos. A Cruz de Jesus exprime as duas coisas: toda a força negativa do mal, e toda a mansidão omnipotente da misericórdia de Deus. A Cruz parece decretar a falência de Jesus, mas na realidade marca a vitória. No Calvário, insultavam-no dizendo: ‘se és Filho de Deus desce da cruz’ (cf. Mt 27, 40). Mas era verdade o contrário: precisamente porque era o Filho de Deus Jesus estava ali, na cruz, fiel até ao fim ao desígnio de amor do Pai. E precisamente por isto Deus ‘exaltou’ Jesus (Fl 2, 9), conferindo-lhe uma realeza universal”[2]

domingo, 13 de setembro de 2026

ESPIRITUALIDADE

 Características do Santíssimo Nome de Maria explicadas pelos santos

Por volta do século XVIII adeptos da heresia jansenista começaram a divulgar que a devoção a Santa Maria era uma superstição. Santo Alfonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, saiu em defesa da Mãe de Deus e publicou seu famoso livro “As Glórias de Maria”.

Podemos encontrar no capítulo 10 desta obra, as 7 importantes características do Santo Nome de Maria que todo cristão sempre deve recordar:

1. Nome Santo“O nome augusto de Maria, como Mãe de Deus, não era coisa terrena, ou inventada pela mente humana ou escolhido por decisão humana, como acontece com todos os outros nomes que são impostos. Este nome foi escolhido pelo céu e imposto pelo arranjo divino, como evidenciou São Jerônimo, Santo Epifânio e outros santos”.

2. Cheio de doçura

“O glorioso santo Antônio de Pádua, reconheceu no nome de Maria, a mesma doçura de são Bernardo, no nome de Jesus. ‘O nome de Jesus’, dizia este, ‘o nome de Maria’, dizia aquele, ‘é alegria para o coração, mel para a boca, melodia para o ouvido de seus devotos’... Lê-se no Cântico dos Cânticos, na Assunção de Maria, os anjos perguntaram três vezes: ‘Quem é esta que vem subindo do deserto, como colunas de fumaça? Quem é esta que está a aurora? Quem é esta que sobe do deserto repleto de alegria?’(Ct 3, 6, 6, 9, 8, 5)”.

“Pergunta Ricardo de São Lourenço: ‘Por que os anjos muitas vezes perguntam o nome da rainha?’ E ele respondeu: ‘Era tão doce ouvir os anjos pronunciarem o nome de Maria, por isso fazem tantas perguntas. Mas eu quero falar sobre a doçura saudável, conforto, amor, alegria, confiança e força que o nome de Maria concede àqueles que o pronunciam com fervor’”.

3. Alegra e inspira amor“Vosso nome, ó Mãe de Deus, como disse são Metódio, é cheio de graça e de bênçãos divinas. Assim, como são Boaventura disse, não podemos pronunciar o vosso nome sem receber alguma graça ao invocá-lo devotamente. Quando um coração está endurecido, como vós podeis imaginar, e todos desesperados, se ele vos chama, ó Virgem cheia de graça, tal é o poder do vosso nome, que suavizarás a sua dureza, porque sois quem conforta os pecadores com a esperança do perdão e da graça”.

4. Concede fortaleza

“Pelo contrário, os demônios, diz Tomás de Kempis, tanto receiam a Rainha do Céu que, como do fogo, fogem de quem invoca o seu grande nome. A própria Virgem revelou o seguinte a santa Brígida: ‘Por mais endurecido que seja um pecador, imediatamente o abandona o demônio, se invoca meu nome com o propósito de emendar-se’”.“Isso mesmo lhe confirmou em outra revelação, dizendo: ‘Todos os demônios têm um grande pavor e respeito diante de meu nome. Assim que o ouvem invocar, largam de pronto a alma presa em suas garras. E se os anjos maus se afastam dos pecadores que chamam pelo nome de Maria, os anjos bons tanto mais se chegam às almas justas que o pronunciam com devoção’”.5. Promessas de Jesus

“São maravilhosas as graças prometidas por Jesus Cristo aos devotos do nome de Maria, como disse santa Brígida, conversando com a sua Mãe, revelando que todo aquele que invocar o nome de Maria com confiança e propósito de emenda, receberá estas graças especiais: dor de coração pelos pecados e a fortaleza para alcançar a perfeição e, finalmente, a glória do paraíso. Porque, disse o Divino Salvador, são para mim tão doces e queridas suas palavras, ó Maria, que não posso negar-vos o que pedistes”.

“Em suma, santo Efrem também disse que o nome de Maria é a chave que abre a porta do céu para aquele que o invoca com devoção”.

6. Oferece consolo

“São Camilo de Lellis, recomendou fortemente aos seus religiosos que ajudassem os moribundos com frequência a invocar os nomes de Jesus e de Maria como ele mesmo sempre fazia; e praticou consigo mesmo na hora da morte, como relata em sua biografia, repetindo os nomes tão docemente, tão amados por ele, de Jesus e de Maria, que inflamavam de amor a todos os que o ouviam”.

“E finalmente, com os olhos fixos naquelas amadas imagens, com os braços abertos, pronunciando pela última vez os doces nomes de Jesus e de Maria, o santo expirou com uma paz celestial”.

7. O que dizia são Boaventura

“Roguemos, pois, meu amado e devoto leitor; roguemos a Deus que nos conceda a graça de ser o nome de Maria a última palavra que a nossa língua pronuncie, como Lhe pediu São Germano”.

“Para a glória do vosso nome, ó bendita Senhora, quando minha alma sair deste mundo, vinde-lhe ao encontro e tomai-a em vossos braços. Dignai-vos vir consolá-la com a vossa doce presença; sede o seu caminho para o Céu, alcançai-lhe a graça do perdão e o eterno descanso. Ó Maria, advogada nossa, a vós pertence defender os vossos devotos, e tomar a vosso encargo a sua causa diante do tribunal de Jesus Cristo”.

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrado são João Crisóstomo, o “boca de ouro”

A Igreja Católica celebra hoje (13) a memória litúrgica de são João Crisóstomo, que significa “boca de ouro”. Foi chamado assim pelas pessoas por ser um dos mais famosos oradores que a Igreja teve.

São João, que também é doutor da Igreja, nasceu na Antioquia (Síria), no ano 347. Estando na escola já causava admiração com suas declamações e intervenções nas academias literárias.

Depois de ter vivido como monge em sua casa e no deserto, foi ordenado sacerdote e começou a deslumbrar com seus maravilhosos sermões. O santo considerava como sua primeira obrigação o cuidado e a instrução dos pobres e jamais deixou de falar deles em seus sermões e de incitar o povo à esmola.

São João foi consagrado arcebispo de Constantinopla no ano 398 e empreendeu a reforma do clero. Mandou tirar todos os luxos do palácio e com as cortinas elegantes se fabricaram vestidos para os pobres. Exigiu que seus sacerdotes e monges fossem pobres no vestir, comer e em seu mobiliário, para dar bom exemplo.A eloquência e o zelo do santo levaram à penitência muitos pecadores e converteram muitos idólatras e hereges.

Outra das atividades às quais o são João consagrou suas energias foi a fundação de comunidades de mulheres piedosas, sendo a mais ilustre a nobre Santa Olímpia. O santo bispo se distinguiu também por seu extraordinário espírito de oração, virtude esta que pregou incansavelmente, e exortou os fiéis à comunhão frequente.

Foi banido duas vezes por conspiração da rainha Eudóxia e do bispo da Alexandria, Téofilo. No último desterro perante as penosas condições da viagem e a crueldade dos soldados imperiais, São Crisóstomo faleceu em 14 de setembro de 407, dizendo: “Seja dada glória a Deus por tudo”. Em 1909, são Pio X declarou o santo “Patrono dos Pregadores”.