sexta-feira, 25 de setembro de 2026

IGREJA

 

Uma simples mas poderosa oração 

à Providência

Carregada de confiança no Deus que prove o que seus filhos precisam, esta simples oração à Providência é rezada todos os dias pelas filhas espirituais da beata canadense Emilia Gamelin.

As Irmãs da Providência iniciaram a tradição de elevar esta súplica ao meio-dia e à tarde durante a Segunda Guerra Mundial, de acordo com seu Petit Journal da Providência do ano de 1942.

Desde então, elas a rezam todos os dias convencidas de que “quanto mais repetirmos essas belas invocações com fé e amor, mais sentiremos uma sensação de profunda segurança, pensando que estamos nas mãos da Divina Providência, que zela por nós com especial atenção”.

Qualquer um pode orá-la, por alguma intenção concreta ou como simples louvor à generosidade divina.

Oração

Providência de Deus, eu acredito em você,
Providência de Deus, espero em você,
Providência de Deus, eu te amo com o coração:
Providência de Deus, muito obrigado.

As Irmãs da Providência recorrem diariamente com esta oração ao Pai do céu, confiando que “sob sua proteção poderosa e amorosa, tudo o que nos acontece só pode ser para a glória de Deus e para o nosso bem maior”.

Descobrir a Providência de Deus, confiar no que se recebe Dele em cada momento e agradecê-lo dá paz e fecundidade. A beata canadense Emilia Gamelin experimentou isso desde o início de sua vida, e ensinou com seu exemplo e com palavras cheias de sabedoria.

Emilia Gamelin

O lugar da cidade de Montreal onde Emilia passou seus primeiros anos de vida era chamado de Terra da Providência.

Ela era a última dos 15 filhos de seus pais, que viviam modestamente e sempre ajudavam os pobres.

Emilia sofreu luto desde a infância. Aos 4 anos perdeu a mãe; aos 14, o seu pai, e 9 dos seus irmãos morreram quando crianças.

Adotada por uma tia sua, ela estudou no Colégio das Irmãs da Congregação Notre-Dame.

Com apenas 18 anos, ele decidiu ir ajudar um irmão seu que havia ficado viúvo. E mais tarde para uma prima doente em Quebec.

Quando ela tinha 23 anos, ela se casou com um fazendeiro 27 anos mais velho que ela, Jean-Baptiste Gamelin.

Com ele desfrutou de 4 anos de casamento, a procriação de três filhos e um carinho especial pelos pobres.

A Providência e a Virgem das Dores

Seus filhos e seu marido morreram muito cedo. Emilia os perdeu em menos de cinco anos. Seguindo o conselho de um padre, foi à Virgem das Dores e nela encontrou força.

Ela se sentiu chamada a mostrar sua confiança na Providência e a continuar cuidando dos necessitados. E ao fazê-lo, encontrou alívio para seu próprio sofrimento, um sentido e esperança.

Antes de morrer, seu marido havia pedido a Emilia que, como lembrança de seu amor, cuidasse de um adolescente com deficiência intelectual que ele cuidava desde que o menino salvou sua vida.

Emilia decidiu dividir um teto com ele e também acolheu a mãe do jovem em sua casa. Colocou todos os seus bens a serviço de idosos, doentes e órfãos e fez um voto privado a Deus para se tornar serva dos pobres.

O bispo de Montreal, Ignace Bourget, tentou apoiá-la e convidou algumas Irmãs da Caridade da França para continuar seu trabalho.

Mas finalmente as religiosas não chegaram, então juntas fundaram uma comunidade de irmãs canadenses, no ano de 1843.

Após seu noviciado, Emília foi a primeira a fazer profissão e aos 44 anos se tornou a primeira superiora da congregação.

Viveu 7 anos sua vida religiosa até sua morte, em 23 de setembro de 1851. Suas últimas palavras para suas irmãs foram: "Humildade, simplicidade, carinho..."

Emília deixou um poderoso testemunho e vários escritos que ainda inspiram santidade.

IGREJA

 

Cosme e Damião, os 2 médicos santos que atendiam de graça, mas pediam algo surpreendente

Os santos Cosme e Damião eram irmãos gêmeos que viraram mártires em nome de Cristo. Juntamente com o evangelista São Lucas, eles são venerados como padroeiros dos médicos - afinal, os três eram médicos de fato.

Nascidos em Aegeae, atualmente chamada de Yumurtalık, na Turquia, eles tinham outros 3 irmãos: Antimo, Leôncio e Euprépio. O pai também tinha sido mártir durante uma das perseguições aos cristãos promovidas pelo imperador Diocleciano. A mãe, Teodata, é venerada como santa na Igreja Ortodoxa.

Os gêmeos estudaram Ciências na Síria, onde também fizeram sua formação em medicina. Exerceram a profissão em Aegeae, onde alcançaram grande reputação por curarem enfermos não só com seus conhecimentos, mas também através de milagres promovidos por suas orações.

O povo do Oriente chamava Cosme e Damião de “não cobradores”, já que eles atendiam os doentes pobres sem cobrar nada. Entretanto, em vez de cobrar, faziam um pedido que surpreendia a muitos: pediam que os pacientes lhes permitissem falar um pouco sobre Jesus Cristo.

Essa prática, porém, começou a incomodar o governador da Cilícia, Lísias, que tentou fazê-los parar de pregar o Evangelho. Não conseguiu. Vendo que eles perseveravam no testemunho da sua fé, mandou jogá-los no mar, mas uma enorme onda os devolveu à praia sãos e salvos. Em nova tentativa, Lísias mandou que os dois gêmeos fossem queimados vivos, mas as chamas, em vez de tocá-los, se voltaram para os carrascos pagãos que os torturavam.

Os irmãos médicos foram finalmente decapitados, abraçando heroicamente o martírio em nome de Jesus Cristo.

Junto ao seu túmulo começaram a acontecer curas milagrosas que beneficiaram o próprio imperador Justiniano, de Constantinopla: depois de recorrer aos dois mártires, ele se viu inexplicavelmente curado de uma grave enfermidade que os médicos não tinham conseguido tratar.

A festa litúrgica de São Cosme e Damião é celebrada pela Igreja no dia 26 de setembro.

IGREJA

 

“Zero D.C.”: O nascimento de Cristo visto pelo lado mais sombrio da história

Imagine-se por um instante caminhando pelas estradas empoeiradas da Judeia de dois mil anos atrás. O ar é pesado de incertezas, o peso de um império em transição ecoa nas pedras seculares, e nos corações dos homens, o medo e a esperança travam uma batalha silenciosa. É exatamente a esse cruzamento vertiginoso entre a história, o mito e a condição humana que o diretor de cinema Alejandro Monteverde nos convida a retornar em seu mais novo e ambicioso projeto cinematográfico: Zero D.C. (ou Zero A.D.: The Birth Of Christ).

Sombra do medo

No centro da trama, somos convidados a testemunhar a derrocada psicológica de um monarca consumido por seus próprios fantasmas. Ao ouvir os sussurros de uma profecia que ameaça a solidez do seu trono, o governante é tomado por um pavor paralisante. Para ele, o nascimento de uma criança não é apenas um evento comum, mas o prenúncio de uma revolução capaz de reescrever o destino da humanidade.

É aqui que o roteiro — assinado por Monteverde em parceria com Rod Barr e Leo Severino — ganha contornos de um suspense sufocante. A decisão de enviar legiões para eliminar a ameaça transforma a paisagem em um cenário de terror e desespero. No entanto, a grande genialidade dramática da história reside no contraste: enquanto o poder militar tenta esmagar o futuro com violência, surge a figura indomável de uma mãe. Guiada por uma fé intransigente, ela recusa-se a aceitar a destruição do destino de seu filho, tornando-se o símbolo vivo da esperança em meio ao caos.

Um retrato atemporal

Para dar vida a essa tapeçaria de emoções intensas, Monteverde reuniu um verdadeiro desfile de talentos consagrados. O filme conta com atuações de peso de nomes como Sam Worthington, Ben Mendelsohn e Gael García Bernal, cujas presenças prometem conferir densidade psicológica e humanidade visceral aos conflitos políticos e espirituais que movem a narrativa.

"Uma história que começou há mais de dois mil anos continua a ressoar nas telas, lembrando-nos de que os maiores confrontos da história raramente acontecem nos campos de batalha, mas sim nos recantos mais profundos do coração humano."

Nos cinemas

Preparado para revisitar um dos momentos mais marcantes da nossa herança cultural sob uma perspectiva cinematográfica arrebatadora? Zero D.C. chega para transformar a nossa percepção do passado e iluminar as salas de cinema com uma grandiosa reflexão sobre coragem, destino e fé.

Fique atento à programação e garanta seu lugar para esta imersão histórica nas telonas.

IGREJA

 

Hoje começa a novena a são Francisco de Assis

“Nenhuma outra coisa temos que fazer senão sermos solícitos em seguir a vontade de Deus e em agradá-lo em todas as coisas”, dizia são Francisco de Assis, que recebeu o dom dos estigmas e foi declarado “padroeiro dos cultivadores da ecologia” por são João Paulo II em 1979.

O papa Francisco, que adotou seu nome por causa deste santo e que publicou sua encíclica Laudato Si’ sobre a ecologia, destacou em sua visita a Assis em 2013 que são Francisco “á testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e como Ele o criou, sem fazer experiências sobre a criação destruindo-a”.

Próximos da festa de são Francisco de Assis, que é celebrada em 4 de outubro, apresentamos uma novena em sua honra, disponibilizada pelo portal Canção Nova, para pedir sua intercessão:– Fazer o sinal da cruz; – Rezar a oração para todos os dias; – Rezar a oração de cada dia; – Rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias, 3 Glórias ao Pai; – Meditar e comentar um texto do Novo Testamento (ver sugestões); – Rezar a oração e bênção de São Francisco.

Oração para todos os dias

Absolvei, Senhor, eu Vos suplico, o meu espírito, e pela suave e ardente força de Vosso amor, desfeiçoai-me de todas as coisas que existem debaixo do céu, a fim de que eu possa morrer por Vosso amor, ó Deus, que por meu amor Vos dignastes morrer.

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz.Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Bênção de são Francisco

O Senhor vos abençoe e vos guarde. O Senhor vos mostre a Sua face e se compadeça de vós. Amém.

O Senhor volva Seu rosto para vós e dê a paz. O Senhor vos abençoe. Amém.

Que o Senhor Deus, pelos méritos de São Francisco, vos conceda toda a paz e todo o bem. Amém.

Primeiro dia

Meu amigo e protetor São Francisco, em vossa juventude, cantáveis alegremente pelas ruas de Assis, participando das boas alegrias dos jovens de vossa idade e fazendo grande projetos de conquistas e aventuras, ensinai-me a encontrar a alegria que vem de Deus e fazer-me nela viver continuamente.

Afastai de mim toda a tristeza que me torna fechado ao próximo.Que a minha alegria e o meu espírito comunicativo deem testemunho da alegre presença de Deus em minha vida.

Sugestão: Jo 6,41-51.

Segundo dia

Meu amigo e protetor São Francisco, o encontro com um leproso, a quem fostes beijar e a quem destes generosa esmola, num gesto de autossuperação, marcou o começo de vossa conversão e da vida maravilhosa, que, a partir de então, iniciastes, causando admiração ao mundo inteiro. Pelo vosso espírito de renúncia e penitência, ensinai-me a vencer as paixões e más inclinações, canalizando essas energias para o caminho do bem, a fim de que alcance minha plena realização humana, na perfeição a que Deus me chamou.Sugestão: Rm 8,18-22.

Terceiro dia

Grande patriarca Francisco, conta-se que, na igrejinha de São Damião, enquanto estáveis em oração, o crucifixo vos falou: “Francisco, vai e restaura a minha Igreja”. Foi uma ordem profética. Com vosso exemplo e com os numerosos seguidores que tivestes ainda em vida, nova aurora despertou para a Igreja. Pelo amor que tivestes à Igreja de Cristo, ensinai-me a ser-lhe fiel, vivendo em união com ele, apoiando-a por palavras e pelo testemunho da Igreja, levando uma vida de verdadeiro cristão.

Sugestão: 1Cor 12,31;13,4-13.

Quarto dia

Ó São Francisco, vós vos tornastes um apaixonado do amor de Cristo e saístes pelo mundo a lamentas que “o Amor não é amado”, e vos apresentastes aos homens como o “Amante do Grande Rei”. Livrai-me da indiferença e comunicai-me vosso entusiasmo para que aprenda a amar a Nosso Senhor e saiba encontrá-Lo na natureza e nos acontecimentos de cada dia.

Sugestão: Mc 16,1-8 ou Mt 28,1-10.

Quinto dia

São Francisco, enviastes vossos primeiros discípulos pelo mundo inteiro, a fim de que apregoassem a Boa Nova do Reino de Deus. Alcançai-me do Senhor o espírito apostólico e o zelo missionário, para que me interesse por Sua obra e procure colaborar com a Igreja, a fim de que o Reino de Cristo se estabeleça na Terra.

Sugestão: Mc 9,33-41.

Sexto dia

São Francisco, na contemplação e meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, encontrastes vigorosa motivação para vos entregardes a Deus numa vida desprovida de conforto e segurança. Submetestes vosso corpo a rudes penitências para experimentar uma parte dos padecimentos que Cristo enfrentou por amor de nós. A lembrança da Paixão do Senhor vos arrancava sentidas lágrimas de arrependimento e de gratidão. De vós quero aprender a grande lição do Crucificado: que, no sofrimento aceito livremente e por amor, atingimos nossa purificação.

Ensinai-me a aceitar os males e contrariedades que não posso evitar, para, por meio deles, expiar, com Jesus, os males que o pecado inflige ao mundo.

Sugestão: Mc 9,25-30 ou Rm 8,9-13.

Sétimo dia

São Francisco, fostes chamado “o Pobrezinho de Assis”. Abandonastes os bens e o conforto do mundo e vivestes na maior pobreza para mais perfeitamente imitar a Jesus, que nasceu pobre em Belém e na cruz foi despojado de tudo. Ajudai-me a superar o fascínio e os atrativos que os bens da terra exercem sobre mim. Que saiba repartir do que é meu com os mais necessitados, e assim mereça gozar da liberdade dos filhos de Deus.

Sugestão: Jo 19,31-37 ou Ef 3,8-12.14-19.

Oitavo dia

São Francisco, fostes o grande amigo da natureza. No Cântico do Sol, convidastes a todas as criaturas para cantarem louvores a Deus. Para vós, a natureza era o livro aberto onde se leem a bondade e a beleza de Deus, que tudo criou com amor de Pai. Fazei que, para mim, as criaturas não sejam pedras de tropeço, mas degraus que me levem para junto do Criador. Dai-me a graça de não me prender exageradamente às criaturas nem a mim mesmo. E que, de coração livre, possa levantar voo para as alturas do amor de Deus.

Sugestão: Jo 14,1-12 ou 1Pd 2,4-10.

Nono dia

Meu grande São Francisco, apesar da ingratidão dos homens que se fecham ao amor de Deus, soubestes viver em contínua alegria. Estáveis consciente de que o amor do Pai nos predestinou à felicidade do céu. Tão grande foi vosso amor a Cristo, vossa identificação com o Amado atingiu incomparável perfeição. Ensinai-me a encarar a vida com seriedade e alegria. Quero assumir com amor e alegria as responsabilidades que ele me impõe. Que seja compreensivo e alegre no relacionamento com o próximo. Que não esqueça minha vocação de filho de Deus chamado para servir. Fazei que, a vosso exemplo, eu me deixe arrastar pelo amor de Cristo, caminhando decidido e alegre ao seu encontro, todos os dias da vida.

Sugestão: Mt 15,21-28 ou Rm 16,25-27.

Confira também:

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LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de sexta-feira: E vós, quem dizeis que eu sou?

Evangelho da 6ª Feira da 25ª semana do Tempo Comum. "Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele". A amizade com Jesus nasce na oração e é tão poderosa que muda nossas palavras, nossos atos e nossos hábitos.


Evangelho (Lc 9,18-21)

Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele.

Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?”

Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”.

Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.


Comentário

O evangelho de hoje conta que em certa ocasião Jesus estava sozinho com os seus discípulos. Como era seu costume, Jesus estava rezando. Aqueles momentos de oração com o Mestre devem ter ficado fortemente gravados na memória dos apóstolos. Muitos desses episódios devem ter ocorrido em campo aberto. Jesus falava com o seu Pai sem ruído de palavras. Talvez de vez em quando olhasse para o alto.

O silêncio seria impressionante. Poderiam ouvir nitidamente o sussurro do vento, cortado pelas folhas afiadas dos pinheiros; ou o balido distante de uma ovelha pastando na ladeira, até mesmo o revoar das aves vibraria no ar, com rajadas fugazes.

Enquanto isso, os discípulos observavam o Mestre com grande atenção, tentando imitar a sua disposição recolhida e serena e acompanhar a sua oração interior. Talvez Judas tenha ficado pensando em suas ninharias enquanto esperava incansavelmente que esse tempo de oração terminasse, enquanto o jovem João não tirava o olhar do seu Senhor. Pedro também se sentaria perto de Jesus e talvez meditasse sobre a responsabilidade que o Mestre está depositando sobre ele.

De repente, a bela voz de Jesus rompe suavemente o silêncio e chega com uma pergunta incisiva dirigida aos seus discípulos, sobre o grande mistério da sua identidade, que todos nós devemos desvendar nesta vida: “Quem diz o povo que eu sou?”

A pergunta tira todos de seu recolhimento e os deixa pensativos. Então, uns e outros começam a contar ao Mestre o que ouviram sobre Ele e sobre Sua identidade.

Quando terminam de oferecer as diferentes versões de Jesus que as pessoas inventaram, com um contraste muito eloquente, Ele lhes pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Vocês, que rezam junto a mim e, portanto, recebem dons que outros não têm, quem vocês dizem que eu sou?

A voz resoluta de Pedro intervém então, calando todas as outras tentativas: “O Cristo de Deus”.

A amizade com Jesus exige de nós uma resposta semelhante e decidida, cheia de fé, como a de Pedro: “o Cristo de Deus”. A sugestão de São Josemaria pode nos ajudar muito: “Aviva a tua fé. - Não é Cristo uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na história. Vive! Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!”, diz São Paulo. ‘Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!’”[1] Esta convicção confiante, forjada na oração, será tão forte que transformará as nossas palavras, os nossos atos e os nossos hábitos.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

IGREJA

 

A surpreendente história católica dos 

nomes das flores

Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia

Já se perguntou de onde vêm os nomes caprichosos e criativos das flores? Acontece que muitos nomes de flores têm raízes católicas.

Os nomes religiosos de flores religiosas se originaram, como tantas grandes coisas, na Idade Média. Numa época em que as sociedades humanas estavam muito mais ligadas aos ciclos naturais das estações e ao calendário litúrgico, e quando lendas piedosas respondiam aos mistérios do mundo natural, as flores eram facilmente associadas a várias festas e imagens religiosas.

Algumas dessas conexões persistiram até nossos dias – azevinho e hera na época do Natal, por exemplo. Mas no medievo, o simbolismo das flores desempenhou um papel importante e útil aos fiéis. Nomes de flores chegaram a ser usados ​​como um meio de catequese.

Katrina Harrington, uma artista católica e mãe de cinco filhos, cuja arte foca no simbolismo mariano das flores, explica um pouco da história por trás da tradição.

“Vitrais nas igrejas se originaram porque as pessoas não tinham livros, e não apenas elas não tinham livros, mas não sabiam ler. Então, vitrais eram um meio de catequese para as massas”, diz Harrington.

Os nomes das flores desempenharam papel semelhante. “Os padres narravam lendas sobre flores, e os nomes das flores tornavam-se método de catequese”.

Surgiu uma conexão entre as épocas do ano, as flores e o calendário litúrgico.

As Hostas, por exemplo, eram chamadas de “Lírios da Assunção”, pois geralmente florescem em torno dessa festividade de 15 de agosto. Geralmente, as Aquilégias florescem em torno da festa da Visitação, em 31 de maio, quando Maria viajou para visitar sua prima Isabel. Sendo assim, foram chamadas de “sapatos de Nossa Senhora”.

Muitas flores receberam o nome de Maria. Narcisos eram chamados de Estrelas de Maria, as Dicentras eram Lágrimas de Maria, as Calêndulas eram o Ouro de Maria e a Gypsophila era o Véu de Nossa Senhora.

Para o homem ou a mulher da Idade Média, essas flores comuns tornaram-se rosários vivos, cobrindo a superfície da Terra. Os nomes religiosos das flores não eram apenas contos pitorescos para crianças, mas ofereciam lembranças da vida eterna e chamavam os piedosos a uma contemplação mais profunda das verdades sagradas.

As flores ainda oferecem essa oportunidade, chamando gentilmente os fiéis a voltarem suas mentes e corações para Deus.

Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia e contemplar mais profundamente Sua mensagem de amor e redenção, especialmente se você for um “jardineiro(a)” com suas próprias flores para cuidar.

Mas mesmo que você nunca tenha a chance de aprender os nomes religiosos das flores, apenas perceber a beleza da criação de Deus já é oportunidade de dar graças.

“Deus é o artista mais prolífico e está sempre tentando nos conduzir a Ele através da beleza”, diz Harrington. “Deus está nos dando essas dicas em toda parte por meio de Sua criação.”

IGREJA

 

Poderosa oração de Leão XIII a São Miguel Arcanjo contra ciladas do diabo

Em sua Carta Pastoral para a Quaresma de 1946, o cardeal Giovanni Battista Nasalli Rocca, arcebispo de Bolonha, na Itália, conta sobre a oração composta pelo papa Leão XIII pedindo a intercessão de São Miguel Arcanjo contra as ciladas do diabo.

Diz o cardeal:

Leão XIII escreveu ele mesmo essa oração. A frase [os demônios] “que vagam pelo mundo para perdição das almas” tem uma explicação histórica, que nos foi referida várias vezes por seu secretário particular, Mons. Rinaldo Angelo. Leão XIII experimentou verdadeiramente a visão dos espíritos infernais que se concentravam sobre a Cidade Eterna (Roma); dessa experiência surgiu a oração que quis fazer rezar em toda a Igreja. Ele a rezava com voz vibrante e potente: o ouvimos muitas vezes na basílica vaticana. Não somente isso, mas que escreveu de seu próprio punho e letra um exorcismo especial contido no Ritual Romano (edição de 1954, tít. XII, c. III, pág. 863 e seguintes). Ele recomendava aos bispos e sacerdotes que rezassem frequentemente esse exorcismo em suas dioceses e paróquias. Ele, por sua parte, a rezava com muita frequência ao longo do dia.

A oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,
sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio!
Ordene-lhe Deus, instantemente o suplicamos,
e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina,
precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos
que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

A oração a São Miguel Arcanjo em latim

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio,contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium:Imperet illi Deus, supplices deprecamur,tuque, Princeps militiae caelestis,satanam aliosque spiritus malignos,qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo,divina virtute in infernum detrude. Amen.