domingo, 24 de maio de 2026

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrado são João Batista de Rossi, grande apóstolo do confessionário

São João Batista de Rossi foi um sacerdote italiano que decidiu consagrar sua vida ao Sacramento da Reconciliação para levar o perdão e a misericórdia de Deus aos mais necessitados, especialmente os enfermos, presos e pessoas que desejavam se converter.

Sua simpatia atraiu muitas pessoas humildes que costumavam fazer longas filas para se confessar com ele: “antes eu me perguntava qual seria o caminho para conseguir chegar ao céu e salvar muitas almas. Descobri que a ajuda que eu posso dar aos que querem se salvar é: confessá-los. É incrível o grande bem que se pode fazer na confissão”, disse o santo em uma ocasião.

Batista de Rossi nasceu em 1698 em um povoado perto de Gênova, na Itália. Aos 13 anos foi viver em Roma na casa de um primo sacerdote, cônego de Santa Maria em Cosmedin, para estudar no Colégio Romano, criado por santo Inácio de Loyola em 1550.

Em 1714, com 16 anos, seguiu os estudos eclesiásticos e terminou os estudos de teologia com os dominicanos. Foi ordenado sacerdote aos 23 anos, em 8 de março de 1721, mas antes já havia começado o seu intenso apostolado.

Batista de Rossi se dedicou a mortificar-se exageradamente no comer, no beber e no dormir, o que prejudicou sua saúde. Logo aprendeu que a verdadeira mortificação consistia em aceitar os sofrimentos e trabalhos de cada dia, com esforço e dentro de suas capacidades.

Tinha uma forte inclinação pelos pobres, enfermos e abandonados. O papa tinha fundado um albergue para receber as pessoas desamparadas e, nesse lugar, o santo atendeu por muitos anos aos pobres e necessitados, além de ensiná-los o catecismo e prepará-los para receber os sacramentos.

Em 23 de maio de 1764, sofreu um ataque cardíaco e morreu aos 66 anos. Sua pobreza era tal que o enterro teve que ser custeado pela esmolaria. Estiveram presentes em seu funeral 260 sacerdotes, um arcebispo, muitos religiosos e imensa multidão.

Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 8 de dezembro de 1881.

SANTO DO DIA

 Hoje é Pentecostes, solenidade do Espírito Santo e do nascimento da Igreja


Hoje é celebrada solenidade de Pentecostes, que comemora a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os apóstolos, cinquenta dias após a ressurreição de Jesus Cristo.

O capítulo dois do livro dos Atos dos Apóstolos descreve que, “de repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo”.

João Paulo II ao refletir sobre este evento em sua encíclica Dominum et vivificantem, assinalou que “o Concílio Vaticano II fala do nascimento da Igreja no dia de Pentecostes. Este acontecimento constitui a manifestação definitiva daquilo que já se tinha realizado no mesmo Cenáculo no Domingo da Páscoa”.

“Cristo Ressuscitado veio e foi ‘portador’ do Espírito Santo para os Apóstolos. Deu-lho dizendo: ‘Recebei o Espírito Santo’. Isso que aconteceu então no interior do Cenáculo, ‘estando as portas fechadas’, mais tarde, no dia do Pentecostes, viria a manifestar-se publicamente diante dos homens”.

Posteriormente, o papa da família cita o documento conciliar Lumen Gentium, em que se ressalta que “o Espírito Santo habita na Igreja e nos corações dos fiéis como num templo (cf. 1 Cor 3, 16; 6, 19); e neles ora e dá testemunho da sua adopção filial (cf. Gál 4, 6; Rom 8, 15-16. 26). Ele introduz a Igreja no conhecimento de toda a verdade (cf. Jo 16, 13), unifica-a na comunhão e no ministério, edifica-a e dirige-a com os diversos dons hierárquicos e carismáticos e enriquece-a com os seus frutos (cf. Et 4, 11-12; 1 Cor 12, 4; Gál 5, 22)”.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho do Domingo de Pentecostes

Comentário ao Evangelho da Solenidade do Domingo de Pentecostes. «Estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”». Ao descobrir a nossa missão ou ao deparar-nos com dificuldades, peçamos ao Espírito Santo que vivamos um novo Pentecostes.


Evangelho (Jo 20, 19-23)

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes:

«A paz esteja convosco».

Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo:

«A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».

Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes:

«Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».


Comentário

Chegou Pentecostes: a festa por excelência do Espírito Santo. Hoje, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, a Pessoa Divina que leva a cabo a sua tarefa santificadora de maneira silenciosa e discreta, irrompe com toda a força do seu poder para nos recordar que é Ele quem faz a Igreja.

A cena que nos apresenta o Evangelho de S. João não deixa de ser paradoxal. Encontramo-nos ao anoitecer do Domingo da Ressurreição. Pelas narrações dos quatro evangelistas, sabemos que aquele dia foi frenético: idas e vindas do e para o sepulcro, pessoas que asseguram ter visto o Senhor, os de Emaús que vão desolados e regressam jubilosos, choros, abraços, espanto. E, sobretudo, alegria, muita alegria. Os que testemunham – Madalena, Pedro, Cléofas – são suficientes para que os discípulos incrédulos pelo menos duvidem da sua incredulidade.

E, no entanto, encontramos agora essas pessoas encerradas por medo.

A história da humanidade mudou para sempre: Cristo ressuscitou. Não obstante, a mudança que devia operar-se nos apóstolos estava por fazer: ainda conservavam os vestígios desse temor que os fez abandoná-l’O no Calvário. Tremem perante a ideia de sofrer a mesma sorte.

Assim, enquanto nos corações daqueles que ama se cruzam esses sentimentos, Jesus Ressuscitado aparece no meio deles.

Para a nossa vida cristã, é muito importante que nos fixemos com atenção nos gestos do Senhor. Em particular, esta cena é fundamental para compreender como Deus responde aos nossos medos, que muitas vezes são o obstáculo que nos impede de corresponder à sua graça.

Jesus faz quatro coisas: dá-lhes a paz, pede-lhes que levantem o olhar para contemplarem as suas chagas, dá-lhes a missão, e com ela, a possibilidade de perdoar os pecados.

É maravilhoso ver como o Senhor responde ao temor: com uma vocação. A chamada de Deus, que inclui sempre o sentido de missão, é em si mesma a resposta às nossas próprias debilidades e cobardias.

Jesus não espera que os seus apóstolos se convertam em homens valentes para depois os enviar. Envia-os justamente quando estão assustados: porque a sua paz e a sua força não virão das qualidades humanas ou das circunstâncias favoráveis. Virão do Espírito Santo que recebem nesse momento.

A Igreja fez-se, faz-se e far-se-á pela ação do Paráclito. A nossa tarefa não é outra senão a de nos deixarmos guiar por Ele. Por isso, não cabem nem as inibições nem a soberba.

A partir desse momento, a vida dos apóstolos vai resumir-se em proclamar por todos os sítios que Jesus é Senhor. Mas, como diz S. Paulo na segunda leitura, para poder afirmar isso necessitamos do Espírito Santo (cf. 1Cor 12, 3). Não podemos dar um único passo na vida espiritual, nem sequer o mais simples, sem a assistência da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Por isso, dizemos na sequência prévia à proclamação do Evangelho na Missa de hoje: Olha o vazio do homem, se Tu lhe faltas por dentro.

Esta Solenidade é uma ocasião estupenda para pedir com fé uma renovação da nossa vida espiritual e para interceder pelos cristãos de todo o mundo. Ao convocar o Concílio Vaticano II, João XXIII pedia orações para aquilo que chamou “um novo Pentecostes” na Igreja. Essa expressão, novo Pentecostes, poderia servir-nos como um desejo que diariamente marque o passo do nosso trato com o Espírito Santo.

Para isso, podemos recorrer a Maria, protagonista indispensável daquilo que celebramos hoje, para que d’Ela aprendamos a dizer faça-se a cada moção do Espírito Santo. A Virgem também se perturbou perante a presença e o anúncio do Anjo (cf. Lc 1, 29). No entanto, não fundamentou a sua resposta na inquietação que sentia: fundamentou-a na segurança de que era Deus quem a chamava.

Assim se faz a Igreja, assim se comportaram os santos, e assim espera o Espírito Santo que vivamos nós. Sozinhos não podemos, mas com Ele sim.

sábado, 23 de maio de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são João Batista de Rossi, grande apóstolo do confessionário

São João Batista de Rossi foi um sacerdote italiano que decidiu consagrar sua vida ao Sacramento da Reconciliação para levar o perdão e a misericórdia de Deus aos mais necessitados, especialmente os enfermos, presos e pessoas que desejavam se converter.

Sua simpatia atraiu muitas pessoas humildes que costumavam fazer longas filas para se confessar com ele: “antes eu me perguntava qual seria o caminho para conseguir chegar ao céu e salvar muitas almas. Descobri que a ajuda que eu posso dar aos que querem se salvar é: confessá-los. É incrível o grande bem que se pode fazer na confissão”, disse o santo em uma ocasião.

Batista de Rossi nasceu em 1698 em um povoado perto de Gênova, na Itália. Aos 13 anos foi viver em Roma na casa de um primo sacerdote, cônego de Santa Maria em Cosmedin, para estudar no Colégio Romano, criado por santo Inácio de Loyola em 1550.

Em 1714, com 16 anos, seguiu os estudos eclesiásticos e terminou os estudos de teologia com os dominicanos. Foi ordenado sacerdote aos 23 anos, em 8 de março de 1721, mas antes já havia começado o seu intenso apostolado.

Batista de Rossi se dedicou a mortificar-se exageradamente no comer, no beber e no dormir, o que prejudicou sua saúde. Logo aprendeu que a verdadeira mortificação consistia em aceitar os sofrimentos e trabalhos de cada dia, com esforço e dentro de suas capacidades.

Tinha uma forte inclinação pelos pobres, enfermos e abandonados. O papa tinha fundado um albergue para receber as pessoas desamparadas e, nesse lugar, o santo atendeu por muitos anos aos pobres e necessitados, além de ensiná-los o catecismo e prepará-los para receber os sacramentos.

Em 23 de maio de 1764, sofreu um ataque cardíaco e morreu aos 66 anos. Sua pobreza era tal que o enterro teve que ser custeado pela esmolaria. Estiveram presentes em seu funeral 260 sacerdotes, um arcebispo, muitos religiosos e imensa multidão.

Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 8 de dezembro de 1881.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de sábado: voltar-se para Cristo, a fonte inesgotável de vida

Comentário ao Evangelho de sábado da VI semana da Páscoa. «Jesus realizou muitas outras coisas». Aprofundar na pessoa de Jesus Cristo até deixar que Ele se torne o centro da nossa vida, é uma tarefa gozosa que todo o cristão é chamado a realizar.


Evangelho (Jo 21, 20-25)

Naquele tempo, Pedro, ao voltar-se, viu que o seguia o discípulo predileto de Jesus, aquele que, na Ceia, se tinha reclinado sobre o seu peito e Lhe tinha perguntado:

«Senhor, quem é que Te vai entregar?»

Ao vê-lo, Pedro disse a Jesus:

«Senhor, que será deste?».

Jesus respondeu-lhe:

«Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa? Tu, segue-Me».

Divulgou-se então entre os irmãos o boato de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse a Pedro que ele não morreria, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até que Eu venha, que te importa?»

É este o discípulo que dá testemunho destes factos e foi quem os escreveu; e nós sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus realizou muitas outras coisas. Se elas fossem escritas uma a uma, penso que nem caberiam no mundo inteiro os livros que era preciso escrever.


Comentário

Depois de ter considerado ontem a figura de São Pedro e como o Senhor o confirmou na sua missão de apascentar as suas ovelhas (cf. Jo 21, 17), em continuidade com esta mesma passagem, a Igreja convida-nos hoje a considerar os últimos versículos do Evangelho de São João.

Quando São Pedro pergunta o que será de João, Jesus responde-lhe de uma forma algo enigmática (v. 21-22). Será o próprio discípulo e evangelista a lançar mais luz sobre as palavras do Senhor, explicando o seu significado (v. 23).

Hoje, no entanto, concentramo-nos nos dois últimos versículos do Evangelho: em como se recorre ao testemunho do próprio autor como «o discípulo a quem Jesus amava» (v. 20) como garantia de que o que está escrito no Evangelho é verdade.

São João escreveu o seu Evangelho, inspirado pelo Espírito Santo, para fortalecer a nossa fé em Jesus Cristo, no que ele fez e no que ele nos ensinou.

É precisamente este aprofundamento da nossa fé em Jesus Cristo, a ponto de o deixarmos tornar-se o centro da nossa vida, que Mons. Fernando Ocáriz nos convidou a fazer na sua primeira carta pastoral após a sua eleição como Prelado do Opus Dei; será sempre uma fonte inesgotável para a vida interior das pessoas de todos os tempos.

Foi assim que Paulo VI o expressou: «quando alguém começa a interessar-se por Jesus Cristo, jamais o pode deixar. Há sempre algo a saber, algo a dizer; permanece o mais importante. São João Evangelista termina o seu Evangelho precisamente assim. (Jo 21, 25). Tão grande é a riqueza das coisas que se referem a Cristo, tão grande é a profundidade que temos de explorar e tentar compreender (...), tanta a luz, a força, a alegria, o anseio que dele brota, tão reais são a experiência e a vida que dele nos vem, que parece inconveniente, não científico, irreverente, considerar como terminada a reflexão que a Sua vinda ao mundo, a Sua presença na história, na cultura, e na hipótese, para não dizer a realidade da Sua relação vital com a nossa própria consciência, exigem honestamente de nós».


sexta-feira, 22 de maio de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Como se consagrar ao Sagrado Coração de Jesus

A Igreja recomenda que o devoto se confesse antes de fazer a consagração. Além disso, há algumas orações específicas para este atoA devoção ao Sagrado Coração de Jesus encontra inspiração em várias passagens da Bíblia. No entanto, ela se tornou mais popular no século XVII, após as visões que Santa Margarida Maria Alacoque teve do Sagrado Coração. Essa devoção inclui uma consagração, cujo objetivo é unir os fiéis ao coração de Jesus, seguindo o exemplo de São João Apóstolo que, de acordo com a tradição, se reclinou no peito de Jesus durante a Última Ceia.

Essa imagem de repousar no coração de Jesus se tornou o principal motivador por trás dessa devoção, simbolizando um relacionamento mais profundo com Cristo. Portanto, consagrar-se a Jesus Cristo é prometer sua vida a Ele, fazendo uma promessa intencional de reformar sua vida e agir com amor.

São João Paulo II afirmou esse ingrediente essencial à devoção, destacando-o em uma carta pela ocasião do centésimo aniversário da consagração da raça humana ao Sagrado Coração de Jesus: 

“Todo membro da Igreja é convidado a ver a consagração como a doação e ligação de si mesmo a Jesus Cristo, o rei “dos filhos pródigos”, o rei de todos os que esperam ser conduzidos “à luz de Deus e do seu reino”. (…) No Coração de Cristo, o coração do homem aprende a conhecer o significado genuíno e único de sua vida e de seu destino, a entender o valor de uma vida autenticamente cristã, a se abster de certas perversões do coração humano e a unir ao amor filial de Deus”.

Como fazer a consagração ao Sagrado Coração de Jesus

A Igreja recomenda que os católicos se confessem antes de realizar um ato formal de consagração, renunciando ao pecado e abraçando a nova vida de virtude.

Além disso, existem várias orações de consagração diferentes que expressam o desejo de se viver unido a Jesus. Muitas vezes, essas orações são feitas enquanto o devoto se ajoelha diante de uma imagem ou ícone do Sagrado Coração.

Abaixo, uma oração de consagração escrita por Santa Margarida Maria Alacoque que resume esses elementos básicos da devoção, colocando todo o seu “eu” no Coração de Jesus:

Entrego-me e consagro ao Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, minha pessoa e vida, ações, dores e sofrimentos para que utilize meu corpo somente para honrar, amar e glorificar ao Sagrado Coração.

Este é meu propósito definitivo, único, ser todo d’Ele, e fazer tudo por amor a Ele, e ao mesmo tempo renunciar com todo meu coração qualquer coisa que não lhe compraz, além de tomar-te, Ó Sagrado Coração, para que sejas ele o único objeto de meu amor, o guardião de minha vida, meu seguro de salvação, o remédio para minhas fraquezas e inconstância, a solução aos erros de minha vida e meu refúgio seguro à hora da morte.

Seja, Ó Coração de Bondade, meu intercessor ante Deus Pai, e livra-me de sua sabia ira. Ó Coração de amor, ponho toda minha confiança em Ti, temo minhas fraquezas e falhas, mas tenho esperança em Tua Divindade e Bondade.

Tira de mim tudo o que está mal e tudo o que provoque que não faça Tua santa vontade, permite a Teu amor puro a que se imprima no mais profundo de meu coração, para que eu não me esqueça nem me separe de Ti.

Que eu obtenha de Tua amada bondade a graça de Ter meu nome escrito em Teu coração, para depositar em Ti toda minha felicidade e glória, viver e morrer em Tua bondade. Amém.

ESPIRITUALIDADE

 

Como descansar no amor do Sagrado Coração de Jesus

Ele não pode conter o seu amor e deseja derramá-lo sobre todos nós, de acordo com Santa Margarida Maria Alacoque

Ele não pode conter o seu amor e deseja derramá-lo sobre todos nós, de acordo com Santa Margarida Maria AlacoqueQuando pensamos no amor de Deus, nem sempre usamos a palavra “paixão”. No entanto, essas foram as palavras exatas que Jesus usou ao descrever seu amor pela humanidade em uma revelação particular a Santa Margarida Maria Alacoque, uma mística religiosa da Igreja do século 17.

Foi durante a primeira revelação sobre devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e foi assim que a visão começou. A santa relata:

Uma vez diante do Santíssimo Sacramento e tendo um pouco mais de tempo do que o habitual, senti-me completamente preenchida por esta Presença Divina, e por tanta força motivada por ela que me esqueci de mim e do lugar em que estava. Abandonei-me a este Espírito Divino e entreguei meu coração ao poder do Seu amor. Ele me fez descansar por muito tempo em Seu seio divino, onde me desvelou as maravilhas de Seu amor e os segredos inexplicáveis ​​de Seu Sagrado Coração, que até então Ele havia escondido de mim.

Então Jesus falou com Santa Margarida Maria, enquanto ela estava deitada perto do coração dele.

Meu Coração Divino ama tão apaixonadamente a [humanidade] que não pode mais conter em si as chamas de sua ardente caridade. Deve manifestar-se a eles para enriquecê-los com seus preciosos tesouros, que contêm todas as graças de que eles precisam ser salvos.

Essa é uma das razões pelas quais Jesus se revelou com o coração fora do corpo. Isso simboliza como Jesus não pôde conter seu amor por nós e seu coração literalmente explodiu em seu peito, um símbolo de seu amor apaixonado.

Muitos santos também refletiram sobre o amor de Jesus, conectando-o ao livro do Antigo Testamento intitulado Cântico dos Cânticos. Nele, os apaixonados representam o intenso amor que Deus tem por cada um de nós.

A revelação do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria é um grande lembrete para nós, dissipando quaisquer falsas imagens de Deus que possamos ter. Ele não é um Deus zangado que procura nos destruir, mas um ser amoroso que deseja nossas almas, esperando preenchê-las com sua alegria.