sexta-feira, 3 de julho de 2026

IGREJA

 A rainha que foi humilhada pelo marido, cuidou dele na doença e virou santa

Conheça a história de Santa Isabel de Portugal, um exemplo de caridade e apego à Eucaristia

Isabel nasceu na Espanha, em 1270. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação cristã. Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia. Ela ajudou a propagar a grande devoção à Nossa Senhora da Conceição. Aos 20 anos teve seu filho, Afonso IV, que viveu muitos conflitos com o pai.

Isabel era mulher de caridade e reconciliadora, vivendo isso bem a partir de sua família. Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados. Uma de suas últimas obras de caridade talvez, foi cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz que tanto a fez sofrer, com humilhações e relações extraconjugais, agora precisava dos cuidados de Isabel, que quis cuidar dele.

Dom Diniz ficou doente em 1324 e faleceu no ano seguinte. Então, Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha e recebeu o hábito de franciscana, clarissa.

Em 1336 saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho, devido a um novo conflito familiar. Mesmo com 66 anos e enferma, conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho. Ali ela faleceu, mas foi enterrada em Coimbra, como era seu desejo. Está enterrada em uma Igreja dedicada a ela.

A festa de Santa Isabel de Portugal é celebrada no dia 4 de julho.

IGREJA

 Antiga tradição diz que são Tomé ordenou bispos os Reis Magos

Segundo uma antiga tradição cristã, os Reis Magos citados por são Mateus no segundo capítulo do seu Evangelho, poderiam ter sido ordenados bispos pelo apóstolo são Tomé.

Citado pela Catedral de Colônia (Alemanha), onde estão guardadas as relíquias dos Reis Magos, Dr. Klaus Hardering, formado em história da arte, faz referência a esta história que remonta a antes do século XIV e que ficou expressa em obras de arte antigas.

De fato, na obra conhecida como Cancela dos Reis Magos, exposta na Catedral de Colônia, é possível ver diferentes momentos da vida daqueles que também ficaram conhecidos como os “sábios do oriente”."As duas primeiras cenas ilustram dois acontecimentos narrados na Bíblia: a visão da estrela e a adoração dos Reis Magos. As cenas posteriores, que são a consagração episcopal dos Reis Magos pelo apóstolo Tomé e a sua sepultura, são retiradas de lendas surgidas sobre eles em Colônia com data anterior a 1340".

As três últimas cenas da Cancela dos Reis Magos "mostram as diferentes estações que as relíquias" dos homens sábios do Oriente "percorreram na sua longa viagem para Colônia, via Constantinopla e Milão".A tradição antiga afirma que, após a morte de Cristo, São Tomé viajou para o Oriente e se encontrou com os Reis Magos, batizou-os e os ordenou bispos. Todos os três acabariam morrendo como mártires.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, encontrou as relíquias dos Reis Magos no início do século IV e as levou para Constantinopla, atual Istambul (Turquia).

Três séculos mais tarde, Santo Eustórgio, bispo de Milão (Itália), viajou a Constantinopla para o imperador aceitar sua nomeação episcopal e recebeu como presente as relíquias dos Reis Magos.Em 1161, o imperador Frederico I de Hohenstaufen, conhecido como Barbarossa, sitiou Milão e ameaçou matar o seu prefeito. O Arcebispo de Colônia e chanceler do imperador, Rainald von Dassel, negociou as relíquias, guardadas em um convento, pela vida do governante local.

Foi assim que as relíquias foram levadas para Colônia, onde estão até hoje.

SANTO DO DIA

 Hoje é a festa de são Tomé, apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé

Hoje (3), é celebrado são Tomé, recordado por ter duvidado da Ressurreição de Cristo até que o Senhor apareceu a ele, mostrando-lhe as chagas e o apóstolo fez uma profissão de fé, repetida muitas vezes até os dias de hoje. Mais tarde, veio a morrer como um grande mártir.

No evangelho de são João (20,19-29), Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos quando as portas estavam trancadas, pôs-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”.

Nesta ocasião, Tomé não estava presente e, quando seus companheiros lhe contaram que tinham visto o Senhor, ele duvidou. “Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei”, disse.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de 3 de julho: São Tomé

Comentário ao Evangelho da Festa de S. Tomé, Apóstolo. «Felizes os que acreditam sem terem visto». A fé, a confiança em Deus, é um dom divino que precisamos de pedir com humildade: aumenta a nossa fé!


 Evangelho (Jo 20, 24-29)

Naquele tempo, Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos:

«Vimos o Senhor».

Mas ele respondeu-lhes:

«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».

Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse:

«A paz esteja convosco».

Depois disse a Tomé:

«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».

Tomé respondeu-Lhe:

«Meu Senhor e meu Deus!».

Disse-lhe Jesus:

«Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».


Comentário

O Evangelho de hoje diz-nos que Tomé não estava com os outros Apóstolos quando Jesus lhes apareceu pela primeira vez no dia da sua ressurreição. Quando regressa, não acredita no testemunho alegre daqueles que lá estiveram: «Vimos o Senhor». Talvez se reduza a uma experiência interna ou a um delírio coletivo. Tomé exige algo mais do que o testemunho dos apóstolos e pede sinais evidentes para acreditar e mudar a própria vida.

No domingo seguinte, Jesus mostrou-se novamente. «Talvez tu também ouças, neste momento, a reprovação dirigida a Tomé – escreveu S. Josemaria –: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”. E, com o Apóstolo, virá da tua alma, com sincera contrição, aquele grito: Meu Senhor e meu Deus, reconheço-te definitivamente como meu Mestre, agora para sempre – com a tua ajuda – guardarei os teus ensinamentos e esforçar-me-ei por segui-los com lealdade»[1].

Ao contemplar esta cena do Evangelho, «entrando no mistério de Deus através das chagas – comenta o Papa Francisco –, como Tomé, já não vivemos como discípulos inseguros, devotos, mas hesitantes, mas tornamo-nos também verdadeiros enamorados do Senhor»[2].

Podemos também sentir como dirigida a nós a última bem-aventurança que Jesus pronunciou na terra, provocada pelo desconfiado Tomé: «Felizes os que acreditam sem terem visto».

A fé, a confiança em Deus, é um dom divino que precisamos de pedir com humildade: aumenta a nossa fé! (cf. Lc 17, 5). É um dom que devemos cultivar e praticar com obras diárias, porque «aquele que acredita em Mim fará as obras que Eu faço, e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai. E tudo o que pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho» (Jo 14, 12-14).

Por isso S. Josemaria dizia: «Deus é o mesmo de sempre. – O que falta são homens de fé; e renovar-se-ão os prodígios que lemos na Sagrada Escritura»[3].

quinta-feira, 2 de julho de 2026

ESPIRITUALIDADE

O poder de cura dos animais de estimação


 Os animais fornecem benefícios terapêuticos que podem ajudar a curar e tratar doenças físicas e psicológicas

Existem animais treinados especificamente para executar uma série de tarefas para ajudar pessoas com deficiência, como cegueira ou surdez.

No entanto, verificou-se que além dessa função mecânica, o contato com os animais oferece uma gama muito maior de benefícios de cura.

Desde a redução dos níveis de ansiedade e de sentimentos de solidão, bem como o alívio em situações estressantes, o aumento da auto-estima e a abertura de um espaço para a expressão de sentimentos, o contato com os animais permite que esses benefícios sejam possíveis quando estão em um contexto familiar e recreativo.

Com o passar do tempo, esses benefícios levaram os animais a se tornarem um recurso importante nas terapias focadas na melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Assim, as chamadas Terapias Assistidas por Animais (TAA) podem ser utilizadas em tratamentos para preservar o equilíbrio físico, mental e social.

Até agora, as espécies mais utilizadas para benefício terapêutico são cães e cavalos, mas pouco a pouco está se desenvolvendo com outros animais, como gatos, coelhos ou pássaros.

Esses animais são frequentemente encontrados em instalações médicas, aeroportos, escolas, asilos e espaços de atendimento para veteranos militares e familiares.

Aqui estão algumas das maneiras mais comuns pelas quais o uso de animais pode ajudar nos processos de tratamento:

A troca afetiva com o animal melhora o estado emocional de uma pessoa, a qual se sente acompanhada e permanece ativa porque deve assumir a responsabilidade por seus cuidados, aumentando assim a auto-confiança.

A pesquisa mostrou que os animais ajudam a aliviar distúrbios psicológicos, influenciando positivamente na saúde mental e fornecendo apoio emocional. Graças a esse contato, muitas pessoas com depressão conseguiram encontrar conforto e paz brincando com eles ou simplesmente tendo-os por perto.

Os animais podem ajudar a elevar o ânimo e transmitir calma. Alguns estudos sugerem que olhar nos olhos dos cães aumenta a produção de elementos químicos que atuam como antidepressivos naturais e são eficazes na promoção de calma e bom humor.

Para pessoas que sofrem de ansiedade, uma mera viagem de avião pode ser uma tarefa exaustiva, por exemplo; mas o animal pode ajudar a pessoa a concentrar sua atenção em outra coisa e a se sentir acompanhada enquanto enfrenta seu desafio.

Os animais de estimação podem ajudar a regular as emoções. Para uma pessoa que está passando por uma situação traumática, é difícil manter seus sentimentos e emoções sob controle. Ao sentir ternura ou compaixão, as pessoas desligam de suas crises emocionais e mantêm suas mentes ocupadas com pensamentos felizes.

Os animais ajudam a gerar emoções positivas e são uma distração dos procedimentos médicos que podem ser estressantes. Alguns estudos sugerem que as interações físicas e sociais com os animais aumentam a secreção de substâncias químicas como a ocitocina, que alivia o estresse.

Sendo um companheiro e oferecendo cuidados amorosos sem julgamentos, os animais podem ajudar as crianças a falar sobre o que sentem, como medo, raiva ou incertezas. A maioria das crianças é atraída pelos animais e pode se expressar melhor com os animais, especialmente as crianças que sofreram traumas.

Os animais podem ativar um processo social reduzindo o isolamento e a desconexão. As pessoas que sofrem com sua aparência podem achar mais fácil começar a socializar com eles. Muitas vezes, você encontra apoio e se sente mais conectado ao ter um tópico de conversação, possibilitando a construção de relacionamentos com outras pessoas.