sábado, 13 de junho de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje é festa de santo Antônio de Pádua, o “santo de todo o mundo”

Hoje (13), a Igreja celebra a festa de um dos santos mais conhecidos e venerados no mundo, santo Antônio de Pádua, também chamado santo Antônio de Lisboa, cidade onde nasceu. Segundo a tradição, ele é invocado para encontrar objetos perdidos, o que se deve a um problema que teve com um noviço, e ainda como o santo casamenteiro, devido à ajuda dada a uma jovem pobre. 

Foi declarado Doutor da Igreja por Pio XII em 1946, ficando conhecido como o “Doutor do Evangelho”.

Santo Antônio nasceu em Portugal em 1195 em uma família nobre. Desde criança, consagrou-se à Santíssima Virgem. Em sua juventude, foi atacado por paixões sensuais, mas com a ajuda de Deus as dominou, encontrando sua força nas visitas ao Santíssimo Sacramento.

Foi admitido nos franciscanos no início de 1221, participou em Assis do capítulo geral da ordem desse ano e, mais tarde, foi enviado para pregar em várias cidades, obtendo um grande êxito na conversão dos hereges.

Como as pessoas procuravam estar perto dele e alguns arrancavam pedaços de seu hábito, foi designado um grupo de homens para protegê-lo após os sermões. Às vezes, pregava em praças e mercados. Bastava sua presença para que os pecadores caíssem de joelhos a seus pés.

Mudou-se para Pádua, onde havia trabalhado anteriormente. Denunciou e combateu o vício da usura, mas gradualmente a saúde de santo Antônio foi se deteriorando e se retirou para descansar na floresta. Sentindo que sua vida estava chegando ao fim, pediu para voltar para Pádua, mas só chegou aos limites da cidade.

Em 13 de junho de 1231, recebeu os últimos sacramentos, entoou um canto à Virgem e antes de partir para a Casa do Pai, disse sorrindo: “Vejo vindo Nosso Senhor”.

Foi canonizado pelo papa Gregório IX, sem que tivesse transcorrido um ano de sua morte. E foi declarado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII.

ESPIRITUALIDADE

 

O Sagrado Coração de Jesus foi atingido pela lança do soldado?

O Evangelho não o diz claramente, mas dá indícios sobre a resposta

Será que o Sagrado Coração de Jesus foi atingido pela lança do soldado que transpassou o Seu lado no Calvário?

Uma resposta a esta pergunta é dada pelo pe. Fernando Piazza na sua obra “Eu reinarei – A devoção ao Sagrado Coração de Jesus no seu desenvolvimento histórico”, publicada em 1932. Diz ele:

O Evangelho nos fala da abertura do lado, mas não nos diz se a lança feriu diretamente o Divino Coração de Jesus. Nós podemos afirmar que sim, com argumentos de razão e de autoridade.

O soldado fere o lado de Jesus para certificar-se de que o Salvador estava realmente morto, e, caso não estivesse, acabar com a vítima. E para conseguir seu fim, era preciso ferir o Coração. A lançada é dada com grande violência, não se podendo supor que a lança parasse na superfície sem penetrar o peito e encontrar o Coração. A ferida é larga e profunda. Esta asserção é confirmada por Nosso Senhor ressuscitado, quando diz ao Apóstolo incrédulo: “Põe tua mão na chaga do meu lado”; ao passo que , quando Ele o convida a certificar-se das outras chagas, fala desta maneira: “Põe aqui o teu dedo”.

Jesus Cristo quis derramar todo o seu preciosíssimo sangue pela nossa redenção; não quis poupar uma só gota. Por isso quis que seu Coração fosse aberto pela lança, a fim de que saíssem da chaga algumas gotas que estavam no Coração quando cessou de pulsar pela morte.

A Igreja, na liturgia da festa do Sagrado Coração de Jesus, exprimindo o pensamento da tradição, nos oferece a contemplação deste Coração aberto transpassado pela lança.

“A caridade te quer aberto com a chaga visível para que pela chaga visível pudéssemos honrar a ferida do amor invisível” (Laudes).

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Pe. Fernando Piazza, em “Eu reinarei – A devoção ao Sagrado Coração de Jesus no seu desenvolvimento histórico”, 1932.

SANTO DO DIA

Hoje a Igreja celebra o Imaculado Coração de Maria


No dia depois da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra a festa do Imaculado Coração de Maria, a fim de mostrar que estes dois corações são inseparáveis e que Maria sempre leva a Jesus.

Esta celebração foi criada pelo papa Pio XII, em 1944, para que, por intercessão de Maria se obtenha “a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”.

São João Paulo II declarou que esta festividade em honra à Mãe de Deus é obrigatória e não opcional. Ou seja, deve ser realizada em todo o mundo católico.

Nas aparições aos três pastorinhos em 1917, Nossa Senhora de Fátima disse a Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”.

“A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu Trono”.

Em outra ocasião, disse-lhes: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Muitos anos depois, quando Lúcia era uma postulante no Convento de Santa Doroteia, em Pontevedra, Espanha, a Virgem lhe apareceu com o menino Jesus e, mostrando-lhe o seu coração rodeado por espinhos, disse: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões”.

“Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas’”.

ESPIRITUALIDADE

 O milagre de santo Antônio de Pádua com um bebê recém-nascido

Santo Antônio de Pádua (1195-1231), Doutor da Igreja e padroeiro das mulheres estéreis que a Igreja celebra hoje (13), certa vez fez falar um recém-nascido para defender a honra de sua mãe.

Segundo os frades menores conventuais da basílica de Santo Antônio de Pádua, certa vez um pai de família ficou cheio de ciúmes e não quis reconhecer o bebê recém-nascido de sua mulher. Ele a acusava de adultério e se recusava a tocar no menino.

Santo Antônio tomou o bebê nos braços e lhe disse: "Eu te ordeno, em nome de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, nascido da Virgem Maria, que me digas em voz clara, para que todos ouçam, quem é teu pai".

O menino olhou para o homem que não queria reconhecê-lo e respondeu: "Este é meu pai". Então, santo Antônio disse ao pai ciumento: "Pegue seu filho, ame sua esposa que é inocente e merece toda a sua confiança".

RELIGIÃO

 Padre brasileiro em processo de beatificação era devoto de santo Antônio

O servo de Deus padre Luso de Barros Matos (1906-1987) era muito devoto de santo Antônio de Pádua. Ele trabalhou 42 anos em Porto Nacional (TO), cidade onde é querido pela população e tem fama de santidade. Sempre carregava no bolso de sua batina um devocionário do santo, que o inspirava na prática da caridade.

“Essa proximidade com santo Antônio é por causa da vida espiritual, da vida de oração, da simplicidade, da proximidade com os pobres. E como dizia santo Antônio e o padre Luso sempre repetia ‘A caridade é o alimento da alma’”, disse à ACI Digital o postulador da causa de beatificação do padre Luso, padre Eldinei Carneiro, pároco de São José na diocese de Porto Nacional.

Padre Luso Barros de Matos nasceu no dia 16 de dezembro de 1906, em Balsas (MA). Foi o primeiro dos três filhos de Petronilha de Barros Matos e Prezilino de Araújo Matos. Como ficou órfão de pai muito novo, sua mãe sempre orientou Luso a pedir a bênção a santo Antônio, dizendo-lhe que o santo lisboeta “está substituindo o seu pai”. 

Seu sonho era ser padre. “Vou ser padre de Maria”, dizia. Mas por causa de sua saúde frágil, foi recusado seis vezes em diversos seminários. Foi acolhido pela diocese de Porto Nacional, onde foi ordenado no dia 23 de setembro de 1945, na catedral de Nossa Senhora das Mercês.

O padre Luso cultivou a devoção a santo Antônio por toda a vida. Além de carregar no bolso  um devocionário do santo, dizia ter visões dele.

Devocionário de santo Antônio que o padre Luso carregava no bolso. Crédito: Acervo Casarão Padre Luso.
Devocionário de santo Antônio que o padre Luso carregava no bolso. Crédito: Acervo Casarão Padre Luso.

Em Porto Nacional, Luso é conhecido como um taumaturgo como santo Antônio. Mas para o ex-vice-postulador da causa, padre Rafael Ferreira, “a maior semelhança com o santo lisboeta na verdade não é a taumaturgia”, mas “a virtude da caridade”.

Ele “não guardava nada para si. Se ganhava uma roupa nova e logo aparecia um desvalido, ele entregava”, continuou o padre Rafael. “Sempre havia alguém mais necessitado do que ele”. Do encontro com o padre Luso, “saiam consolados os enfermos, enlutados, marginalizados de todo norte goiano e outros estados que recorriam a Porto Nacional em busca da bênção do ‘padre santo’. Nenhuma empreita era feita sem a benção do chamado ‘padrinho’”, disse o sacerdote.

Padre Luso era conhecido por suas virtudes e se dedicou ao trabalho pastoral, visitando os doentes. Muitas pessoas relatam ter recebido milagres e graças através da intercessão do padre Luso quando ele ainda era vivo e também depois de sua morte.

Além do devocionário de santo Antônio, sempre levava consigo a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que até hoje está na capela São Judas Tadeu, construída por ele nos anos 1960, no bairro Setor Cruzeiro do Sul, em Porto Nacional. Padre Luso morreu de pneumonia aos 81 anos, no dia 3 de agosto de 1987, e foi sepultado na capela são Judas Tadeu.

Em 17 de novembro de 2022, o Dicastério para a Causa dos Santos concedeu o nihil obstat (nada obsta), autorizando o seu processo de beatificação. Com isso, ele é considerado servo de Deus.

Segundo o padre Eldinei Carneiro, agora foi montado o “tribunal da fase diocesana, que é composto por várias comissões, comissão de historiadores, teológica, de peritos, para examinar a vida do padre Luso” e assim avançar para a próxima etapa que é a da comprovação das virtudes heroicas para ser declarado venerável.  Depois, precisa da comprovação de um milagre para a beatificação e de outro para a canonização.

ESPIRITUALIDADE

 Três orações de santo Antônio de Pádua ao Senhor Jesus

Santo Antônio de Pádua, que é celebrado hoje (13), tem o título de Doutor da Igreja por seus ensinamentos, úteis para os fiéis de todos os tempos. Em seus escritos deixou várias orações que compôs a Jesus para pedir sua graça e misericórdia.

Santo Antônio é representado com o Menino Jesus nos braços porque certa vez foi visto contemplando em êxtase um bebê resplandecente que trazia nos braços. Ele também teve a bênção de perceber a proximidade do Filho de Deus antes de morrer, porque naquele momento disse com um sorriso: “Vejo Nosso Senhor vindo”.

Segundo a Província italiana de Santo Antônio de Pádua dos Frades Menores Conventuais, o santo escreveu pequenas orações a Cristo. Abaixo estão três orações compostas pelo próprio santo Antônio de Pádua:1.- Senhor Jesus, não escondas de nós a tua face, não te afastes do templo dos nossos corações e não entres em juízo pelos nossos pecados.

Infunde em nós a tua graça, tem misericórdia dos nossos pecados, livra-nos da morte eterna e leva-nos ao teu reino, onde com Abraão, Isaac e Jacó, possamos ver o dia da eternidade.

Com a tua ajuda, Tu que és digno de toda honra, poder, louvor e majestade para todo o sempre. Amém.

2.- Senhor Jesus Cristo, infunde em nós a tua graça para pedir e para receber a plenitude da verdadeira vida.

Roga por nós ao Pai, para que nos conceda uma fé reta que mereça alcançar o lugar da vida eterna.Com a tua ajuda, Tu que és o princípio e o fim, digno de louvor, admirável e inefável pelos séculos dos séculos. Amém.

3.- Senhor Jesus Cristo, pedimos-te que nos dês amor a Ti e ao próximo, que nos tornes filhos da luz, que nos defendas das quedas do pecado e das tentações do maligno, para que possamos merecer alcançar a luz gloriosa do teu rosto.

Com a tua ajuda, Tu que és bendito e glorioso, pelos séculos dos séculos. Amém.

LITURGIA DIÁRIA

 



Evangelho de sábado: a beleza da simplicidade

Comentário ao Evangelho de sábado da X semana do Tempo Comum. «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’». A pessoa simples sabe descobrir-se a si e descobrir os outros como verdadeiros filhos de Deus a quem deve cuidar, habitar, amar.


Evangelho (Mt 5, 33-37)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás diante do Senhor o que juraste’. Mas Eu digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; nem pela terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’. O que passa disto vem do Maligno».


Comentário

Na sua pregação, o Senhor convida todos à transparência, a serem simples, a tirar a máscara que nos encobre, a fugir da mentira: «A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’ O que passa disto vem do Maligno» (Mt 5, 37). Jesus fala duramente contra a hipocrisia, e louva agradecido aqueles em quem não há duplicidade nem engano (cf. Jo 1, 47). A pessoa simples sabe descobrir-se a si e descobrir os outros como verdadeiros filhos de Deus a quem deve cuidar, habitar, amar. Os primeiros cristãos viveram profundamente este modo de fazer do próprio Cristo. Na Carta de S. Tiago, encontramos a mesma petição: «Que o vosso "sim" seja sim e que o vosso "não" seja não, para não incorrerdes em condenação» (Tg 5, 12). S. Pedro fala-lhes também de rejeitar toda a malícia e toda as falsidades, hipocrisias, invejas e toda a espécie de maledicências para poderem aproximar-se de Deus: «como crianças recém-nascidas, ansiai pelo leite espiritual, não adulterado» (1Pe 2, 1-2).

O Papa Francisco falou energicamente da linguagem da hipocrisia, própria dos que não amam a verdade. Amam-se só a si próprios, e desse modo, procuram enganar, implicar o outro no seu engano, na sua mentira. Têm o coração mentiroso; não podem dizer a verdade. Tal como S. Pedro, apela à inocência das crianças, ao leite espiritual não adulterado (cf. 1Pe 2, 2): uma criança não é hipócrita, porque não está corrompida. «Quando Jesus nos diz: que a vossa linguagem seja: “sim, sim”, “não, não”, com alma de criança, diz-nos o contrário do que dizem os corruptos (...). Peçamos hoje ao Senhor que o nosso modo de falar seja o da simplicidade, o das crianças; falarmos como filhos de Deus; portanto, falar na verdade do amor»[1].