sábado, 10 de outubro de 2026

IGREJA

Papa Leão XIV participará de conferência

 sobre infertilidade


De 16 a 18 de outubro, a Universidade Católica do Sagrado Coração, em Milão, organiza um seminário para marcar o 25º aniversário da fundação do "Instituto Científico Internacional Paulo VI para Pesquisa sobre Fertilidade Humana e Infertilidade para a Procriação Responsável (ISI)". Esta organização foi criada a pedido do Papa João Paulo II para dar continuidade ao compromisso do papa italiano com esta questão, manifestado em sua encíclica Humanae Vitae, de 1968.

Na manhã de 16 de outubro, os participantes desta conferência acadêmica estão convidados para uma missa celebrada pelo Cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana. Eles serão recebidos no Vaticano ao meio-dia pelo Papa Leão XIV para uma audiência, durante a qual ele poderá dirigir-lhes uma mensagem.

O restante da programação ocorrerá até 18 de outubro no auditório universitário da Policlínica Gemelli, o hospital papal. Consistirá em cerca de trinta apresentações e mesas-redondas temáticas com foco na transmissão da vida, no estado atual do conhecimento médico sobre fertilidade, na prevenção da infertilidade masculina e feminina e nos perigos representados por certas revoluções tecnológicas em curso, particularmente no que diz respeito às técnicas de reprodução assistida (TRA) e à inteligência artificial. Numerosos especialistas médicos participarão, assim como ativistas e líderes religiosos, como o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado.

IGREJA

 Cardeal Tagle é eleito decano do Colégio de Cardeais

O cardeal Luis Antonio Tagle foi eleito decano do Colégio de Cardeais, sucedendo ao cardeal italiano Giovanni Battista Re, que ocupava o cargo desde 2020. O cardeal filipino é o primeiro asiático a servir como decano.

A Santa Sé anunciou hoje (9) a nomeação de Tagle. No mesmo anúncio, o papa Leão XIV aprovou a eleição de Tagle um dia antes, em 8 de outubro, e aceitou a renúncia de Re no mesmo dia.

Segundo o direito canônico, o cardeal decano é eleito dentre os cardeais bispos. São 12 cardeais os cardeais bispos atualmente. Entre as responsabilidades do decano está a de convocar os cardeais a Roma em nome do papa, particularmente para um conclave papal. Mas ele não tem autoridade administrativa sobre eles.

Depois da eleição de Leão XIV para o papado, todos os funcionários da Cúria perderam automaticamente seus cargos. Mas Leão XIV confirmou Re como decano e o cardeal argentino Leonardo Sandri como vice-decano, cargo que ainda ocupa.

Em 2020, o papa Francisco aprovou Re como decano do Colégio de Cardeais, estabelecendo um novo mandato de cinco anos para os decanos, com possibilidade de renovação. Antes, o cargo de decano era vitalício.

Re, de 92 anos, foi criado cardeal pelo papa são João Paulo II em 2001 e trabalha na Cúria Romana desde 1963. Ele oficiou o conclave de 2013, que elegeu o papa Francisco, como o cardeal-bispo mais graduado.

Tagle, de 69 anos, é pró-prefeito da Seção para a Primeira Evangelização e Novas Igrejas Particulares do Dicastério para a Evangelização desde 2019. Antes de sua nomeação para a Cúria Romana, ele foi arcebispo de Manila de 2011 a 2020.

Tagle foi também nomeado legado papal para vários eventos importantes da Igreja, inclusive nos EUA. Ele foi nomeado legado para o 10º Congresso Eucarístico Nacional em Indianápolis, EUA, em julho de 2024, e para a beatificação do arcebispo Fulton Sheen em St. Louis, no mês passado.

Antes de ser eleito papa no ano passado, Leão XIV, então cardeal Robert Prevost, foi criado por Francisco cardeal-bispo titular de Albano. Logo depois de sua eleição, o papa atribuiu seu antigo título de cardeal a Tagle, e Tagle assumiu formalmente a sé em outubro do mesmo ano.


SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado são Daniel Comboni, apóstolo de Cristo entre os africanos

“São necessários evangelizadores com entusiasmo e com a paixão apostólica do bispo Daniel Comboni, apóstolo de Cristo entre os africanos”, disse são João Paulo II sobre esse grande missionário, cuja festa é celebrada hoje (10).

“Ele empregou os recursos da sua rica personalidade e de uma sólida espiritualidade para tornar conhecido e acolhido Cristo na África, continente que ele amava profundamente”, disse o pontífice em sua homilia de canonização de são Daniel Comboni, em 5 de outubro de 2003.

São Daniel nasceu em Limone sul Garda (Bréscia, Itália), em 1831, em uma família de camponeses pobres. Estudou em Verona, no Colégio São Carlos, que era frequentado por crianças de baixos recursos econômicos. Mais tarde, descobriu sua vocação sacerdotal e missionária.Foi ordenado sacerdote em 1854 e, anos depois, partiu para as missões na África, onde encontrou-se com uma realidade de pobreza muito chocante. Regressou para a Itália e dedicou-se a pedir ajuda para a missão africana, inclusive no Concílio Vaticano I.Fundou dois Institutos missionários que hoje são os chamados missionários combonianos e missionárias combonianas. Foi nomeado vigário apostólica da África Central e ordenado bispo em 1877.

Junto aos africanos, viveu secas, viu morrer sua gente, lutou contra a escravidão e até acusações infundadas. Entretanto, manteve-se fiel à Cruz para conseguir a consolidação da atividade missionária. Depois de ter servido a Cristo em sua querida África, morreu em 10 de outubro de 1881.

Atualmente, os combonianos seguem trabalhando em diversas obras missionárias do mundo.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de sábado: Escutar e agir

Evangelho do sábado da 27ª semana do tempo Comum. “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.” O Senhor nos convida a ouvir o que ele nos diz e agir em conformidade.


Evangelho (Lc 11, 27-28)

Enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram.”

Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.”


Comentário

Esta mulher deve ter comovido o coração do Senhor, ao levantar a voz, do meio da multidão, para louvar a Santíssima Virgem! Não é difícil imaginar a alegria de Jesus ao ouvir esse elogio para a sua mãe.

Mas, por sua vez, Jesus revela um motivo maior e mais profundo para enaltecê-la. Ela é bem-aventurada não somente por ser a Mãe de Deus, mas também por ser aquela que, como ninguém na história, ouviu e guardou a palavra de Deus.

Maria respondeu ao convite do Senhor, dizendo-lhe “eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”[1]. E toda a sua vida foi um eco destas palavras: somente procurou que se cumprisse nela, de modo total e radical, a vontade de Deus.

Maria procura e sabe descobrir, ao longo de cada dia, o que Deus quer dela. “O elogio de sua Mãe, do seu fiat , do faça-se sincero, rendido, posto em prática até às últimas consequências, e que não se manifestou em ações aparatosas, mas no sacrifício escondido e silencioso de cada dia”[2].

Seguir o exemplo de Maria, seguir o caminho de Nossa Senhora, é procurar que se cumpra, em nós, todos os dias, a vontade de Deus, concretizada nas mil pequenas coisas que fazem parte da nossa vida diária.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de sexta-feira: reconhecer a visita do Senhor

Evangelho de 6ª feira da 27ª semana do tempo comum e comentário do evangelho. “Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu”. Para poder reconhecer em Jesus o próprio Deus feito carne é necessário abrir-nos à ação do Espírito Santo.




 Evangelho (Lc 11, 15-26)

Jesus estava expulsando um demônio: Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios.”

Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu.

Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.

Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros.

Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou.

Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: “Vou voltar para minha casa de onde saí”. Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes.”


O Evangelho da liturgia de hoje apresenta-nos o Mestre no meio da multidão depois de ter ensinado com o Pai-Nosso como os filhos e as filhas de Deus devem orar. Estas palavras do Senhor, cheias de verdades sobrenaturais e aparentemente tão simples, não caem sempre num terreno propício, que as faça frutificar.

Hoje vemos como os oponentes de Jesus não sabem ou não querem se abrir para seus ensinamentos, interpretam-no erroneamente e procuram colocá-lo em apuros. Fazendo isto, caem curiosamente numa atitude totalmente oposta àquela que Jesus convidou a viver. O Senhor tinha ensinado a rezar pedindo pelo Reino de Deus (cf. Lc 11, 2), mas eles pensam que, pelo contrário, que representa o Reino de Satanás. Os filhos e filhas de Deus devem pedir humildemente para ser libertados da tentação (cf. Lc 11, 4), mas eles, pelo contrário, não deixam de pôr em tentação o próprio Cristo, seguindo Satanás, o tentador. Jesus ensinou a pedir a Deus o perdão dos pecados (cf. Lc 11, 4), enquanto os seus opositores O acusam com insistência do pecado de servir Belzebu. O Senhor convidou a pedir o Espírito Santo ao Pai (cf. Lc 11, 13), mas eles não deixam de pedir um sinal do céu, ainda que não o saibam reconhecer tendo-o diante dos olhos.

Para poder reconhecer o Senhor, que gosta de apresentar-se sem espetáculo, é necessário ter os olhos do coração limpos. Para isso temos que pedir humildemente a ajuda de Deus, já que ninguém está isento da cegueira e da incapacidade para reconhecer as coisas de Deus, como vemos no Evangelho de hoje. O reino de Satanás é o reino do homem forte que tem os homens e as mulheres aprisionados nesta dureza de coração que impede de reconhecer as mensagens que o Senhor nos dirige.

O Papa Francisco, citando o santo de Hipona, dizia: “Vem-me à mente a frase de Santo Agostinho: ‘Timeo Iesum transeuntem’ (Serm., 88, 14, 13), ‘Temo que o Senhor passe’ e eu não o reconheça, que o Senhor passe ao meu lado numa dessas pessoas simples, necessitadas e eu não me dê conta de que é Jesus. Tenho medo de que o Senhor passe e não o reconheça! Perguntei-me por que Santo Agostinho disse que temia a passagem de Jesus. Infelizmente, a resposta está nos nossos comportamentos: porque com frequência estamos distraídos, somos indiferentes, e quando o Senhor passa ao nosso lado nós perdemos a ocasião do encontro com Ele”[1].

A última parte dos ensinamentos de hoje ensina-nos algo que pode nos ajudar a evitar a dureza e a cegueira do coração. Trata-se de encher a nossa vida com a luz e a força do Espírito Santo, lutando por permanecer na sua proximidade, escutando as suas moções, compartilhando afetos, dialogando, rezando. A amorosa presença divina na alma é o caminho que nos ajudará a vencer o homem forte e a conseguir ter o coração sempre aberto e disposto a reconhecer o Senhor onde se nos apresente.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

IGREJA

 Amoris laetitia está em consonância com a doutrina da Igreja, diz freira ao papa e a bispos

CIDADE DO VATICANO — Amoris Laetitia, exortação apostólica do papa Francisco sobre a família, de 2016, está em consonância com a doutrina e a prática da Igreja que a precederam, disse a freira Helen Alford, OP, na abertura de uma reunião hoje (7) no Vaticano sobre o documento.

Assim como um documento anterior sobre a família, de autoria do papa são João Paulo II, Amoris laetitia foi uma resposta inovadora ao desafio de seguir a lei moral "quando as situações sociais são turbulentas e mudam rapidamente", disse Alford.

A publicação do documentoAmoris laetitiaem 2016 gerou intenso debate, especialmente depois que os bispos da Região Pastoral de Buenos Aires a interpretaram como permitindo, depois de um processo de discernimento pastoral acompanhado, o acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia para alguns católicos divorciados e recasados ​​no civil, “quando a pessoa julgar que incorreria numa falta adicional prejudicando os filhos da nova união”.

Em 2023, o Dicastério para a Doutrina da Fé disse que essa interpretação faz parte do magistério autêntico, depois de ter sido incorporada na Acta Apostolicae Sedis, boletim oficial da Santa Sé.

No início deste ano, o papa Leão XIV convocou os presidentes das conferências episcopais e os chefes das Igrejas Orientais, junto com alguns casais e especialistas em teologia, para passarem uma semana no Vaticano em “discernimento sinodal” sobre as famílias e os desafios que enfrentam hoje, como “abandono, separação e divórcio”, à luz da Amoris laetitia.

A 'lei da gradualidade'

O discurso de Alford no primeiro dia do encontro de bispos, que ocorreu de 7 a 14 de outubro, seguiu-se a uma oração de abertura e a um discurso do papa Leão XIV, que também disse haver continuidade na doutrina sobre o matrimônio desde o papa beato João Paulo I até o papa Francisco.

Assim como Leão XIV, Alford também relacionou as duas recentes exortações apostólicas sobre a família: aFamiliaris consortio, do papa são João Paulo II, e a Amoris laetitia, do papa Francisco.

Ambas, disse ela, incluem a ideia da “lei da gradualidade”. Em Amoris laetitia, o papa Francisco disse que João Paulo II a propôs “ciente de que o ser humano ‘conhece, ama e cumpre o bem moral segundo diversas etapas de crescimento’ ”.

Alford, citando o papa Francisco, disse que “isso não é uma 'gradualidade da lei', mas sim uma gradualidade no exercício prudente de atos livres por parte de indivíduos que não estão em condições de compreender, apreciar ou cumprir plenamente as exigências objetivas da lei. Pois a lei em si é uma dádiva de Deus que aponta o caminho, uma dádiva para todos, sem exceção; ela pode ser seguida com a ajuda da graça”.A freira disse que ambos os papas “preocupam-se em manter o ideal de que 'a lei é uma dádiva de Deus que aponta o caminho', e em reconhecer que muitos não são capazes de 'compreender, apreciar ou... cumprir plenamente as exigências objetivas da lei' ”.

Ela disse que 35 anos separam a Familiaris consortio da Amoris laetitia, período no qual a situação vivida pelas famílias cristãs sofreu muitas transformações.

“Como em outros casos, como na doutrina social da Igreja, quando as situações sociais são turbulentas e mudam rapidamente, pode ser necessário encontrar novas maneiras de conciliar as ‘exigências objetivas da lei’ (AL , 295) e a ‘lei da gradualidade’ (FC , 34) que muitos experimentam ao tentar ingressar nela. Tanto a Familiaris consortio quanto a Amoris Laetitia tentam fazer isso em seus diferentes contextos históricos”, disse ela.“Não nos esqueçamos”, disse a freira, “que são Tomás de Aquino e toda a tradição que remonta a ele diriam que a lei de Deus atinge sua maior expressão na nova lei, a lei do Evangelho: a graça de Jesus”.

O objetivo da reunião

“Neste encontro… somos chamados a proclamar o Evangelho tanto das famílias quanto para as famílias”, disse a freira dominicana. “Isso implica que a família é parte integrante da proclamação do Evangelho. A família tanto proclama ativamente o Evangelho quanto precisa recebê-lo”.

Alford disse que o estresse e as dificuldades frequentemente presentes na vida familiar e no casamento são uma oportunidade para maior santidade e confiança em Deus. Para unir seu sofrimento ao de Cristo, as famílias precisam ouvir as boas novas do Evangelho.

“Muitas famílias em situações de sofrimento e necessidade poderiam encontrar grande ajuda para enfrentar suas provações ao ouvirem as boas novas que lhes são proclamadas, ao receberem a nova perspectiva que o Evangelho nos dá sobre a vida e, assim, a graça dos sacramentos”, disse ela. “As próprias dificuldades, tensões e rupturas na vida familiar podem ser suportadas com mais fortaleza e com a esperança de que podem ser superadas pela união aos sofrimentos de Cristo”.

“Como diz o papa Francisco, ‘Nas horas mais sombrias da vida de uma família, a união com Jesus em seu abandono pode ajudar a evitar a ruptura’ ”, disse ela, citando Amoris laetitia nº 317.“A beleza da vocação ao matrimônio reside em sua fragilidade, sobretudo porque a fraqueza pode reacender a confiança em Deus, e a confiança em Deus desperta o desejo de santidade”, disse Alford. “Em resumo, esse é o Evangelho da e para a família de que estamos falando”.

Ajudando os jovens a escolher o casamento

A palestra de Alford também abordou o olhar relacional de Jesus e sua importância para reconhecer e "enxergar" os relacionamentos que compõem nossas vidas, que não são visíveis como objetos físicos, mas que, como o ar que respiramos, estão realmente presentes.

Ela também falou sobre a importância de ajudar os jovens a entrarem no casamento com a perspectiva e as ferramentas adequadas para enfrentar as dificuldades que ele acarreta.

“No mundo altamente instável em que vivemos hoje, se quisermos ajudar os jovens a terem a coragem de se casar e a desenvolver a capacidade de lidar com o estresse que enfrentarão, eles precisarão 'enxergar' seus relacionamentos e pensar sobre o casamento e a vida familiar de uma perspectiva relacional”, disse ela.

“O amor social, como reflexo da Trindade, é o que verdadeiramente unifica o significado espiritual da família e sua missão para com os outros, pois torna presente o querigma em todos os seus imperativos comunitários”, disse, citando Amoris laetitia n.º 324.

Ela encorajou os participantes da reunião a "buscarem maneiras de encorajar os jovens a aceitarem o grande desafio do casamento e da vida familiar, abraçando-o com a plena consciência de que experimentarão grande fragilidade como parte do processo de perceber sua beleza, e que nessa fragilidade encontrarão novas e inesperadas fontes da graça de Deus e experimentarão um desejo de santidade que lhes é próprio".

“Vamos nos unir a Jesus para convidá-los a aceitar o desafio, assim como Jesus chamou a mulher samaritana, de proclamar o Evangelho aos outros, precisamente reconhecendo sua fragilidade, para que outros se unam a eles na confiança na graça de Deus e na experiência do desejo cristão de santidade”, disse Alford.

LITURGIA DIÁRIA

5ª feira da 27ª semana do tempo Comum: Pedi e vos será dado

Evangelho de 5ª feira da 27ª semana do tempo comum. "Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto." Jesus nos revela o amor de Deus por seus Filhos e o seu desejo de dar generosamente àqueles que lhe pedem confiança filial. Basta tomar consciência sobre nossa dignidade e saber que nosso Pai Deus está pronto para se entregar, sair ao nosso encontro para abrir a porta de seu amor.



 Evangelho (Lucas 11, 5-13)

E Jesus acrescentou: “Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomoda! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário.

Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo
aos que o pedirem!”


Comentário

Com estas palavras o Senhor nos ensina que um dos modos que os cristãos temos de nos dirigir a Deus é a oração de petição. Jesus começa seu ensinamento falando-nos de um homem inoportuno a quem seu amigo termina fazendo o favor que ele pede, porém não tanto por sua amizade mas por sua insistência.

Talvez seja uma das primeiras características que a nossa petição deve ter, a constância. Certamente a assiduidade no pedir tem como consequência o dom de Deus. O Senhor quer, em sua misericórdia, unir os seus dons e as suas graças à nossa súplica. Assegura-nos que peçamos e Ele nos dará.

Quantas vezes estas palavras são descanso e consolo diante das necessidades de tantas pessoas que temos presentes em nossos corações e mentes e que requerem, por algum motivo, a ajuda de Deus. Pois o Senhor nos anima a pedir com confiança e constância, sabendo que Ele está esperando essa nossa oração. A oração de petição se fundamenta na bondade do nosso Pai Deus e não nos nossos méritos e virtudes. Ele nos dará “porque é bom, porque é eterna a sua misericórdia” (Salmo 118, 1).

Podemos pedir muitas coisas; porém Jesus termina esta passagem dizendo-nos: “quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo
aos que o pedirem?”. Se pedimos ao Pai que nos envie o seu Espírito, que seja Ele quem preencha nosso coração, o nosso modo de viver pode mudar radicalmente. Peçamos ao Espírito Santo que preencha o nosso coração e desse modo viveremos a vida dos filhos de Deus; saberemos que somos cuidados e amados e queridos pelo nosso Pai Deus.