sábado, 24 de outubro de 2026

RELIGIÃO

 

Inimigos de Nossa Senhora Aparecida

Nossa Senhora Aparecida é venerada pelos católicos e respeitada por diversos grupos evangélicos que compreendem que Ela é a Mãe de Jesus e aceitam a fé dos católicos. Mas, para alguns grupos, a figura de Nossa Senhora Aparecida, que aparece em adesivo de carro e pintura em muro, é uma inimiga.

A história do Brasil foi forjada entre altares, lágrimas e a devoção inabalável de um povo que encontrou na fé um refúgio contra todas as adversidades. No centro dessa identidade coletiva, ergue-se a imagem de Nossa Senhora Aparecida, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul em 1717 por três humildes pescadores. O que começou na sala de uma família transformou-se no maior símbolo mariano do Brasil, oficializado como Padroeira do Brasil em 1930 pelo Papa Pio XI e transformado em feriado nacional em 1980. Contudo, grupos procuram desestabilizar, desqualificar e, em última instância, destronar a rainha da nação.

Ofensas repetidas

Em algumas cidades do interior, ao invés de estátuas do padroeiro ou de Nossa Senhora nos trevos rodoviários, algumas prefeituras colocam os dizeres que indicam que a cidade é do Senhor Jesus. A iniciativa que visa utilizar um elemento religioso evangélico em substituição de elementos culturais católicos mostra que há grupos evangélicos que querem deixar sua marca. Isso não é uma ofensa, é só uma situação do sociedade. Mas existem ofensas reiteradas a Nossa Senhora Aparecida.

Para compreender a gênese dessa visão conflituosa é preciso partir do ataque ocorrido em outubro de 1995. Durante um programa de televisão ao vivo, um líder evangélico desferiu chutes contra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, chamando-a de "boneco feio, horrível e desgraçado". Anos mais tarde, em 1998, o episódio inspirou até mesmo uma música gravada por lideranças ligadas à mesma denominação religiosa, celebrando o ato de hostilidade.

Mas o ápice da articulação teológica e política contra a padroeira deu um salto qualitativo nos anos 2000 quando foram publicados livros que associam Nossa Senhora Aparecida divindades pagãs e afirmando que Ela seria "o braço direito de Satanás". Algo que ocorre com trágica frequência é a associação de elementos religiosos a tragédias. Em 2010 quando houve o terremoto no Haiti não foram poucos pregadores que afirmaram que o país estava sofrendo um castigo devido sua religiosidade de matriz africana; Assim também, há quem junte a figura da padroeira aos flagelos sociais do país, culpando-a por períodos de recessão, seca no Nordeste e criminalidade. logo, uma maneira de aplacar a ira de Deus seria destronar Nossa Senhora Aparecida, segundo essa mentalidade.

Ameaças à padroeira

A "destronização" começou com uma mobilização política para tirar o feriado nacional de 12 de outubro. O que começou como panfletagem teológica não demorou a encontrar eco nos corredores do poder legislativo federal. Em dezembro de 2007, um deputado do estado de Mato Grosso apresentou formalmente na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei com o objetivo explícito de revogar o título de Padroeira do Brasil conferido a Nossa Senhora Aparecida.

Embora a iniciativa tenha enfrentado forte resistência institucional, sendo rejeitada e arquivada pela Comissão de Educação e Cultura em agosto de 2008, o episódio escancarou a porosidade das instituições republicanas diante de agendas de exclusão religiosa.

Nesse contexto, ataques a diversas estátuas de Nossa Senhora Aparecida em rodovias aconteceram no Brasil; também templos de religião de matriz africana sofrem ataques constantes como se estivessem envolvidos em uma guerra religiosa. Atualmente o debate se aqueceu, pois, campanhas políticas prometem que estados e o país podem ser "do Senhor Jesus", em uma mensagem de que a prevalência de grupos evangélicos ocupam os lugares de poder e decisão desconsiderando outras manifestações religiosas.

A tentativa de desestabilizar o símbolo máximo da fé mariana no Brasil não é um mero debate teológico inofensivo; trata-se de um projeto de poder que enxerga na pluralidade e na diversidade cultural da pátria um obstáculo a ser vencido. Aparecida incomoda porque sua imagem unifica um país plural, onde o evangélico respeita o feriado, o católico faz procissão e a família brasileira encontra refúgio independentemente de credos. Destronar a rainha, na visão de seus artífices, significava abrir caminho para a imposição de um único modelo moral e político sobre a nação. Uma investida que continua a exigir vigilância intransigente em defesa da liberdade e do respeito mútuo.

IGREJA

 

Os bispos do Brasil diante das urnas

Certa vez, em uma paróquia em uma cidade do interior um padre estava saindo da escola em que votou e uma senhora questionou: Padre também vota?

Brincando, o sacerdote disse: A senhora deve estar se confundindo, padre não se casa, mas vota. Aliás, não é simples para um padre votar. Precisa ser um dos primeiros a votar para conduzir as Missas do domingo; ou entre uma celebração e outra passar no local de votação. Além disso, a cada transferência de paróquia precisa também mudar o domicílio eleitoral.

Tem outra questão ligada à Igreja e às eleições. Padre vota, mas não pede voto; Padre também não pode ser filiado a partido político. E quando um padre resolve ser candidato ele precisa se afastar do ministério. mesmo que na urna o nome esteja de padre, ele está afastado do ministério devido as eleições e o eventual cargo que ocupe.

Numa arena onde a política e a religião frequentemente colidem de forma explosiva, a Igreja Católica, por meio de seus padres e bispos, a Igreja não se omite. Longe de impor bandeiras partidárias ou indicar candidatos de palanque, os padres e bispos brasileiros lançaram um conjunto de reflexões incisivas, verdadeiros manifestos de lucidez republicana e evangélica que convocam o eleitor a resgatar a responsabilidade, a memória histórica e a verdade nua e crua dos fatos, indo além das notícias falsas e dos boatos.

O perigo da desinformação e a ligeireza com que boatos circulam nas redes sociais foram o alvo inicial de severas advertências episcopais. Para o arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso, a era digital potencializou o fenômeno pernicioso do testemunho de “ouvir dizer”, onde narrativas repetidas à exaustão adquirem a falsa aparência de fatos imutáveis. Inspirando-se na profecia bíblica de Isaías — que narra que o Messias não julgaria pelas aparências nem por boatos —, Dom João alertou que “a repetição não transforma uma narrativa em fato”. O arcebispo enfatizou ainda que “a justiça exige que rumores não se convertam em sentenças e que a força da repetição não substitua a verdade dos fatos”.

Nessa mesma toada de resguardo institucional e histórico, o bispo de Campos (RJ), Dom Roberto Francisco Ferreira Paz, lembrou a importância de ancorar o voto no chão firme da Constituição de 1988, a chamada Constituição Cidadã. Convocando o eleitorado a um discernimento fundamentado, Dom Roberto apontou que o processo eleitoral “não pode ser um ato de irresponsabilidade ou somente para cumprir o calendário eleitoral e muito menos uma adesão personalista e superficial”. Para o bispo, o voto exige a consciência de “quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir”, avaliando com rigor se o projeto de nação em disputa “vai fazer avançar o processo democrático tornando-o mais participativo ou vai retirar direitos da Constituição”.

Política e caridade

Aprofundando a dimensão moral e espiritual do sufrágio, o bispo da Prelazia do Marajó, Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, recordou o ensinamento do Papa Francisco de que “a política é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum”. Dom Ionilton convocou os católicos a rejeitarem o voto de revolta, ódio ou protesto cego, lembrando que o compromisso cristão exige um voto consciente, livre e responsável. “Quem propõe ações contrárias ao amor, foge da proposta de Jesus e não merece o nosso voto”, pontuou o bispo, enumerando que propostas de ódio, perseguição ou desrespeito aos vulneráveis são radicalmente incompatíveis com o Evangelho.

Essa preocupação com a ética na vida pública também norteou a reflexão do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, que denunciou a degradação do debate político por parte de candidatos focados na demolição moral do adversário. “Significativa parte da classe política busca simplesmente validar a própria imagem, inclusive a partir de falácias ou do costumeiro ato de promover a desmoralização do adversário”, criticou Dom Walmor, alertando para o veneno corrosivo do relativismo ético e recordando que “uma democracia sem valores se converte em um totalitarismo aberto ou dissimulado”.

Fechando o coro episcopal, o bispo de Santa Cruz do Sul, Dom Itacir Brassiani, apontou a chaga contemporânea da mercantilização do sagrado. Criticando severamente “uma espécie de captura da religião pelos interesses políticos e mercadológicos”, Dom Itacir lembrou com clareza cirúrgica que, ao contrário de outras correntes, a Igreja Católica não impõe partidos nem candidatos, mas oferece critérios inegociáveis para o discernimento: “a busca do bem comum; a defesa dos direitos humanos, da democracia e da soberania nacional; o cuidado da casa comum; a primazia incondicional dos pobres e vulneráveis e a dignidade da vida de todos”.

Nas palavras firmes do episcopado, o voto deixa de ser mero ato burocrático para se transformar em um supremo exercício de conversão social e salvaguarda da dignidade humana.

IGREJA

 Santo Antônio Maria Claret guardava a eucaristia no peito sem que ela se decompusesse

A Igreja católica celebra hoje (24) santo Antônio Maria Claret, fundador dos claretianos. Este padre espanhol viveu um milagre eucarístico incomum entre os santos: tornou-se uma espécie de “sacrário vivo” por desígnio do próprio Cristo.

Segundo a Cúria Geral dos Missionários Claretianos, santo Antônio Maria Claret escreveu em sua autobiografia que em 26 de agosto de 1861, enquanto estava em oração, o Senhor lhe concedeu “a grande graça, a de conservar as espécies sacramentais e ter sempre, dia e noite, o Santíssimo Sacramento no peito”.

“Por isso, eu sempre devo estar muito recolhido e devoto interiormente; e além disso devo orar e enfrentar todos os males da Espanha, como me disse o Senhor”, acrescentou o santo.O milagre da conservação das espécies sacramentais não pode ser visto nem tocado. É uma experiência mística que só pode ser conhecida se o santo a comunicar. Pode-se dizer que consiste em comungar com o Corpo de Cristo, que se conserva no peito sem se decompor nem se degradar.Para o claretiano padre Alberto Barrios CMF, que escreveu um artigo de pesquisa sobre a possibilidade de santa Teresinha do Menino Jesus também ter experimentado esta graça, a conservação das espécies sacramentais só é percebida “pela alma”.

“Tudo acontece na intimidade. Santo Antônio Maria Claret, protótipo de todos aqueles que desfrutaram deste milagre, não sentirá a menor sensação de dor ou alegria em seu corpo quando o Senhor lhe comunicar a graça que lhe concedeu. Só notará nele uma contemplação inefável e inexplicável”, descreveu.

Assim, o santo conservava a eucaristia perto do coração até a seguinte comunhão, quando o milagre acontecia de novo dentro dele. A tradição diz que viveu isto durante nove anos de forma permanente até a sua morte.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrado santo Antônio Maria Claret, fundador dos missionários claretianos

“Ó Virgem e Mãe de Deus, bem sabeis que somos filhos e ministros vossos, formados por Vós mesma na frágua da vossa misericórdia e amor”, costumava dizer santo Antônio Maria Claret, cuja festa é celebrada hoje, 24 de outubro.

Santo Antônio Maria Claret nasceu em Sallent, Barcelona, Espanha, em 1807. Em sua juventude, foi trabalhador têxtil e é considerado o padroeiro dos tecelões. Desde a infância, destacou-se por seu amor à Eucaristia e à Virgem.

Um dia, estando na praia com alguns amigos, começou a refrescar os pés. Então, veio uma onda gigantesca e o arrastou para o mar. Por não saber nadar, quando começou a se afogar, gritou: “Virgem Santa, salva-me”. Imediatamente, estava na margem e com a roupa totalmente seca.Mais tarde, entrou para o seminário e foi ordenado sacerdote. Seu desejo de ser missionário o levou às Ilhas Canárias e depois a Cuba, onde foi arcebispo de Santiago. Ali, trabalhou buscando semear o amor e a justiça contra a discriminação racial e a injustiça social. Isto lhe rendeu alguns inimigos.Foi ferido por um malfeitor contratado que queria cortar sua garganta com uma faca, mas só atingiu parte do rosto e o braço direito. Posteriormente, voltou para a Espanha, após ter ganhado o carinho dos cubanos.

Era muito devoto da Virgem e rezava constantemente o Santo Rosário: “Reza o Santo Rosário todos os dias com devoção e fervor e vereis como Maria Santíssimo será vossa Mãe, vossa advogada, vossa medianeira, vossa mestra, vosso tudo depois de Jesus”, dizia.

Em sua vida, fundou a Comunidade de Missionários do Coração de Maria, hoje chamados Missionários Claretianos, e as Missionárias Claretianas.

LITURGIA DIÁRIA

 

Sábado da 29ª semana do tempo Comum: Não atrasar a conversão

Evangelho do sábado da 29ª semana do tempo Comum. "Jesus contou esta parábola: 'Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou'." Jesus espera de nós o fruto de uma conversão diária, de uma correspondência concreta ao seu amor infinito. O resto ele faz.



Evangelho do sábado (Lc 13,1-9)

Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’

Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’.”


Comentário

O convite de Jesus à conversão pessoal continua premente. Os interlocutores de Jesus pensavam que a causa de algumas desgraças e injustiças eram os pecados das mesmas vítimas. Até os seus próprios discípulos manifestaram essa mentalidade quando viram o cego de nascença: “Rabi, quem pecou para que ele nascesse cego, ele ou seus pais?” (Jo 9,2). Tornavam-se juízes implacáveis das consciências alheias. Jesus, no entanto, reprova-os por essa atitude, pois não examinam as suas próprias vidas, desconhecem o estado das suas almas, e por isso não se convertem.

A conversão é dirigir-se a Deus, e com a sua luz, reconhecer o próprio pecado, e empreender uma vida nova, segundo as palavras do salmo: “Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia; no teu grande amor cancela o meu pecado. (...)Reconheço a minha iniquidade e meu pecado está sempre diante de mim” (Salmo 51,3.5). “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”, recordava o Papa Francisco ao convocar o jubileu extraordinário da misericórdia[1].

A parábola de Jesus nos fala da paciência de Deus. O dono da figueira plantada na vinha leva três anos esperando esta árvore dar fruto, e está disposto a esperar um quarto ano, pois o vinhateiro prometeu que fará todo o possível para que a colheita seguinte não volte a ser improdutiva. Certamente, “O Senhor é misericordioso e compassivo, lento para a cólera e rico em bondade” (Salmo 103,8). Porém essa paciência divina não pode ser desculpa para atrasar a conversão, para deixar de procurar uma vez e outra as fontes da graça divina: os sacramentos, a seiva divina que impregna e vivifica a nossa alma, e nos transforma em pessoas que dão fruto.


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

SANTO DO DIA

 

A Igreja celebra hoje são João de Capistrano, padroeiro dos capelães militares

A Igreja Católica celebra hoje (23) são João de Capistrano (1386-1456), frade franciscano nascido na cidade que acompanha seu nome, Capistrano, no antigo Reino de Nápoles, Itália, em 24 de junho de 1386. Filho de um proeminente barão alemão, João foi advogado e mais tarde juiz. Ele até serviu como governador de Perugia. Uma vez totalmente consagrado ao serviço de Deus, tornou-se missionário, pregador e defensor da fé.

Como resultado de sua intervenção ao lado das hostes cristãs durante o Cerco de Belgrado, foi nomeado padroeiro dos capelães militares em 1984.

Um homem em busca de justiçaTendo desenvolvido uma carreira secular promissora, aos 30 anos teve um sonho em que viu são Francisco de Assis o chamando para fazer parte da Ordem dos Frades Menores. Para João, aquele sonho foi a confirmação do desejo que iluminava seu coração: dedicar-se ao serviço dos mais necessitados. Ele próprio sofreu com a falta de tudo quando teve que passar algum tempo na prisão, numa época em que a cidade caía nas mãos dos seus inimigos, a família Malatesta.

Já como membro da ordem, João começou a se destacar como bom aluno e orador. Ele teve santos formadores, entre os quais se destacou seu professor de Teologia, são Bernardino de Sena, que se tornou seu amigo, e a quem teve que defender anos depois de acusações injustas.

Como padre, João de Capistrano se tornaria um pregador querido e admirado. Combateu o chamado “fraticismo”, heresia que procurava distorcer a mensagem evangélica recorrendo à regra e à espiritualidade franciscana.

Pelo santo zelo que demonstrou nessas arenas, são João recebeu o apelido de “Coluna da Observância”, passando a fazer parte da lista dos principais reformadores da ordem.

Evangelizador e defensor da fé até no campo de batalhaFrei João de Capistrano viajou por quase toda a Europa pregando o Evangelho. Viajou pela Alemanha, Bohemia, Áustria, Hungria e Polônia. Ele vivia de forma simples, comendo e dormindo apenas o estritamente necessário. Durante sua vida, ganhou a reputação de fazer milagres, a tal ponto que era comum que pessoas doentes fossem trazidas até ele para serem curadas.

Embora esta fama nunca tenha sido do seu agrado, ele não se recusou a servir a ninguém. Pelo contrário, sempre acolheu com bondade os doentes e deu-lhes a bênção de Deus.

Em 1456, aconteceu o chamado Cerco de Belgrado, no qual forças otomanas (muçulmanas) invadiram a região da Sérvia e se preparavam para fazer o mesmo em terras húngaras. O número de otomanos era muito maior que o dos cristãos locais.

Quando os defensores da cidade estavam prestes a fugir em retirada, são João de Capistrano, que então morava na Hungria, pegou a bandeira com a cruz e os encorajou com o grito de “Jesus, Jesus, Jesus, crentes corajosos, todos para defender a nossa religião sagrada”.

Por amor à fé

Os muçulmanos foram derrotados naquele dia e tiveram que deixar a região. São João de Capistrano foi então aclamado como herói. Infelizmente, pouco tempo depois, embora a Hungria tivesse sido libertada da invasão, sofreu outro tipo de flagelo: uma grande peste se espalhou pelo país e muitos contraíram a doença, entre eles o santo.

João de Capistrano morreu, em consequência da peste, em 23 de outubro de 1456, aos 70 anos. Ele foi canonizado pelo papa Alexandre VII em 1690.

Ecos na América: EUA

São João de Capistrano foi o nome dado a uma das mais famosas missões franciscanas do século XVIII, durante a colonização da Alta Califórnia, atualmente pertencente aos EUA. A bela cidade que foi construída a partir da missão mantém o seu nome até hoje.

IGREJA

 

Acha que Deus não ouve a sua oração? Então siga estes conselhos


Os leitores da Aleteia sempre me escrevem abordando questões ligadas à oração. De fato, esse é um tema recorrente - e um dos meus favoritos. Somos simples criaturas, com uma vida passageira neste mundo. Mas também temos uma alma imortal. Todos somos vasos de barro que guardam o enorme e valioso tesouro da eternidade.

E mais: somos templos do Espírito Santo, filhos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança. 

De fato, este Pai Celestial quer estar em contato com seus filhos, quer que nós O busquemos e O amemos livremente. Ele poderia fazer tudo diferente, mas escolheu nos dar o livre-arbítrio, a liberdade plena para que possamos amá-lo e buscá-lo. 

Portanto, somos livres e decidimos nosso futuro na eternidade, de acordo com as nossas ações. 

Seguindo esta linha de raciocínio, temos que dizer que a oração é a melhor forma de ficarmos na presença de Deus. Santo Afonso Maria de Ligório, explicou: "Quem reza se salva, quem não reza se condena". 

Evidentemente, quem não reza enfraquece sua alma; sua relação com Deus se deteriora, cai com extrema facilidade em pecado e termina se afastando do Pai. 

A oração: necessidade básica

Para nos comunicarmos com Deus, precisamos rezar. Falar com ele. Temos as Escrituras para ouvirmos sua voz e conhecer as vontades Dele em nossas vidas. 

Entretanto, a pergunta que muitos se fazem é a seguinte: "Deus me ouve?"

De fato, as pessoas têm sérias dificuldades para entender o motivo pelo qual rezam. Elas acham que Deus não as ouve a oração nem responde. "O que devo fazer? Rezo todo dia, mas tudo continua igual. Não encontra a saída" dizem muitos. 

Deus é amor e ama a todos incondicionalmente. Portanto, o caminho para chegar até ele é o amor. 

Certa pessoa perguntou a Madre Teresa de Calcutá o que deveria fazer nos momentos de dificuldade. A Madre sugeriu: "Dedique-se a amar. O resto virá como consequência". 

Por outro lado, o Padre Pio nos dá outra chave: "Reze, tenha fé e não se preocupe".