quinta-feira, 15 de outubro de 2026

IGREJA

 

Como santa Teresa de Jesus influenciou a primeira capela dedicada a são José

A capela de são José, na cidade de Toledo, na Espanha, é a primeira capela da cristandade dedicada ao esposo da Virgem Maria. No seu retábulo central, está uma das primeiras pinturas onde o santo custódio de Jesus aparece jovem.

Santa Teresa de Jesus tinha uma grande devoção a são José, que sempre lhe concedeu tudo o que ela lhe pedia. E a capela em Toledo tem uma relação com a santa: fica ao lado do antigo convento das Carmelitas Descalças de São José, quinto convento fundado por santa Teresa na Espanha, que anos depois se mudou para outro local, onde estão até hoje.

Pilar Gordillo, delegada diocesana de Fé e Cultura da arquidiocese de Toledo, disse à ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, que santa Teresa de Jesus adotou “são José como especial advogado, que sempre lhe concedeu o que lhe pedia”. De fato, 11 dos 17 conventos fundados por ela estão dedicadas ao pai adotivo de Jesus. O convento das Carmelitas Descalças de São José de Toledo foi um deles.Quando “as religiosas carmelitas deixaram este convento e foram para outro local, a família de Zayas, proprietária do local, decidiu continuar com a devoção a são José construindo esta capela, independente do convento, e dedicá-lo a ssão José para manter assim a devoção”.

O convento das Carmelitas Descalças de São José tem algo especial. Nele, santa Teresa de Jesus escreveu grande parte de seu livro “Moradas do Castelo Interior”, que é “uma das maiores obras da mística mundial”. Gordillo conta que “neste convento a santa escreveu cinco das sete moradas”.

Por volta de 1600, a família de Zayas decidiu construir a capela e pediu a El Greco, o pintor mais famoso da época, que pintasse os três altares, sendo o principal dedicado a são José.

Até então, a representação tradicional de são José era a de um homem idoso, “curvado”, que não tinha nada a ver com o mistério do Natal, que chegava tarde e com a vela.“Era uma figura secundária, mas foram séculos de recuperação dos Padres da Igreja, o concílio de Constança, o concílio de Trento, entre outros, que afirmaram como são José foi realmente. Quando os teólogos assumiram o vigor e a força de são José, são Bernardino de Sena, com a sua pregação, mostrou que ela foi maior que a de qualquer apóstolo. E o Greco pôde, depois, apresentá-lo desta forma tão nova através da arte”, disse Gordillo.Após o concílio de Trento, a Igreja recomendou aos pintores que não representassem são José como um ancião. Segundo Pilar Gordillo, “a pintura de são José do altar central da capela de são José de Toledo é, sem dúvida, uma das primeiras representações de são José jovem na história da arte mundial”. Para ela, a representação de são José no altar central fez com que são José já não ficasse em “segundo plano”, como até então estava, e que se ergueu “a figura de um gigante”.

Gordillo explicou cada detalhe do quadro. “A pintura que o Greco desenhou para homenagear são José foi totalmente inovadora e muito corajosa, porque apresenta um são José, jovem, forte, bonito, galante, protegendo o Menino”. Ao fundo, há “uma paisagem de Toledo sob tormenta, as silhuetas das casas estão cintilantes, com essas luzes que o Greco tanto gostava. Aparece um gigante com manto azul, envolto com o manto amarelado, saindo na nossa direção com o cajado. O Menino Jesus está vestido de vermelho, que prefigura a paixão. Ele gira, porque há um perigo à frente, porque ele tem diante de si toda a sua missão. Mas o pai, José, o protege e o lança à missão”.

A imagem de são José é “alongadíssima e elegantíssima, porque o Grego alongava as figuras para embelezá-las” e “o rosto doce de são José, que cuida do Menino e que olha pra ele de soslaio, está solícito, cuidando do Menino e guiando a Igreja com passo firme”, acrescentou.

Na parte superior encontramos três anjos em perspectiva, de cabeça para baixo, trazendo coroas de rosas, louros e lírios.

“A coroa de flores rosadas e brancas simbolizam o amor puríssimo de são José pelo Menino, a quem ele teve que alimentar, transmitir a fé, salvá-lo de Herodes, e o amor o amor puríssimo à Virgem Maria”, disse Gordillo. A vara de lírios significa a “castidade de são José”. A coroa de louro “se entregava aos doutores, aos vencedores da corrida. O louro é por ser doutor”, ou seja, um grande erudito da fé cristã.

“Mas se são José não deixou nada escrito, como pode ser isso possível? É doutor porque, com seu silêncio, ajustando-se ao plano de Deus, ensinou muito mais que os rios de tinta de outros doutores da Igreja”, afirmou a diretora de Fé e Cultura da arquidiocese de Toledo. “A homenagem do Greco a são José é inovadora na iconografia. Ela propõe a partir de então uma nova imagem de são José, muito mais viril, já não mais idoso, e sim jovem, forte e pai”, afirmou.

IGREJA

 

Quem é são Peregrino, ‘santo do câncer’ que fiéis invocam por Leão XIV

Enquanto o papa Leão XIV se recupera no hospital Gemelli, em Roma, depois de uma cirurgia que confirmou um câncer de pulmão, fiéis de todo o mundo rezam por ele, e muitos se voltam para um sacerdote servita do século XIV, conhecido há muito tempo como "o santo do câncer": são Peregrino Laziosi.

Do soco à penitência

Segundo um relato do padre Lawrence G. Lovasik, SVD, publicado na biblioteca da EWTN, Peregrino nasceu em 1260 em Forlì, Itália. Ele era filho único de uma família rica e, quando jovem, aliou-se à facção antipapal da cidade.Quando são Filipe Benizi, dos Servos de Maria (servitas), chegou a Forlì para pregar a paz em nome do papa Martinho IV, foi recebido com insultos, pedras e porretes. Peregrino o golpeou no rosto. Filipe respondeu oferecendo a outra face e rezando pelo jovem.

Comovido, Peregrino correu atrás do frade que partia. Implorou perdão de joelhos e prometeu mudar de vida. Segundo a tradição, Nossa Senhora apareceu-lhe depois na catedral de Forlì e disse-lhe: “Vá para Sena. Lá encontrarás os homens devotos que se chamam de meus servos. Junta-te a eles”.Peregrino recebeu o hábito servita em 1292. Dizia-se que por 30 anos ele nunca se sentou. Em 1322, seus superiores o enviaram para fundar uma casa servita em sua cidade natal, Forlì, onde ficou conhecido como pregador e confessor sempre disponível.

Na noite anterior à amputação

Depois, Peregrino desenvolveu uma dolorosa ferida cancerosa no pé. Lovasik escreve que o "cheiro gangrenoso" era tão fétido que as pessoas se mantinham afastadas. Os cirurgiões decidiram amputar o pé.

Peregrine passou a noite anterior à operação em oração diante de uma imagem de Cristo crucificado e adormeceu ali. Num sonho, Cristo pareceu estender a mão da cruz e tocar seu pé doente. Quando acordou, estava curado. O relato diz que os médicos não encontraram mais nenhum vestígio da doença.

Peregrino morreu em 1345, com cerca de 80 anos de idade. Foi beatificado em 1609 e canonizado pelo papa Bento XIII em 1726. Sua festa é celebrada em 1º de maio. Seu corpo repousa na basílica de San Pellegrino Laziosi, em Forlì. A devoção a ele se espalhou muito além da Itália, chegando ao santuário nacional de São Peregrino na basílica de Nossa Senhora das Dores, em Chicago, EUA, cidade natal do Leão XIV.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de quinta-feira: Ai de vós!

Evangelho da 5ª feira da 28ª semana do tempo comum. "Serão pedidas as contas a esta geração." O Senhor conta, acima de tudo, com as nossas disposições interiores para sermos bons condutores da graça divina.



Evangelho Lc 11,47-54

Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.

É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: 'Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração.

Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar.'

Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.


Comentário

“Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência!”

Jesus, com dor e com clareza, aponta aos fariseus o grande mal que estavam fazendo. Em vez de ajudar o povo a reconhecer o Messias em Jesus, fazem todo o contrário. Em vez de abrir a porta e deixar entrar, a fecham. Colocam-se no lugar de Deus como administradores da sabedoria e ciência de Deus.

A atitude de Jesus é totalmente contrária: “vinde a mim todos os que estão cansados e angustiados e eu os aliviarei” (Mt 11, 28).

Jesus oferece a salvação a todos e o que nos pede é fé e humildade. Que vejamos a verdade e a amemos.

Caminhar com o Senhor significa lutar por ser humildes. Porque como contava santa Teresa: “Uma vez eu estava considerando a razão por que nosso Senhor é tão amigo desta virtude da humildade e de modo repentino me surgiu na frente – sem que eu considerasse, mas de súbito – a seguinte ideia: porque Deus é a suma Verdade, e a humildade é andar na verdade”[1].

A humildade é necessária para caminhar com o Senhor. A soberba nos fecha em nós mesmos e pensamos que possuímos a verdade. A humildade, pelo contrário, abre o coração à verdade ao reconhecer que não sabemos tudo. Caminhar na verdade significa ter horizontes amplos diante de nós. A humildade leva também a termos consciência de que somos instrumentos nas mãos de Deus para ajudar os outros no caminho da fé.

Isso é o que Jesus nos diz com estas palavras: “vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. Jesus quer servir-se de nós, da nossa vida, do nosso exemplo, para facilitar aos outros o seu encontro com Ele.

Lembrava de algo que ouvi, faz alguns meses, no falecimento de um bom cristão. Contavam que ele tinha em cima de sua mesa de trabalho estas palavras de são Josemaria: “este é cristão porque não odeia, porque sabe compreender, por que não é fanático, porque está acima dos instintos, porque é sacrificado, porque manifesta sentimentos de paz, porque ama”[2].

Uma boa maneira de não se apoderar da chave da ciência, e de ser bons condutores da graça de Deus, é lutar para que os outros possam descobrir Jesus em nossa atuação.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SANTO DO DIA

 

Hoje a Igreja celebra são Calisto I, o papa das catacumbas

São Calisto I é famoso pelas Catacumbas romanas que levam o seu nome e que ele organizou. Neste local estão enterrados muitos mártires dos primeiros séculos. A festa deste grande papa é celebrada hoje (14).

Diz-se que são Calisto era escravo nas minas e que, ao recuperar sua liberdade, entregou-se por completo à fé e a compartilhá-la com seus vizinhos.

São Zeferino o tornou seu homem de confiança e o encarregou das catacumbas, que têm 4 andares sobrepostos e mais de 20 quilômetros de corredores.Quando o papa Zeferino morreu em 217, Calisto foi eleito pelo povo de Roma como pontífice e teve que sofrer com paciência a oposição de um tal Hipólito, que rejeitava que um pecador poderia retornar à Igreja se fizesse penitências e deixasse suas maldades.Quando foi preso pelas perseguições, foi levado a um calabouço escuro sem comida. Tempos depois, encontraram-no tranquilo e perguntaram-lhe como conseguia não se desesperar. Então, ele respondeu:

“Acostumei meu corpo a passar dias e semanas sem comer nem beber, e isso por amor e meu amigo Jesus Cristo, assim, já sou capaz de resistir sem me desesperar”.

O chefe romano mandou que o jogassem em um poço fundo e que a boca deste poço fosse coberta com terra e escombros. Mais tarde, neste local foi erguida a Igreja de Santa Maria em Trastevere.

IGREJA

 

Uma só voz, um só coração: o mundo católico se une em oração pelo Papa

Quando o Papa compartilha com o povo de Deus as suas fragilidades, o coração da Igreja responde com afeto, proximidade e oração. O recente anúncio feito pelo Pontífice durante a oração do Angelus — no qual comunicou a necessidade de se submeter a uma intervenção cirúrgica — mobilizou imediatamente uma grande corrente espiritual em diversos cantos do planeta.

Mais do que uma reação formal, a resposta dos fiéis e dos pastores tem sido um testemunho vivo de comunhão eclesial.

O testemunho de serenidade e a resposta da fé

A forma serena e transparente como o Santo Padre abordou o momento que atravessa comoveu os peregrinos reunidos na Praça São Pedro e todos os que acompanhavam a transmissão. A sua atitude humilde diante da fragilidade física tornou-se, por si só, uma lição de confiança na Providência Divina.

Da Europa à América Latina, pastores e comunidades apressaram-se a confiar esta provação à intercessão da Virgem Maria. Recordando grandes figuras da Igreja, como São João Paulo II, muitos bispos destacaram que os momentos de sofrimento do Vigário de Cristo, longe de enfraquecer o seu ministério, tornam-se terreno fecundo de graça e união para toda a humanidade.

A esperança que vem da América Latina e do mundo

Nas dioceses da América Latina — onde o carinho pelo Papa é profundo e vivo —, o convite à oração espalhou-se rapidamente:

Nos países onde se preparam as próximas viagens apostólicas, as conferências episcopais reafirmaram o seu entusiasmo e esperança. Os bispos e fiéis organizam vigílias de oração, confiando que a cirurgia e a recuperação transcorram em paz e sem complicações.

 De grandes santuários marianos a pequenas paróquias, missas e terços comunitários têm sido oferecidos com a intenção especial pela saúde do Bispo de Roma e pelo discernimento da equipa médica encarregada dos seus cuidados.

Comunidades e famílias religiosas:Ordens religiosas e líderes ecuménicos pelo mundo fora expressaram igualmente a sua solidariedade, exortando os cristãos a acompanhar o Papa com o “cuidado e a proteção de Deus”.

Como podemos acompanhar o Papa neste momento?

O próprio Santo Padre pediu o apoio da oração dos fiéis enquanto se prepara para este momento. A Igreja lembra-nos que a oração intercessora é uma das formas mais concretas de exercermos a caridade e a solidariedade com aquele que carrega o peso de guiar o rebanho do Senhor.

Oração pela saúde do Santo Padre

Senhor Jesus, Bom Pastor,

Agradecemos-Vos pelo Papa que confiastes para cuidar do Vosso rebanho.

Concedei a Vossa bênção e sabedoria à equipa médica encarregada da sua saúde.

Pedimos-Vos que lhe concedais o dom da força, uma pronta e completa recuperação,

e a paz interior para atravessar este momento.

Protegei o nosso Santo Padre sob o manto de Nossa Senhora e sustentai a sua missão na Igreja e no mundo.

Amém.

LITURGIA DIÁRIA

 

Evangelho de quarta-feira: Retidão de intenção

Evangelho da 4ª feira da 28ª semana do tempo comum e comentário ao evangelho. “Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus”. O Senhor nos anima a ser humildes; manifestar o que somos e como somos, para podermos ser curados.


Evangelho (Lc 11,42-46)

Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo.

Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas.

Ai de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber.

Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!

Jesus respondeu: Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo.


Comentário

O Evangelho segundo João nos diz que Jesus via no coração das pessoas que O seguiam ou O louvavam, e que sabia se realmente acreditavam n’Ele ou não. Em todas as nossas ações há algo que é visto e algo que não se vê, algo que está escondido dos olhos dos homens: as nossas intenções e desejos, o que nos move a agir e o que procuramos. Portanto, todos nós somos capazes de compreender perfeitamente sobre o que Jesus está falando no Evangelho de hoje. Não podemos dizer que as suas palavras são dirigidas à pessoa que está ao nosso lado, mas não a nós. Pois mesmo tendo grandes e nobres desejos, não vamos reconhecer que algumas vezes já agimos simplesmente para ficar bem diante dos outros?

Jesus fala da justiça e do amor de Deus. Parecem ser palavras simples e claras. Mas estas palavras se referem a realidades muito profundas. Porque a justiça de Deus não se reduz ao que entendemos por justiça. O amor de Deus também não é como o nosso amor, tão frágil e limitado. Jesus acusava aqueles homens “sábios” de não conhecer a Lei, pois a essência da Lei era a justiça e o amor, e era exatamente isto o que eles não viviam.

Que bom seria que as nossas obras brotassem sempre de um coração desejoso de justiça e cheio do amor de Deus! Isto significa que as obras que realmente servem à vida e transformam o mundo são as que vêm de um coração que quer ser santo. A justiça de Deus é constância em suas promessas, perseverança no seu amor e misericórdia eterna. O Senhor nos anima a ser humildes; manifestar o que somos e como somos, para podermos ser curados; a amar como gostaríamos de ser amados; a não exigir dos outros algo que não estamos dispostos a fazer. O orgulho e o fingimento são como um muro que repele a graça. Além disso, não servirá para nada, na vida após a morte, parecer inocentes diante dos homens, se realmente não o desejamos e tentamos ser, pois o que Cristo olha e pesa são os corações, por eles seremos julgados.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

CURA

 

A tua fé está te curando?

Uma passagem do Evangelho de São Marcos que sempre me chama a atenção narra a cura da mulher que sofria de hemorragia havia 12 anos (Marcos 5, 25-34).


O evangelista conta que Jesus andava cercado por uma multidão. A mulher conseguiu se aproximar e tocou a roupa dele. No mesmo instante ficou curada.


O texto mostra ainda que essa doença causava um grande sofrimento e que em busca de cura, ela gastou tudo o que possuía.


Se por um lado ela perdeu seus bens materiais, por outro não perdeu as coisas mais importantes: a fé e a esperança.

Na prática


Muitas vezes na nossa vida passamos por situações difíceis, que nos tiram a segurança, a saúde, o bem-estar. Sofremos com a tristeza e, às vezes, até com a falta de perspectivas. Mas não devemos perder a esperança e nem a fé.


Porque foi movida por esta fé que a mulher alcançou a cura. Depois de ouvir a história, Jesus disse a ela: "Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, e sê curada do teu mal" (v. 34).


Nós também temos nosso encontro com Jesus na Eucaristia. E devemos sempre nos perguntar: como estamos tocando em Jesus no momento da comunhão?


Que possamos refletir sobre nossa fé e nossa esperança nAquele que deu a vida por nós e que pode nos transformar em novas criaturas. Busquemos o Senhor com a mesma fé que aquela mulher teve ao tocar o Seu manto.