domingo, 31 de maio de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Onde está o véu da Virgem Maria e qual é a relação com a Festa da Visitação?

Uma antiga tradição diz que na Anunciação-Encarnação de Cristo, a Virgem Maria usava um véu, que teria usado também ao ir "às pressas" para ajudar a sua prima Isabel. Esta relíquia está guardada em um importante templo e deu origem à festa da Visitação que a Igreja celebra hoje (31).

Segundo o site de pesquisas de santos Santi e Beati, esse véu ou manto da Virgem é chamado de “maphorion” ou “omophorion” (do grego omos = ombro e costas).

Foi conservado em Jerusalém até ser levado para Constantinopla, na atual Istambul, Turquia, no ano 472 d.C. por Galbios e Candidos, dois cidadãos romanos da classe aristocrática dos patrícios.

O véu foi mantido no santuário de Balcherne, em Istambul, e depois transferido para uma capela adjacente chamada "Santa Soros".

Em junho de 619, a relíquia foi escondida por causa de uma incursão de bandidos. Seria devolvida ao santuário no dia 2 de julho do mesmo ano, data que se tornou uma festa mariana, e uma data chave.

Segundo o site patrimonial do Ministério da Cultura (POP) francês, em 792 o imperador oriental Constantino V enviou o chamado véu da Virgem a Carlos Magno.

Então, a relíquia passou para as mãos do abade de "Aix-la-Chapelle" (Alemanha). Finalmente, em 876, foi confiada por Carlos, o Calvo, à catedral de Notre-Dame de Chartres, localizada a sudoeste de Paris. 

Depois do ano 1000, o véu foi colocado em um relicário que ficou fechado por muito tempo. As pessoas se esqueceram de como era e começaram a chamá-lo de "chemise". É por isso que a própria catedral de Chartres o chama de "Sancta Camisia".

De acordo com o POP, segundo dados oficiais de 1712, foi descoberto que era um pano de 2 metros e 12 centímetros de comprimento por 46 centímetros de largura. Assim permaneceu até que no auge da Revolução Francesa, em 1793, foi cortado e distribuído.

Em 1809, o então bispo de Chartres, dom Jean-Baptiste-Joseph de Lubersac, recolheu vários pedaços. O maior está guardado na catedral de Chartres dentro de um novo relicário.

Outro pedaço de 25 x 13 centímetros está na capela Vendôme, sul de Chartres, enquanto os fragmentos menores estão nos arquivos diocesanos.

O POP disse que peritos do "Musée des Tissus de Lyon" (Museu do tecido de Lyon) em 1927 determinaram que o que a tradição chama de véu da Virgem se assemelha aos usados ​​​​pelas mulheres no início da era cristã no Oriente.

O véu e a festa da Visitação

Segundo o site de notícias do Vaticano, Vatican News, antigamente, em 2 de julho, era celebrada “a festa da Deposição da santa Túnica da Theotokos na Blachernes (basílica)”. Nesta festividade, era lido o trecho bíblico da Visitação.

O templo de Blachernes é o santuário de Blachernes, onde segundo Santi e Beati esteve o véu da Virgem.

Desde 619, a devolução desta relíquia mariana era celebrada todo dia 2 de julho. Ambas as fontes também concordam que os franciscanos adotaram esta festa e fizeram dela a memória da Visitação no ano de 1263.

O papa Urbano VI, em 1389, oficializou-a para 2 de julho e o Concílio de Basileia, em 1441, confirmou-a para toda a Igreja. Com o Concílio Vaticano II e o novo calendário litúrgico, passou a ser celebrada todo dia 31 de maio.

SANTO DO DIA

Hoje é dia do venerável frei Damião, capuchinho que foi missionário no Nordeste brasileiro

Hoje (31) é dia do venerável frei Damião de Bazzano, capuchinho que ficou conhecido por suas Santas Missões no Nordeste do Brasil.

Frei Damião nasceu em Bozzano, na Itália, em 5 de novembro de 1898, tendo recebido o nome de Pio Gianotti. Era o segundo dos cinco filhos do casal de camponeses Felice e Maria Giannotti.

Aos dez anos, depois de crismado, começou a expressar os primeiros sinais de vocação e, aos 13 anos, entrou para o Seminário Seráfico de Camigliano, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em 17 de março de 1911.

Aos 17 anos, em julho de 1915, fez os primeiros votos e recebeu o nome de frei Damião de Bozzano. Em setembro de 1918, interromper os estudos porque foi convocado, e para o serviço para lutar na Primeira Guerra Mundial.

Voltou ao convento ao fim da guerra e fez a profissão perpétua. Em 1920, foi estudar Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Frei Damião foi ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1923, na igreja do antigo Colégio São Lourenço de Brindisi, em Roma. Em 1931, foi enviado ao Brasil, onde chegou em 17 de junho, tendo se estabelecido no Convento Nossa Senhora da Penha, em Recife (PE). Foram 66 anos dedicados às Santas Missões.

As Santas Missões costumavam durar de segunda-feira a domingo. Durante esta semana missionária, o frade proclamava a Palavra de Deus em uma cidade, por isso, afirmava ser apenas um mensageiro de Deus.

As Santas Missões contavam com sermões, catequeses, encontros específicos com homens, mulheres, jovens, crianças, doentes e presos. Ele também se dedicava a ouvir confissões por mais de 12 horas por dia.

Com os anos, Frei Damião adquiriu uma deformação na coluna que o deixou encurvado, dificultando a fala e a respiração. Ele sofreu durante muito tempo de erisipela por causa da má circulação sanguínea.

Em 1990, sofreu uma embolia pulmonar, por isso, a partir de então, diminuiu o ritmo das Santas Missões, passando apenas para os finais de semana. Mas, sua saúde se agravou em 1997, ano em que fez a sua última Santa Missão na cidade de Capoeiras (PE), no mês de fevereiro.

Em 12 de maio de 1997, foi internado no Real Hospital Português, em Recife, onde fez sua última missão, rezou o terço com os pacientes em uma das salas do hospital.

No dia seguinte, 13 de maio, sofreu um derrame cerebral e foi levado para a UTI. Morreu em 31 de maio de 1997, aos 98 anos. Frei Damião foi enterrado na capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era devoto, no Convento São Félix, em Recife.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de domingo: a Santíssima Trindade

Comentário ao Evangelho da Solenidade da Santíssima Trindade (Ciclo A).


Evangelho (Jo 3, 16-18)

Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.


Comentário

Na intimidade do diálogo com Nicodemos, Jesus revela as profundezas do amor divino. “Deus amou tanto o mundo...”, começa por dizer.

O mundo, o universo inteiro, saíra bom das mãos de Deus como testemunha o livro de Génesis quando acrescenta: «E Deus viu que isto era bom» (Gn 1, 10) ao ponderar tudo o que foi criando dia após dia. Mas aquele mundo que era bom foi danificado pelo pecado do homem. No entanto, Deus não o abandona e continua a manter o seu amor, que é mais forte que o pecado. Um amor que chega ao extremo: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito» (v. 16).

S. Cipriano, Padre da Igreja, convida-nos a considerar, em meados do século III, que «muitos e grandes são os benefícios de Deus, que a bondade generosa e copiosa de Deus Pai e de Cristo, realizou e sempre realizará pela nossa salvação. De facto, para nos preservar, nos dar nova vida e nos poder redimir, o Pai enviou o Filho. O Filho, que tinha sido enviado, também queria ser chamado Filho do homem, para fazer-nos filhos de Deus: Ele humilhou-se, a fim de elevar o povo que anteriormente jazia na terra, foi ferido para curar as nossas feridas, tornou-se um escravo para nos conduzir-nos – aos que éramos escravos –, à liberdade. Aceitou morrer, para poder oferecer imortalidade aos mortais»[1].

Deus Pai entregou-nos «o seu Filho Unigénito» (v. 16), diz Jesus. O Pai é doador de tudo. Em primeiro lugar, desde a eternidade, Ele dá tudo ao seu Filho, como o próprio Jesus reconhece na sua oração ao Pai durante a Última Ceia: «Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu» (Jo 17, 10). Pai e Filho compartilham idêntica natureza divina.

Mas, no tempo, Deus Pai também dá tudo ao mundo, ao entregar por amor o seu Filho Unigénito. «A palavra 'unigénito' remete por um lado – explica Bento XVI – ao prólogo [do Evangelho de S. João], onde o Logos é definido como o 'Deus Unigénito' (Jo 1, 18). Mas, por outro lado, lembra Abraão, que não negou a Deus o seu filho, o seu 'filho único' (Gn 22, 2.12). A 'doação' do Pai é consumir-se no amor do Filho “até ao extremo” (Jo 13, 1), ou seja, até à cruz»[2].

Esse dom de Deus, que é o Seu Filho Unigénito, não foi concedido a um grupo de pessoas escolhidas, mas está destinado “ao mundo”. Adquire então uma dimensão universal. O mundo inteiro estava necessitado de salvação e foi redimido por Ele «para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna» (v. 16).

«Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (v. 17). Jesus, o Filho de Deus feito homem, «não vem condenar-nos; não vem para nos lançar em rosto a nossa indigência ou a nossa mesquinhez: vem salvar-nos, perdoar-nos, desculpar-nos, trazer-nos a paz e a alegria. Se reconhecermos esta maravilhosa relação do Senhor com os seus filhos, os nossos corações mudarão com certeza e veremos abrir-se diante dos nossos olhos um horizonte absolutamente novo, cheio de relevo, de profundidade e de luz»3].

«Se Deus nos criou, se nos redimiu, se nos ama até ao ponto de entregar o seu Filho Unigénito por nós, se nos espera – todos os dias! – como aquele pai da parábola esperava o seu filho pródigo, como não há de desejar que o tratemos com amor? O que seria estranho era não falar com Deus, afastar-se d’Ele, esquecê-lo, dedicar-se a atividades estranhas a esses toques ininterruptos da graça»[4].

SANTO DO DIA

 Hoje é a Solenidade da Santíssima Trindade, o mistério do amor de Deus

A Igreja celebra hoje (31), domingo depois de Pentecostes, a solenidade da Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, três pessoas e um só Deus verdadeiro.

Em 2013, para explicar a algumas crianças as três pessoas da Santíssima Trindade, o papa Francisco lhes disse: “O Pai cria o mundo, Jesus nos salva e o que o Espírito Santo faz? Ele nos ama, nos dá o amor”.

O mistério da Trindade não pode ser precisamente entendido porque é um mistério. Santa Joana D’Arc afirmava que “Deus é tão grande que supera a nossa ciência”, portanto, supera o entendimento humano.

Em uma ocasião, santo Agostinho caminhava pela praia, quando observou uma criança que fazia um buraco na areia. O santo perguntou ao menino o que pretendia fazer e ele respondeu que queria colocar toda a água do mar naquele buraco.

Santo Agostinho, admirado, disse: “Mas você não percebe que é impossível?”. O menino respondeu que “é mais possível colocar toda a água do mar neste buraco do que tentar colocar o mistério da Trindade em sua cabeça”.

O santo irlandês são Patrício, para explicar este mistério, comparava-o com um trevo. Dizia que cada folha é diferente, mas as três formam o trevo, e o mesmo acontece com Deus, onde cada pessoa é Deus e formam a Santíssima Trindade.

sábado, 30 de maio de 2026

IGREJA

 

Seu bebê acorda à noite? Dicas para ensiná-lo a dormir bem

O descanso dos bebês é algo complexo e às vezes pode ser difícil para ele dormir durante toda à noite sem acordar. É uma realidade que afeta o sono dos próprios pais, que só querem uma coisa: que o seu filhinho durma como um bebê! Dicas de especialistas para obter um sono de qualidade

Odescanso dos bebês é algo complexo e às vezes pode ser difícil para ele dormir durante toda à noite sem acordar. É uma realidade que afeta o sono dos próprios pais, que só querem uma coisa: que o seu filhinho durma como um bebê! Dicas de especialistas para obter um sono de qualidade

“Dormir como um bebê”. A expressão tem pouco sentido, como é entendida ao ouvir os numerosos pais que reclamam por causa do sono de seus bebês.

Lucie, mãe de dois filhos com menos de três anos, está entre esses pais. Esta mãe não encontra palavras suficientemente intensas para descrever a “catástrofe” das noites agitadas.

“É um inferno, um problema verdadeiro, uma tortura, um perigo. Meu filho mais velho já estava dormindo mal, mas piorou com o nascimento de sua irmãzinha. Tenho imensa privação de sono, por isso estou mais impaciente, mais irritável e menos disponível. A vida é difícil para mim, para o meu parceiro, para a nossa família.”

A exaustão por fadiga dos pais é a primeira razão que os leva a consultar especialistas em sono, psicólogos, homeopatas, osteopatas… Algumas mães nem esperam até o final da licença de maternidade para procurar ajuda.

“Tenho que voltar ao trabalho e minha filha ainda não consegue dormir a noite toda. Eu não conseguiria manter meu dia neste ritmo”, confessa Clémence.

O fim da licença-maternidade chega muito cedo e os pediatras concordam que o bebê teria que esperar três meses para que ele ficasse sem comer à noite para sempre.

“Nenhum bebê com mais de 100 dias acorda à noite porque está com fome”, diz o doutor Philippe Grandsenne.

O retorno ao trabalho, a exaustão, a pressão social, a questão sistemática daquelas pessoas da família que se aproximam e dizem: “O bebê dorme bem?”, são fontes de angústia. O que fazer então? É possível ensinar o bebê dormir bem?

Devemos educar também o sono!

Aude Becquart, conselheira em cuidados infantis especializada em sono, está acostumada a ouvir testemunhos deste estilo: “Os pais que vêm me ver já tentaram de tudo, leram tudo, ouviram tudo, não aguentam mais. Eles vivem imersos demais em seu mundo e às vezes precisam de conselhos de fora”. No entanto, além desse cansaço extremo e da fragilidade resultante, há outra questão igualmente importante em jogo. “A boa qualidade do sono dos adultos é adquirida desde tenra idade”, lembra Aude Becquart.

Sujeito às tensões e às crispações que às vezes ocorrem na família, o sono apresenta muitos desafios educacionais, explica Lyliane Nemet-Pier, psicóloga clínica: “Toda educação entra em jogo no sono, sem a qual não temos conhecimento dela. A frustração, a autonomia, a separação, o casal primeiro e depois o filho… Sempre que for possível, recebo os pais na consulta, porque o sono é um sintoma que força o pai e a mãe a intervir. Isso não é tão necessário em casos como a comida, por exemplo”.

Portanto, os estilos de vida atuais, os métodos educacionais, a falta de tempo para os pais se dedicarem aos filhos, também são obstáculos para o descanso do bebê ou da criança? A psicanalista coloca a questão com clareza cristalina: “Quando o tempo gasto na vida familiar é drasticamente reduzido, como estão os bebês, as crianças e os pais? As noites ressoam com as tristezas e as deficiências do dia”.

Mas por que ele acorda tantas vezes?

“Acho que os jovens pais estão mal preparados e dificultam muito o sono dos seus bebês. Se estivessem mais bem informados, reduziriam bastante os problemas do sono, que costumam ocorrer desde a primeira infância”, diz Lyliane Nemet-Pier.

Tudo bem, mas como você encontra o sono quando o bebê berra no pequeno apartamento da família? Quando as paredes que separam as paredes dos vizinhos são finas como papel? Sem mencionar que o choro da criança é de partir o coração, quase insuportável para os pais também.

A Dra. Marie-Josèphe Challamel, pediatra e renomada autora de inúmeras pesquisas sobre o sono, lembra as regras básicas: “A criança acorda à noite, é normal, isso acontece a cada mudança de ciclo. Oito vezes por noite para uma criança de três meses, quatro despertares entre à meia-noite e às 5 da manhã numa criancinha de 18 meses. O que não é normal é que a criança não sabe voltar a dormir sozinha”. Assim, o bebê deve conseguir adormecer sozinho em sua cama “por volta dos três / quatro meses”, avalia o pediatra. Essa autonomia, que é gradualmente adquirida, é essencial para passar uma boa noite e um bom dia.

Aprender a decifrar os choros

“Costuma-se dizer que a criança chora porque não tem carinho. Mas isso não está totalmente correto”, esclarece Brigitte Langevin, especialista em educação do sono.

“A criança que permitimos adormecer apenas expressa seu descontentamento, mas isso não é insegurança. Chorar é difícil de distinguir, mesmo para os pais, mas é preciso estar muito vigilante. Não estou dizendo que você precisa deixar a criança chorar, porque isso é negligência, mas você precisa permitir que ela se esvazie de suas emoções”.

Ouvir e decifrar os choros é importante de várias maneiras. Em particular no momento do sono das criancinhas. Os pesquisadores demonstraram que o bebê adormece na etapa de um sono agitado. Ele geme, acena com as mãos, vira a cabeça para a esquerda e para a direita, mantendo os olhos fechados.

“Os pais que seguram o filho nos braços, nesse momento, perturbam o seu ciclo do sono!”, alerta Lyliane Nemet-Pier. Da mesma forma, quando um bebê acorda à noite, aguarde alguns minutos antes de ir vê-lo. É possivel que ele volte a dormir sozinho. Aprender a entender os choros do bebê é essencial para aprender sobre sua autonomia e independência.

A importância do ritual de deitar

A etapa do sono vem precedida pelo famoso “ritual da hora de dormir”: realizar os mesmos gestos aproximadamente à mesma hora da noite faz com que as criancinhas se sintam seguras e as prepara para dormir.

Um banho morno, um jantar tranquilo, sem luzes intensas, uma estória ou uma canção, uma oração e ir para a cama. Para as crianças mais velhas, a Dra. Challamel e Lyliane Nemet-Pierre nos lembram a importância de não exagerar com as telas: “As atividades de tela não estruturadas têm efeitos terríveis para a criança e, mais ainda, para o bebê”. As telas são muito estimulantes e emocionantes e também emitem uma luz que impede a chegada e a difusão da melatonina, “o hormônio que desencadeia e mantém o sono”. Uma dica válida para crianças e adultos!

O ritual de deitar é ainda mais importante, pois os ritmos vitais são frenéticos e irregulares. “A criança não precisa de muito tempo com os pais, mas precisa de tempo para si mesma. Um tempo exclusivamente para ela, sem a interrupção do telefone dos pais, sem atividades excessivamente estimulantes, um tempo para compartilhar”.

Esse momento valioso é uma oportunidade para descarregar as emoções do dia e satisfazer a falta de presença que a criança possa experimentar com relação aos seus pais. Também permite identificar os sinais de cansaço da criança: olhos vermelhos, grunhidos, bocejar … Esta disciplina pode ser difícil de adotar ao longo do dia, mas permite preparar umas noites tranquilas e enriquecer consideravelmente o relacionamento parental-filial.

Ariane Lecointre-Cloix