sábado, 16 de maio de 2026

TESTEMUNHOS

 

“Eu era como uma criança”: a reconstrução perturbadora de Klara após um acidente

Vítima de um grave acidente de trânsito em abril de 2019, Klara Krošelj Oblak acordou após seis semanas em coma sem reconhecer sua própria vida. A jovem eslovena teve que reaprender a escrever, falar e andar antes de reconstruir pacientemente seu futuro, impulsionado pela esperança e perseverança.

Klara Krošelj Oblak tinha tudo para ter sucesso. Uma aluna brilhante, ex-atleta de alto nível e estudante de cirurgia dentária na Faculdade de Medicina de Ljubljana, na Eslovênia, ela estava se preparando para trabalhar como dentista. Mas em abril de 2019, um grave acidente de trânsito abalou sua vida. Vítima de um hematoma cerebral significativo, ela deve reaprender a escrever, falar e andar. Uma longa reconstrução que ela conta hoje com fé, lucidez e gratidão.

Neste dia, a jovem voltou de exercícios universitários sob uma chuva torrencial. Cansada, dirigindo um carro que ela não domina, ela perde o controle em uma estrada escorregadia e desvia para a pista oposta. Um veículo a atinge de frente. Parte de seu cérebro é afetada por uma hemorragia. Klara entra em coma por seis semanas. "Aquela época, foram principalmente meus entes queridos que sofreram. Os médicos não podiam prever quais seriam as consequências", disse ela à edição eslovena da Aleteia. Quando ela acorda, ela não reconhece mais sua própria vida. "Quando acordei, não sabia mais quem eu era ou o que estava fazendo." O traumatismo craniano lhe causa amnésia retrógrada: parte de sua memória desapareceu. "Eu não percebi que algo estava errado. Eu estava simplesmente feliz por estar acordada, viva e cercada por pessoas amorosas", diz a jovem.

Uma reconstrução impulsionada pela esperança

Depois de um mês em terapia intensiva e depois outro em neurocirurgia, ela passou por duas operações para remover o hematoma. Gradualmente, algumas memórias retornam, mas um longo caminho de reabilitação começa porque o coma também deixou pesadas sequelas físicas. Seus músculos se atrofiaram e seu corpo precisa ser reeducado quase inteiramente. "Meus parentes disseram que era como se eu estivesse começando a viver novamente. Eu era como uma criança. Tive que reaprender a escrever, falar, andar... tudo." Ex-corredora de montanha desde os 12 anos, eleita Miss Esporte em 2013, Klara encontra no esporte um apoio essencial para avançar. "Correr em uma floresta, com música e sob o sol, é a melhor terapia", garante ela.

Klara Krošelj Oblak

Em seu infortúnio, a jovem se recusa principalmente a desistir de seus estudos. De volta para casa, ela tenta retomar suas aulas de odontologia. No entanto, ela logo percebeu que havia esquecido muito do que havia aprendido, quando tinha apenas oito exames antes de terminar seu curso. "Eu tive que reler tudo. O conhecimento estava em algum lugar na minha cabeça, mas eu não conseguia mais acessá-lo." Graças a uma determinação fora do comum, ao apoio de seus professores e a um imenso trabalho pessoal, ela passou no seu primeiro exame após o acidente em novembro de 2020. Dois anos depois, ela finalmente se formou e voltou orgulhosamente para mostrá-lo à equipe médica que a tratou.

Ainda hoje, Klara Krošelj Oblak admite que não é mais "exatamente como antes". Embora ela não possa mais praticar como dentista, ela avança com uma nova visão da vida. Agora apaixonada por neurologia, saúde mental e prevenção, ela deseja trabalhar no campo da saúde pública e aumentar a conscientização sobre os benefícios do esporte no bem-estar psíquico. "Meu caminho para a cura durará por toda a minha vida, pois aprendemos coisas novas enquanto vivemos. O cérebro é plástico: podemos aprender e memorizar continuamente", diz ela. Ao seu lado também permanece aquele que nunca a deixou durante esta provação: seu marido, que se tornou a testemunha silenciosa de sua lenta e paciente reconstrução.

IGREJA

 O Poder do Rosário mostra a força da oração, diz diretor do filme que estreia em todo o Brasil

O filme O Poder do Rosário estreia nos cinemas de todo o Brasil na próxima quarta-feira, 21 de maio. Segundo o diretor Tiago Benetti, o longa “é uma carta aberta ao mundo, uma exortação para que todos saibam quão poderosa é esta oração e os benefícios que podemos alcançar através dela”.

“O Poder do Rosário pode – e precisa – ser visto como um anúncio: um anúncio das maravilhas do Reino de Deus”, disse Benetti à ACI Digital.

O longa é produzido pela Stone Entertainment, produtora católica fundada em 2015 voltada para conteúdos de evangelização, e distribuído pela Kolbe Arte, produtora e distribuidora brasileira especializada em cinema de valores e conteúdos cristãos.

O filme mistura ficção e documentário para contar histórias inspiradas em testemunhos ligados à oração do Rosário

Segundo Benetti, o rosário foi escolhido como tema por obediência. “Nossa Senhora, em várias de suas manifestações, nos recomenda a rezar o Rosário, pois, através dessa oração o céu se move para nos beneficiar com inúmeras graças e bênçãos”, disse o cineasta.

O diretor também disse que a oração mariana “nos ajuda a nos aproximar de Deus e crescer em intimidade de santidade”.

Benetti contou que a trama do filme foi inspirada “em diversos relatos de milagres” e que alguns deles estão presentes na obra.

“A parte ficcional foi construída a partir de fragmentos de vários depoimentos de milagres de pessoas que foram entrevistadas ou partilharam seu testemunho com membros da equipe”, disse.

“Em sua dimensão documental, o filme trabalha com diversos relatos de pessoas que realmente tiveram experiências milagrosas em suas vidas através da oração do Santo Rosário”, continuou.

O elenco reúne Myrian Rios, Alexandre Machafer e Tarcizio Rafael, além das estreantes Bella Maria Benetti e Bárbara Marinho. O projeto conta ainda com participações especiais de frei Gilson Azevedo, padre dos Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, do padre Fábio Galdino e do Instituto Hesed, instituto de vida religiosa de adoração perpétua e culto ao Sangue de Cristo fundado em Fortaleza (CE).

Segundo Benetti, o crescimento da devoção ao Rosário pode ser percebido tanto nos testemunhos recebidos pela equipe quanto no alcance das transmissões de oração nas redes sociais.

“Todos os dias recebemos inúmeros testemunhos de pessoas que estão voltando para fé ou se convertendo ao catolicismo através do Santo Rosário”, afirmou.

O diretor também citou as transmissões do Rosário da madrugada conduzidas por frei Gilson e pelo Instituto Hesed. Segundo ele, as lives de frei Gilson, que chegaram a reunir cerca de 317 mil pessoas simultaneamente em 2020, ultrapassaram 1 milhão de acessos simultâneos em 2026, alcançando quase 4 milhões de pessoas diariamente.

“Tudo isso nos leva a crer que nós estamos vivendo um momento único, profético. O que estamos observando é uma verdadeira metanoia, uma mudança de mentalidade, um movimento de conversão em massa”, disse Benetti. “Para nós, fazer parte desse movimento é algo sobrenatural, um verdadeiro presente de Deus”, continuou o diretor.

O bispo de Piracicaba (SP), dom Devair Araújo da Fonseca, assistiu ao longa e falou da força da oração apresentada no filme.

“Não é um filme devocional, mas é um filme que traz experiências concretas, experiências de vida, do poder da oração”, disse o bispo. “Mostra a caminhada de uma pessoa que passa de alguém que não acreditava, que não tinha experiência da oração, mostrando como, no caminho, ou seja, à medida que o tempo passa, essa pessoa tem uma experiência com Deus e traz essa experiência para a vida”.

“Junto com isso, tantas pessoas se juntam a esse momento de oração, e é algo muito bonito que está acontecendo no nosso país. Muitas pessoas têm descoberto a fé por causa da oração do Santo Rosário”, continuou.

A estreia nacional do filme acontecerá no dia 21 de maio em cerca de 200 salas de cinema em todo o país.

SANTO DO DIA

 Hoje celebramos são João Nepomuceno, mártir do segredo de confissão

São João Nepomuceno foi um exemplo da proteção ao sigilo sacramental: foi o primeiro mártir que preferiu morrer a revelar o segredo de confissão.

João Nepomuceno nasceu na Tchecoslováquia, entre os anos 1340-1350, em Nepomuk. Por isso que se diz o Nepomuceno. Obteve seu doutorado na Universidade de Pádua e foi pároco de Praga. Depois, foi nomeado vigário geral da arquidiocese, porque o cardeal o considerava um homem de confiança.

O santo foi confessor de Sofia da Baviera, a esposa do rei de Praga, Venceslau. Por isso, o rei, que tinha ataques de raiva e ciúmes, ordenou que lhe revelasse os pecados de sua mulher. A negativa do santo enfureceu Venceslau, que o ameaçou de assassinato se não lhe contasse os segredos.

Outro conflito entre Venceslau e João Nepomuceno aconteceu quando o monarca quis se apoderar de um convento para dar suas riquezas a um parente, mas o santo o proibiu, porque esses bens pertenciam à Igreja.

O rei ficou com raiva, o santo foi torturado e seu corpo lançado no rio Mondalva. Depois, os vizinhos recolheram o cadáver e o sepultaram religiosamente. Era o ano de 1393.

Devido à sua heroica atitude de preferir morrer a revelar um segredo de confissão, São João Nepomuceno foi considerado padroeiro dos confessores.

Também é considerado como protetor contra as calúnias e as inundações.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de sábado: em meu nome

Comentário ao Evangelho de sábado da VI semana da Páscoa. «Nesse dia pedireis em meu nome». Rezemos com mais fé o Pai Nosso, a oração que o Senhor nos deixou, pedindo com fé a Deus, em nome de Jesus, que sempre e em tudo façamos a Sua vontade.


 Evangelho (Jo 16, 23b-28)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Em verdade, em verdade vos digo: Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai. Nesse dia pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai, pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus. Saí de Deus e vim ao mundo; agora deixo o mundo e vou para o Pai».


Comentário

Jesus empregou várias comparações na sua pregação para exortar à petição perseverante a Deus: a fé como um grão de mostarda, a parábola da viúva e do juiz iníquo, a do amigo inoportuno... Agora, sem comparações, revela que toda a petição há de ser dirigida ao Pai em nome de Jesus. Os discípulos teriam ficado surpreendidos ao escutar “em meu nome”. Era como dizer-lhes: “Eu sou o Nome de Deus”. Nele têm o Filho de Deus, que está em plena comunhão com Deus Pai. Assim o ensinava S. Paulo a Timóteo: «Pois, há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus» (1Tm 2, 5).

Os discípulos, sobretudo ao rezar os Salmos, já pediam confiadamente a Deus, louvavam-n'O e davam-Lhe graças, invocando o nome do Senhor: «Louvarei o Senhor pela sua justiça e cantarei o nome do Deus Altíssimo» (Sl 7, 18). «Em Vós exultarei de alegria e cantarei salmos ao Vosso nome, ó Altíssimo» (Sl 9, 3). «Que o Senhor te responda no dia da angústia e o nome do Deus de Jacob te proteja. (...) Uns confiam nos seus carros, outros nos cavalos; nós, porém, confiamos no Senhor, nosso Deus» (Sl 20, 2.8). E tinham aprendido dos lábios do próprio Jesus o melhor modo de orar: «Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome». Agora descobriam que esse Nome do Senhor é “Jesus”, que lhes está a falar, em quem podem depositar toda a sua confiança.

Toda a nossa oração há de seguir esse itinerário: ao Pai, “por Jesus Cristo nosso Senhor”, como já fazemos continuamente na oração litúrgica. Talvez notemos muitas vezes que nos falta fé, e fazemos nosso o pedido dos Apóstolos: «Aumenta-nos a fé» (Lc 17, 5), e a nossa união com Ele cresce, até rezarmos cada vez com maior convicção: «seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu». S. Josemaria rezava muitas vezes, e deixou escrita com força, esta importante oração de petição: «Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima vontade de Deus, sobre todas as coisas. – Amen. – Amen»[1].

sexta-feira, 15 de maio de 2026

IGREJA

 

Um dos sonhos de Bento XVI finalmente realizado por Leão XIV

Com sua visita à Universidade La Sapienza de Roma na quinta-feira, 14 de maio, o Papa Leão XIV curou uma profunda ferida sofrida por Bento XVI: a oposição de alguns membros do corpo docente à visita do pontífice alemão a esta universidade levou ao cancelamento de sua visita planejada em 2008.

Nesta quinta-feira, 14 de maio, o Papa percorreu 8 quilômetros em Roma, uma curta distância, mas carregada de simbolismo especial. Ele visitou a Universidade La Sapienza, uma instituição pública italiana, onde, após visitar a capela e cumprimentar a Reitora Antonella Polimeni, proferiu um importante discurso no Auditório Magno para os alunos e professores.

Feriado no Vaticano, mas não na Itália, o discurso do Papa traz à memória Bento XVI, que, há 18 anos, foi impedido de visitar esta universidade pública e laica.

O Papa, a convite do então reitor, tinha agendada uma visita a esta prestigiada universidade romana para 17 de janeiro de 2008, para proferir um discurso na abertura do ano letivo. O pontífice alemão era conhecido como um acadêmico exigente, bastante diferente da imagem simplista de guardião da doutrina com a qual era frequentemente associado. Contudo, assim que a visita foi anunciada, protestos irromperam entre alguns professores e alunos. Sessenta e sete professores, principalmente do departamento de física, enviaram uma carta ao reitor solicitando o cancelamento do evento.

O Julgamento de Galileu

No cerne das críticas estava uma palestra proferida pelo então Cardeal Ratzinger em 1990 na mesma universidade, na qual ele citou o filósofo da ciência Paul Feyerabend falando sobre o julgamento de Galileu. Seus detratores acusaram o futuro Papa de ter endossado a ideia de que a condenação de Galileu pela Igreja havia sido "razoável e justa".

Essa interpretação se espalhou rapidamente pela mídia italiana e transformou a visita em uma questão nacional. Assim como em seu discurso em Regensburg, em 2006, no qual suas observações sutis, citando um imperador bizantino sobre o Islã, foram tiradas de contexto, as palavras de Bento XVI foram exploradas e distorcidas.

Grande parte da classe política, incluindo a esquerda laica, condenou o que considerou uma forma de intolerância intelectual.

Na realidade, o contexto da citação era mais complexo. Ratzinger não estava defendendo a Inquisição; ele se referia à crise moderna de confiança na ciência e citava Feyerabend como sintomático de uma virada crítica na filosofia da ciência contemporânea. Mas, no clima tenso da época, marcado por debates sobre laicidade e o papel público da Igreja, essa nuance logo se dissipou. Estudantes ocuparam a reitoria da Universidade La Sapienza e anunciaram manifestações durante a visita do Papa. Diante do risco de incidentes, o Vaticano acabou decidindo cancelar a viagem.

Um choque saudável?

O evento causou espanto na Itália. Grande parte da classe política, incluindo membros da esquerda laica, condenou o que considerou uma forma de intolerância intelectual. O presidente Giorgio Napolitano, membro do Partido Comunista, expressou publicamente sua solidariedade ao Papa, enquanto o escritor e dramaturgo Dario Fo, apesar de ser conhecido por seu anticatolicismo satírico, defendeu o direito de Bento XVI de discursar na universidade.

O caso revelou, portanto, um paradoxo: aqueles que acusavam a Igreja de ter historicamente censurado a ciência eram, por sua vez, acusados ​​de querer sufocar o debate intelectual. O discurso que Bento XVI havia preparado, e que finalmente apresentou por escrito, enfatizava a necessidade de diálogo entre as disciplinas e a vocação da universidade como um espaço para a busca compartilhada da verdade. O Papa desenvolveu a ideia de que a razão científica, quando isolada de todo questionamento ético ou metafísico, corre o risco de se empobrecer.

O cancelamento da visita deu inicialmente a impressão de uma ruptura irreparável entre ciência e fé. Mas os anos seguintes revelaram também algo mais: a possibilidade de um espaço para um confronto civilizado.

Este incidente também proporcionou uma oportunidade para o diálogo. Vários intelectuais ateus ou agnósticos participaram de debates de alto nível com Bento XVI. Entre eles, o matemático Piergiorgio Odifreddi, possivelmente o mais famoso divulgador científico e ativista racionalista italiano contemporâneo. Ao longo dos anos, desenvolveu-se entre eles uma inesperada relação intelectual.

Em 2011, Odifreddi publicou um extenso texto crítico dirigido a Bento XVI. Muitos esperavam um confronto brutal. No entanto, o Papa respondeu pessoalmente, em uma carta que se tornou famosa, elogiando a inteligência e a honestidade intelectual de seu crítico, ao mesmo tempo que analisava alguns de seus pontos um a um. Esse diálogo, marcado por uma cortesia incomum, surpreendeu profundamente a opinião pública italiana.

O próprio Odifreddi reconheceu gradualmente ter descoberto em Ratzinger um interlocutor de imensa cultura filosófica, muito distante da imagem caricatural de um homem dogmático e hostil à razão. Após a morte de Bento XVI, o matemático chegou a publicar um texto imbuído de respeito e emoção, evocando uma relação que se tornara quase amistosa, apesar de suas divergências fundamentais.

O caso La Sapienza deixou, portanto, um legado paradoxal e contraditório. O cancelamento da visita inicialmente deu a impressão de uma ruptura irreparável entre ciência e fé. Mas os anos seguintes revelaram algo mais: a possibilidade de um espaço para um debate civilizado, onde as certezas podem ser discutidas sem exclusão mútua. Este episódio nos lembra que a relação entre ciência e religião continua marcada pela história, paixões e mal-entendidos. Mas também demonstra que mesmo as oposições mais intensas podem, por vezes, dar origem a diálogos profundos.

Um passo rumo à primeira encíclica do Papa

A visita de Leão XIV deve também ser interpretada no contexto dos preparativos para a publicação da sua encíclica dedicada aos desafios antropológicos contemporâneos. Segundo alguns meios de comunicação italianos, espera-se que o título seja Magnifica Humanitas, que significa "Magnífica Humanidade". Este termo já foi utilizado em alguns discursos e homilias de Leão XIV.

A formação científica do Papa, como antigo professor de matemática, contribui para criar um ambiente de reconciliação entre fé e ciência. É provável que, dirigindo-se à comunidade de cientistas e investigadores, crentes e não crentes, o Papa destaque o seu trabalho e os seus esforços como uma expressão de "magnífica humanidade", desde que aceitem os limites éticos impostos pelo respeito pela vida.