domingo, 2 de agosto de 2026

ESPIRITUALIDADE

 Se Jesus te perguntasse: “Se eu não te der o que você quer, você me amaria?”

Imagine, por um instante, que Jesus olhasse para você hoje e perguntasse: “Se eu não te der aquilo que você mais deseja, você ainda me amaria de todo o seu coração?”

Talvez você esteja pedindo pela cura de uma doença, por um casamento que não aconteceu, pelo filho que ainda não chegou, pela restauração de uma família, por uma porta de trabalho ou simplesmente pelo fim de uma dor que já dura tempo demais.

Todos nós carregamos pedidos que apresentamos a Deus com lágrimas. E isso não é errado. Pelo contrário. A oração nasce justamente desse encontro entre a nossa fragilidade e a esperança.

Mas, às vezes, sem perceber, deixamos que o amor por Deus fique condicionado às respostas que esperamos receber. Quando isso acontece, a fé deixa de ser um relacionamento para se tornar uma negociação silenciosa.

Vivemos em uma cultura que nos ensinou a acreditar que felicidade significa ausência de sofrimento. Queremos respostas rápidas, soluções imediatas e caminhos sem perdas. No entanto, a vida insiste em nos lembrar de outra verdade: existir também é experimentar limites, despedidas, frustrações e dores que não escolhemos.

E talvez uma das experiências mais difíceis seja justamente esta: perceber que a vida não faz pausas por causa do nosso sofrimento.

Enquanto tentamos compreender uma perda, o relógio continua andando. Enquanto choramos uma despedida, o mundo segue seu ritmo. Enquanto esperamos por um milagre, os dias continuam passando.

É nesse lugar que muitos de nós perguntamos: “Deus, onde o Senhor está?”

A fé nunca prometeu uma vida sem cruz. O próprio Cristo não escolheu um caminho livre da dor. Ele escolheu permanecer amando, mesmo quando tudo parecia dizer o contrário.

Talvez amar a Deus de todo o coração não signifique compreender todos os seus silêncios. Signifique confiar que Seu amor permanece, mesmo quando as respostas ainda não chegaram.

Isso não elimina a dor. Mas o ajuda a superar.

IGREJA

A maioria dos católicos conhece apenas uma destas cinco festas de Nossa Senhora



Se você perguntar à maioria dos católicos quais festas marianas são celebradas nessa época do ano, eles dirão logo uma: a Assunção, e estarão certos. Mas não é a única. Entre o final de maio e meados de agosto, a Igreja inclui no calendário cinco celebrações distintas dedicadas à Virgem Maria, cada uma com seu próprio caráter teológico, sua própria história e até sua própria geografia. Quatro delas passam praticamente despercebidas para a maioria. Elas merecem algo melhor.

1
A Visitação (31 de maio)
A festa que encerra o mês de maio é uma das cenas mais dinâmicas do Evangelho. Maria, recém-grávida, percorre cerca 160 km a partir de Nazaré através de uma perigosa região montanhosa para chegar até sua prima Isabel em Ein Karem, nos arredores de Jerusalém — uma caminhada ladeira acima com quase 425 metros de desnível, por um terreno conhecido pela presença de salteadores.

Ela se dirige, como diz Lucas, "às pressas" (Lc 1, 39). Quando Isabel ouve a sua saudação, a criança pula em seu ventre e Isabel exclama: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lc 1, 42). A resposta de Maria é o Magnificat (Lc 1, 46): o grande hino dos pobres e humildes que tem sido cantado nas Vésperas todas as tardes desde que Bento o tornou o eixo central da oração vespertina no século VI.

Ein Karem continua lá, agora integrada à extremidade ocidental de Jerusalém, com sua Igreja da Visitação construída sobre o local tradicional da casa de Isabel. Os peregrinos que visitam Jerusalém nessa época do ano podem percorrer a rua onde, segundo se diz, ocorreu esse encontro. A Visitação é uma festa do reconhecimento — da graça reconhecida em outra pessoa antes mesmo que qualquer uma das duas mulheres tenha pronunciado uma única palavra de teologia — e de uma jovem que, após receber a notícia mais extraordinária da história da humanidade, dispôs-se imediatamente a ajudar outra pessoa.

2
O Imaculado Coração de Maria (sábado após o segundo domingo depois de Pentecostes)
Esta festa móvel é celebrada em junho, sempre no dia seguinte à solenidade do Sagrado Coração de Jesus, de modo que ambos os corações estão liturgicamente sempre unidos.

Instituída por Pio XII em 1944, em pleno auge da Segunda Guerra Mundial, ela conta com o respaldo teológico de Fátima: o pedido de Nossa Senhora de que se consagrasse a Rússia ao seu Imaculado Coração marcou profundamente a forma como a Igreja se compreendia ao longo do século XX, desde as aparições de 1917 até a consagração realizada por João Paulo II em 1984. Em Portugal, onde Fátima se localiza nas encostas da Serra de Aire, ao norte de Lisboa, a festividade atrai peregrinos durante o ano todo, mas especialmente no período das férias, quando o grande santuário ao ar livre fica repleto de multidões vindas de todo o mundo. A teologia é simples e exigente: o coração de Maria estava tão conformado ao de seu Filho que honrar a um significa sentir-se irremediavelmente atraído pelo outro.

3
Nossa Senhora do Monte Carmelo (16 de julho)
Nas encostas do Monte Carmelo, ao norte de Israel, sobre a cidade portuária de Haifa, os carmelitas conservam um monastério e uma basílica no lugar onde a sua ordem teve origem: eremitas que viviam perto de uma capela dedicada à Virgem nos séculos XII e XIII. A festividade de 16 de julho comemora tanto essa origem quanto a tradição do escapulário marrom. Mas é nas localidades costeiras do Mediterrâneo que a festa ganha mais vida. Na Itália, a celebração é, antes de tudo, marítima. Ao longo da costa da Campânia — Nápoles, Sorrento, Ischia, Positano —, as comunidades pesqueiras levam a imagem da Virgem até a praia e a colocam em um barco, que em seguida é escoltado por frotas de embarcações menores, enquanto pétalas de flores são lançadas ao mar e fogos de artifício estouram sobre o porto.

Em Roma, a celebração se transforma na "Festa de’ Noantri" — "a festa de nós, os outros", no dialeto romano do Trastevere —, onde a imagem percorre o rio Tibre de barco, uma tradição que remonta a 1535, quando, segundo se conta, pescadores encontraram uma imagem da Virgem no rio após uma tempestade. Na Espanha e na América Latina, onde é a padroeira dos marinheiros e do mar (Nossa Senhora do Carmo), a procissão se repete em dezenas de cidades litorâneas, da Galiza ao Chile. Em Brooklyn (Espanha/EUA), o festival de dez dias realizado em Williamsburg ergue um «giglio» de sessenta e cinco pés (20 metros) — uma torre que sustenta a Virgem — e a carrega pelas ruas, seguindo uma tradição trazida por imigrantes do sul da Itália que se mantém ininterruptamente por mais de um século.

4
A Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior (5 de agosto)
Esta é a festividade menos conhecida das cinco e uma das mais insólitas. Comemora a lendária fundação da grande basílica romana no ano 358, depois que a Virgem apareceu em sonhos ao Papa Libério e a um nobre romano chamado João, ordenando-lhes que construíssem uma igreja na colina do Esquilino onde caísse neve… em pleno mês de agosto.

A neve caiu. A basílica foi construída e hoje se ergue como uma das quatro basílicas maiores de Roma, com seu teto artesoado dourado com o que, segundo a tradição, foi o primeiro ouro trazido da América, um presente de Fernando e Isabel. Em seu interior encontra-se o que é venerado como um ícone da Virgem pintado pelo próprio São Lucas (a Salus Populi Romani). A festividade é conhecida às vezes como Nossa Senhora das Neves — um título estranho e belo para uma festa celebrada no auge do calor de agosto, um lembrete de que o milagroso segue um calendário diferente do meteorológico. Se você estiver em Roma no início de agosto, quando a cidade se esvazia de seus habitantes e se enche de turistas, a basílica do Esquilino fica mais tranquila do que o habitual. É um ótimo momento para visitá-la, se puder suportar o calor. E se você assistir à missa lá nesse dia, verá o milagre ser recriado com pétalas de rosa brancas caindo do teto da cúpula.

5
A Assunção (15 de agosto)
Em Malta, a Assunção de Nossa Senhora não é uma festa qualquer. É a festividade por excelência: o ápice do ano litúrgico local, o momento para o qual todo o verão foi se preparando. Neste pequeno arquipélago de 316 quilômetros quadrados situado em pleno Mediterrâneo, mais de vinte vilarejos celebram a sua «festa» paroquial em 15 de agosto, competindo entre si pelas decorações mais elaboradas, pela qualidade de sua banda musical e pela imponência de seus fogos de artifício. As ruas são enfeitadas com luzes coloridas com semanas de antecedência. As fachadas das igrejas permanecem iluminadas até depois da meia-noite. As bandas de música desfilam pelas estreitas ruas de pedra calcária enquanto a imagem da Assunção — a Virgem elevada ao céu, cercada por anjos dourados — é carregada nos ombros pelos fiéis em uma procissão que pode durar horas.

No vilarejo de Mosta, cuja grande basílica imponente possui uma das maiores cúpulas de igreja do mundo, a festa atrai milhares de pessoas. Em Attard, em Gudja, em Mqabba, repete-se o mesmo ritual: a população se reúne, a imagem sai pelas portas da igreja e a praça explode em júbilo. A Assunção — definida como dogma pelo Papa Pio XII em 1950, embora seja celebrada pelo menos desde o século V — proclama que Maria, ao fim de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória celestial. É a antecipação, nela, do que é prometido a todos: a ressurreição da carne, a redenção de toda a pessoa humana. Malta, ao que parece, nunca precisou que isso lhe fosse explicado. A tradição católica de dois mil anos da ilha, que tem suas raízes no naufrágio de São Paulo no ano 60, transmitiu esta festividade com uma intensidade ininterrupta de geração em geração. Estar em Malta no dia 15 de agosto é compreender, de uma forma que nenhum tratado teológico consegue transmitir plenamente, o que significa quando uma festa pertence verdadeiramente a um povo.

SANTO DO DIA

 Hoje é festa de são Pedro Julião, apóstolo da Eucaristia

A Igreja celebra hoje (2) são Pedro Julião Eymard, conhecido como o apóstolo da Eucaristia e fundador dos Sacerdotes, das Servas e da Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento.

Pedro Julião nasceu na França em 1811, trabalhou desde muito jovem com seu pai e, em suas horas livres, estudava latim e recebia alunas de um sacerdote. Mais tarde, ingressou no seminário e em três anos foi ordenado sacerdote.

Com a permissão de seu bispo, ingressou na Companhia dos Maristas. O centro de sua vida espiritual sempre foi a devoção ao Santíssimo Sacramento e, aos poucos, foi aprofundando a ideia de glorificá-lo.

Decidiu retirar-se da Companhia de Maria e fundou a Congregação dos Sacerdotes adoradores do Santíssimo Sacramento. Em seguida, iniciou as Servas do Santíssimo Sacramento e a Liga Eucarística Sacerdotal. Do mesmo modo, organizou a Arquiconfraria do Santíssimo Sacramento. Também escreveu várias obras sobre a Eucaristia.

“É um santo”, dizia são João Maria Vianney sobre Pedro Julián. “O mundo se opõe a sua obra porque não a conhece, mas se trata de uma obra que alcançará grandes coisas para a glória de Deus. Adoração Sacerdotal, que maravilha!... Diga ao padre Eymard que pedirei diariamente por sua obra”, afirmou o Cura d’Ars.

Depois de um longo período de sofrimento por causa de diversas enfermidades e de ter levado com coragem as dificuldades de impulsionar obras religiosas para a salvação das almas, são Pedro Julião morreu em 1º de agosto de 1868. Foi canonizado em 1962 por são João XXIII.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de domingo: ao cair da tarde

Comentário ao Evangelho do XVIII domingo do Tempo Comum (Ciclo A). «Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes». No final do dia, quando estivermos cansados, voltemo-nos para Jesus para cuidar das pessoas que precisam de nós nas últimas horas do dia.

Evangelho (Mt 14,13-21)

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O a pé. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:

«Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento».

Mas Jesus respondeu-lhes:

«Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer».

Disseram-Lhe eles:

«Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».

Disse Jesus:

«Trazei-mos cá».

Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.


Comentário

O Evangelho de S. Mateus conta que, quando Jesus soube que tinham prendido João Batista, Ele «retirou-Se num barco para um local deserto e afastado» (v. 13). Jesus procura um momento de solidão para a sua oração, como em outras ocasiões. Mas as multidões das redondezas queriam tanto ouvir a sua palavra e beneficiar das curas que não O deixaram descansar. Jesus não se incomoda com a sua impertinência. Pelo contrário, comove-se pela fé simples dessas pessoas e passa o dia inteiro com elas. Quando o dia declina, Ele não quer deixá-los ir embora sem antes lhes oferecer algo para comer, porque estavam longe de casa e fazia muitas horas que não comiam.

Em primeiro lugar, a sua paciência e compaixão são impressionantes. «Diante da multidão que O segue e, por assim dizer, ‘não O deixa em paz’ – comentava o Papa Francisco –, Jesus não reage com irritação, não diz: “Estas pessoas incomodam-me!”. Não, não. Reage com um sentimento de compaixão, porque sabe que não O procuram movidos pela curiosidade, mas pela necessidade. Mas prestemos atenção: compaixão – aquilo que Jesus sente – não é simplesmente sentir piedade; é algo mais! Significa com-padecer-se, ou seja, identificar-se com o sofrimento alheio, a ponto de carregá-lo sobre si. Assim é Jesus: sofre juntamente com cada um de nós, padece por nós»[1].

Os discípulos também percebem que caia a tarde e que estas pessoas precisam de comer, mas não assumem a necessidades dessas pessoas e pedem a Jesus que despeça a multidão para que possam ir «às aldeias comprar alimento» (v. 15). O Mestre, porém, não finge que não vê, nem os abandona à sua sorte, mas pede aos seus que ofereçam tudo o que têm, mesmo que seja muito pouco, para aliviar a fome de tantos homens, mulheres e crianças. Que maneira diferente de reagir às necessidades dos outros!

Vale a pena notar, como faz S. Josemaria, que Jesus poderia tirar o pão de onde quisesse..., mas procura a cooperação humana: «precisa de um menino, de um rapaz, de uns pedaços de pão e de uns peixes. Fazemos-Lhe falta tu e eu, meu filho: e é Deus! Isto urge-nos a ser generosos na nossa correspondência. Ele não precisa para nada de nenhum de nós e, ao mesmo tempo, precisa de todos nós. Que maravilha! O pouco que somos, o pouco que valemos, os nossos poucos talentos, Ele no-los pede, não podemos poupá-los. Os dois peixes, o pão: tudo»[2].

Os discípulos foram generosos e ofereceram a pouca comida que tinham. O Evangelho diz que Jesus «tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão» (v. 19). São expressões análogas às usadas pelos evangelistas ao narrar a instituição da Eucaristia na Última Ceia: «Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos» (Mc 24, 22). Desse modo, a magnitude com que multiplica esses poucos pães e peixes, prefigura «a superabundância deste pão único da sua Eucaristia»[3], como ensina o Catecismo da Igreja Católica.

A generosidade de Jesus que se oferece a nós como alimento na Hóstia santa manifesta a grandeza do seu amor. «Para corresponder a tanto amor – S. Josemaria convida-nos a considerar –, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma, pois vamos ouvir Deus, falar com Ele, vê-l’O, saboreá-l’O. E se as palavras não forem suficientes, poderemos cantar, incitando a nossa língua – Pange, lingua! – a que proclame, na presença de toda a Humanidade, as grandezas do Senhor»[4].

sábado, 1 de agosto de 2026

igreja

 Estes santos do mês de agosto têm muitas coisas em comum

O calendário litúrgico de agosto celebra santos que compartilham características marcantes. Santo Afonso Maria de Ligório e são João Maria Vianney destacaram-se pelo ministério da confissão; santa Edith Stein e são Maximiliano Kolbe morreram durante o regime nazista; e santa Mônica e santo Agostinho são lembrados pelo testemunho de mãe e filho.

Santos confessores: Afonso Maria de Ligório e João Maria Vianney

Nos primeiros dias de agosto são celebradas as festas de santo Afonso Maria de Ligório (1º de agosto) e são João Maria Vianney (4 de agosto), conhecido como santo Cura d’Ars.

Ambos são reconhecidos por serem modelos de zelo e por levar os católicos ao sacramento da confissão. Doutor da Igreja e fundador dos Redentoristas, Afonso obteve um doutorado em Direito aos 16 anos. Em 1723, no entanto, perdeu um caso muito importante e abandonou essa carreira para se tornar sacerdote. Em 1745, escreveu suas primeiras obras devocionais e, em 1748, publicou a primeira edição de seu guia de Teologia Moral. Afonso é classificado como um dos maiores teólogos morais da história da Igreja. Em 1950, o Papa Pio XII o declarou padroeiro dos confessores e teólogos morais.

O Cura d’Ars também é honrado como um dos mais importantes confessores e padroeiro dos párocos. Filho de fazendeiros perto de Lyon (França), as terríveis guerras de Napoleão Bonaparte impediram que ele entrasse no seminário. Quando finalmente pôde estudar para o sacerdócio, seu progresso foi prejudicado por sua total incapacidade de aprender latim. Finalmente, ordenado por causa de sua bondade, foi enviado ao pequeno povoado de Ars, em Villars-les-Dombes, onde seus superiores supunham que ele não iria prejudicar.

As pessoas começaram a ir ao povoado para se confessar, buscando seus conselhos e suas pregações. Com o tempo, passava até 18 horas por dia no confessionário. Como Afonso, que foi finalmente expulso da própria congregação que fundou, Vianney ganhou a inveja de alguns sacerdotes que reclamaram com o bispo, dizendo que ele era maluco ou mentalmente instável. O famoso bispo respondeu que queria que todos os seus sacerdotes sofressem da mesma loucura. O Cura d’Ars morreu enquanto ouvia um pecador arrependido.

Santos mártires do nazismo: Edith Stein e Maximiliano Kolbe

Nos dias 9 e 14 de agosto, respectivamente, celebramos dois santos que foram vítimas do horror nazista e que são santos da era moderna: santa Edith Stein e são Maximiliano Kolbe.

Ambos são reconhecidos por serem modelos de zelo e por levar os católicos ao sacramento da confissão. Doutor da Igreja e fundador dos Redentoristas, Afonso obteve um doutorado em Direito aos 16 anos. Em 1723, no entanto, perdeu um caso muito importante e abandonou essa carreira para se tornar sacerdote. Em 1745, escreveu suas primeiras obras devocionais e, em 1748, publicou a primeira edição de seu guia de Teologia Moral. Afonso é classificado como um dos maiores teólogos morais da história da Igreja. Em 1950, o Papa Pio XII o declarou padroeiro dos confessores e teólogos morais.

O Cura d’Ars também é honrado como um dos mais importantes confessores e padroeiro dos párocos. Filho de fazendeiros perto de Lyon (França), as terríveis guerras de Napoleão Bonaparte impediram que ele entrasse no seminário. Quando finalmente pôde estudar para o sacerdócio, seu progresso foi prejudicado por sua total incapacidade de aprender latim. Finalmente, ordenado por causa de sua bondade, foi enviado ao pequeno povoado de Ars, em Villars-les-Dombes, onde seus superiores supunham que ele não iria prejudicar.

As pessoas começaram a ir ao povoado para se confessar, buscando seus conselhos e suas pregações. Com o tempo, passava até 18 horas por dia no confessionário. Como Afonso, que foi finalmente expulso da própria congregação que fundou, Vianney ganhou a inveja de alguns sacerdotes que reclamaram com o bispo, dizendo que ele era maluco ou mentalmente instável. O famoso bispo respondeu que queria que todos os seus sacerdotes sofressem da mesma loucura. O Cura d’Ars morreu enquanto ouvia um pecador arrependido.

Santos mártires do nazismo: Edith Stein e Maximiliano Kolbe

Nos dias 9 e 14 de agosto, respectivamente, celebramos dois santos que foram vítimas do horror nazista e que são santos da era moderna: santa Edith Stein e são Maximiliano Kolbe.

Santa Edith, também conhecida como Irmã Teresa Benedita da Cruz, foi uma convertida do judaísmo, monja carmelita, filósofa, escritora espiritual. Nascida em uma família judia, fez uma longa e escura viagem de abandonar o judaísmo pelo ateísmo e depois encontrar seu caminho ao catolicismo através da filosofia. Abraçou o catolicismo depois de estudar a filosofia da fenomenologia, o tomismo e a leitura da autobiografia de santa Teresa d’Ávila. Entrou nas Carmelitas em 1934 e foi transferida da Alemanha para a Holanda em 1938, para escapar dos nazistas. Em 1942, no entanto, com a Alemanha ocupando a Europa Ocidental, foi presa junto com a sua irmã Rosa (também convertida) como parte do decreto nazista contra todos os católicos não arianos. Morreu em uma câmara de gás naquele mesmo mês de agosto. O papa são João Paulo II a canonizou em 1998 e, no ano seguinte, nomeou-a copadroeira da Europa, com santa Brígida da Suécia e santa Catarina de Sena.


São Maximiliano foi um sacerdote franciscano, teólogo e mártir. Nascido na Polônia, ingressou no convento franciscano em 1907, estudou em Roma e foi ordenado sacerdote em 1918. Como santa Edith, tinha um intelecto notável e era um talentoso matemático e cientista, além de jornalista. Ganhou o ódio dos nazistas por causa de seus escritos e, quando a Polônia caiu em setembro de 1939, Kolbe foi preso várias vezes e finalmente enviado para Auschwitz. Como prisioneiro, foi torturado pelos guardas da SS por ser um sacerdote católico, mas nunca parou de ajudar seus companheiros de prisão. Morreu em 14 de agosto de 1941, depois de tomar o lugar de Franciszek Gajowniczek, um sargento do exército polonês que era casado e havia sido condenado à morte.


Mãe e filho santos: santa MônicDurante vários anos e muitas lágrimas, santa Mônica rezou para que seu filho, brilhante, mas rebelde, caísse em si e se arrependesse de sua vida libertina com a qual desperdiçava sua inteligência. Nunca deixou de rezar e esperar e, ao final, suas orações foram respondidas. A conversão final de seu filho ocorreu com a influência de santo Ambrósio de Milão e ela estava lá para testemunhar o batismo pelas mãos de Ambrósio. Morreu em Óstia, perto de Roma, em 27 de agosto de 387.

Agostinho é considerado o maior dos Padres da Igreja Ocidental, exerceu uma enorme influência na formação da teologia cristã e da civilização ocidental. Nada disso teria acontecido se sua mãe o tivesse abandonado.

Publicado originalmente em National Catholic Register.a e santo Agostinho

O final de agosto tem duas festividades consecutivas, a de santa Mônica (27 de agosto) e a de seu filho santo Agostinho (28 de agosto).


SANTO DO DIA

 Hoje é dia de santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos redentoristas

A Igreja celebra hoje (1º) a memória litúrgica de santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja por seus escritos sobre moral e fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, conhecidos como redentoristas.

Este santo italiano, natural de Nápoles, na Itália, escreveu “A Prática do Amor a Jesus Cristo”, “Preparação para a Morte”, “Glórias de Maria”, sendo “Teologia Moral” a obra que influenciou na formação do clero por muitos anos.

Santo Afonso pregava com simplicidade e ensinava seus missionários que “um sermão sem lógica é disperso e falta sabor. Um sermão pomposo não chega à massa. De minha parte, posso dizê-los que jamais preguei um sermão que a mulher mais simples não pudesse entender”.Entre suas frases conhecidas está: “Não existem pessoas fracas e pessoas fortes espiritualmente, mas as pessoas que não rezam e as pessoas que sabem rezar”.

Bento XVI explicou aos fiéis em um dia como hoje, em 2012, que este santo “nos recorda que relação com Deus é essencial na nossa vida. Sem ela, falta-nos a relação fundamental”. Lembra também que “Deus criou-nos por amor, para nos poder doar a vida em plenitude”.

Santo Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, com a qual tinha o objetivo de evangelizar nas regiões de população abandonada. Seu trabalho refletia a sua forma de viver, marcado pela bondade, simplicidade e caridade.

O santo morreu aos 90 anos, na noite de 31 de julho para 1º de agosto de 1787. Foi canonizado em 1839 e declarado doutor da Igreja em 1871.

Santo Afonso, cujo nome significa “pronto para o combate”, é representado com o crucifixo, os livros, o rosário ou a figura da Santíssima Virgem Maria, a quem tinha uma profunda devoção.

Sua congregação dos Redentoristas chegou ao Brasil em 1894. Hoje, há cerca de 600 missionários espalhados em 25 estados e no Distrito Federal. Desenvolve amplo trabalho evangelizador, fazendo-se presentes em diversas frentes missionárias, como: casas de formação, missões estrangeiras, área acadêmica, comunicações, missões itinerantes, paróquias e santuários, entre os quais, o de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), e o do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de sábado: perder a cabeça por amor

Comentário ao Evangelho de sábado da XVII semana do Tempo Comum. «O rei ficou consternado, (...) e mandou decapitar João no cárcere». O verdadeiro amor, profundo e fecundo, é aquele que está pronto a dar-se inteiramente, a perder a vida pelas pessoas amadas, em defesa da Verdade.


 Evangelho (Mt 14, 1-12)

Naquele tempo, o tetrarca Herodes ouviu falar da fama de Jesus e disse aos seus familiares:

«Esse homem é João Batista que ressuscitou dos mortos. Por isso é que nele se exercem tais poderes miraculosos».

De facto, Herodes tinha mandado prender João e algemá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Porque João dizia constantemente a Herodes:

«Não te é permitido tê-la por mulher».

E embora quisesse dar-Lhe a morte, tinha receio da multidão, que o considerava como profeta. Ocorreu entretanto o aniversário de Herodes e a filha de Herodíades dançou diante dos convidados. Agradou de tal maneira a Herodes, que este lhe prometeu com juramento dar-lhe o que ela pedisse. Instigada pela mãe, ela respondeu:

«Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Batista».

O rei ficou consternado, mas por causa do juramento e dos convidados, ordenou que lha dessem e mandou decapitar João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e entregue à jovem, que a levou a sua mãe. Os discípulos de João vieram buscar o seu cadáver e deram-lhe sepultura. Depois foram dar a notícia a Jesus.


Comentário:

Jesus Cristo recebe a notícia da morte de João Batista dos lábios dos seus discípulos. Sabem do muito que se amavam e não hesitam em contar-Lhe, talvez para encontrar também algum consolo.

Com que dor Jesus Cristo ouviria a história da morte do seu parente e amigo! Com que ternura consolaria os corações atribulados daqueles discípulos, os amigos de João! Como os encorajaria naquele momento, falando-lhes da grandeza daquele homem! Um homem que não hesitou em perder a sua cabeça por Jesus.

A defesa da verdade, a verdade que nos liberta, que não é negociável, inimiga dos falsos compromissos que procuram salvar a pele, leva-nos a perder a cabeça.

As palavras de João iluminaram os homens e mulheres do seu tempo, até mesmo o próprio Herodes. Dirigiam-se ao fundo dos corações e lá semearam as sementes da verdade, da bondade, da justiça e do amor. Eram palavras capazes de trazer à luz aquele fragmento de humanidade que, mesmo que enterrado por uma montanha de mentiras, habita no coração de cada homem.

Herodes tinha escorregado por um caminho sem retorno, condenando-se a uma vida estéril e infeliz, fechado em si mesmo, no seu egoísmo. João fala-lhe ao coração, quer tirá-lo da prisão em que está encerrado.

Com a sua própria vida quer mostrar-lhe como o amor verdadeiro, profundo e fecundo é aquele que está pronto a dar-se inteiramente, para perder a vida pelas pessoas queridas, para perder a cabeça por elas.

É a «inquietação do amor» que procura «sempre, sem descanso, o bem do outro, do amado, com aquela intensidade que leva até às lágrimas»; que «nos impele a sair ao encontro do outro, sem esperar que o outro manifeste a sua necessidade»[1].

Com o nosso amor inquieto, cheio de pormenores concretos, amando com o Coração de Jesus Cristo, vamos recordando aos outros como é o amor de Deus por eles, qual é a sua verdade mais profunda: eles são filhos amados de Deus Pai. Não temos que ter medo de perder a cabeça nestes pormenores de amor.