segunda-feira, 13 de julho de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Santa Teresa dos Andes, a padroeira dos jovens da América Latina

“Cristo, esse louco de amor, me tornou louca também”

“Cristo, esse louco de amor, me tornou louca também”Ela partiu desta vida muito jovem, aos 19 anos de idade, mas já era modelo de santidade para todos – em especial para a juventude latino-americana, da qual foi declarada padroeira.

Juana Fernández Solar nasceu em Santiago do Chile em 1900, filha de Miguel e Lucía. A partir dos 6 anos, já participava da Santa Missa quase todos os dias, junto com a mãe, e a proximidade da Eucaristia lhe despertava um grande almejo pela Primeira Comunhão, finalmente recebida em 1910. A menina passou então a comungar todos os dias e a passar longos momentos de diálogo pessoal com Jesus Eucarístico.

Juana estudou durante 11 anos no Colégio do Sagrado Coração, os últimos três como interna. Seu grande sacrifício era ficar longe da família, à qual era muito apegada.

Aos 14 anos, começou a perceber a vocação à vida religiosa, num processo de discernimento que foi aprofundando mediante a correspondência com a superiora das carmelitas descalças. Aos 17 anos, Juana manifestou o desejo de se tornar carmelita e, dando continuidade ao cuidadoso processo de discernimento, ingressou no convento dos Andes em 1919, tomando o nome de Teresa de Jesus.

A vida no carmelo foi breve para ela: onze meses depois, a irmã Teresa faleceu em decorrência de febre tifoide. Era o dia 12 de abril de 1920. Ela tinha 19 anos de idade.

A irmã Teresa foi beatificada por São João Paulo II em 1987 e canonizada pelo mesmo Papa em 1993, quando ele a chamou pela primeira vez de Santa Teresa de Jesus dos Andes e recordou que ela era não apenas a primeira santa chilena, mas também a primeira carmelita descalça da América Latina a ser elevada aos altares.

Na homilia de canonização, São João Paulo II destacou:

“Esta carmelita chilena, que viveu com alegria e como modelo da perene juventude do Evangelho, oferece a uma sociedade secularizada, que vive de costas para Deus, o testemunho límpido de uma existência que proclama aos homens e às mulheres de hoje que no amar, adorar e servir a Deus estão a grandeza e a alegria, a liberdade e a realização plena da criatura humana (…) Do claustro, ela grita suavemente: ‘Só Deus basta!’, especialmente aos jovens, aos famintos de verdade e aos que estão em busca de uma luz para dar sentido à sua vida (…) A uma juventude solicitada pelas contínuas mensagens e estímulos de uma cultura erotizada, a uma sociedade que confunde amor genuíno, que é doação, com o uso hedonista do outro, esta jovem virgem dos Andes proclama hoje a beleza e a bem-aventurança que emana dos corações puros”.

De fato, a alegria é apontada como uma das suas maiores características: uma genuína alegria de viver, baseada em Deus e no Seu Amor.

Santa Teresa dos Andes, entre cujos lemas de vida estava “Meu espelho há de ser Maria“, resumiu assim a própria vida:

“Cristo, esse louco de amor, me tornou louca também”.

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Com informações de ACI Digital

IGREJA

 

Angelus: “Os ventos da guerra sopram novamente”, lamenta Leão XIV

Durante a oração do Angelus que rezou em 12 de julho de 2026, em Castel Gandolfo, Leão XIV expressou seu pesar pelo recente ressurgimento dos combates no Oriente Médio e na Ucrânia. Ele também expressou sua solidariedade aos marinheiros que enfrentam conflitos que “estão impactando as rotas marítimas”.

Em repouso na residência papal de verão de Castel Gandolfo, a sudeste de Roma (de 5 a 27 de julho), Leão XIV rezou a oração mariana na praça adjacente ao Palácio Apostólico, na presença de milhares de pessoas. “Os ventos da guerra, infelizmente, sopram novamente no Oriente Médio, na Ucrânia e em muitas outras partes do mundo”, lamentou ele à multidão.

O Papa denunciou o ressurgimento da “violência, do terror e da morte, atingindo mais uma vez tantas pessoas inocentes”. Os ataques com mísseis russos e ucranianos intensificaram-se nos últimos dias, enquanto as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã foram retomadas, levando ao fechamento do Estreito de Ormuz e a ataques que se estenderam aos países vizinhos do Golfo.

“Não permitamos que esses acontecimentos extingam a pequena chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parece frágil e trêmula”, implorou o pontífice peruano-americano. Ele insistiu, então, que “o caminho do diálogo, do encontro e da diplomacia” seja retomado “com perseverança”. Para o Papa, este é “o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura, onde os povos possam viver reconciliados, em segurança mútua e com respeito à dignidade de cada pessoa”.

Por ocasião do “Dia Mundial do Mar”, celebrado no segundo domingo de julho pela Igreja Católica, Leão XIV ofereceu uma oração “a todos os marinheiros, pescadores e estivadores do mundo”. Ao falar sobre a missão deles, marcada pela “separação dos entes queridos e, às vezes, pelo medo provocado pelos conflitos nas rotas marítimas”, ele prestou homenagem ao “trabalho paciente e silencioso” que sustenta “o comércio e a vida de muitos povos”.

Ao final do encontro, o chefe da Igreja Católica entrou em um carrinho de golfe e se misturou à multidão, cumprimentando peregrinos e abençoando crianças. Esta foi uma das raras aparições públicas do pontífice durante este período de pausa em suas audiências oficiais.

IGREJA

 O escapulário e o rosário são inseparáveis, disse irmã Lúcia, vidente de Fátima

Uma das videntes das aparições da Virgem em Fátima foi Lúcia, que mais tarde se tornou religiosa Carmelita e revelou que Nossa Senhora do Carmo esteve na última aparição, em 13 de outubro de 1917, mostrando que “o escapulário e o rosário são inseparáveis”.

Conforme relato recolhido pelo site da ‘Ordem do Carmo em Portugal’, em 13 de outubro de 1917, a Mãe de Deus cumpriu a promessa que tinha feito aos três pastorinhos no mês anterior. Assim, depois da aparição da Virgem, apareceram também São José e o Menino Jesus, depois, Nossa Senhora das Dores e, em seguida, Nossa Senhora do Carmo.

Este episódio foi contado pela própria irmã Lúcia ao padre Donald O’Callaghan, O. Carm., em setembro de 1949. Em testemunho à ‘Ordem do Carmo em Portugal’, o sacerdote contou que na visita feita à religiosa, “estava particularmente interessado em saber qual o lugar do escapulário do Carmo nas aparições de Fátima”.A irmã Lúcia contou ao sacerdote carmelita que Nossa Senhora não lhe falou nada sobre o escapulário, mas, “dissera-lhe que viria como Nossa Senhora do Carmo, e a sua interpretação era que a devoção do escapulário agradava a Nossa Senhora, e que Ela desejava que fosse propagada”.

O padre O’Callaghan narrou ter perguntado à vidente “se ela pensava que a devoção do escapulário fazia parte da mensagem de Fátima”, ao que Lúcia respondeu que, certamente, “o escapulário e o rosário são inseparáveis”, pois “o escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora”.Segundo o sacerdote, irmã Lúcia ressaltou que, “em muitos livros sobre Fátima, os autores não dão o escapulário como parte integrante da mensagem”. “Ah, fazem mal; Nossa Senhora quer que todos usem o escapulário”, completou a religiosa.

O padre Raffterty contou ter insistido sobre a questão, por considerar que aquela declaração “não fosse talvez suficientemente claro”. Então, perguntou novamente: “Mas Nossa Senhora nada disse quando apareceu como Senhora do Carmo. Podemos ter a certeza que Ela queria o escapulário como fazendo parte da mensagem, só pelo fato de trazer o hábito vestido e segurar o escapulário?”.

Irmã Lúcia garantiu que “sim” e disse: “Agora já o Santo Padre o confirmou a todo o mundo, dizendo que o escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração. Ninguém pode discordar”.

A religiosa reforçou que, “sem dúvida, o terço e o escapulário são inseparáveis”.

O sacerdote disse ter pedido que a carmelita escrevesse tais palavras, mas, ela afirmou que “só o faria com a permissão do Santo Padre”.No ano seguinte, em 11 de fevereiro de 1950, o papa Pio XII convidou a “colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”.

Mais tarde, na festa da Assunção de Nossa Senhora em 1950, irmã Lúcia voltou a falar sobre a aparição de Nossa Senhora do Carmo e sobre o escapulário ao padre Howard Raffterty, O.Carm.

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrada a fundadora mais jovem na história da Igreja


Hoje (13) é dia de santa Clélia Barbieri, italiana morta aos 23 anos de idade em 13 de julho de 1870 e a fundadora mais jovem da história da Igreja. No dia da sua canonização, 9 de abril de 1989, o papa são João Paulo II disse que “impressiona a altura de santidade alcançada num breve período. Clélia é a fundadora mais jovem da história da Igreja. A sua vida demonstra que a santidade das almas é obra da graça divina, não da estratégia ou da cultura humana”.

“Não há nisto acaso uma mensagem do Altíssimo para nosso tempo? Com a solene canonização da jovem religiosa bolonhesa, Deus põe diante de nós uma criatura humilde, frágil, privada de riquezas materiais e de cultura, mas rica na sabedoria que os simples alcançam na oração, nas próprias fontes da Palavra revelada”, disse João Paulo II.

Santa Clélia nasceu em 1847 numa família pobre. Com a leitura do livro “A prática do amor a Jesus Cristo”, de São Afonso Maria de Ligório, aproximou-se cada vez mais do Senhor na sua vida ascética.

Todos a amavam na escola, na catequese e nos lugares que ela frequentava. Com outras três companheiras, fundou as Irmãs Mínimas de Nossa Senhora das Dores, em uma casa muito humilde. Apesar das dificuldades para a nova fundação, continuou com a ajuda do padre Gaetano Guidi, seu diretor espiritual e pároco, que confiava nas suas capacidades.Era muito devota de são Francisco de Paula. Nele, a sua fundação também encontrou inspiração. Certa vez, havia pouco óleo para a comida. Clélia pediu ao santo e foi para a porta da casa, e esperou até que alguém lhes deu de comer.

Uma doença terminou levando-a ainda muito jovem ao encontro definitivo com Cristo. As irmãs contam que, no quarto onde ela morreu, foi possível escutá-la rezando e que esse “dom” se repetiu várias vezes.

O arcebispo de Bolonha, cardeal Giorgio Gusmini, escreveu uma bela biografia sobre santa Clélia, contando muitos detalhes desta jovem santa.