quinta-feira, 24 de setembro de 2026

IGREJA

 

A surpreendente história católica dos 

nomes das flores

Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia

Já se perguntou de onde vêm os nomes caprichosos e criativos das flores? Acontece que muitos nomes de flores têm raízes católicas.

Os nomes religiosos de flores religiosas se originaram, como tantas grandes coisas, na Idade Média. Numa época em que as sociedades humanas estavam muito mais ligadas aos ciclos naturais das estações e ao calendário litúrgico, e quando lendas piedosas respondiam aos mistérios do mundo natural, as flores eram facilmente associadas a várias festas e imagens religiosas.

Algumas dessas conexões persistiram até nossos dias – azevinho e hera na época do Natal, por exemplo. Mas no medievo, o simbolismo das flores desempenhou um papel importante e útil aos fiéis. Nomes de flores chegaram a ser usados ​​como um meio de catequese.

Katrina Harrington, uma artista católica e mãe de cinco filhos, cuja arte foca no simbolismo mariano das flores, explica um pouco da história por trás da tradição.

“Vitrais nas igrejas se originaram porque as pessoas não tinham livros, e não apenas elas não tinham livros, mas não sabiam ler. Então, vitrais eram um meio de catequese para as massas”, diz Harrington.

Os nomes das flores desempenharam papel semelhante. “Os padres narravam lendas sobre flores, e os nomes das flores tornavam-se método de catequese”.

Surgiu uma conexão entre as épocas do ano, as flores e o calendário litúrgico.

As Hostas, por exemplo, eram chamadas de “Lírios da Assunção”, pois geralmente florescem em torno dessa festividade de 15 de agosto. Geralmente, as Aquilégias florescem em torno da festa da Visitação, em 31 de maio, quando Maria viajou para visitar sua prima Isabel. Sendo assim, foram chamadas de “sapatos de Nossa Senhora”.

Muitas flores receberam o nome de Maria. Narcisos eram chamados de Estrelas de Maria, as Dicentras eram Lágrimas de Maria, as Calêndulas eram o Ouro de Maria e a Gypsophila era o Véu de Nossa Senhora.

Para o homem ou a mulher da Idade Média, essas flores comuns tornaram-se rosários vivos, cobrindo a superfície da Terra. Os nomes religiosos das flores não eram apenas contos pitorescos para crianças, mas ofereciam lembranças da vida eterna e chamavam os piedosos a uma contemplação mais profunda das verdades sagradas.

As flores ainda oferecem essa oportunidade, chamando gentilmente os fiéis a voltarem suas mentes e corações para Deus.

Aprender alguns dos nomes religiosos das flores pode ser uma maneira maravilhosa de lembrar de Deus durante o dia e contemplar mais profundamente Sua mensagem de amor e redenção, especialmente se você for um “jardineiro(a)” com suas próprias flores para cuidar.

Mas mesmo que você nunca tenha a chance de aprender os nomes religiosos das flores, apenas perceber a beleza da criação de Deus já é oportunidade de dar graças.

“Deus é o artista mais prolífico e está sempre tentando nos conduzir a Ele através da beleza”, diz Harrington. “Deus está nos dando essas dicas em toda parte por meio de Sua criação.”

IGREJA

 

Poderosa oração de Leão XIII a São Miguel Arcanjo contra ciladas do diabo

Em sua Carta Pastoral para a Quaresma de 1946, o cardeal Giovanni Battista Nasalli Rocca, arcebispo de Bolonha, na Itália, conta sobre a oração composta pelo papa Leão XIII pedindo a intercessão de São Miguel Arcanjo contra as ciladas do diabo.

Diz o cardeal:

Leão XIII escreveu ele mesmo essa oração. A frase [os demônios] “que vagam pelo mundo para perdição das almas” tem uma explicação histórica, que nos foi referida várias vezes por seu secretário particular, Mons. Rinaldo Angelo. Leão XIII experimentou verdadeiramente a visão dos espíritos infernais que se concentravam sobre a Cidade Eterna (Roma); dessa experiência surgiu a oração que quis fazer rezar em toda a Igreja. Ele a rezava com voz vibrante e potente: o ouvimos muitas vezes na basílica vaticana. Não somente isso, mas que escreveu de seu próprio punho e letra um exorcismo especial contido no Ritual Romano (edição de 1954, tít. XII, c. III, pág. 863 e seguintes). Ele recomendava aos bispos e sacerdotes que rezassem frequentemente esse exorcismo em suas dioceses e paróquias. Ele, por sua parte, a rezava com muita frequência ao longo do dia.

A oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,
sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio!
Ordene-lhe Deus, instantemente o suplicamos,
e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina,
precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos
que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

A oração a São Miguel Arcanjo em latim

Sancte Michael Archangele, defende nos in praelio,contra nequitias et insidias diaboli esto praesidium:Imperet illi Deus, supplices deprecamur,tuque, Princeps militiae caelestis,satanam aliosque spiritus malignos,qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo,divina virtute in infernum detrude. Amen.

IGREJA

 

Confiar em Deus apesar da incerteza? A sugestão de Santa Gianna Beretta Molla.

Ó Maria, eu me entrego às vossas mãos maternas e a vós confio os meus assuntos, interiormente certo de que receberei o que vos peço em oração. Confio em vós porque sois minha doce Mãe, eu me entrego a vós (...), eu me recomendo a vós. Nesta confiança repouso, seguro de que fui ouvido em tudo.
Santa Gianna Beretta Molla

Tudo em nossas vidas tem seu tempo. Há um tempo para nascer e um tempo para morrer, e também há um tempo para esperar. É na espera que o coração humano se revela mais profundamente. Anseios, ansiedades e perguntas sem respostas imediatas dizem muito sobre nós. O amor que esperamos também começa agora — na forma como vivenciamos o presente e na própria espera.

Santa Gianna Beretta Molla, em sua oração à Virgem Maria, mostra que podemos descansar na confiança. Podemos descansar mesmo que a resposta ainda não tenha chegado. Isso não significa passividade, falta de desejo ou resignação. Confiança é aceitar que Deus age mesmo quando ainda não vemos os resultados. Deus vem com sua ajuda quinze minutos atrasado, mas sempre na hora certa.

Questões para reflexão:

- O que eu sinto quando penso em ter que esperar – paz ou ansiedade?

- Em que momentos é mais difícil para mim confiar que tudo tem seu lugar e seu tempo?

- O que mais posso aprender para me abrir ao amor no futuro?

Oração para confiar em Deus apesar da incerteza

Deus, às vezes carrego incertezas,medo e ansiedade em relação ao dia seguinte.Só consigo ver o que está perto. Não consigo enxergar todo o caminho.

E a incerteza pode me roubar a confiançae o sentido da vida.
Pai, ensina-me a confiar,mesmo quando o caminho não está claro.

Que cada passo seja vividocontigo,sem a constante ansiedade do amanhã. Que a falta de respostas não me enchade medo,mas me leve a confiarque tudo está em Tuas mãos.

Ajuda-me a crerque, mesmo no silêncio, Tu estás pertoe me guias. Quando eu navegar pelas águas turbulentas da vida, derrama paz em meu coração.

Dá-me coragem e a certeza de que Tu estás comigo.Tu conheces o meu caminho e para onde me conduzes. Amém.

IGREJA

 

Dez dados que todo católico deveria saber sobre a Bíblia

Por ocasião do mês da Bíblia, o portal católico de recursos apostólicos Catholic Link publicou dez informações sobre as Sagradas Escrituras que podem ajudar no apostolado.

A Bíblia é um texto cheio de “histórias fascinantes” escrito por pessoas comuns, que se entregaram à “vontade de Deus”, diz Catholic Link. Eles, sob a inspiração do Espírito Santo, transmitiram um dos “tesouros espirituais mais importantes da nossa fé” e o “fundamento cultural do ocidente”.

Mais do que um “compilado de regras e uma moral espiritual particular”, diz Catholic Link, a Bíblia nos mostra “o próprio Deus comunicando-se com seus filhos, é uma carta de amor, uma rota de navegação, um livro de perguntas e respostas, um manual de instruções do fabricante, um compêndio de testemunhos de homens frágeis sustentados por Deus em momentos difíceis”.Assim, todo aquele que lê as Sagradas Escrituras pode conhecer a vontade de Deus, aprender a relacionar-se com os outros e viver a “vida em plenitude”. A Bíblia é alimento espiritual para os católicos, pois, como disse o papa Francisco, ali encontramos “a força da nossa vida”.

O portal afirmou que não basta ler a Bíblia “como se fosse um livro qualquer”, pois “não é mera literatura”. Para ler a Bíblia, é “necessário mergulhar nas profundezas de seus versículos, mas também de seu contexto, de sua história, de sua origem”. O papa encorajou os católicos a se aprofundar no seu conteúdo através da Lectio Divina.

Abaixo, uma lista de dez aspectos da Sagrada Bíblia. Mais do que para satisfazer uma curiosidade, essa informação pode ajudar no apostolado:

1. A Bíblia vem do latim “bíblia”, termo que vem do grego βιβλία (biblía), que significa “livros”.

2. A Bíblia católica é composta por 73 livros. No Antigo Testamento são 46 livros; no Novo Testamento, 27.3. A Bíblia foi escrita em três línguas. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e algumas pequenas partes em aramaico. Há livros do Antigo Testamento que só chegaram a nós em grego, mas podem ter sido traduzidos de originais hebraicos, como o Eclesiástico. O Novo Testamento foi escrito em grego, a língua internacional da região em volta do Mediterrâneo na época.

4. Na Bíblia, há pelo menos 185 canções. Pelo menos 150 canções estão contidas no livro dos Salmos e nos Testamentos.

5. A Bíblia foi escrita por mais de 40 autores, entre os quais se encontram pessoas de diferente condição e posição, como profetas, reis, evangelistas, apóstolos, etc.

6. O livro mais longo da Bíblia é de Jeremias e o mais curto é a terceira carta de João.7. A Bíblia foi escrita por pessoas de diferentes ocupações: reis, fazendeiros, pescadores, profetas, um médico, um escriba, entre outros.

8. A Bíblia foi escrita em três continentes. A maior parte dela foi escrita na Ásia, no território que hoje é Israel. Algumas passagens foram escritas na África, no Egito, e várias epístolas do Novo Testamento foram escritas em cidades da Europa.

9. Na Bíblia, há mais de 40 milagres de Jesus, que incluem curas, exorcismos, ressurreição dos mortos e controle sobre a natureza.

10. O livro mais antigo da Bíblia não é Gênesis, como muitos acreditam, mas o livro de Jó, escrito por volta de 1400 a.C.

SANTO DO DIA

 

Hoje é celebrada Nossa Senhora das Mercês, a Virgem da Misericórdia

Hoje (24), é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, devoção que remonta ao século XIII, quando Nossa Senhora apareceu a são Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos.

Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.

Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, então, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.Foi quando Nolasco pediu a Deus para ajudá-lo. Em resposta, a Virgem apareceu a ele e pediu que fundasse uma congregação para resgatar os cativos.

Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.

Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo papa Gregório IX como superior geral.

Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no lugar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro fosse era suficiente para conseguir a libertação.Mais tarde, no ano 1696, o papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a festa de Nossa Senhora das Mercês em toda a Igreja.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de quinta-feira: Herodes procurava ver Jesus

Evangelho da 5ª feira da 25ª semana do Tempo. "Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?". A Eucaristia e o Evangelho são maneiras seguras de se aproximar de Jesus e conhecê-lo mais.


Evangelho (Lc 9,7-9)

O tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos.

Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.

Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?”

E procurava ver Jesus.


Comentário

Os Evangelhos mencionam com alguma frequência como a figura de Jesus impressionava as pessoas: o seu porte, a sua palavra cheia de sabedoria e autoridade, os milagres e maravilhas que realizava, os exorcismos assustadores através dos quais os espíritos impuros obedeciam à voz do Messias e eles, sob a sua influência, eram expulsos do ambiente dos homens.

Jesus provocava nas pessoas assombro e ao mesmo tempo um desejo de o conhecer e de saber mais sobre Ele. Quem era exatamente aquele carpinteiro de Nazaré, que, ao contrário das autoridades religiosas do povo, não tinha estudos, mas sabia tantas coisas e demonstrava tanta majestade, com uma autoridade desconhecida até então?

Para alguns, Jesus seria um profeta, como os famosos homens de Deus da história bíblica. Talvez ele fosse Elias, Jeremias, ou algum outro. Para muitos Jesus era semelhante ao profeta mais recente que haviam conhecido: João Batista, a quem Herodes, o tetrarca da Galiléia, havia aprisionado e decapitado.

O fato de as pessoas acreditarem que Jesus seria um profeta que havia ressuscitado destaca a crença do povo na vida após a morte. Com este pensamento, eles mostravam que para eles a identidade de Jesus era misteriosa e difícil de interpretar.

Em todo caso, o Evangelho de hoje nos mostra que mesmo as pessoas que pareciam mais distantes de Deus, como pode ser o caso de Herodes, também sentiam interesse por Jesus e queriam vê-lo, mesmo que fosse por uma curiosidade talvez não muito sobrenatural. Jesus despertava em todos os corações o desejo de conhecê-lo e de saber mais sobre ele.

Nós, graças à Igreja e às Escrituras, sabemos muito sobre a identidade de Jesus: sabemos que Ele é o Filho de Deus encarnado, o Messias esperado que devia padecer e ressuscitar e assim entrar na sua glória (cf. Lc 24,26). Recebemos muito mais luzes do que aquelas pessoas que O conheceram nos caminhos e aldeias da Galiléia. Portanto, é lógico que Jesus encontre em nós um grande desejo de conhecê-lo mais e melhor, de nos apaixonarmos mais por Ele.

A Eucaristia e o Evangelho são formas seguras de nos aproximarmos de Jesus e de conhecê-lo mais. Podemos então seguir o conselho de São Josemaría: “Procura o trato íntimo com a Humanidade Santíssima de Jesus... E Ele porá na tua alma uma fome insaciável, um desejo "disparatado" de contemplar a sua Face. Nessa ânsia – que não é possível aplacar na terra –, acharás muitas vezes o teu consolo”[1].


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

IGREJA

 

A-E-I-O-U: Estudo da Bíblia simples

 de 5 passos para as leituras de domingo

Aqui está o básico para um estudo da Bíblia estilo "faça você mesmo", para preparar melhor você e seus amigos para o momento mais importante da semana. Na Igreja de São Patrício, em Carlsbad, Califórnia, meu amigo Sean lidera um estudo bíblico masculino que se prepara para o domingo estudando as leituras programadas. Gosto de como Sean coloca isso:

"Estudando as leituras de domingo através do Antigo Testamento, dos primeiros Padres da Igreja e dos 2.000 anos de história da Igreja, comecei a perceber que os cristãos de 2.000 anos atrás lidavam com os mesmos problemas e incertezas que temos hoje. O estudo bíblico em grupo aprofundou tanto a minha compreensão das Escrituras quanto o meu relacionamento com Jesus."

As editoras católicas de hoje oferecem excelentes pacotes de vídeos e apostilas. E, no entanto, para os católicos que se reunem com alguns amigos para um grupo de estudo bíblico, aqui está uma maneira simples de se prepararem juntos para a Missa dominical, refletindo sobre as leituras das Escrituras de domingo.

Nossos amigos protestantes promovem uma variedade de métodos de estudo bíblico que, com algumas poucas adições simples, funcionam muito bem em um ambiente católico. Um deles, chamado “A-E-I-O-U”, pode ser facilmente adaptado para as leituras de domingo. Tudo o que você precisa são as leituras de domingo (que você pode obter online com os bispos ou através de qualquer missal), papel para escrever (talvez uma folha de exercícios caseira), uma mesa de cozinha (ou uma sala na paróquia), um coração cheio de oração e alguns biscoitos.

O básico de um estudo bíblico "faça você mesmo" está presente no AEIOU:

  • Ask (Pergunte)
  • Emphasize (Enfatize)
  • In your own words (Com suas próprias palavras)
  • Other passages (Outras passagens)
  • Use it (Use-o)

Toques Católicos. Uma chave para os católicos é ler as Escrituras dentro da comunidade da Igreja, e você fará isso refletindo sobre as Escrituras de domingo, adicionando um recurso de estudiosos e professores católicos e usando o Salmo responsorial como sua oração.

Leituras de Domingo. Estudar todas as três leituras (e o Salmo responsorial) pode sobrecarregar um grupo. Durante o Tempo Comum, as leituras do Evangelho seguem um padrão sequencial, levando-nos com Jesus e os discípulos a Jerusalém e à Cruz, precedidas por uma leitura do Antigo Testamento que antecipa o Evangelho. Isso reflete nossa antiga compreensão cristã de que o Novo e o Antigo Testamentos iluminam um ao outro. O famoso bispo e santo, Agostinho de Hipona, colocouD-O desta forma: "O Novo Testamento jaz oculto no Antigo, e o Antigo Testamento é desvendado no Novo."

Seguindo o princípio KISS (Keep it simple — Mantenha as coisas simples), recomendo deixar de lado a segunda leitura. Assim, o Salmo responsorial pode servir como a moldura de oração para o tempo que passam juntos.

Uma vez que o grupo comece com uma oração e um quebra-gelo simples, leia a passagem do Evangelho e continue com cada um desses cinco passos. Vamos analisá-los um de cada vez:

1A: Ask (Pergunte)

Faça perguntas, seguindo talvez as perguntas investigativas de um jornalista:

  • Para quem Jesus está falando?
  • Qual é a sua mensagem?
  • Por que a mensagem dele pode ser importante para o povo?
  • Quando, onde e por que isso está acontecendo?
  • Como ele está comunicando a sua mensagem?

Busque entender entrando na história pela perspectiva de alguém que está lá. Fazer isso torna a passagem não apenas sobre um evento de muito tempo atrás, mas presente para você agora.

2E: Emphasize (Enfatize)

Enfatize palavras e frases-chave. Sublinhe ou destaque palavras que se repetem, chamam a atenção ou capturam a mensagem central — marcadores de texto em gel e canetas são úteis. Faça isso quando a passagem for lida pela primeira vez, quando as perguntas forem discutidas ou durante um momento de silêncio que se segue. O que ressoa com você?

3I: In your own words (Com suas próprias palavras — e de um estudioso também)

Com suas próprias palavras. Escreva o que está acontecendo na passagem e o que ela significa. Resumir ajuda você a se conectar mais profundamente com a sua mensagem.

Uma adição católica importante: leia um comentário ou reflexão católica sobre a passagem. Você lutou com a passagem e a expressou com suas próprias palavras; agora é hora dos insights de um estudioso colocando a passagem com as palavras dele.

4O: Other passages (Outras passagens)

Outras passagens relacionadas. Uma segunda adaptação católica do AEIOU torna a primeira leitura daquele domingo a sua “outra passagem”. Leia com oração a primeira leitura, observando o que ressoa. Em seguida, explore sua relação com o Evangelho, que difere conforme o tempo litúrgico:

  • Domingos do Tempo Comum: como a passagem do Antigo Testamento antecipa a passagem do Evangelho, ou como o Novo cumpre o Antigo? Discuta como você vê essa conexão. E sim, às vezes a conexão não será óbvia.
  • Domingos do Advento: como a leitura do Antigo Testamento fala da esperança de Israel pela salvação e por um Messias? Discuta como Jesus cumpre a esperança do Antigo Testamento.
  • Domingos da Quaresma: como a leitura do Antigo Testamento nos prepara para entender a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus?
  • Domingos do Tempo Pascal: As primeiras leituras são dos Atos dos Apóstolos do Novo Testamento. Discuta o efeito da Ressurreição na vida e na missão da Igreja.

5U: Use it (Use-o)

Use-o em aplicação à sua vida. Agora permita que o que você leu e discutiu transforme a maneira como você vive. Pergunte: “Quais decisões ou relacionamentos a sessão de hoje me chama a considerar? Que parte da minha vida pode ser transformada pela graça de Deus se eu apenas confiar mais no Senhor?” Escreva suas respostas e compartilhe-as, se desejar.

Oração final. Esta adaptação católica da ferramenta de estudo bíblico AEIOU concentra-se no Evangelho de domingo e na primeira leitura. No entanto, o Salmo responsorial de um determinado domingo destina-se a ser uma reflexão sobre a primeira leitura. Com isso em mente, você pode rezar o Salmo como sua própria oração, com todos rezando as palavras juntos ou revezando-se em cada versículo.

Para meu amigo em Carlsbad, estudar as Escrituras com os outros aprofundou sua compreensão das Escrituras e seu relacionamento com Jesus. Pode haver maior preparação para o domingo?

"Porventura não ardia o nosso coração dentro de nós, quando ele nos falava pelo caminho e nos abria as Escrituras?" [Lucas 24,32]