domingo, 19 de julho de 2026

RELIGIÃO

 

A dignidade batismal

Leigos e Leigas, a partir do batismo, sintam-se chamados e vocacionados para assumirem seu lugar na Igreja, comprometendo-se com a comunhão e missão.

Neste mês de novembro, começamos celebrando todos os Santos e os Fiéis defuntos. Vamos refletir sobre esta realidade que nos envolve a partir da nossa fé: Fomos criados por amor, para viver o amor nesta terra e estarmos, para sempre, com o Amor que nos plenificará: Deus. 

Todos os nossos esforços e trabalhos, na Pastoral da Igreja, é para tornar Deus presente neste mundo, para transformá-lo segundo a vontade de Deus. O Reinado de Deus é o objetivo de nossa missão: “É preciso que Ele reine”, escreve São Paulo (1Cor 15,25), fazendo eco do que Jesus nos ensinou a rezar: “Venha a nós o Vosso Reino...” (Mt 6,10). 

Sermos missionários, como vivenciamos e celebramos no mês das missões apenas encerrado, nos impulsiona a considerar o papel dos leigos e leigas na Igreja. Todos somos missionários. A Igreja deve ser toda ela ministerial. É necessário que haja mais comunhão e participação nas comunidades, a corresponsabilidade deve ser exercida por todos, e, ainda, precisamos colocar em andamento a subsidiariedade a fim de que nossa Igreja possa realmente ser Sinodal. 

Tudo isto foi objeto de reflexão nesta primeira etapa do Sínodo que se desenvolveu o mês passado no Vaticano. Há uma vontade, e mais que isto, uma necessidade de que todos possam participar, com seus carismas, caminhando juntos como Povo de Deus Peregrino. É a sinodalidade em todos os níveis que está batendo às portas de nossa Igreja, convidando a abandonar os esquemas antigos de uma Igreja onde a autoridade era baseada na autoridade de príncipes e não de servidores. 

Sim, o Sínodo nos convida a exercermos nossos serviços na Igreja com muita simplicidade, proximidade e fraternidade. E o que achei muito importante nos trabalhos deste Sínodo foi o apelo à transparência em todos os setores da vida da Igreja. A desculpa de que informar e partilhar seria imprudência, ficou totalmente ultrapassada diante das propostas e discernimentos realizados. A verdadeira prudência é praticar o Evangelho na caridade que não exclui a verdade. 

Assim, concluo esta reflexão chamando a atenção para o fundamento de tudo o que refleti com vocês até aqui. De onde vem a “autoridade” dos fiéis leigos? Vem do Batismo que dá a todos igual dignidade na Igreja, deixando as diferenças por conta dos dons e carismas que cada um exerce, colocando-se a serviço de todos. 

Assim, no final deste mês, vamos celebrar o dia do leigo, celebrando a graça de termos sido batizados e com isso sermos membros da mesma Igreja em igual dignidade. Exercendo o sacerdócio comum dos fiéis, sirvamo-nos uns aos outros. Contemos sempre com o auxílio e ajuda imprescindível do sacerdócio ordenado, que existe, desejado por Cristo para servir todos os fiéis batizados. 

Leigos e Leigas, a partir do batismo, sintam-se chamados e vocacionados para assumirem seu lugar na Igreja, comprometendo-se com a comunhão e missão.

IGREJA

 

“Justiça superior”? Leão XIV explica como viver a verdadeira justiça

O Papa Leão XIV alertou: "Não basta não matar fisicamente uma pessoa se depois a matar com palavras, ou se não respeitar sua dignidade", afirmou.

"Averdadeira justiça é o amor”, afirmou Leão XIV durante o Ángelus que presidiu na Praça de São Pedro em 15 de fevereiro de 2026. Exortando os católicos a não se contentarem com uma “justiça mínima”, mas a viverem “um grande amor”, alertou especialmente os casais contra os limites da fidelidade formal, sem ternura ou um projeto comum.

Ao introduzir a oração mariana, o Papa comentou o Evangelho deste domingo, no qual Jesus Cristo faz um discurso sobre o significado da lei judaica. Em sua opinião, ele observou que os preceitos não servem "para satisfazer uma necessidade religiosa externa de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos introduzir em uma relação de amor com Ele e com nossos irmãos".

O "fim último" da lei, continuou o pontífice, "é precisamente o amor". Ele encorajou os fiéis reunidos sob suas janelas a não se limitarem a observar os mandamentos ao pé da letra, mas a praticar "uma justiça superior".

"Não basta uma justiça mínima; é necessário um grande amor", enfatizou.

Sublinhando a diferença entre a "justiça religiosa formal" e a justiça do Reino de Deus, Leão XIV deu exemplos:

"Não basta não matar fisicamente uma pessoa se depois a matar com palavras, ou se não respeitar sua dignidade", afirmou.

Da mesma forma, acrescentou, dirigindo-se aos casais, "não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério se nesse relacionamento falta ternura mútua, escuta, respeito, cuidado mútuo e trabalho em equipe em um projeto comum". A esses exemplos, "poderíamos adicionar muitos mais", disse o papa peruano-americano.

IGREJA

 

Responsabilidade moral de deter a espiral de violência: Papa sobre o Irã

Estamos diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, alertou o Papa Leão XIII, ao exortar os fiéis a rezarem pela paz.

Em relação à situação no Oriente Médio, o Papa Leão XIII fez um "apelo sincero" após celebrar o Ângelus do meio-dia com os fiéis na Praça de São Pedro. Ele exortou os líderes a "assumirem sua responsabilidade moral para deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável!" E pediu aos fiéis que continuassem a rezar pela paz.

Ele também mencionou a situação entre o Paquistão e o Afeganistão.

Embora definida há meses, a intenção do Papa para este mês de março é uma resposta direta aos eventos do fim de semana:

A intenção de março é: Pelo desarmamento e pela paz.

Rezemos para que as nações caminhem rumo a um desarmamento efetivo, particularmente o desarmamento nuclear,
e que os líderes mundiais escolham o caminho do diálogo e da diplomacia em vez da violência.

Eis o que o Papa Leão XIII disse após o Ângelus:

Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã neste momento dramático. A estabilidade e a paz não podem ser construídas por meio de ameaças mútuas ou armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável.
Diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, faço um apelo sincero às partes envolvidas para que assumam sua responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica baseada na justiça. E continuemos a orar pela paz.
Além disso, notícias preocupantes chegam nestes dias sobre os confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão. Faço um apelo por um retorno urgente ao diálogo. Oremos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos ao redor do mundo. Somente a paz, dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.