domingo, 10 de maio de 2026

SANTO DO DIA

 Hoje é a festa de são João de Ávila, padroeiro dos padres espanhóis

“Prefiro viver sem pele do que viver sem devoção à Virgem Maria”, disse são João de Ávila, padroeiro dos padres espanhóis, reformador e escritor. A festa deste grande missionário, diretor de almas e conselheiro de muitos santos é celebrado hoje (10).

São João de Ávila nasceu por volta do ano 1500 na Espanha em uma família rica. Estudou na Universidade de Alcalá, foi ordenado sacerdote em 1526 e distribuiu os bens que seus pais lhe deixaram entre os necessitados.

Um grande número de fiéis sempre vinha ouvir seus sermões, que ele preparava ajoelhado e orando por várias horas. Às vezes passava a noite inteira diante do crucifixo ou do Santíssimo Sacramento confiando a pregação e assim obteve muitas conversões.

"Para obter conversões, é preciso ter fé que as conversões serão alcançadas. A fé move montanhas", disse o santo. Para ele, a principal qualidade de um bom pregador é "Amar muito a Deus!"

Com o seu entusiasmo contagiou muitos sacerdotes na Evangelização. Os inimigos e invejosos o acusaram perante a inquisição com falsos testemunhos e ele foi preso. Quando foi solto, foi aplaudido pelo povo.

São João de Ávila foi amigo e conselheiro de santo Inácio de Loyola, santa Teresa de Jesus, são João de Deus, são Francisco de Borja, Ssão Pedro de Alcântara e frei Luís de Granada.

Morreu em 10 de maio de 1569 dizendo: "Jesus e Maria". Foi canonizado pelo beato Paulo VI em 1970.

IGREJA

 Dia das Mães: Dez mães católicas que alcançaram a santidade

Por ocasião da celebração do Dias da Mães, apresentamos uma lista de dez mães que chegaram à santidade. Mulheres que são exemplo para as mães católicas de hoje, que mostram que na vida cotidiana do matrimônio e da família é possível alcançar a glória do céu.

Antes de todas as santas, porém, destacamos a Mãe de Deus, a Virgem Maria, aquela que com o seu “sim” concebeu e deu à luz o Salvador. Ela que acompanhou o Senhor em todos os momentos, guardava e meditava tudo em seu coração.

Maria, a mais humilde entre as mulheres, se tornou modelo para toda mulher e mãe, exemplo de amor, fidelidade, confiança em Deus. Além disso, foi à Maria que, na cruz, Jesus entregou toda a humanidade através de são João. Por isso, também nós a chamamos nossa Mãe.

A seguir, a lista das dezsantas mães:

1. Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962)

Esta Santa italiana adoeceu de câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua vida.

Gianna estudou medicina e se especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos, tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.

Casou-se com o Pietro Molla, com quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu trabalho com sua missão de mãe de família.

Gianna morreu em 28 de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi canonizada em 16 de maio de 2004 pelo papa João Paulo II, que a tornou padroeira da defesa da vida.

2. Santa Mônica (332-387), mãe de santo Agostinho

A mãe de santo Agostinho nasceu no Tagaste (África) no ano 332. Seus pais a casaram com um homem chamado Patrício. Embora fosse trabalhador, seu marido era violento, mulherengo, jogador e desprezava a religião.

Durante 30 anos, Mônica sofreu os ataques de ira de seu marido. Santa Mônica orava e oferecia sacrifícios constantemente pela conversão de seu esposo. No ano 371, Deus lhe concedeu este desejo e Patrício se batizou. Ficou viúva um ano depois, quando Agostinho tinha 17 anos.

Durante 15 anos rezou e ofereceu sacrifícios pela conversão de seu filho, que levava uma vida libertina. No ano 386, santo Agostinho lhe anunciou sua conversão ao catolicismo e seu desejo de permanecer celibatário até a morte.

Morreu santamente no ano 387, aos 55 anos. Muitas mães e esposas se pedem a intercessão de santa Mônica pela conversão de seus filhos e maridos.

3. Santa Rita de Cássia (1381-1457)

Embora desde menina quisesse ser religiosa, seus pais a casaram com o Paolo Ferdinando.

Seu marido pertencia a uma família de mercenários e, apesar de beber muito, ser mulherengo e violento, Rita foi fiel durante todo seu matrimônio. O casal teve filhos gêmeos do mesmo temperamento do pai. A Santa encontrou fortaleza em Jesus, a quem oferecia sua dor.

Depois de 20 anos de oração, Paolo se converteu e começou um caminho de santidade junto a Rita. Entretanto, foi assassinado por seus inimigos. Seus filhos juraram vingar a morte de seu pai e Rita pediu ao Senhor que lhes concedesse a morte antes de vê-los cometer um pecado mortal. Antes de morrer, os gêmeos perdoaram os assassinos de seu pai.

No ano 1417, ingressou como religiosa no convento das religiosas Agostinianas. Ali meditou e aprofundou a Paixão de Cristo. Em 1443, recebeu os estigmas. Depois de uma grave enfermidade, faleceu em 1457. Seu corpo está incorrupto até hoje. É conhecida como a “santa das causas impossíveis”.

4. Santa Maria da Cabeça (?- 1175)

Maria Toribia nasceu na Espanha, próximo de Madri. Foi a esposa de São Isidro Lavrador. Realizava seus trabalhos com humildade, paciência, devoção e austeridade. Além disso, sempre foi atenta e serviçal com seu marido. O casal só teve um filho.

Como tanto Isidro como Maria queriam ter uma vida totalmente entregue a Deus, decidiram se separar. Seu marido ficou em Madri e Maria partiu para uma ermida. Ali, entregou-se a profundas meditações e fazia obras de caridade.

Quando Maria da Cabeça morreu, foi enterrada na ermida que com tanto amor visitava. Seus restos foram transladados para Madri e são atribuídos a ela milagres de cura dos males da cabeça.

5. Santa Ana, Mãe da Virgem Maria

Joaquim e Ana eram um rico e piedoso casal que residia no Nazaré. Como não tinham filhos, ele sofria humilhações no Templo. Um dia, o santo não voltou para sua casa, mas foi às montanhas para entregar a Deus sua dor. Quando Ana se inteirou do motivo da ausência de seu marido, pediu ao Senhor que lhe tirasse a esterilidade e lhe prometeu oferecer seus filhos para seu serviço.

Deus escutou suas orações e enviou-lhe um anjo que lhe disse: “Ana, o Senhor olhou suas lágrimas; conceberá e dará à luz e o fruto de seu ventre será bendito por todo mundo”.  Este anjo fez a mesma promessa a Joaquim. Ana deu à luz uma filha a quem chamou Miriam (Maria) e que foi a Mãe de Jesus Cristo.

6. Beata Ângela de Foligno (1249-1309)

Ângela viveu apegada às riquezas desde sua juventude até sua vida de casada. Além disso, teve uma vida libertina.

Em 1285, sofreu uma crise existencial. Como vivia perto de Assis, sentiu-se tocada e desafiada pelo exemplo de são Francisco. Um dia, estava tão atormentada pelo remorso que pediu ao Santo que a livrasse. Então foi à igreja de são Feliciano, onde fez uma confissão de vida.

Ali fez uma promessa de castidade perpétua e começou a levar uma vida de penitência, dando de presente seus melhores vestidos e fazendo estritos jejuns. Depois de sua conversão, perdeu sucessivamente sua mãe, seu marido e seus oito filhos. Morreu em 1309.

7. Santa Isabel de Portugal (1274-1336)

Aos 12 anos tornou-se esposa do Diniz, rei de Portugal. Desde que chegou ao país, ganhou a simpatia do povo por seu caráter piedoso e devoto. Embora seu marido fosse mulherengo e tivesse filhos com várias mulheres, Isabel os acolheu na corte e lhes deu uma atenção cristã. Mas, quando o príncipe Afonso advertiu que seu direito ao trono estava em perigo, decidiu rebelar-se e o rei respondeu violentamente.

Esta briga entre Diniz e Afonso causou muita dor a Isabel que interveio muitas vezes nas batalhas entre eles. Um dia, a rainha se interpôs entre ambos exércitos para evitar o derramamento de sangue.

Logo depois da morte do rei em 1324, Isabel se retirou para Coimbra e recebeu o hábito como franciscana clarissa. Em 1336, eclodiu um novo conflito entre o Afonso IV e o rei de Castilla, Afonso XI, que era neto da Isabel.

A rainha foi até o acampamento dos exércitos, onde foi recebida e caiu doente. Antes de morrer, seu filho lhe prometeu que não invadiria Castilla.

8. Santa Clotilde (474-545)

Graças a ela, o fundador da nação francesa se converteu ao catolicismo e a França foi um país católico. A rainha convencei seu marido a converter-se ao cristianismo se ele ganhasse a batalha de Tolbiac, contra os alemães.

O rei Clodoveu obteve a vitória e foi batizado no Natal de 496 pelo bispo são Remígio. Naquela mesma noite, receberam o sacramento a irmã do rei e três mil de seus homens. Desde esse momento, Clotilde foi chamada na França: “Filha primogênita da Igreja”.

Clotilde era amada por todos por causa de sua grande generosidade com os pobres, sua pureza e devoção. Seus súditos estavam acostumados a dizer que parecia mais uma religiosa do que uma rainha.

Depois da morte de Clodoveu, houve guerra porque seus dois filhos queriam o trono. Durante 36 anos, Clotilde rezou pela reconciliação de ambos. Um dia, quando os dois exércitos estavam preparados para o combate, surgiu uma forte tormenta que impediu a batalha. Graças à oração da rainha, os irmãos fizeram as pazes.

9. Santa Helena (270-329)

Em meio à pobreza, conheceu o general romano Constâncio Cloro. Apaixonaram-se e se casaram. O filho do casal foi o imperador Constantino. Foi repudiada por seu marido, por ambição ao poder. Santa Helena passou 14 anos de sofrimento e se converteu ao cristianismo.

Em 306, Constantino foi proclamado imperador romano, embora continuasse sendo pagão. Entretanto, converteu-se quando viu uma Cruz, antes da batalha da Saxa Rubra, com uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”.

Depois da vitória, Constantino decretou a livre profissão da religião católica e expandiu o cristianismo por todo o império. O imperador autorizou sua mãe para que utilizasse o dinheiro do governo para realizar boas obras. A Igreja atribui à santa Helena o descobrimento da Cruz de Cristo. Morreu santamente no ano 329.

10. Santa Zélia Martin, mãe de santa Teresinha de Lisieux (1831-1877)

Embora durante sua juventude também quisesse ser religiosa, a abadessa lhe negou a entrada ao convento. Por isso, decidiu abrir uma fábrica de rendas caseiras. A boa qualidade de seu trabalho fez sua oficina famosa. Sempre teve uma boa relação para com seus trabalhadores.

Em 1858, Zélia passou pelo jovem relojoeiro Luís Martin na rua. Em pouco tempo ambos se apaixonaram e se casaram três meses depois.

Zélia sempre quis ter muitos filhos e que todos fossem educados para o céu. Isso foi exatamente o que fez porque suas cinco filhas Paulina, Leonia, Maria, Celina e Teresa foram religiosas. A última foi santa e doutora da Igreja.

O amor que Zélia sentia por Luís era profundo e elevado. Para ela, sua maior alegria era estar junto a seu marido e compartilhar com ele uma vida santa.

Em 1865, o câncer no seio provocaria muito sofrimento a Zélia. Entretanto, soube assumir sua enfermidade e estava disposta a aceitar a vontade de Deus. Morreu em 1877. Foi beatificada junto com seu marido pelo papa Bento XVI no ano 2008. Em 2015, o casal foi canonizado pelo papa Francisco.

LITURGIA DIÁRIA

 Evangelho de domingo: o Paráclito está sempre connosco

Comentário ao Evangelho do VI domingo da Páscoa (Ciclo A). «Quem Me ama será amado por meu Pai». Estas palavras introduzem-nos no clima de intimidade com que Jesus abriu o seu coração aos apóstolos durante a Última Ceia.


Evangelho (Jo 14, 15-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».


Comentário

Estas palavras introduzem-nos no clima de intimidade com que Jesus abriu o seu coração aos apóstolos durante a Última Ceia.

Começa por dizer algo claro e exigente: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos» (v. 15). Deus não é inconstante, e os seus mandamentos não são ideias arbitrárias para impor a sua autoridade. Pelo contrário, são uma expressão do amor com que um bom Pai ensina os seus filhos a comportar-se para serem felizes. É verdade que em algumas situações não é fácil ajustar-se ao que Deus manda. De facto, «nas discussões sobre os novos e complexos problemas morais, pode parecer que a moral cristã seja em si própria demasiado difícil, árdua para se compreender e quase impossível de praticar. Isto é falso – respondia S. João Paulo II –, porque ela, em termos de simplicidade evangélica, consiste em seguir Jesus Cristo, abandonar-se a Ele, em deixar-se transformar pela sua graça e renovar pela sua misericórdia (...). O seguimento de Cristo porá progressivamente a descoberto as características da autêntica moralidade cristã e dará, ao mesmo tempo, a energia vital para a sua realização (...). Quem ama Cristo observa os seus mandamentos»[1]. A justa correspondência ao amor que recebemos de Deus exige que nos deixemos amar e isso consiste em nada mais que guardar fielmente tudo o que Ele nos ordenou. É o que Jesus diz confidencialmente aos seus discípulos: «Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama» (v. 21).

Jesus é consciente do esforço necessário para guardar os seus mandamentos, mas Ele garante que teremos uma ajuda inestimável: «E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor [Paráclito], para estar sempre convosco» (v. 16). A palavra Paráclito vem do grego parakletós, um termo que significa alguém chamado para ajudar – um consolador, defensor ou advogado. É alguém convidado a andar connosco, que nos acompanha, nos adverte dos obstáculos, nos defende, mas, ao mesmo tempo, fala-nos suavemente, confortando, sugerindo, encorajando... O Paráclito é um fiel companheiro inseparável.

O próprio Jesus nunca deixará de ser nosso parakletós, como prometeu aos discípulos: «Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós» (v. 18). Mas, além d'Ele, promete «outro Defensor, para estar sempre convosco» (v. 16). Refere-se ao Espírito Santo. «Com efeito, o primeiro Paráclito é o Filho encarnado, que veio para defender o homem do acusador por antonomásia, que é satanás. No momento em que Cristo, tendo cumprido a sua missão, volta ao Pai, este envia o Espírito como Defensor e Consolador, para que permaneça sempre com os fiéis, habitando dentro deles. Assim, graças à mediação do Filho e do Espírito Santo, entre Deus Pai e os discípulos instaura-se uma íntima relação de reciprocidade: ‘Eu estou em meu Pai, vós em mim e eu em vós’ (v. 20)»[2].

«Meditando estas palavras de Jesus – diz-nos o Papa Francisco –, hoje nós compreendemos com sentido de fé que somos o povo de Deus em comunhão com o Pai e com Jesus, mediante o Espírito Santo. (…) Hoje o Senhor chama-nos a corresponder generosamente à vocação evangélica do amor, pondo Deus no centro da nossa vida e dedicando-nos ao serviço dos irmãos, de maneira especial dos mais necessitados de ajuda e de consolação»[3].

sábado, 9 de maio de 2026

IGREJA

 Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, diz Leão XIV

“Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, que Jesus, o Senhor, nos revelou e nos deu”, disse hoje (8) o papa Leão XIV na missa que celebrou em Pompeia.

Depois de venerar os restos mortais de são Bartolo Longo, o papa Leão XIV celebrou missa na praça que leva o nome do santo — a quem ele próprio canonizou em outubro do ano passado e que foi o fundador do santuário de Pompeia, Itália, onde o papa celebrou hoje o primeiro aniversário de seu pontificado.

Diante de cerca de 20 mil fiéis reunidos na esplanada, Leão XIV falou sobre são Bartolomeu Longo que, junto com sua mulher, lançou a primeira pedra, há 150 anos, “de toda uma cidade mariana”, depois de Pompeia ter sido soterrada na erupção vulcânica do monte Vesúvio em 79 d.C.

O papa Leão XIV disse que, em 8 de maio do ano passado, lhe foi confiado o ministério de sucessor de são Pedro, coincidindo com a festa de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. "Eu devia, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem", disse.

Ao refletir sobre o Evangelho da Anunciação, o papa disse que se trata de um convite à alegria. “Diz a Maria, e por meio dela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade, provada pelo pecado e, portanto, sempre inclinada a prevaricações, opressões e guerras, chegou o carinho de Deus, o carinho da misericórdia, que assume em Jesus um rosto humano”.

O Rosário, um ato de amor

Leão XIV disse que “Maria torna-se a Mãe da Misericórdia”. Esse momento da história, disse, “tem uma doçura e um poder que atraem o coração e o elevam à altura contemplativa na qual onde a oração do Santo Rosário cria raízes”.

O papa Leão XIV anunciou aos fiéis uma reflexão sobre essa oração “popular e simples”, ligada à Santíssima Virgem Maria do Santo Rosário de Pompeia.

“A repetição dessa oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e guia o olhar do fiel para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe”, disse o papa.

Leão XIV disse que a oração do Rosário é um ato de amor. “Não é próprio do amor repetir incansavelmente: Eu te amo? Um ato de amor que, nas contas do Rosário, como se pode ver claramente na pintura mariana deste santuário, nos faz voltar a Jesus e nos conduz à Eucaristia”.

Ele disse que o Rosário “tem um caráter mariano, mas um coração cristológico e eucarístico”. Se o Rosário for rezado e celebrado, disse o papa, torna-se “uma fonte de caridade”. Por essa razão, Leão XIV se referiu a são Bartolo Longo como o apóstolo do Rosário e também da caridade.

As necessidades do mundo: família e paz

O papa disse que essa oração “direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo”, especialmente a família, “que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial”, e a paz, “ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana”.

Leão XIV disse que o ano que vem marcará o 25º aniversário da proclamação do Ano do Rosário pelo papa são João Paulo II. Voltando sua atenção para os dias atuais, o papa lamentou que "os tempos não melhoraram desde então".

“As guerras que ainda são travadas em muitas regiões do mundo exigem um renovado compromisso, não só econômico e político, mas também espiritual e religioso. A paz nasce no coração”, disse.

Depois de falar sobre a importância de rezar pela paz, o papa disse que "não podemos nos resignar às imagens de morte que os noticiários nos apresentam todos os dias" e que "Jesus nos disse que a oração feita com fé pode alcançar todas as coisas".

SANTO DO DIA

 Hoje é celebrada santa Luísa de Marillac, padroeira dos assistentes sociais

Santa Luísa de Marillac foi uma mulher decidida e valente; inteligente e perseverante, viúva, mãe e cofundadora, junto a são Vicente de Paulo, das Filhas da Caridade. Destacou-se por sua entrega incondicional para os outros e um espírito impetuoso que lhe impulsionou a cumprir a missão que Deus lhe tinha encomendado ainda em meio à enfermidade.

A festa de santa Luísa costumava ser celebrada no dia 15 de março, mas, desde 2016 celebra-se em 9 de maio, dia do aniversário de sua beatificação.

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos solicitou à Congregação da Missão – fundada por são Vicente de Paulo – mudar a data de santa Luísa, porque “sempre cai na Quaresma e é preferível não celebrar solenidades durante este tempo litúrgico”.

Segundo disse Gregorio Gay, superior geral da congregação, em 14 de dezembro de 2015 foi apresentada a petição para a mudança da data. Em 4 de janeiro de 2016 foi publicado o decreto que aceitava a petição.

Luísa de Marillac nasceu em Paris (França), em 1591. Foi filha de Luís de Marillac, senhor de Ferrieres-in-Brie e de Villiers Adam, e de uma jovem desconhecida. Até os 13 anos, foi educada como uma menina nobre no Convento Real de Poissy. Entre as religiosas, encontrava-se uma tia dela que lhe ensinou a ler, escrever, pintar e lhe deu uma sólida formação humanística.

Quando seus pais e sua tia morreram, Luísa ficou sob a tutela de seu tio Miguel. Devido à precária situação econômica de sua família, a jovem experimentou na própria carne as carências materiais e aprendeu os afazeres do lar. Sua condição social de “senhorita pobre” produziu em Luísa um complexo de inferioridade, que arrastaria durante alguns anos.

Durante sua juventude, frequentou o convento das irmãs capuchinhas em Fauborg e sentiu inclinação para a vida religiosa. Entretanto, seu diretor espiritual negou sua entrada ao convento porque a saúde da Luísa era frágil. Convenceu-a de que optasse pelo matrimônio dizendo que “Deus tinha outros planos para ela”.

Em 1613, Luísa de Marillac se casou com o Antonio Le Gras com quem teve um filho. Antonio caiu gravemente doente.

Em 1616, conheceu são Vicente do Paulo, que se tornou seu confessor, embora a princípio não quisesse. Naquele tempo, são Vicente estava organizando suas “Conferências de Caridade”, com o objetivo de melhorar a situação da miséria no campo e para isso necessitava de alguém que infundisse respeito e que tivesse empatia e a capacidade de ganhar os corações das pessoas.

Conforme são Vicente foi conhecendo mais profundamente Luísa, deu-se conta de que ela era a pessoa que procurava para dirigir sua obra. Quando seu marido morreu, ela compreendeu que Deus a fazia um chamado grande e especial.

Em 1629, foi enviada para visitar “A Caridade” de Montmirail e durante esse tempo realizou outras visitas missionárias. Madame Le Gras realizou estas viagens sem se importar com os sacrifícios que devia fazer nem com sua saúde.

Quando são Vicente lhe pediu para formar um centro de treinamento para jovens, Luísa pôs ao seu dispor a casa que tinha alugado para residir logo depois da morte de seu marido. Ali, acolheu quatro candidatas que foram instruídas por ela para o serviço dos pobres e doentes. Em 1634, redigiu a regra de vida que deveriam seguir os membros da associação. Quando são Vicente obteve a permissão do Vaticano para formar uma congregação, este documento se tornou o estatuto das “Irmãs da Caridade”.

Durante o desenvolvimento de todos os projetos, a santa levava mais carga do que os demais e se preocupava em ser um testemunho vivo da preocupação de Cristo pelos doentes e marginalizados. Em Angers, assumiu um hospital terrivelmente descuidado e, em Paris, cuidou dos afetados por uma epidemia. Também socorreu as vítimas da “Guerra dos 30 anos” e se ocupou dos afetados pela violência que se vivia na capital francesa. Apesar de sua delicada saúde, sempre esteve disposta ao serviço e emanava entusiasmo e alegria.

O Convento das Irmãs da Caridade era a casa dos pobres, os hospitais e as ruas. Luísa e Vicente enviavam os religiosos e religiosas para fora do claustro – lugar onde muitas congregações se isolavam – para animar e socorrer os necessitados. Percorriam aldeias e cidades com esta finalidade.

Em seus últimos anos de vida, precisou repousar porque sua enfermidade lhe impediu de mobilizar-se. Entretanto, sua alma estava em paz e sentiu que o trabalho de sua vida tinha sido maravilhosamente abençoado. Nunca se queixou e dizia que estava feliz de poder oferecer este último sacrifício a Deus.

Antes de partir, deixou esta mensagem a suas irmãs espirituais: “Sede empenhadas no serviço aos pobres... amem os pobres, honrem, minhas filhas, e honrarão ao mesmo Cristo”. Santa Luísa de Marillac morreu em 15 de março de 1660; e São Vicente a seguiu ao céu seis meses depois.

Foi canonizada em 1934 pelo papa Pio XI. Em 1960, o papa são João XXIII a nomeou padroeira dos assistentes sociais.

LITURGIA DIÁRIA

Evangelho de sábado: o servo não é mais que o seu senhor

Comentário ao Evangelho de sábado da V semana da Páscoa. «Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’». Nestes dias santos, contemplamos o Senhor, que se faz servo dos homens e sentimo-nos impulsionados a segui-l’O incondicionalmente, sem medo da Cruz, participando do seu amor por toda a humanidade.


 Evangelho (Jo 15, 18-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

«Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro Me odiou a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu. Mas porque não sois do mundo, pois a minha escolha vos separou do mundo, é por isso que o mundo vos odeia. Lembrai-vos das palavras que Eu vos disse: ‘O servo não é mais do que o seu senhor’. Se Me perseguiram a Mim, também vos perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que Me enviou».


Comentário

Durante estes dias escutámos Jesus a instruir os seus discípulos sobre o mandato do amor fraterno: eles devem seguir o exemplo que lhes deu, exemplo que servirá para que o mundo conheça e acolha Jesus e à sua mensagem de salvação. Mas também os adverte de uma força contrária a esse amor, o ódio, presente no mundo. Jesus foi alvo desse ódio, e os seus discípulos também o serão. Mas não devem estranhar nem amedrontar-se. A perseguição não é sinal de maldição nem motivo para claudicar, antes pelo contrário. O Mestre já lhes tinha dito: «Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu» (Mt 5, 11-12).

O mundo, criado bom pelas mãos amorosas de Deus, sofreu a influência do maligno e dos nossos pecados e parece condenado ao abismo. Mas acima de tudo está a doutrina salvadora de Cristo: se os discípulos a proclamarem fielmente, o mundo abandonará o caminho do ódio ao seu Criador e salvar-se-á. Enchem-nos de esperança as palavras de Jesus a Nicodemos: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n'Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 16-17).

Certamente, como escrevia S. Josemaria, «o “non serviam” – não servirei! – de Satanás tem sido demasiado fecundo». Mas «– Não sentes o impulso generoso de dizer todos os dias, com vontade de oração e de obras, um “serviam” – servir-Te-ei, ser-Te-ei fiel! – que vença em fecundidade aquele clamor de rebeldia?»[1]. Jesus convida-nos a ser suas testemunhas no meio do mundo, firmes na fé, na esperança e no amor. E se em algum momento experimentarmos a rejeição à mensagem do Evangelho, recordemos as palavras do Mestre: «o servo não é mais que o seu senhor», e a sua firme promessa: «Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei a comer da árvore da Vida que está no Paraíso de Deus» (Ap 2, 7).


sexta-feira, 8 de maio de 2026

RELIGIÃO

 

Como cortar o cordão umbilical com sua mãe ao se casar?

Entre a lealdade emocional, a dificuldade em estabelecer limites e o medo de decepcionar, alguns homens têm dificuldade em se distanciar de sua mãe. Uma dinâmica que levanta questões e que muitas vezes testa o equilíbrio de sua vida sentimental e familiar. Como cortar o cordão umbilical sem problemas?

Em muitos casais, a questão da sogra surge quase inevitavelmente. Às vezes de forma velada, outras de forma direta. E muitas vezes, com a mesma sensação por parte do homem: a de se sentir dividido entre duas mulheres, sem poder decidir e sem cortar o cordão umbilical com a mãe. Uma situação que, com o passar do tempo, pode se tornar uma fonte de tensões recorrentes, ou mesmo de profunda incompreensão no casal. Não necessariamente porque a sogra se intromete de propósito (mesmo que isso possa acontecer), mas principalmente porque sua influência ainda está muito presente nas decisões, hábitos ou reações do filho já adulto.

"As relações entre um homem e sua mãe, e entre uma mulher e sua mãe, são diferentes", explica Bérengère de Charentenay, terapeuta matrimonial e familiar em Morbihan. "Algumas mulheres têm uma grande cumplicidade com a mãe e acham mais fácil para elas se distanciarem." Entre os casais que ela acompanha, há uma observação que se repete com frequência: as mulheres expressam mais facilmente o desejo de que seu parceiro consiga se distanciar de sua mãe.

O contrário é muito mais raro. "Para alguns homens, o conflito é difícil e eles nem sempre entendem os desafios relacionais que estão em jogo", acrescenta. Por trás dessa observação, uma pergunta central: por que esse distanciamento é tão difícil?

As múltiplas facetas da relação mãe-filho

madre - hijo

Segundo o especialista, existem várias configurações. Começando por aquela em que a relação mãe-filho continua sendo muito fusional até a idade adulta. "Há homens que permanecem em uma posição de ´filho de´, e para quem pode achar difícil se afirmar como adultos diante de seus pais. Para tomar uma decisão, eles continuam a recorrer em grande parte à sua mãe, como se ela simbolicamente se enviasse sobre eles.

Existe então um medo de desagradar ou decepcionar", explica Bérengère de Charentenay. Nessas situações, a mãe se torna uma referência implícita permanente, mesmo nas decisões cotidianas. Alice, de 40 anos, observa esta operação em seu marido Jean:

"Nós nos casamos tarde e, antes de me conhecer, meu marido sempre havia vivido com seus pais. Ele é o caçula da família, e sua mãe o mimava muito, a ponto de escolher suas roupas... O resultado é que, em nossa vida cotidiana de recém-casados, muitas vezes é difícil para ele tomar decisões e se libertar da influência de sua mãe".

Para entender melhor essa dinâmica, Bérengère de Charentenay propõe uma pergunta simples: o que faz parte da minha família e o que faço para me diferenciar e poder existir plenamente? Isso também se refere à segurança afetiva construída na infância: o vínculo era seguro o suficiente para permitir a separação psíquica? "O desacordo não afeta o amor, lembra a conselheira. O amor parental incondicional não está condicionado a escolhas ou comportamentos".

Diferenciar-se não significa rejeitar a família, mas aprender a se permitir tomar suas próprias decisões e assumi-las.

O casal como um novo espaço a ser construído

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A essa lealdade, muitas vezes se soma o medo do conflito. Dizer "não", colocar um limite ou se opor pode ser vivido como uma forma de traição, mesmo quando o relacionamento é sólido. No entanto, o desacordo não significa rompimento. A dificuldade está mais na capacidade de redirecionar o vínculo sem quebrá-lo. Nesta dinâmica, o casal desempenha um papel central. Torna-se um espaço próprio que deve encontrar sua própria organização.

"No casal, é essencial delimitar fronteiras, especialmente no início de sua construção, pois você precisa criar seu próprio núcleo familiar, com suas próprias regras e limites", explica Bérengère de Charentenay. Isso não significa excluir as famílias de origem, mas definir o lugar que lhes corresponde. Trata-se de construir um espaço de casal diferenciado, mantendo os pais como pessoas próximas, mas fora da intimidade conjugal.

Aceitar que o relacionamento com os pais evolui é um passo essencial. Isso pode até ser acompanhado por um certo processo de luto, especialmente por parte dos pais, diante da diferenciação de seu filho, que já se tornou adulto. Mas a qualidade do vínculo não desaparece por isso. "Não diminui, mas não está mais no mesmo terreno", conclui a conselheira. "Tornar-se adulto implica diferenciar as relações e fazê-las evoluir, embora nem sempre seja fácil", conclui Bérengère de Charentenay.