domingo, 23 de agosto de 2026

ESPIRITUALIDADE

 

Oração da “Salve Rainha”: por que chamamos Maria de Rainha?

Não, não se trata de dar a ela o lugar de DeusAlguns leitores protestantes nos perguntaram por que os católicos chamam Maria de Rainha. Deixemos que Santo Afonso Maria de Ligório responda por nós. Ele nos fala com detalhes da preciosa oração “Salve Rainha” em sua obra “Glórias de Maria”; o seguinte fragmento explica precisamente o uso desse termo aplicado a Nossa Senhora:

Tendo sido a Santíssima Virgem elevada à dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa Igreja a honra e quer que por todos seja honrada com o título glorioso de Rainha.

Se o Filho é Rei, diz o Pseudo-Atanásio, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha. Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, diz São Bernardino de Sena, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, concluiu o abade Arnoldo, não foi diversa da de Jesus, como, pois, da monarquia do Filho pode ser separada a Mãe?

Se Jesus é Rei do universo, do universo também é Maria Rainha, escreve Roberto, abade. De modo que, na frase de São Bernardino de Sena, quantas forem as criaturas que servem a Deus tantas devem servir também a Maria. Por conseguinte, estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está sujeito ao império de Deus. Eis porque o abade Guerrico lhe dirige estas palavras:

Continuai, pois, a dominar com toda a confiança: disponde a vosso arbítrio dos bens de vosso Filho: pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pertence-Vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas”.

ESPIRITUALIDADE

 

A poderosa oração de Santo Afonso a Nossa Senhora Rainha

Ógrande, excelsa e gloriosíssima Senhora, prostrado aos pés do vosso trono, nós vos rendemos as nossas homenagens, daqui deste vale de lágrimas. Nós nos comprazemos na glória imensa, de que vos enriqueceu o Senhor.

Agora que já reinais como Rainha no céu e na terra, ah! Não nos esqueçais, pobres servos vossos. Do vosso trono excelso em que reinais, volvei os vossos olhos a nós miseráveis. Vós quanto mais vizinha estais da fonte da graça, tanto mais nos podeis delas prover.

No céu, descobris melhor as nossas misérias, portanto é preciso que tenhais maior compaixão de nós e mais nos socorrais. Fazei que sejamos na terra vossos fiéis servos, para podermos mais tarde bendizer-vos no Paraíso.

Neste dia em que fostes feita Rainha do Universo, nós nos queremos consagrar a vosso serviço. No meio da vossa grande alegria, consolai-nos também, aceitando-nos hoje por vossos vassalos. Sois Vós a nossa Mãe.

Ah! Mãe suavíssima, Mãe amabilíssima, vossos altares estão rodeados de muita gente que vos pede: uns vos pedem a cura de suas enfermidades, outros o vosso auxílio em suas necessidades; outros, uma boa colheita; outros, a vitória em qualquer demanda. Nós, porém, vos pedimos coisas mais agradáveis ao vosso coração.

Alcançai-nos ser humildes, desapegados da terra, e resignados à vontade divina. Impetrai-nos o santo amor de Deus, uma boa morte, o paraíso. Senhora, mudai-nos, mudai-nos de pecadores em santos. Fazei este milagre, que vos dará mais honra se désseis a vista mil cegos e ressuscitastes a mil mortos.

Vós sois tão poderosa junto de Deus. Basta dizer que sois uma Mãe, a mais querida, cheia de sua graça: que vos poderá Ele recusar?

Ó Rainha, formosíssima nós pretendemos ver-vos na terra, mas queremos ir ver-vos no paraíso. A vós compete alcançar-nos esta graça. Assim o esperamos de certo.

Amém.

ESPIRITUALIDADE

 Hoje começa a novena à beata Isabel Cristina, Virgem e Mártir

Hoje (23) começa a novena à beata Isabel Cristina, Virgem e Mártir, cuja festa é celebrada no dia 1º de setembro, dia de seu martírio.

A beata Isabel Cristina Mrad Campos nasceu no dia 29 de julho de 1962, em Barbacena (MG) e participava frequentemente da missa e dos sacramentos e fez parte da Associação de Voluntariado das Conferências de São Vicente.

Em 1982, aos 20 anos, mudou-se para Juiz de Fora (MG) com seu irmão para fazer um curso pré-vestibular, pois queria estudar medicina e ser pediatra para ajudar crianças carentes. No dia 1º de setembro do mesmo ano, um homem que foi montar um guarda-roupa no apartamento onde a beata estava morando tentou violentá-la. Isabel resistiu até o fim para não ferir sua castidade. O homem a matou com 15 facadas. Ela foi beatificada em 2022

Abaixo, a novena enviada à ACI Digital pela assessoria de imprensa da arquidiocese de Mariana:

Novena à beata Isabel Cristina

Antífona: Deus é amor arrisquemos viver por amor. Deus é amor, ele afasta o medo.

Dir. Vinde ó Deus em meu auxílio. T. Socorrei-me sem demora.

Dir. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

 T. Como era no princípio agora e sempre. Amém!

Dir. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, T. E renovareis a face da Terra! 

Oremos: Deus que instruístes os corações dos Vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre de Suas consolações, por Cristo, Senhor Nosso. Amém!

ORAÇÃO INICIAL: 

Dir. Ó Deus, nós vos agradecemos porque nos destes como exemplo de vida cristã a vossa filha, a Bem-aventurada Isabel Cristina, Virgem e Mártir. Acolhei a nossa oração ao longo desta novena, a fim de que, conhecendo a sua vida e o testemunho de sua fé, possamos viver a nossa fé pelo testemunho da paz e da amizade, como ela sonhou e nos pediu: “que nós continuemos a nos amar mais e mais, a cada dia que passar. Assim construiremos o nosso pequenino mundo, cheio de amor, paz e a amizade.” Amém.

HINO

1-Branco lírio de pureza ofereces

A Deus Pai louvor perfeito e verdadeiro

Vais agora, casta virgem, finalmente

Alegrar-te com as bodas do Cordeiro

No jardim do céu hoje floresce

Desta terra a mais bela flor

Isabel de Cristo, ouve nossa prece

Vê a igreja, enche-nos de amor

2-Rubra rosa agora ganhas suma palma

Tens de Cristo nobre honra e mesma sorte

Testemunhas não por falas o mistério

Bradas, antes, abraçando a própria morte

3-Jovem santa, holocausto de ternura

Na família que te forma e ensina

Vês o pobre, teu irmão, e dele cuidas

Resplandece a caridade vicentina

SALMO 118

R- Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!

Minha alegria é fazer a vossa vontade!

Como um jovem poderá ter vida pura?  Observando, ó Senhor, vossa palavra.  De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei! R-

Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós. Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me! R

Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero os decretos que ditou a vossa boca.  Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas. R-

Eu quero meditar as vossas ordens, eu quero contemplar vossos caminhos!   Minha alegria é fazer vossa vontade; eu não posso esquecer vossa palavra. R-

ORAÇÃO FINAL

T. Deus seja louvado na pessoa da Bem-aventurada Isabel Cristina, virgem e mártir, pelo modo como viveu toda sua vida, segundo os conselhos evangélicos, e pelo modo como enfrentou a morte, vítima da violência por ódio à fé, defendendo a sua dignidade e o valor da castidade. E se for para a maior glória do vosso nome, concedei-me a graça de que necessito (faça-se o pedido) pela intercessão da Beata Isabel Cristina e vista da sua canonização. PNSJC Amém. Pai-Nosso; três Ave-marias e o Glória. (Segue-se a bênção final e o envio)

CANTO:

Abençoa nosso povo machucado Mostra aos jovens o valor da santidade Que contigo construamos todos juntos Novo mundo de amor paz e amizade No jardim do céu hoje floresce/ Desta terra a mais bela flor Isabel de Cristo, ouve nossa prece/ Vê a igreja, enche-nos de amor

SANTO DO DIA

 

Hoje é dia de santa Rosa de Lima, a primeira santa da América

A Igreja celebra hoje (23), santa Rosa de Lima, primeira santa das Américas, virgem e padroeira do Peru, do continente americano e das Filipinas, que viveu dedicada à oração, à mortificação e à ajuda aos mais necessitados. Em seu país natal, é celebrada no dia 30 de agosto.

Entre as principais virtudes da primeira santa da América, sobressai a solidariedade e amor aos doentes pobres, aos quais atendia em sua própria casa.

Nasceu em Lima (Peru) em 30 de abril de 1586, sendo batizada com o nome Isabel Flores de Oliva. Todos a chamavam Rosa porque, segundo a tradição, quando era apenas uma bebê seu rosto era muito rosado. Posteriormente, ela mesma quis se chamar Rosa de Santa Maria.

Rosa tinha como modelo santa Catarina de Sena. Dedicou-se a atacar o amor próprio mediante a humildade, a obediência e a abnegação da vontade própria.

Entrou para a Ordem Terceira de São Domingos (terciárias dominicanas) e, a partir de então, encerrou-se em uma cabana que tinha construído na horta de sua casa.

Levava sobre a cabeça um estreito cinto de prata, cujo interior estava cheio de pontas, era uma espécie de coroa de espinhos.

Seu amor pelo Senhor era tanto que, quando falava Dele, mudava o tom de sua voz e seu rosto se acendia como um reflexo do sentimento que embargava sua alma.

Santa Rosa morreu em 24 de agosto de 1617, festa de são Bartolomeu, aos 31 anos de idade como ela mesma profetizou. O papa Clemente X a canonizou em 1671. Hoje, seus restos mortais são venerados na basílica de Nossa Senhora do Rosário de Lima (São Domingos) com uma grande devoção do povo peruano e da América. Em Lima, foi erguido um santuário em sua honra.

LITURGIA DIÁRIA

 

Comentário do evangelho: Tu és Pedro

Evangelho do 21º domingo do Tempo comum (Ano A) e comentário do evangelho. “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja.” Em nossos corações, depois de Deus e da Virgem, vem o Santo Padre, o Vigário de Cristo na terra.


Evangelho (Mt 16, 13-20)

Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”

Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.


Comentário

A questão da identidade de Jesus aparece com alguma frequência nos Evangelhos, um mistério que os contemporâneos de Jesus não sabiam decifrar e que a Igreja levaria tempo para definir em termos doutrinais. Nesta ocasião, durante uma estadia nas proximidades de Cesareia de Filipe, o próprio Jesus perguntou a seus discípulos quem Ele era, de acordo com o povo e de acordo com eles mesmos. Os apóstolos respondem que alguns o consideram “João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas” (v. 14). Isto mostra a limitada capacidade humana de compreender a identidade e a missão de Jesus, a quem confundem com algum profeta, até mesmo com João Batista, que já tinha morrido.

Mas o Catecismo da Igreja explica que “Não acontece o mesmo com Pedro, quando confessa Jesus como ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’, pois este lhe responde com solenidade: ‘Não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, e sim meu Pai que está nos Céus’ (Mt 16,17)”[1]. Com esta frase, Jesus deixa claro que o mistério de sua Pessoa só pode ser compreendido se Deus Pai o der a conhecer, ou melhor, quando nos torna cada vez mais capazes de conhecê-lo. Por um plano divino, Pedro recebeu esta revelação do céu e está pronto para confessá-la.

“Dos lábios de Simão Pedro saem palavras maiores do que ele, palavras que não vêm das suas capacidades naturais – explica o Papa Francisco. Talvez ele não tenha frequentado a escola primária, e é capaz de proferir estas palavras, mais fortes do que ele! Mas são inspiradas pelo Pai celeste (cf. v. 17), que revela ao primeiro dos Doze a verdadeira identidade de Jesus: Ele é o Messias, o Filho enviado por Deus para salvar a humanidade. E desta resposta, Jesus compreende que, graças à fé doada pelo Pai, há uma base sólida sobre a qual pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isso diz a Simão: ‘Tu és Pedro’ — ou seja, pedra, rocha — ‘e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’ (v. 18)[2].

Jesus poderia ter escolhido como fundamento para sua Igreja muitos outros homens que do ponto de vista humano talvez fossem mais influentes e capazes do que Pedro. Entretanto, ele escolheu Simão, o pescador, no qual os outros discípulos reconheceram o sucessor direto de Jesus, e o primeiro entre todos eles.

Comentando esta cena, o Papa São Leão Magno pôs na boca de Jesus algumas palavras que explicam o primado de Pedro, a sua participação no poder de Jesus e a sua continuidade através do tempo: “Como o Pai te manifestou a minha divindade, também eu te revelo a tua dignidade: Tu és Pedro. Isto significa que eu sou a pedra inquebrantável, a pedra principal que de dois povos faço um só, o fundamento sobre o qual ninguém pode colocar outro. Todavia, tu também és pedra, porque és solidário com a minha força. Desse modo, o poder, que me é próprio por prerrogativa pessoal, te será dado pela participação comigo. E sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Sobre esta fortaleza, construirei um templo eterno. A minha Igreja destinada a elevar-se até ao céu deverá apoiar-se sobre a solidez da fé de Pedro”[3].

O amor ao Papa, seja ele quem for, é, portanto, uma característica fundamental de todo cristão. São Josemaria explicava desta maneira: “O teu maior amor, a tua maior estima, a tua mais profunda veneração, a tua obediência mais rendida, o teu maior afeto hão de ser também para o Vice Cristo na terra, para o Papa. Nós, os católicos, temos de pensar que, depois de Deus e da nossa Mãe a Virgem Santíssima, na hierarquia do amor e da autoridade, vem o Santo Padre”[4].


sábado, 22 de agosto de 2026

IGREJA

 

O que é “economia de comunhão”

Os Polos de Economia de Comunhão existem para a cultura da assistência e da produção compartilhada e têm crescido no debate acadêmico

Economia de Comunhão (EdC) é um movimento iniciado por Chiara Lubich (fundadora do Movimento dos Focolares), em 1991, na cidade de São Paulo. O projeto visa unir esforços de empresários, gestores, investidores, pessoas das mais diversas áreas com foco social e pesquisadores acadêmicos, a fim de disseminar o pensamento e a cultura da Economia de Comunhão. A EdC é caracterizada especialmente pelo serviço, pela reciprocidade e até gratuidade em busca de um sistema econômico mais cristão, solidário e menos voltado ao lucro.

Atualmente, como disse diversas vezes o Papa Francisco, o mundo tem servido ao dinheiro, que acaba por governar interesses, além de causar guerras e conflitos com causas desastrosas. A busca do lucro pelo lucro tem feito muitas pessoas escravas ou consumistas, por meio da compra compulsiva, nociva, em primeiro lugar, à própria pessoa. São gastos com coisas luxuosas, supérfluas e desnecessárias, enquanto muitos precisam de ajuda e amparo.

Por outro lado, a Economia de Comunhão busca promover a iniciativa privada, o empreendedorismo, de forma a ser uma alavanca para retirar pessoas da vulnerabilidade social. O lucro das empresas e organizações ou o superávit das entidades sem fins lucrativos, pode ser uma poderosa força para remover pessoas do desemprego e combater a desigualdade social. Ao se dar um emprego, uma função, um trabalho digno, dá-se, também, dignidade e valor à pessoa, que pode desfrutar dos resultados do próprio trabalho. Libertar-se da miséria social e, ao mesmo tempo, espiritual, uma vez que, os empreendimentos dessa Economia buscam unir as duas coisas.

Os empresários são peças chaves na EdC, pois possuem em suas mãos, de forma livre e espontânea, a ferramenta para dar o primeiro passo e partilhar do fruto de seus esforços com seus colaboradores. O crescimento das empresas é fundamental para o crescimento dos países, para melhoria da qualidade de vida das famílias, das organizações e cooperações entre empresários, bem como as cooperativas de indivíduos unidos a um único objetivo, pode ser a mola de propulsão para uma nova cultura de comunhão, de inclusão.

É notório que se trata de uma tarefa desafiadora, combater o egoísmo e a busca da riqueza como única fonte de felicidade, cultura amplamente disseminada para os jovens. No entanto, é preciso fazer algo! Chiara Lubich deu o primeiro passo, ofereceu um caminho novo e, hoje, milhares de pessoas já foram impactadas pelo movimento.

Os Polos de Economia de Comunhão existem para a cultura da assistência e da produção compartilhada e têm crescido no debate acadêmico em diversos países. Os Polos produtivos podem ser visitados em São Paulo e Portugal.

A última engrenagem da EdC e, talvez, uma das mais influentes de todas, é a dos pensadores e acadêmicos que a refletem na investigação científica. O avanço da discussão acadêmica já originou monografias de bacharelado, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Além disso, surgiram artigos científicos, debates acadêmicos, reflexões, encontros, bem como cursos de pós-graduação em universidades da Itália e diversos países da Europa e, também, no Brasil.

Se você é empresário, gestor, estudante, professor ou se interessa por construir uma sociedade nova, baseada em valores cristãos, por meio da produção e compartilhamento do esforço do trabalho e da iniciativa privada e comunitária, acesse o site da Economia de Comunhão e faça parte desse projeto desafiador e instigante (edc-online.org/br).

Por Bruno Cunha: professor e diretor administrativo da Faculdade Canção Nova, missionário da Comunidade Canção Nova e autor do livro “PHN na internet – 7 #pecadosvirtu@is”, pela editora Canção Nova

IGREJA

 

Em tempos de taxas, lembremos a Economia de comunhão: uma inspiração de Chiara Lubich

Omovimento cultural e econômico, chamado Economia da Comunhão, reúne atualmente mais de 900 empresas pelo mundo afora em torno de um objetivo comum, a erradicação da pobreza. 

Fundadora dos Focolare - movimento da Igreja Católica essencialmente leigo que tem a unidade como carisma -, Chiara visitava o Brasil em 1991. Impactada pela realidade das favelas da cidade de São Paulo, fez então uma provocação aos empresários e empresárias do Brasil e do mundo para que se unissem pela redução da pobreza. 

A provocação tornou-se o discurso de fundação do Movimento Economia de Comunhão, que apesar de gerar ainda hoje reflexões acadêmicas, considera-se um movimento que vai além do mundo das ideias.  

Prova disso são os polos empresariais de Economia de Comunhão, que instalam em um mesmo espaço empresas que defendem que a economia seja baseada em princípios como comunhão, respeito ao meio ambiente, valorização das pessoas e inclusão, sem deixar de lado a eficiência na gestão. 

O primeiro desses polos foi fundado em Cotia-SP em 1993. Hoje já são 8 polos espalhados pelo mundo. As empresas que escolhem ter suas sedes nesses espaços se comprometem “com a redução da pobreza a partir de recursos materiais e imateriais”, atuando em projetos sociais de nível local e nacional, e “implementando uma nova cultura de gestão dentro das companhias e junto aos colaboradores”, segundo artigo publicado no site do movimento.

Além dos empreendimentos sediados nos polos, outras centenas de empresas são adeptas do movimento, e baseiam suas ações na comunhão de recursos materiais e em uma gestão corporativa mais humana e fraterna. 

Atualmente o movimento, além de unir empresas que acreditam na Economia de Comunhão, promove diversas iniciativas que visam a diminuição da pobreza. Entre elas estão campanhas de financiamento coletivo de projetos sociais, incubadoras de negócios para empreendedores que desejam melhorar sua condição de vida, oficinas e projetos de estímulo ao empreendedorismo. 

Com o objetivo de “conectar pessoas, compartilhar propósitos e recursos e concretizar a comunhão”, o movimento Economia de Comunhão tem como visão ser percebido como referência na erradicação da pobreza no Brasil até 2026”.