Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, diz Leão XIV
“Nenhuma potência terrena salvará o mundo, mas só o poder divino do amor, que Jesus, o Senhor, nos revelou e nos deu”, disse hoje (8) o papa Leão XIV na missa que celebrou em Pompeia.
Depois de venerar os restos mortais de são Bartolo Longo, o papa Leão XIV celebrou missa na praça que leva o nome do santo — a quem ele próprio canonizou em outubro do ano passado e que foi o fundador do santuário de Pompeia, Itália, onde o papa celebrou hoje o primeiro aniversário de seu pontificado.
Diante de cerca de 20 mil fiéis reunidos na esplanada, Leão XIV falou sobre são Bartolomeu Longo que, junto com sua mulher, lançou a primeira pedra, há 150 anos, “de toda uma cidade mariana”, depois de Pompeia ter sido soterrada na erupção vulcânica do monte Vesúvio em 79 d.C.
O papa Leão XIV disse que, em 8 de maio do ano passado, lhe foi confiado o ministério de sucessor de são Pedro, coincidindo com a festa de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. "Eu devia, portanto, vir aqui, para colocar meu serviço sob a proteção da Santíssima Virgem", disse.
Ao refletir sobre o Evangelho da Anunciação, o papa disse que se trata de um convite à alegria. “Diz a Maria, e por meio dela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade, provada pelo pecado e, portanto, sempre inclinada a prevaricações, opressões e guerras, chegou o carinho de Deus, o carinho da misericórdia, que assume em Jesus um rosto humano”.
O Rosário, um ato de amor
Leão XIV disse que “Maria torna-se a Mãe da Misericórdia”. Esse momento da história, disse, “tem uma doçura e um poder que atraem o coração e o elevam à altura contemplativa na qual onde a oração do Santo Rosário cria raízes”.
O papa Leão XIV anunciou aos fiéis uma reflexão sobre essa oração “popular e simples”, ligada à Santíssima Virgem Maria do Santo Rosário de Pompeia.
“A repetição dessa oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e guia o olhar do fiel para Jesus, visto através dos olhos e do coração da Mãe”, disse o papa.
Leão XIV disse que a oração do Rosário é um ato de amor. “Não é próprio do amor repetir incansavelmente: Eu te amo? Um ato de amor que, nas contas do Rosário, como se pode ver claramente na pintura mariana deste santuário, nos faz voltar a Jesus e nos conduz à Eucaristia”.
Ele disse que o Rosário “tem um caráter mariano, mas um coração cristológico e eucarístico”. Se o Rosário for rezado e celebrado, disse o papa, torna-se “uma fonte de caridade”. Por essa razão, Leão XIV se referiu a são Bartolo Longo como o apóstolo do Rosário e também da caridade.
As necessidades do mundo: família e paz
O papa disse que essa oração “direciona o nosso olhar para as necessidades do mundo”, especialmente a família, “que se ressente do enfraquecimento do vínculo matrimonial”, e a paz, “ameaçada por tensões internacionais e por uma economia que privilegia o comércio de armas em detrimento do respeito pela vida humana”.
Leão XIV disse que o ano que vem marcará o 25º aniversário da proclamação do Ano do Rosário pelo papa são João Paulo II. Voltando sua atenção para os dias atuais, o papa lamentou que "os tempos não melhoraram desde então".
“As guerras que ainda são travadas em muitas regiões do mundo exigem um renovado compromisso, não só econômico e político, mas também espiritual e religioso. A paz nasce no coração”, disse.
Depois de falar sobre a importância de rezar pela paz, o papa disse que "não podemos nos resignar às imagens de morte que os noticiários nos apresentam todos os dias" e que "Jesus nos disse que a oração feita com fé pode alcançar todas as coisas".
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