quarta-feira, 15 de julho de 2026

IGREJA

 

Ano Jubilar Franciscano: o santo que continua fascinando o mundo

Oito séculos após sua morte, Francisco de Assis continua fazendo uma pergunta silenciosa a cada geração: é possível viver o Evangelho de forma simples, alegre e radical?

OAno Jubilar Franciscano, celebrado entre 10 de janeiro de 2026 e 10 de janeiro de 2027, não convida apenas a recordar um santo extraordinário. Convida-nos a reencontrar um homem cuja vida continua a iluminar o coração da humanidade.

Não porque conversava com os animais — embora isso faça parte do imaginário popular — nem porque escreveu um dos mais belos cânticos da história cristã. O fascínio está em algo muito mais profundo: Francisco viveu exatamente como acreditava. Em uma época marcada pelo poder, pela riqueza e pelas guerras, escolheu a pobreza, a fraternidade e a paz. Há uma coerência na sua vida que atravessa oito séculos e continua desarmando quem se aproxima dela.

Francisco não fez da pobreza um espetáculo nem um ideal estético.

Abraçou a pobreza do evangelho porque o deixava livre para amar. Nunca exaltou a fome, a falta de moradia ou a exclusão. Ao contrário, aproximou-se daqueles que eram esquecidos pela sociedade para lhes devolver aquilo que ninguém deveria perder: a dignidade de serem irmãos.

Talvez São Francisco continue fascinando porque desmonta uma ilusão muito moderna: a de que teremos paz quando tivermos mais. Ele descobriu exatamente o contrário. Quanto menos precisava possuir, mais livre se tornava para amar. Seu testemunho não condena quem possui bens; questiona apenas quando os bens passam a possuir as pessoas.

Francisco, atual hoje e um dos maiores santos da Igreja

Enquanto o mundo continua medindo grandezas por influência, seguidores e patrimônio, Francisco permanece caminhando descalço pelas estradas da história. Não leva armas, não ocupa tronos, não faz discursos inflamados. Apenas continua repetindo, com a própria vida, que o amor de Deus basta. E talvez seja justamente isso que ainda hoje comova uma criança, desafie um jovem, fortaleça um idoso e desperte em cada cristão o desejo de viver um Evangelho mais simples, mais fraterno e mais verdadeiro.

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