Leão XIV volta ao Vaticano e nos convida a “aprender a valorizar o que importa”
Durante a sua mensagem do Angelus em 26 de julho de 2016, o Papa Leão XIV criticou a "indústria de consumo", enfatizando como ela "modifica os nossos gostos" para "nos vender respostas que não nos satisfazem". Ele exortou as pessoas a "aprenderem a compreender o que realmente importa", buscando "o tesouro de um relacionamento com Deus".
Após três semanas de férias na residência papal de verão em Castel Gandolfo, Leão XIV retornará ao Vaticano na segunda-feira, 27 de julho. Mas antes disso, neste domingo, ele cumpriu seu último compromisso público com os moradores de Castel Gandolfo, juntando-se a eles na Piazza della Libertà para a oração do Angelus.
Aparecendo ao meio-dia na esplanada do Palácio Apostólico diante dos numerosos fiéis e peregrinos que vieram ouvi-lo, o Papa descreveu o encontro com Cristo como um "ponto de virada que não limita a vida, mas a expande". Ele afirmou que renunciar a outros bens para seguir Jesus não deve ser visto como uma renúncia, mas como um "ganho", e deve surgir de um desejo "livre" e "urgente".
Deus ama os pequeninos e os marginalizados.
Recordando a diversidade das pessoas escolhidas por Cristo, tanto ao seu lado como nas suas parábolas — agricultores, comerciantes, pescadores e mães — Leão XIV enfatizou a universalidade do seu chamado. O Reino de Deus, explicou, convida "todos — homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos — a uma profunda renovação". Destacou a "predileção" do Senhor pelos "humildes e marginalizados".
Em um alerta contra os desvios de nosso tempo, o Papa contrastou a busca por essa pérola de grande valor com as falsas promessas do mundo moderno. "Enquanto a indústria de consumo modifica nossos gostos, criando constantemente novas necessidades e nos vendendo respostas que não satisfazem e, às vezes, envenenam o coração, devemos aprender a apreender o que realmente importa", exortou ele.
Leão XIV encorajou os fiéis a pedirem em suas orações "o dom de discernir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo". Ele se referia ao "tesouro de nossa relação com Deus, que nos abre para a alegria e nos ajuda a viver nossas relações com os outros de forma mais plena".
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