Maria mostra que a verdadeira beleza está na luz do Ressuscitado, diz Leão XIV
O papa Leão XIV exortou hoje (15) os católicos a olharem para Maria, a Mãe de Deus, como um exemplo de “verdadeira beleza”. O papa destacou a aparência juvenil dela na arte sacra como um sinal de “amor que não tem fim”.
O papa proferiu a homilia na missa na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, localizada bem ao lado da residência papal de verão. A pequena capela estava lotada para a liturgia das 10h da solenidade da Assunção da Santíssima Virgem Maria.
Em sua homilia, ao refletir sobre a assunção de Maria ao céu, Leão XIV disse que “muitas obras de arte retratam-na, no fim da sua vida terrena, como uma jovem belíssima que se eleva fisicamente da terra em direção à abóbada celeste”.Essas representações de uma Maria jovem no fim de sua vida contrastam com “com a experiência que provoca em nós o passar dos anos”, disse o papa. Ele perguntou retoricamente: “O que temos em comum com a jovem maravilhosa que vemos retratada nas telas dos nossos altares?”
A glorificação de Maria, disse o papa, “ensina-nos que a nossa verdadeira beleza não consiste em esconder os sinais do tempo que passa, mas em mostrar, impressos também na nossa carne, os sinais do amor que não tem fim”.
O papa disse que esse sinal de fé convida os católicos a “rever muitos dos padrões estéticos que o mundo nos impõe, predominantemente de caráter hedonista e consumista,”.Ele comparou aqueles que parecem envelhecidos, mas que irradiam “serenidade, benevolência e paz”, com aqueles que “talvez exteriormente atraentes, mas duras e frias no seu íntimo”.
“É fácil compreender onde reside a verdadeira beleza e onde, pelo contrário, ainda há necessidade de conversão, de perdão e de cura”, disse.O amor é “o mais belo ornamento do homem”, disse o papa. Ele exortou os católicos a seguir “a luz do Ressuscitado”, em parte “olhando para Maria, que Deus coroou de glória em corpo e alma”.
Em suas palavras durante o Ângelus do meio-dia, depois da missa, Leão XIV disse que contemplar uma representação de Maria sendo assunta ao céu “permite-nos contemplar o nosso destino último” como seguidores de Cristo.
Ele descreveu a Santíssima Mãe como “um sinal de esperança e consolação” para os fiéis e invocou sua bênção sobre “comunidades que têm uma necessidade especial de serem consoladas”, incluindo os fiéis na Ucrânia e na Rússia, bem como aqueles que sofrem com o recente terremoto na Colômbia.
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