Leão XIV apela à comunidade internacional para que aja diante da grave crise na Somália
O papa Leão XIV fez um apelo urgente neste domingo à comunidade internacional para que aumente a ajuda à Somália, país do Chifre da África que enfrenta uma grave crise humanitária agravada pela violência, seca, deslocamento forçado e outros eventos climáticos extremos.
Depois de rezar o Ângelus, o papa disse que acompanha “com grande preocupação a atual crise humanitária em algumas regiões da Somália, onde episódios de violência e fenómenos climáticos extremos estão piorando as já precárias condições de vida da população, em particular das mulheres e das crianças”.
O papa também expressou sua esperança de que “a comunidade internacional se mobilize generosamente, para que não falte a estes nossos irmãos e irmãs a assistência necessária”.As palavras do Papa chegam em um momento particularmente crítico para a Somália. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), quase 4,8 milhões de pessoas precisam urgentemente de ajuda humanitária, incluindo cerca de 3 milhões de crianças. A organização também alerta que cerca de 1,9 milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda, incluindo quase meio milhão com desnutrição aguda grave, a forma mais perigosa dessa condição.
Ao final da oração do Ângelus deste domingo, o papa Leão XIV dirigiu uma saudação especial aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro e aproveitou a oportunidade para transmitir uma mensagem em favor da memória histórica, lembrando as vítimas de deportações e cativeiro durante a Segunda Guerra Mundial.O papa também saudou diversos grupos que vieram a Roma para peregrinações e atividades de formação.
Entre eles, mencionou o bispo e fiéis de uma diocese na Polônia que visitam alguns dos principais santuários na Itália associados a milagres eucarísticos, bem como várias famílias da Eslováquia.
Ele também se dirigiu aos jesuítas que começam um novo ciclo de estudos em Roma, etapa fundamental na formação intelectual e espiritual dos membros da Companhia de Jesus, bem como a um grupo da paróquia romana da Sagrada Família de Nazaré, acompanhado por associações esportivas e juvenis da capital italiana.O papa referiu-se à cidade italiana de Pescantina, perto de Verona, cujos moradores se reuniram neste domingo no monumento dedicado aos deportados e prisioneiros de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. O papa enviou sua bênção aos participantes da celebração e disse: “Não devemos esquecer, mas sim aprender com a história para não repetirmos os erros do passado”.
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