segunda-feira, 7 de setembro de 2026

IGREJA

 

Leão XIV pede que visitas de Witkoff e Kushner à Rússia e à Ucrânia "abram caminho à diplomacia"

O papa Leão XIV pediu hoje (6), depois da oração do Ângelus, que a missão dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, que já se encontraram com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e têm viagem marcada para Kiev, capital da Ucrânia, para se reunirem com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ajude a abrir "caminho à diplomacia".

“Espero que os esforços empreendidos nestes últimos dias para retomar as negociações tragam frutos concretos e abram caminho à diplomacia. Elevemos a nossa oração ao Senhor para que, em todos os conflitos do mundo, prevaleça a concórdia”, disse o papa.

As declarações surgem pouco depois de a Rússia e a Ucrânia terem rompido uma trégua temporária de três dias, alcançada enquanto enviados dos EUA negociavam com Putin no Kremlin de Moscou. Depois do fim da trégua, a Rússia lançou um ataque com 108 drones em território ucraniano. Segundo a Força Aérea Ucraniana e o Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia (DSNS, na sigla em ucraniano), os drones atingiram 11 locais, como a região de Zaporizhzhia, onde uma pessoa morreu.O papa também lamentou “as notícias sobre os violentos ataques que atingiram recentemente várias cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, causando a morte de pessoas inocentes”.Na última semana de agosto e nos primeiros dias de setembro, Kiev sofreu vários dias consecutivos de ataques com mísseis e drones, que mataram e feriram dezenas de pessoas. Em 1º de setembro, um ataque a instalações ferroviárias e outras áreas da capital ucraniana matou pelo menos 12 pessoas, inclusive vários trabalhadores ferroviários, além de danos significativos a edifícios civis, segundo relatos da imprensa internacional.

“O meu coração une-se ao sofrimento da população, que vive há anos na angústia e no medo. Dirijo um novo apelo para que se ponha fim à violência, que cessem as destruições e que os corações se abram ao diálogo e à paz!”, disse Leão XIV.

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