Falar mal dos outros “paralisa” a resolução de problemas, diz Leão XIV
Com base no Evangelho de hoje (6), em que Jesus Cristo propõe à comunidade cristã como viver o amor fraterno, o papa Leão XIV disse que falar mal dos outros pelas costas não só não resolve os problemas, como "paralisa" a sua solução.
“As queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade”, disse o papa, falando sobre a importância da correção fraterna com base em uma das cartas de são Paulo apóstolo aos Romanos.
Sobre a correção fraterna, Leão XIV disse que se trata de uma "arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade".
Ele falou sobre os passos que Jesus Cristo propõe quando há um problema com alguém: “Falar uns com os outros com sinceridade – primeiro a sós; depois, se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, quando for preciso, com toda a comunidade – significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento”.
Leão XIV falou também sobre o perdão e o amor mútuo entre os cristãos: “Jesus ensinou-nos a suplicar e a praticar a remissão das dívidas. Existe, porém, um património que devemos uns aos outros, sem ficarmos presos a ele: é a dívida do amor mútuo”.
O papa disse também que existe uma segunda maneira de viver o amor fraterno que “molda até mesmo a oração”, que envolve a prática de chegar a acordos.
Assim, ele pediu às pessoas para recorrer à oração não só quando há um conflito, mas também para "pedir a Deus uma graça".
Segundo o Evangelho, o Senhor diz: “«Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu» (Mt 18, 19)”.
Segundo o papa, essa promessa “sugere que podemos ter desejos comuns, dores comuns, esperanças comuns e, através da oração, crescer na unidade”.
“Sem fé, cada um poderia sentir-se sozinho e desconfiar dos outros, vendo-os como estranhos e inimigos”, disse Leão XIV.“Pela graça, somos, pelo contrário, irmãos e irmãs que podem estar unidos: encontrando-nos, perdoando-nos e ouvindo-nos uns aos outros no Senhor”, concluiu o papa.
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