segunda-feira, 7 de setembro de 2026

IGREJA

 

Correção fraterna: um ato difícil mas necessário. As indicações do Papa Leão XIV

O Papa encorajou as comunidades cristãs a viverem esse “amor mútuo” praticando a arte “delicada e muitas vezes esquecida” da “correção fraterna” e aprendendo a “chegar a um acordo” antes de tomar uma decisão.

Neste domingo, milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, apesar do intenso calor do verão ao meio-dia, para ouvir Leão XIV e recitar a oração do Angelus com ele. Em sua meditação, inspirada pelas leituras do dia, o Papa enfatizou a exortação que São Paulo dá à comunidade de Roma: “Irmãos e irmãs, não devemos nada a ninguém, a não ser o amor mútuo”.

Essa dívida de amor mútuo, explicou o Papa, é “a atenção, o cuidado e a bondade que recebemos”, que “nos tornam mais livres e mais capazes de assumir nossas responsabilidades”. E para praticar esse amor mútuo nas comunidades cristãs, ele indicou dois caminhos propostos por Cristo no Evangelho do dia: “correção fraterna” e “chegar a um acordo”.

A correção fraterna, “uma arte delicada e muitas vezes esquecida”, consiste em “falar sinceramente uns com os outros — primeiro individualmente, depois, se necessário, em pares ou pequenos grupos de três, e finalmente, quando preciso, com toda a comunidade”. Esse método, insistiu Leão XIV, permite “enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em passos de crescimento”, ao contrário das queixas e fofocas, que são “fáceis”, mas “não levam a lugar nenhum e paralisam muitas situações”.

O Papa afirmou então que chegar a um acordo antes de tomar uma decisão pode ser útil “em tempos de conflito, mas também ao pedir a Deus uma dádiva”, porque muitas vezes “podemos ter desejos comuns, sofrimentos comuns, esperanças comuns e crescer em unidade pela oração”. Essa abordagem baseada na fé, explicou ele, ajuda a evitar “sentir-se sozinho e desconfiar dos outros, vendo-os como estranhos e inimigos”, ao mesmo tempo que nos encoraja a reconhecer uns aos outros “como irmãos e irmãs, encontrando-nos, perdoando e ouvindo uns aos outros no Senhor”.

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